31 Outubro 2011

Nove mitos e verdades sobre os neandertais

Pesquisas recentes sugerem que o homem de Neandertal era "gente como a gente". Mas o que isso quer dizer? Quais eram as semelhanças e diferenças entre eles e o homem moderno? Em entrevista ao site de VEJA, especialistas esclarecem as principais descobertas sobre nosso primo pré-histórico


 Gente como a gente. É assim que os principais pesquisadores atualmente descrevem os neandertais, homens pré-históricos que viveram entre 130.000 e 30.000 anos atrás na Europa e em partes da Ásia. "Eles enterravam seus mortos, usavam objetos de adorno pessoal e desenvolveram uma sofisticada tecnologia do fogo", disse em entrevista ao site de VEJA o arqueólogo português João Zilhão, um dos maiores especialistas em neandertais. "Do ponto de vista arqueológico, não existe diferença cultural significativa entre neandertais e humanos modernos", afirmou Vanessa Paixão-Côrtes, doutoranda da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Vanessa faz parte de um grupo coordenado pela pós-doutora em biologia, Maria Cátira Bortolini, que estuda o genoma do neandertal. 
Não só o comportamento dos neandertais era semelhante ao dos homens contemporâneos: de acordo com Zilhão, os neandertais era tão parecidos fisicamente com os nossos antepassados que se andassem nas ruas de hoje ninguém notaria a diferença. Aliás, a experiência já foi feita. "Certa vez maquiaram atores como neandertais e os colocaram para passear pelas ruas de cidades ocidentais, como Nova York", contou Zilhão. E ninguém notou as diferenças, como formato do queixo, robustez das têmporas e corpo avantajado.

Desaparecimento - Apesar das semelhanças, restam ainda muitos mistérios sobre os "primos" dos homens modernos. Por exemplo, não se sabe muito bem por que os neandertais simplesmente desapareceram da Terra há 50.000 anos na Ásia e há 30.000 anos na Europa. Um dos artigos mais recentes defende que os neandertais não teriam resistido à invasão em massa de homens modernos na Europa há 40.000 anos.
De acordo com Zilhão, por meio de cruzamentos, os neandertais foram assimilados pelas populações de homens modernos originárias da África e que ocuparam gradativamente a Europa e Ásia a partir de 50.000 anos atrás. [...]

Herança genética - A assimilação de neandertais pelos humanos modernos, segundo Zilhão, está provada pela anatomia de fósseis dos primeiros europeus que tiveram o primeiro contato com os neandertais e pela comparação do genoma com indivíduos de vários continentes. "Os neandertais contribuíram para o genoma humano e esses traços genéticos persistem até hoje em porcentagem significativa", disse.
De acordo com Vanessa, entre 1% e 4% do DNA de humanos modernos é de neandertais e outros homens arcaicos.
Mas a pesquisadora lembra que, além da assimilação, existem outras hipóteses não excludentes que também podem explicar o desaparecimento dos neandertais, como o extermínio, epidemias e até catástrofes naturais. "Os motivos para o sucesso humano e a extinção dos neandertais ainda são amplamente debatidos", disse Vanessa.

Humanos - Uma das questões mais debatidas entre os pesquisadores é se o neandertal era uma subespécie de Homo sapiens - ou seja, uma população de humanos eventualmente isolada - ou uma espécie completamente diferente, a do Homo neandethalensis.
Na opinião de Zilhão, trata-se de uma subespécie. "Se houve miscigenação importante entre os dois grupos, isso significa que eram subespécies ou populações de uma só espécie biológica, não duas espécies distintas", ponderou o arqueólogo.

Os cientistas já descobriram que o cruzamento de humanos com neandertais gerou híbridos férteis. Isso significa que, em um dado momento, rompeu-se qualquer tipo de isolamento reprodutivo entre o homem moderno e o neandertal. "Mas a tarefa de categorizar espécies é muito difícil", disse Vanessa. "No fim das contas, são todos considerados humanos".

Fonte: Veja

Nota: É sempre muito bom quando cientistas chegam definitivamente às conclusões científicas daquilo que já era óbvio. Bom, gostei muito da última frase da Vanessa "No fim das contas, são todos considerados humanos".

Cientistas brasileiros encontram fóssil de bicho-preguiça de 10 mil anos - (O que isto pode revelar?)


Fóssil foi descoberto em 2006 por um agricultor mineiro. Cientistas de Uberaba ouviram falar da história, em 2009, e então recuperaram os ossos.

Cientistas brasileiros confirmaram ter encontrado fósseis em Minas Gerais de um bicho-preguiça de seis metros de altura, que viveu durante o período Holoceno, há cerca de 10 mil anos, informou neste sábado o jornal Correio Brasiliense.
"É uma descoberta incrível e de grande valor para a ciência, pois é um mamífero pré-histórico que abre novas e amplas possibilidades de estudo", disse ao jornal o geólogo Carlos Borges, diretor do Museu de Dinossauros da cidade de Uberaba.
Os fósseis, que segundo os especialistas correspondem a um exemplar da espécie Eremotherium laurillardi, foram localizados em uma zona rural de Uberaba por coincidência. O responsável pela descoberta foi o agricultor José Bezerra, morto há dois anos em um acidente de trânsito. Em 2006, Bezerra achou no campo ossos gigantes e por curiosidade decidiu guardá-los.
Em 2009, a história dos ossos gigantes guardados pelo agricultor chegou aos ouvidos dos cientistas do Museu de Dinossauros, que os recuperaram e estudaram com ajuda de uma fundação dedicada à pesquisa.
Segundo os especialistas, que não puderam determinar se o fóssil pertenceu a um macho ou uma fêmea, o exemplar era de um adulto, herbívoro, de seis metros de altura, que podia se sustentar sobre as duas patas traseiras e utilizava grandes garras para pegar folhas e frutas nos galhos mais altos das árvores.
(Com Agência EFE)
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Fonte: Veja.com 
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Nota: O que a Bíblia pode dizer a respeito?

“Havia naqueles dias gigantes na terra”. Gênesis 6:4.
A descrição bíblica refere-se ao período pré diluviano. Afirma-se que os homens e mulheres que viviam no período do Éden até o período pré diluviano, eram maiores em estatura. Muitos homens e mulheres chegavam a uma estatura aproximada de quatro metros, como comprovada por pegadas e cunhas encontradas por arqueólogos. Segundo o comentário bíblico, “ao sair o homem das mãos do Criador era de elevada estatura e perfeita simetria. O rosto trazia a rubra coloração da saúde, e resplendia com a luz da vida e com alegria. A altura de Adão era muito maior do que a dos homens que hoje habitam a Terra. Eva era um pouco menor em estatura; contudo suas formas eram nobres e cheias de beleza”. Patriarcas e Profetas, págs. 44 e 45. Semelhante descrição é dada a Sete filho de Adão. “Sete era de estatura mais nobre do que Caim ou Abel, e parecia-se muito mais com Adão do que os demais filhos.” C.T, 38

Também há descrições de elevada estatura de homens que viveram no período da conquista de canaã pelo povo de Israel. Quando chegaram as fronteiras de canaã, Moisés havia enviado doze espias para colher informações das terras e de seu povo. Dez dos espias voltaram trazendo informações de que seria impossível tomar as terras e batalhar contra o exército daquelas terras por causa da elevada estatura dos homens que ali habitavam. “Todo o povo que vimos no meio dela são homens de grande estatura. “Também vimos ali gigantes, filhos de Enaque, descendentes dos gigantes; e éramos aos nossos olhos como gafanhotos, e assim também éramos aos seus olhos." Núm. 13:31-33. PP, 389”. “Os habitantes desta terra, descendentes de uma raça de gigantes, eram de estatura e força maravilhosas, e tão notados pela violência e crueldade que eram o terror de todas as nações circunvizinhas; e isto ao mesmo tempo em que Ogue, rei do país, era notável pela estatura e proezas, mesmo em uma nação de gigantes.” HR, 158.

A bíblia ainda nos esclarece que um dos filhos de Jessé, Eliabe era de estatura elevada e isso foi o que confundiu o profeta Samuel em seu julgamento para escolher qual seria o Rei de Israel substituto de Saul. PP, 638. I Samuel 16:6,7. Por uma questão de lógica, não é difícil entender que se os homens eram gigantes ou de estatura bem elevada, porque não seriam também os animais? Uma vez que eles estavam vivendo aos cuidados do homem? “Os pacíficos animais, em feliz inocência, brincavam em torno de Adão e Eva”. Signs of the Times, 11 de junho de 1874. Até mesmo por uma questão bíblica, essas pegadas encontradas de possíveis dinossauros com pegadas humanas, na pior das hipóteses tornam válidas as descrições bíblicas de que homens e animais gigantes viveram juntos no período pré diluviano e que pegadas e vestígios geológicos encontrados em vários cantos do mundo evidenciam a versão bíblica da história passada.

Portanto se a versão bíblica é coerente, porque os homens e mulheres são tão pequenos comparando-os principalmente com os antediluvianos? Porque existe hoje pessoas de estatura tão baixa? Qual seria algumas das razões dessa condição de decadência física? Ellen White, renomada escritora cristã e teóloga, a esse respeito escreveu: “Tem-me sido apresentada a deplorável condição do mundo no tempo atual. Desde a queda de Adão, a humanidade tem estado degenerando. Foram-me reveladas algumas das razões da lastimável condição atual de homens e mulheres formados à imagem de Deus... Deus não criou o gênero humano em sua presente condição debilitada. Este estado de coisas não é obra da Providência, mas, do homem; e tem sido ocasionado por maus hábitos e abusos, pela violação das leis que Deus estabeleceu para governar a existência humana. Cedendo à tentação de satisfazer o apetite, Adão e Eva caíram originalmente de sua condição elevada, santa e feliz. E é por meio da mesma tentação que os homens se têm debilitado. Eles têm permitido que o apetite e a paixão ocupem o trono, mantendo em sujeição a razão e o intelecto. A violação da lei física e sua conseqüência - o sofrimento humano - têm prevalecido por tanto tempo, que homens e mulheres consideram o presente estado de doença, sofrimento, debilidade e morte prematura, como a sorte destinada aos seres humanos. O homem saiu das mãos do Criador perfeito e belo na forma, e de tal modo dotado de força vital que levou mais de mil anos para que os corruptos apetites e paixões, bem como a geral violação da lei física, fossem sensivelmente notados. As gerações mais recentes têm experimentado a pressão da debilidade e da doença mais rápida e rigorosamente a cada geração. As forças vitais têm sido grandemente enfraquecidas pela condescendência com o apetite e as paixões da concupiscência.” CSE, Pág. 09.

