29 Setembro 2011

Comentário da Lição da Escola Sabatina – Lição 02 – 4º Trimestre 2011 (1 a 8 de outubro)


Comentário da Lição da Escola Sabatina – Lição 02 – 4º Trimestre 2011 (1 a 8 de outubro)

Comentário: Gilberto G. Theiss

SÁBADO, 01 DE OUTUBRO
A autoridade de Paulo e o evangelho
(Gl 1:10)

            A igreja primitiva crescia imensuravelmente naquele tempo. Tanto judeus quanto gentios somavam e aumentavam as fileiras da igreja cristã. No entanto, junto a este crescimento, uma crise começara a se estabelecer no meio deles e na teologia cristã quanto à natureza da salvação e união dos gentios à igreja. Muitos dentre os judeus conversos insistiam na ideia de que os gentios precisavam cumprir alguns ritos antes de serem aceitos à fé cristã. Uma defesa muito bem armada foi montada para defender a tradição judaica e Paulo enfrentou de frente esta problemática. De certa forma, o apóstolo foi perseguido, mesmo pelos próprios cristãos judaicos, que viam nele um inimigo à tradição e a tudo que Moisés havia lhes concedido. Uma reverência sem precedente ainda permanecia no coração deles quanto a todo sistema antigo. De fato, tal reverência não era exclusiva aos novos conversos judaizantes, mas, até mesmo dentre alguns discípulos. Pedro é um exemplo, pois em alguns casos passou por grande dificuldade quanto a negar ou ainda manter alguns ritos ou até mesmo em continuar a considerar alguns povos como imundos (At 10; 15). A crise se alojou no meio cristão e uma explanação mais clara a respeito do evangelho era crucial. Por este motivo é que Paulo escreve a carta aos Gálatas dando detalhes a respeito do papel da lei e da fé na vida dos que são salvos em Cristo. Esta carta foi útil para aquele tempo e também nós em pleno século XXI.

DOMINGO, 02 DE OUTUBRO
Paulo, o escritor de cartas
(2 Pe 3:15, 16)

            Paulo demonstrou ser um escritor prolifero e bem afinado as regras de seu tempo para a escrita. Suas cartas eram muito bem escritas, estruturadas e elaboradas. Embora fosse, em alguns casos, difícil de serem entendidas, apresentavam uma estética literária capaz de não deixar dúvidas quanto ao enredo teológico proposto pelo autor. Na verdade, a dificuldade maior se prende ao conteúdo abordado. Os temas em conflito não eram, para aquele tempo, tão fáceis como se imagina. A luz do evangelho que trazia o cumprimento dos ritos em Cristo não eram fáceis de serem compreendidos pelos judeus daquela época.  Satanás dificultou o entendimento através de distorções teológicas e proféticas, e por este motivo, muitos não conseguiram ver luz nas mensagens de Jesus e dos discípulos.
            As cartas de Paulo, assim como a carta aos Gálatas, foram escritas para suprirem uma demanda de dúvidas que pairavam nebulosamente na mente de muitos cristãos. Interessante notar que, assim como hoje, parece que os cristãos daquele tempo necessitavam do apoio de pessoas que conheciam um pouco mais das escrituras. No entanto, por conta desta deficiência, muitos cristãos se apostataram da fé se tornando inimigos do cristianismo. Parece que a história não mudou em algumas coisas, pois, em nossos dias muitos cristãos se estacionam no conhecimento e esperam que outros estudem por eles para resolver seus grandes dilemas e dúvidas. Quando tais dúvidas não se resolvem, escolhem sair da igreja e muitas das vezes até se tornam inimigos da mesma. As cartas de Paulo foram escritas para nosso crescimento e amadurecimento em alguns temas importantes para a conduta cristã e salvação pela fé. A carência de uma compreensão mais real dessas cartas poderão nos levar a uma compreensão equivocada tanto para a libertinagem cristã quanto para o legalismo farisaico. Esta advertência é tão séria para nós hoje quanto para o tempo em que foram escritas.