O homem condicionado ao pecado, especialmente no que diz respeito a transgressão das leis da saúde, tem sido o grande causador dessa decadência física. “Adão e Eva no Éden eram nobres em estatura e perfeitos em simetria e beleza. Estavam sem pecado e em perfeita saúde. Que contraste com a humanidade agora! A beleza perdeu-se. A saúde perfeita é desconhecida. Por toda parte vemos doenças, deformidade e imbecilidade..” CRA, 145.

Até quando essa decadência prevaleceria?

Para os que não são céticos, existe uma promessa de restituir homens e mulheres em sua estatura original. Esta decadência não permanecerá por muito tempo mais. Enquanto Jesus não retornar haverá maior fragilidade fisica resultante do pecado e das transgressões das leis da saúde. Mas após a 2º vinda de Cristo a este mundo, todos os salvos ressuscitarão em sua estatura comum a qual desceram a sepultura, mas ao longo dos mil anos todos crescerão a estatura original. “Todos saem do túmulo com a mesma estatura que tinham quando ali entraram. Adão, que está em pé entre a multidão dos ressuscitados, é de grande altura e formas majestosas, de estatura pouco menor que o Filho de Deus. Apresenta assinalado contraste com o povo das gerações posteriores; sob este único ponto de vista se revela a grande degeneração da raça. Todos, porém, surgem com a vivacidade e o vigor de eterna juventude. ... Restabelecidos à árvore da vida, no Éden há tanto tempo perdido, os remidos crescerão (Mal. 4:2) até à estatura completa da raça em sua glória primitiva”. O Grande Conflito, págs. 644 e 645.

10 perguntas a fazer ao teu professor de Biologia sobre design

Se nós soubermos fazer as perguntas certas, os darwinistas revelarão a natureza religiosa da sua teoria pagã. Como tal, apresento aqui uma lista de 10 perguntas que podem ser feitas aos professores de biologia darwinistas.
Esta lista é uma modificação da lista originalmente proposta pelo Dr William Dembski.

1. Se a natureza ou alguns aspectos dela foram arquitectados inteligentemente, como é que nós podemos saber?

2. O projecto científico que opera sob o nome de SETI (Search for Extraterrestrial Intelligence) procura sinais espaciais com origem inteligente. Deveriam os cientistas procurar indícios biológicos com origem inteligente? Porquê? E se não, porque não?

3. Como é que podemos explicar a complexidade e a saturação informacional presente nos sistemas biológicos? Como é que eles originaram?

4. Existe alguma estrutura presente nas células que se assemelhe a algum engenho feito por humanos? Como é que podemos explicar tais estruturas?

5. O que são sistemas de complexidade irredutível? Existe algum sistema assim na biologia? Se sim, serão esses sistemas evidência para design inteligente? Se não, porque não?

6. Designers humanos (arquitectos, engenheiros, etc) re-utilizam sistemas que funcionam bem. As formas de vida também exibem evidência de re-utilização de sistemas e estruturas (o sistema de visão humano é semelhante ao dos polvos e lulas, por exemplo). Será isto evidência para descendência comum, design comum, ou uma combinação dos dois?

7. Para melhor se entenderem os sistemas biológicos, os biólogos moleculares muitas vezes têm de usar aquilo que se chama de “engenharia revertida”. Uma vez que se tem que usar engenharia revertida para melhor se entenderem as funções de certos sistemas biológico, será isto evidência que esses sistemas foram originalmente “arquitectados” (isto é, feitos por uma Inteligência)?

8. Existe alguma diferença entre previsões científicas feitas pela teoria da evolução e as previsões feitas pela teoria do design inteligente? Tomemos o exemplo do chamado “ADN lixo” (junk DNA). Para qual das duas teorias a noção de que largas partes ADN são “lixo” seria mais plausível? Evolução ou design inteligente?

9. Que tipo de evidências te poderiam convencer que a teoria do design inteligente é verdadeira e que o neo-Darwinismo é falso? Se nenhuma evidência a esse nível existe, e nem sequer pode existir, de que forma é o neo-darwinismo uma teoria científica testável?

10. Será possível determinar se um objecto foi feito por alguém sem sabermos quem esse alguém é? Por exemplo, será possível determinar que um objecto é um artefacto antigo mesmo sem sabermos qual foi a civilização que o produziu?

Longe vão os tempos em que os darwinistas agitavam uns ossinhos numa sala de aula e afirmavam que isso eram “evidências” para “evolução”.


Hoje em dia, e em parte (não em todo) graças ao trabalho dos cientistas Cristãos, o público está a inteirar-se mais sobre o que se está a debater. Um bom exemplo disso foi o título do passado debate em Oeiras entre o Ludwig e o Jónatas. Para constrangimento do Ludwig, o título do debate foi “EvolucioNISMO vs Criacionismo”, e não “A Teoria da Evolução vs Criacionismo”.

Fonte: Darwinismo
           Criacionismo

Nota: Alguns anos atrás fui abordado por uma senhora que me afrontou com a afirmação que o homem veio dos macacos. Pediu-me que provasse na Bíblia que o homem não veio do macaco. Bom, certamente achei mamão com açucar e de imediato mostrei-lhe o texto de Gênesis 1:27 para envidenciar que fomos criados a imagem e semelhança de Deus. No entanto, esta era a resposta que ela esperava de mim, pois após ter-lhe mostrado, rapidamente me fez uma segunda pergunta capciosa. Ela me perguntou: "Já que viemos de Deus, como Você poderia provar que Deus não era um macaco? Neste momento, fiquei pensativo e sem resposta por alguns segundos até que de relance, de longe, visualizei um espelho pendurado em uma parede me sugerindo uma ideia. Olhei bem firme nos olhos dela e como resposta lhe fiz um desafio: "Minha senhora, já que você foi feito à imagem e semelhança de Deus, gostaria que você se levantasse e diante daquele espelho se observasse, caso sua aparência seja de uma macaca, creio que de fato Deus seria um macaco". Ela ficou por um tempo pensativa e não se atreveu a olhar-se no espelho. Resultado, 6 meses depois ela se tornou membro da Igreja Adventista do Sétimo Dia...

29 Outubro 2011

Comentário da Lição da Escola Sabatina – Lição 06 – 4º Trimestre 2011 (29 de Outubro a 05 de Novembro)


Comentário da Lição da Escola Sabatina – Lição 06 – 4º Trimestre 2011 (29 de Outubro a 05 de Novembro)

Comentário: Gilberto G. Theiss

SÁBADO, 29 DE OUTUBRO
                                                           A superioridade da promessa
(Gl 3:18)

            Conheci um rapaz que havia noivado três vezes e se casado duas. Infelizmente nas três em que estava noivo, a noiva o abandonou, e nas duas vezes em que esteve casado, foi traído e abandonado. Infelizmente, as promessas humanas parecem ter alguma dificuldade em manter-se firme até o fim. As pessoas mudam de opinião com facilidade e às vezes até rapidamente. Mesmo que gere desconforto e sofrimento as promessas humanas não cumpridas tem se tornado muito comum. Outro dia visitei uma jovem que sofria muito por ter sido abandonada pelo marido. Promessas humanas, promessas que, às vezes, trazem mais complexo de culpa e dor por não se cumprirem.
            Esta semana vamos falar da promessa superior a nossa. Deus parece ser o único capaz de levar até o fim Suas promessas. Ao longo dos anos, desde a criação do homem, Deus tem se revelado com promessas e a maior evidência da integridade, durabilidade e fidelidade das promessas de Deus, é que, elas continuam firmes até hoje. Se em seres humanos não podemos confiar, saiba que, em Deus podemos. Nele nossas esperanças poderão ser depositadas sem nenhum receio. Nele nossa vida poderá ser depositada com toda firmeza e confiança. Aliás, Deus é o único que jamais nos frustrará. Sua promessa é superior em todos os sentidos e são eternas não sofrendo mudança e nem sombra de variação.

Leitura Adicional

            “O espírito de escravidão é gerado pela tentativa de viver de acordo com a religião legal, pelo esforço de cumprir as exigências da lei mediante as próprias forças. Não há esperança para nós a não se sob a aliança abraãmica, que é a aliança da graça pela fé em Cristo Jesus. O evangelho pregado a Abraão, através do qual ele obteve esperança, foi o mesmo evangelho pregado a nos hoje, pelo que  temos a nossa fé” (The Youlth’ Instructor, 22 de setembro de 1892).

            “Dada por Deus por intermédio de Moisés, a lei cerimonial, com seus sacrifícios e ordenanças, devia ser obrigatória para os hebreus até que o tipo encontrasse o antítipo na morte de Cristo como Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo. Então, todas as ofertas e rituais seriam abolidos. Paulo e os outros apóstolos trabalharam para mostrar isso e resistiram resolutamente aos mestres judaizantes, que declaravam que os cristãos deviam observar a lei cerimonial.
            A lei dos dez preceitos, pronunciada no Monte Sinai, o próprio Cristo declara que não veio destruir. Esse testemunho deveria resolver a questão de uma vez por todas. A lei de Deus é tão imutável quanto o trono do Senhor. Ela mantém suas reinvindicações perante toda a humanidade em todas as épocas, inalterada por tempo, lugar e nem por circunstância. O sistema cerimonial tinha um caráter completamente diferente, acrescentando à guarda dos dez preceitos do Eterno. Cristo declara que não veio destruir a lei, mas cumpri-la, para engrandecer a lei e fazê-la gloriosa, como profetizou Isaías, centenas de anos antes, que seria a tarefa do Messias” (Review and Herald, 27 de setembro de 1881).

DOMINGO, 30 DE OUTUBRO
Lei e fé
(Gl 3:15-18)

            Duas frases são importantes nestas citações, a primeira tem haver com a aliança feita por intermédio de um descendente (v.16), e a segunda tem haver com a promessa feita por Deus a Abraão gratuitamente (v.18). A preocupação de Paulo tem por base o valor da fé diante do legalismo plantado na mente de alguns. De forma alguma estava ele anulando a lei, pois, segundo suas próprias palavras em Romanos 3:31, a lei tem a sua devida importância. O que o apóstolo combate nestas declarações é a salvação por intermédio da lei. Por este motivo ele apresenta a aliança que fez com Abraão que surgira por intermédio de Jesus. Jesus foi e é o sustento da aliança concedendo-nos gratuitamente a redenção. A lei não atribui salvação porque não foi dada por Deus para desempenhar este propósito. O centro da aliança não era a lei e quando esta foi dada no Sinai, não provocou anulamento da aliança da graça feita com sangue. O que muitos não compreendem é que, os dez mandamentos não foram uma inovação nos tempos de Moisés. O próprio Moisés, ao escrever o livro de Gênesis (26:5) deixou evidente a obediência de Abraão à Deus dizendo: “obedeceu à minha voz, e guardou o meu mandado, os meus preceitos, os meus [estatutos] e as minhas leis”. José, ao se recusar deitar-se com a esposa de Potifar, revelou sua obediência ao sétimo mandamento da lei de Deus. Estas e outras narrativas indicam que os mandamentos já existiam mesmo antes de Moisés. No monte Sinai eles apenas foram escritos em pedra e em rolos para que o povo de Israel não esquecesse mais da vontade do Senhor. Portanto, a aliança da fé foi instituída gratuitamente por Deus mesmo diante da existência da lei. O propósito da lei era mostrar ao povo a maldição do pecado e a necessidade da redenção que só poderia ser encontrada fora de nós – através do Messias prometido. Esta aliança, embora refeita várias vezes por causa da desobediência do povo, sempre foi pela fé. Em Cristo a aliança foi chamada de nova por ter sido ratificada por Ele, mediante o seu sangue, mas a essência sempre foi a mesma, salvação pela fé.

Leitura Adicional

            “Assim como a Bíblia apresenta duas leis, uma imutável e eterna, e outra provisória e temporária, assim há dois concertos. O concerto da graça foi feito primeiramente com o homem no Éden, quando, depois da queda, foi feita uma promessa divina de que a semente da mulher feriria a cabeça da serpente. A todos os homens este concerto oferecia perdão, e a graça auxiliadora de Deus para a futura obediência mediante a fé em Cristo. Prometia-lhes também vida eterna sob condição de fidelidade para com a lei de Deus. Assim receberam os patriarcas a esperança da salvação.
Este mesmo concerto foi renovado a Abraão, na promessa: "Em tua semente serão benditas todas as nações da Terra." Gên. 22:18. Esta promessa apontava para Cristo. Assim Abraão a compreendeu (Gál. 3:8 e 16), e confiou em Cristo para o perdão dos pecados. Foi esta fé que lhe foi atribuída como justiça. O concerto com Abraão mantinha também a autoridade da lei de Deus. O Senhor apareceu a Abraão e disse: "Eu sou o Deus todo-poderoso, anda em Minha presença e sê perfeito." Gên. 17:1. O testemunho de Deus concernente a Seu fiel servo foi: "Abraão obedeceu à Minha voz, e guardou o Meu mandado, os Meus preceitos, os Meus estatutos, e as Minhas leis." Gên. 26:5. E o Senhor lhe declarou: "Estabelecerei o Meu concerto entre Mim e ti e a tua semente depois de ti em suas gerações, por concerto perpétuo, para te ser a ti por Deus, e à tua semente depois de ti." Gên. 17:7.
Se bem que este concerto houvesse sido feito com Adão e renovado a Abraão, não poderia ser ratificado antes da morte de Cristo. Existira pela promessa de Deus desde que se fez a primeira indicação de redenção; fora aceito pela fé; contudo, ao ser ratificado por Cristo, é chamado um novo concerto. A lei de Deus foi a base deste concerto, que era simplesmente uma disposição destinada a levar os homens de novo à harmonia com a vontade divina, colocando-os onde poderiam obedecer à lei de Deus.
Outro pacto, chamado nas Escrituras o "velho" concerto, foi formado entre Deus e Israel no Sinai, e foi então ratificado pelo sangue de um sacrifício. O concerto abraâmico foi ratificado pelo sangue de Cristo, e é chamado o "segundo", ou o "novo" concerto, porque o sangue pelo qual foi selado foi vertido depois do sangue do primeiro concerto. Que o novo concerto era válido nos dias de Abraão, evidencia-se do fato de que foi então confirmado tanto pela promessa como pelo juramento de Deus, "duas coisas imutáveis, nas quais é impossível que Deus minta". Heb. 6:18.
Mas, se o concerto abraâmico continha a promessa da redenção, por que se formou outro concerto no Sinai? - Em seu cativeiro, o povo em grande parte perdera o conhecimento de Deus e os princípios do concerto abraâmico. Libertando-os do Egito, Deus procurou revelar-lhes Seu poder e misericórdia, a fim de que fossem levados a amá-Lo e confiar nEle. Trouxe-os ao Mar Vermelho - onde, perseguidos pelos egípcios, parecia impossível escaparem - a fim de que se compenetrassem de seu completo desamparo, e da necessidade de auxílio divino; e então lhes operou o livramento. Assim eles se encheram de amor e gratidão para com Deus, e de confiança em Seu poder para os ajudar. Ele os ligara a Si na qualidade de seu Libertador do cativeiro temporal.” (Patriarcas e Profetas, p. 370, 371).

                                                       SEGUNDA, 31 DE OUTUBRO
Fé e lei
 (Rm 3:31; 7:7, 12; 8:3-4; Mt 5:17-20)

            A declaração de Paulo em Romanos 3:31 nos dá suporte para entender melhor a dinâmica da fé e da lei em todo o enredo do plano da redenção. Alguns afirmam categoricamente que, a fé anula  lei. A este respeito Paulo foi enfático dizendo que não. Outros afirmam que a lei é superior à fé.  Com isto conseguem fazer da lei um meio de salvação. Bom, todas as duas ideias são distorções da verdade. Se a fé pudesse anular a obediência, Jesus teria morrido em vão, pois era mais simples abolir a lei do que cumprir a justiça da lei em Sua vida/morte. Da mesma forma, se a lei pudesse salvar, Jesus teria morrido em vão, pois não seria o Seu sangue fator único e primordial para aceitar o arrependimento humano, mas a obediência. Neste caso em específico, nem a fé e nem a lei são superiores um ao outro. Na verdade tanto a fé quanto a lei são fundamentais em todo o contexto da vida cristã, pois a fé tem sua função muito peculiar e a lei também a sua função muito própria. A fé nos conduz à aceitação do que Jesus efetuou por nós, e a lei nos conduz aos deveres da vida cristã. Uma tem haver com salvação e outra com conduta cristã. Um exemplo meio que patético mas que pode nos ajudar a ilustrar bem é o óleo e a gasolina de uma veículo. A gasolina comparado à fé, é o que faz o motor funcionar e consequentemente o veículo andar, o óleo comparado à lei é o que mantém as engrenagens do motor em condições de funcionamento mantendo o veículo em possibilidade de andar. Neste exemplo notamos que um depende do outro. Isto significa que, embora a salvação seja unicamente pela fé, nossa vida ao ser alcançada pela graça maravilhosa de Jesus, se torna abundante em boas obras. Quanto mais próximo de Jesus estamos, mais semelhante a ele e mais obedientes à Sua vontade nos tornamos. A fé é a gasolina que nos move em direção ao Céu nos méritos de Jesus e a lei é a graxa que nos condiciona a continuar nossa jornada como cristãos autênticos e obedientes e livres das consequências do pecado.

Leitura Adicional

            “Cristo suportou a maldição da lei, sofrendo sua pena, levando a término o plano segundo o qual devia o homem ser colocado onde pudesse guardar a lei de Deus e ser aceito graças aos méritos do Redentor; e por Seu sacrifício derramou-se glória sobre a lei. Então a glória daquilo que não é transitório - a lei de Deus, dos Dez Mandamentos, Sua norma de justiça - foi claramente vista por todos os que viram o fim daquilo que era transitório.
"Todos nós, com o rosto desvendado, contemplando, como por espelho, a glória do Senhor, somos transformados de glória em glória, na Sua própria imagem, como pelo Senhor, o Espírito." II Cor. 3:18. Cristo é o Advogado do pecador. Os que aceitam Seu evangelho, contemplam-nO de rosto descoberto. Vêem a relação de sua missão para com a lei, e reconhecem a sabedoria e glória de Deus, tais como são reveladas pelo Salvador. A glória de Cristo revela-se na lei, que é uma transcrição de Seu caráter, e Sua transformadora eficácia é sentida na alma, até que os homens se transformem em Sua semelhança. São feitos participantes da natureza divina, e tornam-se mais e mais semelhantes ao seu Salvador, caminhando passo a passo em conformidade com a vontade de Deus, até alcançarem a perfeição.
A lei e o evangelho estão em perfeita harmonia. Um sustenta o outro. Em toda a sua majestade a lei confronta a consciência, levando o pecador a sentir sua necessidade de Cristo como propiciação do pecado. O evangelho reconhece o poder e imutabilidade da lei. "Eu não teria conhecido o pecado, senão por intermédio da lei", declara Paulo. Rom. 7:7. A intuição do pecado, acentuada pela lei, impele o pecador para o Salvador. Em sua necessidade pode o homem apresentar o poderoso argumento fornecido pela cruz do Calvário. Pode ele reclamar a justiça de Cristo, pois é comunicada a todo pecador arrependido. Diz Deus: "O que vem a Mim, de modo nenhum o lançarei fora." João 6:37. "Se confessarmos os nossos pecados, Ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça." I João 1:9. (Mensagens Escolhidas, v.1, p.33).


TERÇA, 01 DE NOVEMBRO
O propósito da lei
(Gl 3:19-29; Rm 5:13,20)

            Esta é uma seção bastante complexa do livro de Gálatas, pois, ao longo de anos, muitos tem traduzido a lei em Gálatas como sendo a lei cerimonial. É comum ver irmãos, ainda hoje, insistindo com a ideia da lei escrita em livros (Gl 3:10) sendo a lei cerimonial. No entanto, é importante entendermos que o apóstolo não fazia separação de leis. Ao afirmar “as coisas que estão escritas no livro da lei” não estava se referindo a determinada lei em específico, mas a toda a lei descrita no Pentateuco. O livro da lei não era outra a não ser o próprio Pentateuco. Uma forte evidência desta verdade, que inclusive foi o cerne da discussão em Minneápolis no ano de 1888, é que, Paulo ao mencionar no verso  19 que a lei “foi acrescentada por causa da transgressão”, temos ai duas evidências de que ele se referia a todo o conjunto de leis e não apenas a cerimonial. 1º - Não era a lei cerimonial que imputava transgressão, mas a lei moral; 2º- A lei moral também foi acrescentada no Sinai por causa da transgressão do povo pelos anos em que permaneceram no Egito. A lei já existia antes do Sinai (Gn 26:5), mas foi no Sinai que ela foi redigida sobre condições que causaram espanto e temor no povo para que não mais se esquecessem.
            Como mencionado, esta foi a base da discussão em Minneápolis em 1888. De um lado, defendendo que a lei em Gálatas era a cerimonial estava o presidente da igreja Jorge Battler e o exímio estudante de profecias Urias Smith. De outro lado, defendendo que a lei era moral dois novatos na teologia daquele tempo, A. T. Jones e seu companheiro Waggoner. Com endosso de Ellen White o resultado final da discussão favoreceu o pensamento de A. T. Jones e Waggoner ao afirmar categoricamente que a lei em Gálatas era de fato não apenas a lei cerimonial, mas também a lei  moral. A este respeito, ao ser questionada, Ellen White escreveu: “Perguntam-me acerca da lei em Gálatas. Que lei é o aio que nos deve levar a Cristo? Respondo: Tanto o código cerimonial como o moral, dos Dez Mandamentos” (Mensagens Escolhidas, v.1, p. 233). Isto não significa que Paulo esteja combatendo a lei moral. Na verdade ele está combatendo o legalismo. Interpretar desta maneira não causa implicações aos dez mandamentos. Na verdade, dá mais sustento e credibilidade, pois o discípulo apresenta o seu real valor, o de conduzir à Cristo, o único capaz de sarar as feridas da transgressão. Caso lhe interesse saber mais a este respeito, abaixo estará algumas biografias que tratam deste tema do conflito em Minneápolis.

·           Livro: Em busca de identidade – Autor: George Knight – Editora: CPB
·           Livro: Portadores de luz – Autor: Richard W. Schwarz – Editora: Unaspress
·          Livro: Origin and history  of seventh-day – Autor: Arthur W. Spalding – Editora: RH
·          Livro: A história revelada e a verdade confirmada – Autor: Gilberto Theiss – Editora: Clínica dos Livros
·          Livro: A mensagem de 1888 – Autor: George Knight – Editora: CPB

Leitura Adicional

            “O povo de Deus, a quem Ele chama Seu peculiar tesouro, fora privilegiado com um duplo sistema de lei: a moral e a cerimonial. ...
Desde a Criação era a lei moral parte essencial do plano divino, e tão imutável como Ele próprio. A lei cerimonial existiu para atender a um propósito particular no plano de Cristo para a salvação da humanidade. O sistema típico de sacrifícios e ofertas fora estabelecido para que através dele o pecador pudesse discernir a grande oferta: Cristo. ... A lei cerimonial era gloriosa; era a provisão feita por Jesus Cristo em conselho com Seu Pai, para auxiliar na salvação da raça. Todos os dispositivos do sistema típico foram baseados em Cristo. Adão vira Cristo prefigurado no inocente animal que sofria, a penalidade da sua própria transgressão à lei de Jeová”. (SDA Bible Commentary, vol. 6, pág. 1.094).

“A necessidade do sistema de sacrifícios e ofertas cessou quando o tipo encontrou o antítipo na morte de Cristo. NEle a sombra encontrou a realidade. ... A lei divina manterá seu exaltado caráter enquanto durar o trono de Jeová. Esta lei é a expressão do caráter de Deus. ... Tipos e sombras, ofertas e sacrifícios não tiveram mais virtude alguma depois da morte de Cristo na cruz; a lei de Deus, porém, não fora crucificada com Cristo. ... Satanás está hoje enganando seres humanos em relação à lei de Deus. A lei dos Dez Mandamentos vive e viverá através das eras eternas.
Deus não fez o infinito sacrifício em dar Seu Filho unigênito para o nosso mundo, para assegurar ao homem o privilégio de quebrar os mandamentos divinos nesta vida ou na futura vida eterna”. (SDA Bible Commentary, vol. 6, pág. 1.116).

“Ele [Jesus] deu Sua vida preciosa e inocente para salvar os culpados seres humanos da eterna ruína, para que pela fé nEle possam permanecer sem culpa diante do trono de Deus. (SDA Bible Commentary, vol. 7, pág. 914).
                       
QUARTA, 02 DE NOVEMBRO
A duração da lei de Deus
(Gn 9:5, 6; 18:19; 26:5; 39:7-10; Êx 16:22-26)

            Será que a lei de Deus durou apenas até Cristo? A expressão de Paulo “até que” estaria indicando o fim da lei? Jesus na cruz cravou os dez mandamentos extinguindo-os por completo eliminando a necessidade de obedecê-los?
            Observe que, todo o Pentateuco com suas leis foram adicionadas no Sinai. Os dez mandamentos também foram adicionados no Sinai. No entanto, a lei já existia antes do Sinai. Se o pecado é a transgressão da lei (1 Jo 3:4), isto significa que já exista antes de Deus dar a Moisés. A não ser que creiamos na possibilidade de não ter existido pecado antes do monte Sinai, o que seria uma compreensão um tanto estranha. A diferença é que, no monte, Deus escreveu suas leis de maneira poderosa, estrondosa ao ponto de o monte tremer, haver relâmpagos e trovões provocando no povo muito temor. Na verdade a maneira como Deus se manifestou com Sua lei era para mostrar ao povo o quanto o pecado é terrível perante Ele e a sagracidade de Seus mandamentos. O povo de Israel havia sido escravo por cerca de 400 anos e aprenderam ser desobedientes e totalmente levianos a qualquer regra moral. Desta forma Sua lei precisava ser dada de uma maneira que causasse no povo espanto, temor e respeito, de maneira que pensassem duas vezes antes de transgredi-la.
            Quanto a expressão “até que” não está se referindo ao fim da lei, mas ao fim do poder do pecado. Jesus ao ser pendurado entre o Céu e a Terra daria solução definitiva a um problema que a lei jamais daria solução – o de redimir o homem. A lei existia apenas para mostrar nossa condição diante de Deus. Agora, com Cristo, a solução estava sendo oferecida. Sua graça nos daria capacidade de sermos redimidos e ao mesmo tempo capacitados para a obediência. Quanto à lei cerimonial, esta sim seria transitória, pois, o verdadeiro cordeiro que tira o pecado do mundo (Jo 1:29) estava sendo imolado no calvário (Mt 27:50,51).

Leitura adicional

            “De novo seu líder subiu a montanha; e o Senhor lhe disse: "Eis que Eu virei a ti numa nuvem espessa, para que o povo ouça, falando Eu contigo, e para que também te creiam eternamente." Quando deparavam dificuldades no caminho, estavam dispostos a murmurar contra Moisés e Arão, e acusá-los de tirar as hostes de Israel do Egito para as destruir. O Senhor queria honrar Moisés perante eles, a fim de que pudessem ser levados a confiar em suas instruções.
Deus Se propunha fazer da ocasião em que falaria a Sua lei uma cena de terrível grandeza, à altura do exaltado caráter da mesma. O povo deveria receber a impressão de que todas as coisas ligadas ao serviço de Deus, deviam ser consideradas com a maior reverência.” (Patriarcas e Profetas, p.303).

            “Paulo não apresentava nem a lei moral nem a cerimonial, como os pastores em nossos dias se atrevem a fazer. Alguns nutrem tal antipatia para com a lei de Deus, que se dão ao trabalho de denunciá-la e estigmatizá-la. Assim desdenham eles a majestade e glória de Deus e lançam-nas ao desprezo.
A lei moral jamais foi um tipo ou sombra. Existiu antes da criação do homem, e vigorará enquanto permanecer o trono de Deus. Não podia Deus mudar ou alterar um só preceito de Sua lei a fim de salvar o homem, pois é a lei o alicerce de Seu governo. É imutável, inalterável, infinita e eterna. Para o homem ser salvo, e para ser mantida a honra da lei, foi necessário que o Filho de Deus Se oferecesse como sacrifício pelo pecado. Aquele que não conheceu pecado tornou-Se pecado por amor de nós. Por nós morreu no Calvário. Sua morte demonstra o maravilhoso amor de Deus ao homem, e a imutabilidade de Sua lei.
No Sermão da Montanha Cristo declarou: "Não penseis que vim revogar a lei ou os profetas; não vim para revogar, vim para cumprir. Porque em verdade vos digo: Até que o céu e a Terra passem, nem um i ou til jamais passará da lei, até que tudo se cumpra." Mat. 5:17 e 18.
Cristo suportou a maldição da lei, sofrendo sua pena, levando a término o plano segundo o qual devia o homem ser colocado onde pudesse guardar a lei de Deus e ser aceito graças aos méritos do Redentor; e por Seu sacrifício derramou-se glória sobre a lei. Então a glória daquilo que não é transitório - a lei de Deus, dos Dez Mandamentos, Sua norma de justiça - foi claramente vista por todos os que viram o fim daquilo que era transitório.
"Todos nós, com o rosto desvendado, contemplando, como por espelho, a glória do Senhor, somos transformados de glória em glória, na Sua própria imagem, como pelo Senhor, o Espírito." II Cor. 3:18. Cristo é o Advogado do pecador. Os que aceitam Seu evangelho, contemplam-nO de rosto descoberto. Vêem a relação de sua missão para com a lei, e reconhecem a sabedoria e glória de Deus, tais como são reveladas pelo Salvador. A glória de Cristo revela-se na lei, que é uma transcrição de Seu caráter, e Sua transformadora eficácia é sentida na alma, até que os homens se transformem em Sua semelhança. São feitos participantes da natureza divina, e tornam-se mais e mais semelhantes ao seu Salvador, caminhando passo a passo em conformidade com a vontade de Deus, até alcançarem a perfeição.
A lei e o evangelho estão em perfeita harmonia. Um sustenta o outro. Em toda a sua majestade a lei confronta a consciência, levando o pecador a sentir sua necessidade de Cristo como propiciação do pecado. O evangelho reconhece o poder e imutabilidade da lei. "Eu não teria conhecido o pecado, senão por intermédio da lei", declara Paulo. Rom. 7:7. A intuição do pecado, acentuada pela lei, impele o pecador para o Salvador. Em sua necessidade pode o homem apresentar o poderoso argumento fornecido pela cruz do Calvário. Pode ele reclamar a justiça de Cristo, pois é comunicada a todo pecador arrependido. Diz Deus: "O que vem a Mim, de modo nenhum o lançarei fora." João 6:37. "Se confessarmos os nossos pecados, Ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça." I João 1:9. (Mensagens Escolhidas, v.1, p.  240-242).
           
QUINTA E SEXTA, 03  DE NOVEMBRO
A superioridade da promessa
(At 7:38; Gn 15:1-6; 18:1-33; 22:1-18)

            Paulo queria inculcar na mente dos judeus conversos que a plataforma da promessa ou da aliança não era centralizada na lei. O sangue de Cristo era o centro e a razão de ser da graça. A lei não poderia jamais ser superior ou anular a aliança feita por Deus ao povo. Embora os dez mandamentos sejam fundamentais no papel de orientar-nos para a obediência temos que ter em mente que, este é o único papel da lei. Somente pela graça é que somos salvos. É muito simples, quando pensarmos em remissão, esqueçam a lei. Quando pensarmos em obediência, pensemos na lei. Imagine que você corre perigo de vida e precisa ultrapassar um determinado campo para estar a salvo. O problema é que você não tem permissão para ultrapassar o campo. No entanto, mesmo não merecendo, o dono do campo lhe concede permissão para ultrapassar. Porém, lhe orienta a seguir fielmente as instruções do campo por haver ao longo deste caminho 10 placas indicando para não pisar nos locais em específico, pois ali havia bombas soterradas. Bom, a lei de Deus cumpre exatamente este propósito. Se seguirmos fielmente o trajeto não pisando exatamente onde a lei está dizendo para não pisar, ultrapassaremos o campo minado ileso de qualquer tragédia ou consequência da transgressão/pecado. Entretanto, a possibilidade de ultrapassar o campo para chegar ao outro lado, é concedida por Cristo ou por Sua graça. Se não fosse Sua graça, não teríamos a concessão para ultrapassar este campo e chegar a salvo do outro lado do campo. A lei serve apenas para dar orientação do que é pecado na vida e assim, se nós obedecermos, nos poupar de suas consequências danosas. A graça é a concessão de Cristo para ultrapassarmos o campo desta vida e alcançar o Céu em Seus próprios méritos.

Leitura Adicional

            “Abraão desejara grandemente ver o prometido Salvador. Fazia as mais fervorosas orações para que lhe fosse dado contemplar o Messias antes de Sua morte. E viu a Cristo. Foi-lhe concedida uma luz sobrenatural, e ele reconheceu o divino caráter de Cristo. Viu o Seu dia e alegrou-se. Foi-lhe dada uma visão do divino sacrifício pelo pecado. Desse sacrifício tinha ele uma ilustração no que se passara consigo mesmo. Fora-lhe dada a ordem: "Toma agora o teu filho, o teu único filho, Isaque, a quem amas, e oferece-o... em holocausto." Gên. 22:2. Sobre o altar do sacrifício, depôs
Pág. 469
ele o filho da promessa, o filho em quem se concentravam suas esperanças. Então, enquanto estava ao pé do altar com o cutelo erguido para obedecer a Deus, ouviu uma voz do Céu, que dizia: "Não estendas a tua mão sobre o moço, e não lhe faças nada; porquanto agora sei que temes a Deus, e não Me negaste o teu filho, o teu único." Gên. 22:12. Essa terrível prova foi imposta a Abraão, a fim de poder ver o dia de Cristo e compreender o grande amor de Deus para com o mundo, tão grande que, para erguê-lo da degradação, entregou Seu único Filho a tão vergonhosa morte.
Abraão aprendeu de Deus a maior lição que já foi dada a um mortal. Foi atendida sua oração para ver a Cristo antes de morrer. Contemplou-O; viu tudo quanto um mortal pode ver, e ao mesmo tempo subsistir. Fazendo uma inteira entrega, habilitou-se a compreender a visão de Cristo, que lhe fora concedida. Foi-lhe mostrado que, ao dar Seu Filho unigênito para salvar os pecadores da ruína eterna, Deus estava fazendo um sacrifício maior e mais admirável do que o homem jamais poderia fazer.” (O Desejado de Todas as Nações, p. 468,469).

            “A fé que justifica sempre produz primeiro verdadeiro arrependimento, e então boas obras, as quais constituem o fruto dessa fé. Não há fé para a salvação que não produza bom fruto. Deus deu Cristo ao nosso mundo para que Se tornasse o substituto do pecador. No momento em que é exercida verdadeira fé nos méritos do custoso sacrifício expiatório, reivindicando a Cristo como Salvador pessoal, nesse próprio momento o pecador é justificado diante de Deus, porque está perdoado.” (Mensagens Escolhidas, v.3, p.195).
           
Gilberto G. Theiss, nascido no estado do Paraná, é membro da Igreja adventista do Sétimo dia desde 1996. Crê integralmente nas 28 doutrinas Adventista como constam no livro “Nisto Cremos” lançado pela “Casa Publicadora Brasileira”. Foi ancião por 3 anos na Igreja Adventista do Sétimo dia da cidade Nova Rezende/MG e por 6 anos na Igreja Central de Guaxupé/MG. Foi Obreiro bíblico na mesma cidade e hoje, além de ser coordenador do curso básico de reforço teológico para líderes de igreja pelo site www.altoclamor.com, está Bacharelando no Seminário Adventista Latino-Americano de Teologia. Gilberto G. Theiss é autor de alguns livros e é inteiramente submisso e fiel tanto a mensagem bíblico-adventista quanto a seus superiores no movimento Adventista como pede hebreus 13:17. Toda a mensagem falada ou escrita por este autor é filtrada plenamente pelo que rege a doutrina bíblica-adventista do sétimo dia. Contato: gilbertotheiss@yahoo.com.br

23 Outubro 2011

Comentário da Lição da Escola Sabatina – Lição 05 – 4º Trimestre 2011 (22 a 29 de outubro)


Comentário da Lição da Escola Sabatina – Lição 05 – 4º Trimestre 2011 (22 a 29 de outubro)

Comentário: Gilberto G. Theiss

SÁBADO, 22 DE OUTUBRO
    Fé e Antigo Testamento
(Gl 3:13)

            Facilmente nos prendemos em coisas que, por algum motivo são muito valiosas. Apegamo-nos a casas, carros, pedras preciosas ou até mesmo em posições e títulos acadêmicos. Quanto maior o valor com mais força nos agarramos a eles. Sob o mesmo ponto de vista, poderíamos dizer que Deus também se apega a algo que possui um valor extraordinário. No entanto, Ele não se apega a coisas como, rotineiramente nós fazemos. Deus se prendeu a algo de extremo valor ao ponto de não soltar mesmo em face da morte – este algo somos nós, seres humanos caídos.
            O amor de Deus pela humanidade será matéria nas escolas do Céu, e o conhecimento absorvido nesta matéria não terá fim. Este amor inigualável é um assombro mesmo para os anjos que estão a Sua volta. Os seres do universo contemplam com espanto e admiração a dimensão e amplitude do profundo amor do onipotente. Quão bom seria se fosse possível contemplar com mais clareza este nobre princípio que faz parte da essência da divindade. Talvez teríamos mais seriedade ao tratar das coisas espirituais. Talvez seríamos mais consagrados e desesperados em alcançar o Céu. Talvez teríamos mais coragem, fé e ousadia em pregar o evangelho e ofertar os recursos financeiros para o mesmo. Um dia, ao chegar no Céu, quando percebermos o quanto o sacrifício de Jesus realmente foi extraordinário, talvez tenhamos profundo lamento por não termos sido mais altruísta e menos egoísta em ofertar nossa vida e nossos recursos...

Leitura Adicional

            “Assim o Apóstolo Paulo descreve sua maneira de trabalhar. Não se aproximava dos judeus de forma a despertar preconceito. Não queria correr o risco de torna-los seus inimigos, dizendo-lhes logo no primeiro esforço que eles deveriam crer em Jesus de Nazaré, mas se demorava nas promessas das Escrituras  do Antigo Testamento, que testemunhava de Cristo, de Sua missão e de Sua obra. Assim, levava-os passo a passo, mostrando-lhe à lei cerimonial, mostrando que foi Cristo quem instituiu todo o sistema sacrificial. Depois de se demorar sobre essas coisas, tornando-se evidente que ele mesmo tinha uma clara compreensão, levava-os até o primeiro advento de Cristo e provava que, em Jesus crucificado, todas as especificações das profecias se haviam cumprido. Essa era a sabedoria que Paulo exercia.
            Ele se aproximava dos gentios não exaltando a lei, em um primeiro momento, mas exaltando Cristo e, depois, mostrando os obrigatórios reclamos da lei. Mostrava-lhes claramente como a luz da cruz do calvário dava importância e glória a todo o sistema judaico. Mesmo assim, embora haja mudado seu modo de trabalhar e, sempre adequando a mensagem às circunstâncias em que estava colocado, depois de paciente trabalho, tivesse alcançado grande sucesso, muitos não eram convencidos. Alguns não serão convencidos por nenhuma apresentação da verdade. O obreiro de Deus deve, no entanto, estudar cuidadosamente o melhor método, a fim de não criar preconceito nem despertar em seus ouvintes” (Review and Herald, 25 de novembro de 1890).

DOMINGO, 23 DE OUTUBRO
Os insensatos gálatas
(Gl 3:1-5)

            A praga da heresia havia se estendido nas igrejas da Galácia. Como nos dias de hoje, estas heresias são difundidas no meio da igreja através dos próprios membros. A  heresia é uma espécie de verdade doente que sempre encontra os seus simpatizantes, especialmente os que andam, por algum motivo, amargurados com a obra ou com o ministério. Há heresia para todos os gostos e elas são capazes de trazer grande contenda e divisões. Aliás, a única coisa que a heresia trás é exatamente a dissensão, e mais nada. Como Paulo em Gálatas, precisamos estar atentos a toda e qualquer aparente verdade, pois, mesmo sendo mentira, lembremo-nos que ela definitivamente funciona. Independente do engano propagado, é capaz de arrastar multidões de pessoas. As igrejas da Galácia estão sofrendo com estes judaizantes que ensinavam justificação pelas obras e obediência à algumas leis cerimoniais. Este tipo de mensagem estava trazendo grandes males a ponto de Paulo agir com extrema dureza contra os que insistiam com tais ideias.
            Se Paulo não enfrentasse o problema  o que teria sido destas igrejas? Em nossos dias, como Paulo, precisamos estar atentos, e encarar os problemas e heresias que batem a nossas portas com conhecimento, coragem, ousadia e com seriedade. Não podemos e não devemos ignorar, pois, lembremo-nos mais uma vez, a mentira, mesmo sendo mentira, ela funciona.
Infelizmente, os cristãos de hoje, não demonstram estar tão interessados em estudar a Bíblia. As pessoas se contentam com aqueles estudos bíblicos que receberam para se batizarem, e depois acabam se acomodando às novelas, filmes e gibis da vida. É nesta circunstância que a heresia se torna interessante, agradável e aparente verdade. Na realidade, a mentira possui essas virtudes na mente de muitas pessoas por elas não terem conhecimento suficiente para discernir – isto se torna fatal. Há  sempre mentira misturada com verdade, pois esta foi a tática infalível de Satanás no Céu e têm sido sua estratégia para o nosso século. A mentira é como uma trepadeira, que precisa da verdade para se apoiar. Por este motivo faz-se necessário ser intenso estudioso das verdades para não sermos abalados pelas pseudo-doutrinas ensinadas por aqueles que se renderam ao erro, ao fanatismo e ódio ao ministério.

Leitura Adicional

            “Enquanto permanecia em Corinto, Paulo teve motivos para sérias apreensões com respeito a algumas das igrejas já estabelecidas. Através da influência de falsos ensinadores que se tinham levantado entre os crentes em Jerusalém, a divisão, heresia e sensualismo estavam rapidamente ganhando terreno entre os crentes na Galácia. Esses falsos ensinadores estavam misturando tradições judaicas com as verdades do evangelho. Desconsiderando a decisão do concílio geral de Jerusalém, impuseram aos crentes gentios a observância da lei cerimonial.
A situação era crítica. Os males que haviam sido introduzidos ameaçavam destruir rapidamente as igrejas da Galácia.
Paulo tinha o coração cortado e sua alma estava contristada por essa franca apostasia da parte daqueles a quem ensinara fielmente os princípios do evangelho. Imediatamente ele escreveu aos enganados crentes, expondo as falsas teorias que tinham aceitado, e com grande severidade repreendia a todos os que se estavam apartando da fé. Após saudar os gálatas com as palavras "graça e paz da parte de Deus Pai e da de nosso Senhor Jesus Cristo", dirige-lhes estas palavras de penetrante reprovação:
"Maravilho-me de que tão depressa passásseis dAquele que vos chamou à graça de Cristo para outro evangelho. O qual não é outro, mas há alguns que vos inquietam e querem transtornar o evangelho de Cristo. Mas, ainda que nós mesmos ou um anjo do Céu vos anuncie outro evangelho além do que já vos tenho anunciado, seja anátema." Gál. 1:3, 6-8. Os ensinos de Paulo estavam em harmonia com as Escrituras, e o Espírito Santo tinha dado testemunho de seu trabalho; por isso ele advertia a seus irmãos a não atentarem para coisa alguma que contradissesse as verdades que lhes havia ensinado.
O apóstolo aconselha os crentes gálatas a considerarem cuidadosamente sua primeira experiência na vida cristã. "Ó insensatos gálatas!" exclama, "quem vos fascinou para não obedecerdes à verdade, a vós, perante os olhos de quem Jesus Cristo foi já representado como crucificado? Só quisera saber isto de vós: Recebestes o Espírito pelas obras da lei ou pela pregação da fé? Sois vós tão insensatos que, tendo começado pelo Espírito, acabeis agora pela carne? Será em vão que tenhais padecido tanto? Se é que isso também foi em vão. Aquele pois que vos dá o Espírito e que obra maravilhas entre vós, fá-lo pelas obras da lei, ou pela pregação da fé?" Gál. 3:1-5.
Assim Paulo colocava os crentes da Galácia perante o tribunal de sua própria consciência, e procurava detê-los em seu caminho. Confiando no poder de Deus para salvar, e recusando-se a reconhecer as doutrinas dos ensinadores apóstatas, o apóstolo buscava levar os conversos a ver que haviam sido grosseiramente enganados, mas que pelo retorno a sua primeira fé no evangelho eles podiam ainda anular os propósitos de Satanás. Ele tomou posição firmemente ao lado da verdade e da justiça; e sua suprema fé e confiança na mensagem que apresentara, ajudou a muitos cuja fé havia fracassado, a retornarem à obediência ao Salvador.

 SEGUNDA, 24 DE OUTUBRO
Fundamentado nas Escrituras
 (Gl 3:6-8; Rm 1:2; 4:3; 9:17)

            Paulo faz menção, em romanos, da citação de Moisés inserida em Gênesis 15:6 referente à promessa do filho (v. 15). Esta mesma abordagem é citada em Romanos 3:22 e em Gálatas 3:6. “Abraão creu em Deus, e isto foi-lhe imputado para justiça”. Segundo alguns comentaristas, tanto aqui quanto em Romanos 3:4-11, 22-24, o texto grego usa um verbo que, em contabilidade, significa creditar ou lançar na conta. A narrativa extraída do Antigo Testamento, segundo Paulo, não é estranha do ponto de vista teológico do Apóstolo. Ele, ao dar esclarecimento da redenção unicamente pela graça mediante a fé, se reportava ao pentateuco como base substancial. Para Paulo, não existia outro evangelho a não ser aquele que eles já possuíam em mãos – o Antigo Testamento. Sobre esta perspectiva, ao fazer menção do “evangelho” que é o “poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê” (Rm 1:16), era uma referência cristalina do verdadeiro fundamento da salvação contida nos escritos antigos. A conclusão não pode ser diferente pelo fato de o Novo Testamento ainda não ter vindo à existência. Isto indica que, mesmo no pentateuco e nos profetas, a salvação sempre foi pela graça mediante a fé. O problema nunca esteve com a Escritura, mas com os que a interpretavam equivocadamente atribuindo à lei créditos salvíficos. Este jamais foi o propósito da lei e muito menos do legislador. O sacrifício diário implantado por Deus no AT, por quase quatro mil anos, era uma clara evidência deste princípio de salvação fora das obras. No entanto, assim como no passado, em nossos dias, corremos o mesmo risco, de interpretar equivocadamente o plano da redenção creditando nela nossas obras e obediência. Nunca a salvação foi pela lei e nunca será. A obediência à lei é uma fortíssima demonstração de submissão e amor de nossa parte para com Deus, mas ela não pode servir de passaporte para o Céu. O passaporte é a cruz com o sangue derramado por nós.

Leitura Adicional

            “O espírito de escravidão é gerado pela tentativa de viver de acordo com a religião legalista, pelo esforço de cumprir as exigências da lei mediante as próprias forças. Não há esperança para nós, a não ser sob a aliança abraãmica, que é a aliança da graça pela fé em Cristo Jesus. O evangelho pregado a Abraão, pelo quel ele teve esperança, foi o mesmo evangelho pregado a nós hoje, pelo qual temos esperança. Abraão olhou a Jesus, que também é o autor e consumador de nossa fé” (The Youth’s instructor, 22 de setembro de 1892).
           
            “Paulo podia ser tão zeloso quanto os mais zelosos na fidelidade à lei de Deus, e mostrar que estava perfeitamente familiarizado com as Escrituras do AT. Ele poderia se demorar sobre os tipos e sombras, que representavam Cristo; podia exaltar Cristo e dizer tudo sobre Cristo e Sua obra especial em favor da humanidade, e que campo havia para explorar! Ele podia lançar a mais preciosa luz sobre as profecias, que eles não haviam visto e, ainda assim, não ofendê-los. Dessa forma, foram bem lançadas as bases para que, quando chegasse o momento em que sua mente estivesse abrandada, ele pudesse dizer, na linguagem de João: Eis aqui Jesus Cristo, que Se fez carne e habitou entre nós, o Cordeiro de Deus, que tira os pecados do mundo.
            Para os gentios, ele pregava Cristo como sua única esperança de salvação, mas, a princípio, não tinha nada a dizer sobre a lei. Depois que os corações estivessem aquecidos com a apresentação de Cristo como dom de Deus ao mundo, e o que estava envolvido na obra do Redentor no custoso sacrifício para manifestar o amor de Deus pelo homem, mostrava, na simplicidade mais eloquente, aquele amor por toda humanidade, judeus e gentios, para que fossem salvos, entregando-Lhe o coração. Assim, quando, eles se davam ao Senhor, enternecidos e subjugados, ele lhes apresentava a lei de Deus com prova de sua obediência. Era assim que ele adaptava seus métodos de trabalhos para levar as pessoas a Cristo. Se Paulo tivesse agido de forma inesperada e sem habilidade no manejo da palavra, ele não teria alcançado nem os judeus nem os gentios.
            Ele levava os gentios a compreender as estupendas verdades do amor de Deus, que não poupou Seu próprio filho, mas O entregou por todos nós; Como não nos dará com Ele graciosamente todas as coisas? A pergunta foi feita porque esse imenso sacrifício foi necessário, e então, ele voltou aos tipos, e ao longo das Escrituras do AT, revelando Cristo na lei, e eles foram convertidos a Cristo e a Lei” (Special Testimonies for Ministers and Workers, Série A, No. 6, p. 54-55).


TERÇA, 25 DE OUTUBRO
Considerado justo
(Gl 3:6; Gn 15:6; Rm 4:3-6, 8-11, 22-24)

            Como considerar alguém justo quando o próprio Espírito Santo nos orienta em sua revelação que “não há homem justo sobre a terra”? (Ec 7:20). Se você crê plenamente nas Escrituras como um todo não poderá ignorar tal revelação. Salomão, em sua incrível sabedoria e experiência não atribui, neste caso em específico, a virtude de justo à seres humanos. O mesmo texto ainda afirma que “não há quem não peque”, e comparado a 1º João 1:8-10, “Se dissermos que não temos pecado nenhum, a nós mesmos estamos enganando”, estas palavras são contundente em apresentar nossa real condição e responderia a afirmação de Salomão. Ellen White também afirma que, “a alegação de estarem sem pecado é em si mesma evidencia que aquele que a alimenta longe está de ser santo. É porque não tem nenhuma concepção verdadeira da infinita pureza e santidade de Deus, ou do que devem ser os que se hão de harmonizar com Seu caráter; é porque não aprendeu o verdadeiro conceito da pureza e perfeição supremas de Jesus, bem como da malignidade e horror do pecado, que o homem pode considerar-se santo. Quanto maior a distância entre ele e Cristo, e quanto mais impróprias forem suas concepções do caráter e requisitos divinos, tanto mais justo parecerá a seus próprios olhos” (O Grande Conflito, p. 473).
É importante lembrar que, estas declarações não devem ser utilizadas para estabelecer uma apologia a favor do pecado, pois não há apoio para tal em toda a Bíblia, mas, para nos alertar que, por mais perfeitos que sejamos e por mais obedientes e exemplares que formos ainda seremos imperfeitos e devedores diante da justiça divina. A sujeira do pecado nos encardiu a natureza a tal ponto, que, mesmo com a vida limpa, suas manchas ainda permanecem. Por este motivo, Paulo inseriu no discurso a experiência de Abraão e o motivo que o levou a ser considerado justo. Não foi pelas obras que o patriarca recebeu o título de justo, mas pela fé unicamente. Deus nos considera, em Cristo, justo ou justificado. Ele credita na conta de nossa vida os méritos da justiça de Jesus. Alguns possuem dificuldades sérias para aceitar este fato, mas se assim não fosse, todos nós estaríamos completamente perdidos, pois nossa dívida diante de nossa condição é impagável sob a perspectiva humana. Ellen White afirma que, “A lei requer justiça – vida justa, caráter perfeito; e isso não tem o homem para dar. Não pode satisfazer as reivindicações da santa lei divina. Mas Cristo, vindo à terra como homem, viveu vida santa, e desenvolveu caráter perfeito. Estes oferece Ele como dom gratuito a todos quantos o queiram receber. Sua vida substitui a dos homens. Assim obtêm remissão de pecados passados, mediante a paciência de Deus. Mais que isso, Cristo lhes comunica os atributos divinos. Forma o caráter humano segunda a semelhança do caráter de Deus, uma esplêndida estrutura de força e beleza espirituais. Assim, a própria justiça da lei se cumpre no crente em Cristo. Deus pode ser “justo e justificador daquele que tem fé em Jesus.” (O Desejado de Todas as Nações, p. 762).
            Sobra-nos então as declarações de Tiago 2:21-24, que parecem contrariar o pensamento de Paulo, de Salomão e de Ellen White. Até Lutero teve dificuldades com as declarações de Tiago e, por algum tempo, imaginou que não fosse um livro inspirado ou considerado como evangelho, por aparentemente creditar justiça pelas obras da lei. No entanto, precisamos entender que, não há contradição em ambas as declarações, pois Paulo está falando sobre salvação, e Tiago sobre obediência. Paulo está combatendo o legalismo e Tiago o liberalismo. Paulo está falando sobre justificação diante de Deus, e Tiago sobre justificação diante dos homens. Paulo está mostrando que para Deus, nossa justificação depende da fé, e Tiago o testemunho diante dos homens exige cumprimento dos deveres cristãos. Paulo usa Abraão para mostrar que, perante Deus, somos justificados somente pela fé. Tiago usa Abraão para mostrar que somos justificados diante dos homens. Como poderíamos evidenciar que nossa fé é genuína quando não obedecemos a Deus? Era a nota tônica de Tiago. Portanto, as duas declarações se harmonizam perfeitamente. Embora sejamos considerados justos unicamente pela fé, a obediência deve ser um fruto de sermos considerados justos. Isto não significa que a obediência deva ser anulada, aliás, os que interpretam desta maneira, estão seguindo suas próprias inclinações e não um “assim diz o Senhor”. Embora não sejamos salvos pelas obras, sem elas jamais ultrapassaremos os portais do Céu, por serem uma evidência que não fomos justificados, já que elas são o fruto, resultado e consequência.

Leitura Adicional

            “"E creu Abraão em Deus, e foi-lhe isso imputado como justiça, e foi chamado o amigo de Deus." Tia. 2:23. E Paulo diz: "Os que são da fé são filhos de Abraão". Gálatas 3:7. Mas a fé de Abraão foi manifesta pelas suas obras. "O nosso pai Abraão não foi justificado pelas obras, quando ofereceu sobre o altar o seu filho Isaque? Bem vês que a fé cooperou com as suas obras, e que pelas obras a fé foi aperfeiçoada." Tia. 2:21 e 22. Há muitos que não podem compreender a relação da fé com as obras. Dizem eles: "Crê apenas em Cristo, e estás salvo. Nada tens que ver com a guarda da lei." Mas a fé genuína se manifestará pela obediência. Disse Cristo aos judeus incrédulos: "Se fôsseis filhos de Abraão, faríeis as obras de Abraão." João 8:39. E, com relação ao pai dos fiéis, declara o Senhor: "Abraão obedeceu à Minha voz, e guardou o Meu mandado, os Meus preceitos, os Meus estatutos, e as Minhas leis". Gên. 26:5. Diz o apóstolo Tiago: "A fé, se não tiver as obras, é morta em si mesma." Tia. 2:17. E João, que tão amplamente se ocupa com o amor, diz-nos: "Este é o amor de Deus: que guardemos os Seus mandamentos." I João 5:3.” (Patriarcas e Profetas, p. 153, 154).

            “Muitos estão a perder o caminho certo, por pensarem que têm de alçar-se ao Céu; que têm de fazer algo para merecer o favor de Deus. Procuram tornar-se melhores por seus próprios esforços, desajudados. Isso jamais conseguirão realizar. Cristo abriu caminho morrendo como nosso sacrifício, vivendo como nosso exemplo, tornando-Se nosso grande Sumo Sacerdote. Diz Ele: "Eu sou o caminho, e a verdade e a vida." João 14:6. Se por qualquer esforço nosso pudéssemos subir um único degrau na escada, as palavras de Cristo não seriam verdadeiras. Mas quando aceitamos a Cristo, as boas obras aparecerão como frutífera prova de que nos achamos no caminho da vida, que Cristo é nosso caminho, e que estamos palmilhando a vereda certa, que conduz ao Céu.” (Review and Herald, 4 de Novembro de 1890).

            “Há necessidade não só de fé, mas também de confiança em Deus. Esta é a verdadeira fé de Abraão, uma fé que produziu frutos. "Abraão creu em Deus, e isso lhe foi imputado para justiça." Tia. 2:23. Quando Deus mandou que ele oferecesse seu filho em sacrifício, era a mesma voz que falara ordenando que ele deixasse seu país e fosse para uma terra que Deus lhe mostraria. Abraão foi tão verdadeiramente salvo pela fé em Cristo como o pecador é salvo pela fé em Cristo hoje em dia.
A fé que justifica sempre produz primeiro verdadeiro arrependimento, e então boas obras, as quais constituem o fruto dessa fé. Não há fé para a salvação que não produza bom fruto. Deus deu Cristo ao nosso mundo para que Se tornasse o substituto do pecador. No momento em que é exercida verdadeira fé nos méritos do custoso sacrifício expiatório, reivindicando a Cristo como Salvador pessoal, nesse próprio momento o pecador é justificado diante de Deus, porque está perdoado.” (Mensagens Escolhidas, v.3, p. 195).
                       
QUARTA, 26 DE OUTUBRO
O evangelho no Antigo Testamento
(Gn 12:1-3; Lv 17:11; Sl 32:1-5; 2Sm 12:1-13; Zc 3:1-4)

            Por alguns anos me defrontei com pastores evangélicos que insistiam com a ideia fixa que a salvação no Antigo Testamento havia sido pela guarda da lei e que Deus foi obrigado a realizar um novo concerto baseado na fé eliminando radicalmente a lei na cruz. Isto está muito distante de ser verdade e revela uma única coisa – carência de conhecimento bíblico como um todo. Jesus mesmo enunciou que para encontrarmos a “vida eterna” deveríamos examinar as escrituras (Jo 5:39). No entanto, é importante entender que Jesus estava se referindo ao Antigo Testamento, pois, o Novo ainda não existia. Paulo, inúmeras vezes se reportou ao Antigo Testamento para referir-se à salvação pela fé, especialmente quando fez uso das experiências de Abraão dizendo que fora “justificado pela fé” e não por obras (Rm 4:3-6, 8-11, 22-24). Em Gálatas, ele retoma o assunto teológico da salvação e novamente faz a afirmação que “Abraão creu em Deus, e isso lhe foi imputado para justiça” (Gl 3:6). A própria natureza da aliança que fizera com Abraão evidencia claramente que fora feita pela fé somente e não na base da troca – por obras humanas (Gn 12:1-3). Neste concerto feito por Deus à Abraão percebemos que somente Jeová fez promessas, foram quatro no total, e Abraão respondeu realizando sacrifícios de animais. Este sacrifícios representaram em todo o Antigo Testamento remissão unicamente pela fé, pois o sangue aspergido apontava para o sangue que seria derramada mais tarde na cruz do calvário. Moisés também ensinou este evangelho salvífico para o povo de Israel lhes dizendo que “é o sangue que faz expiação” (Lv 17:11), e não a lei. Salmo 32:2 diz que “Bem aventura é o homem a quem o Senhor não atribui iniquidade”. Neste verso é o Senhor quem não atribui o pecado e não o homem. Em Zacarias 3 apresenta Josué recebendo do Senhor uma veste de fino traje, representando claramente as veste da justiça de Cristo. Enfim, a salvação sempre foi pela graça. Nunca existiu dois evangelhos, esta ideia não é conivente com a verdade expressa em toda a Bíblia. A salvação sempre foi mediante um único evangelho (Gl 1:7).

Leitura Adicional

            “Este mesmo concerto foi renovado a Abraão, na promessa: "Em tua semente serão benditas todas as nações da Terra." Gên. 22:18. Esta promessa apontava para Cristo. Assim Abraão a compreendeu (Gál. 3:8 e 16), e confiou em Cristo para o perdão dos pecados. Foi esta fé que lhe foi atribuída como justiça. O concerto com Abraão mantinha também a autoridade da lei de Deus. O Senhor apareceu a Abraão e disse: "Eu sou o Deus todo-poderoso, anda em Minha presença e sê perfeito." Gên. 17:1. O testemunho de Deus concernente a Seu fiel servo foi: "Abraão obedeceu à Minha voz, e guardou o Meu mandado, os Meus preceitos, os Meus estatutos, e as Minhas leis." Gên. 26:5. E o Senhor lhe declarou: "Estabelecerei o Meu concerto entre Mim e ti e a tua semente depois de ti em suas gerações, por concerto perpétuo, para te ser a ti por Deus, e à tua semente depois de ti." Gên. 17:7.
Se bem que este concerto houvesse sido feito com Adão e renovado a Abraão, não poderia ser ratificado antes da morte de Cristo. Existira pela promessa de Deus desde que se fez a primeira indicação de redenção; fora aceito pela fé; contudo, ao ser ratificado por Cristo, é chamado um novo concerto. A lei de Deus foi a base deste concerto, que era simplesmente uma disposição destinada a levar os homens de novo à harmonia com a vontade divina, colocando-os onde poderiam obedecer à lei de Deus.
Outro pacto, chamado nas Escrituras o "velho" concerto, foi formado entre Deus e Israel no Sinai, e foi então ratificado pelo sangue de um sacrifício. O concerto abraâmico foi ratificado pelo sangue de Cristo, e é chamado o "segundo", ou o "novo" concerto, porque o sangue pelo qual foi selado foi vertido depois do sangue do primeiro concerto. Que o novo concerto era válido nos dias de Abraão, evidencia-se do fato de que foi então confirmado tanto pela promessa como pelo juramento de Deus, "duas coisas imutáveis, nas quais é impossível que Deus minta". Heb. 6:18.” (Patriarcas e Profetas, p. 370, 371).
           
QUINTA E SEXTA, 27 e 28  DE OUTUBRO
Resgatados da maldição
(Gn 3:9-14)

            Em algum país, especialmente nos Estados Unidos, muitos criminosos, devido algum tipo de crime hediondo, em seus julgamentos recebe a sentença de prisão perpetua. Estes presos condenados a morrerem encarcerados vivem desolados apenas esperando a morte dentro do presídio. Mesmo que se tornem bons homens, mesmo que se arrependam de seus atos, mesmo que passem a ter um comportamento exemplar e se tornem amigos dos responsáveis pelo presídio, ainda assim, terão que cumprir a pena perpétua. As mudanças nos hábitos, o cumprimento das regras outrora transgredidas e o arrependimento não são capazes de exonera-los da pena – terão que cumprir ao pé da letra a sentença. Da mesma forma, a sentença que todos nós recebemos como consequência da transgressão é impagável. Por mais que tenhamos um comportamento exemplar, uma vida correta e justa, por mais que estejamos arrependidos, ainda sim deveríamos cumprir a pena da morte eterna. Por este motivo é que o plano da redenção fora estabelecido. Deus sabia que a única consequência certa que recairia sobre a raça humana era a morte eterna. No entanto, existia uma forma da pena ser paga de maneira que todos nós pudéssemos estar livres da condenação. Um sangue inocente e completamente imaculado poderia substituir-nos na horrenda morte eterna. A maldição da lei, ou seja, a morte eterna deveria se cumprir em nós. Por isto, Jesus, o filho de Deus, se ofereceu a morrer em nosso lugar para ser condenado por tal pena. Assim se cumpriria o propósito de Deus em fazer sua misericórdia se abraçar à justiça da lei. Deus faria justiça e ao mesmo tempo teria liberdade para perdoar. O perdão seria concedido sem anular a justiça da lei. Deus mesmo se encarnaria para nos dar espiritualidade. Ele se machucaria para sarar as nossas feridas. Ele pisaria no pó da Terra para nos garantir o solo da eternidade. Ele se faria pecado por nós para que a lei pudesse ser satisfeita. A justiça e a misericórdia se abraçariam na cruz tornando possível a exoneração de nossa condenação. Em Cristo, definitivamente todos nós teríamos a chance de não ir de encontro à morte eterna. Como os criminosos sentenciados a ficarem presos perpetuamente, por mais que sejamos cumpridores da lei e fiéis a todos os preceitos da vida, sem Cristo estaríamos completamente perdidos. Nada poderia anular a sentença da morte na prisão do pecado. Para sempre estaríamos perdidos. Isto é o que significa ser salvo pela fé somente. A lei é importante e a obediência a ela também, no entanto, não será por nossa boa conduta e obediência que todos nós herdaremos o que não nos é merecido. Somente por intermédio de Jesus. Lembre-se disto quando chegar ao Céu e não se esqueça de lançar sua coroa aos pés Dele, pois é graça a Ele que você estará lá definitivamente. Deus seja louvado.

Leitura Adicional

            “Para satisfazer os reclamos da lei, nossa fé tem de apoderar-se da justiça de Cristo, aceitando-a como nossa justiça. Mediante a união com Cristo, mediante a aceitação de Sua justiça pela fé, podemos ser habilitados para fazer as obras de Deus e ser cooperadores de Cristo. Se estais dispostos a flutuar ao sabor da corrente do mal, e não cooperardes com os seres celestes em restringir a transgressão em vossa família, e na igreja, a fim de que seja introduzida a justiça eterna, não tendes fé. A fé opera por amor e purifica a alma. Pela fé o Espírito Santo opera no coração para ali criar a santidade; isto, porém, não pode ser feito a menos que o agente humano coopere com Cristo. Só podemos ser habilitados para o Céu mediante a operação do Espírito Santo no coração; pois temos de ter a justiça de Cristo como credenciais nossas, se quisermos ter acesso ao Pai. Para que tenhamos a justiça de Cristo, precisamos diariamente ser transformados pela influência do Espírito, a fim de sermos participantes da natureza divina. É obra do Espírito Santo enobrecer os gostos, santificar o coração, enobrecer o homem todo.” (Mensagens Escolhidas, v.1, p. 374).

            “Deus condena justamente todos os que não fazem de Cristo seu Salvador pessoal, mas Ele perdoa a todo que vem a Ele em fé, e lhe permite realizar as obras de Deus e, pela fé, se um com Cristo.” (Review and Herald, 1 de novembro de 1892).

           
Gilberto G. Theiss, nascido no estado do Paraná, é membro da Igreja adventista do Sétimo dia desde 1996. Crê integralmente nas 28 doutrinas Adventista como constam no livro “Nisto Cremos” lançado pela “Casa Publicadora Brasileira”. Foi ancião por 3 anos na Igreja Adventista do Sétimo dia da cidade Nova Rezende/MG e por 6 anos na Igreja Central de Guaxupé/MG. Foi Obreiro bíblico na mesma cidade e hoje, além de ser coordenador do curso básico de reforço teológico para líderes de igreja pelo site www.altoclamor.com, está Bacharelando no Seminário Adventista Latino-Americano de Teologia. Gilberto G. Theiss é autor de alguns livros e é inteiramente submisso e fiel tanto a mensagem bíblico-adventista quanto a seus superiores no movimento Adventista como pede hebreus 13:17. Toda a mensagem falada ou escrita por este autor é filtrada plenamente pelo que rege a doutrina bíblica-adventista do sétimo dia. Contato: gilbertotheiss@yahoo.com.br

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