                                           SEGUNDA, 03 DE OUTUBRO
O chamado de Paulo
 (Gl 1:1,2; Ef 1:1; Fp 1:1,2; Ts 1:1)

            Para nós, não há dúvidas de que Paulo tenha sido chamado por Deus para desempenhar um ministério a favor da verdade. No entanto, para os legalistas daquele tempo, as mensagens de Paulo pareciam destoar das mensagens bíblicas que conheciam a respeito da salvação. Infelizmente, o apego distorcido à lei de Deus, fez com que acreditassem na salvação também pelas obras. É importante entender que zelo e legalismo são duas situações muito diferentes. Zelo todos nós devemos ter e a Bíblia nos ensina que devemos ter zelo para com as verdades que aprendemos. Mas, o legalismo foi e é um problema sério na religião cristã. É uma falsa ideia de santificação e de salvação. De forma simples e clara, ser legalista não é guardar a lei, mas fazer dela um meio de salvação. Se a lei pudesse exercer o papel salvífico, com certeza a cruz do calvário poderia ser descartável. No seu tempo, Paulo enfrentou um grupo de pessoas assim, que fazia as obras exercerem um papel que não lhe pertencia.
            Por este motivo, Paulo inicia a carta inibindo qualquer dúvida quanto ao seu chamado. Por não concordarem com a mensagem do apóstolo, parecia que havia pessoas tentando minimizar o valor ou o nível do seu chamado. Em nossos dias, algo semelhante pode acontecer, pois, muitos, ao ensinarem verdades que entram em desacordo com seus gostos e achismos, preferem acreditar que o mensageiro foi enviado por qualquer ser - menos Deus. Jeremias foi ignorado pelo povo, Moisés foi desacreditado algumas vezes e o próprio Jesus foi crucificado por pregar mensagens um tanto que estranhas. Qualquer um de nós hoje, se pregarmos, por exemplo, mensagens que leve o povo a um reavivamento e reforma na vida cristã, sofreremos perseguições. O evangelho parece atrair sobre alguns o amor e sobre outros o ódio... Uma polaridade interessante e muito intrigante.

TERÇA, 04 DE OUTUBRO
O evangelho de Paulo
(Gl 1:3-5; Ef 1:2; Fp 1:2; Cl 1:2)

            Qual é o evangelho? Não há outro evangelho em toda a Escritura em que importa que sejamos salvos. O evangelho é o próprio Cristo morto e ressuscitado que concedeu o pode de Deus para a salvação de todo aquele que Nele crê (Rm 1:16,17).
            Às vezes fico muito perturbado ao pensar que ainda hoje existem pessoas que insistem nesta ideia de salvação pelas obras. Isto é muito semelhante a alguém que recebe um presente de outra pessoa, mas, por incrível que pareça, somente aceita o presente caso possa pagar por ele. Infelizmente está cheio de pessoas em nossos dias que às vezes se sentem tão puras que chegam ao ponto de acreditar que sua pureza pode se igualar as exigências da justiça divina. Parece que algumas delas não querem aceitar a salvação pela graça, ficam incômodas e somente ficariam satisfeitas e felizes se Deus aceitasse algum pagamento como retribuição. Lembrem-se que, salvação fora de Cristo jamais será salvação. A lei foi estabelecida apenas para mostrar nossa condição diante do Céu e deixar claro que precisamos de algo que está além de nós – a cruz do calvário.
            Lembre-se que, a lei poderá justificar-nos diante dos homens, mas jamais poderá justificar-nos diante de Deus. Não foi esta a finalidade da lei, portanto, deixemos a lei exercer o seu papel correto em todo o plano estabelecido por Deus. Paulo enfrentou teimosos em seu tempo com esta ideia fixa, e em nossos dias enfrentamos problemas semelhantes, inclusive voltados ao perfeccionismo.
           
QUARTA, 05 DE OUTUBRO
Nenhum outro evangelho
(Gl 1:6; Rm 1:8; I Co 1:4; Fp 1:3; I Ts 1:2)

            A maneira como Paulo lida com seus opositores neste contexto pode não ser apropriado para todos os tempos. No entanto, quando há teimosia desses indivíduos e consequentemente divisão da igreja, essas pessoas precisam ser encaradas com mais firmeza. Em nossos dias há pessoas que não mais acreditam que a igreja seja ainda a verdadeira igreja. No entanto, ao invés de se retirarem ficam em nosso meio tentando persuadir outros a chegarem a mesma conclusão. Essas pessoas são instrumentos cegos do diabo e não conseguem perceber tal fato. Pessoas assim, que agem como sanguessugas, devem ser enfrentadas com coragem, ousadia e muita firmeza. No tempo de Paulo havia pessoas que criavam problemas de natureza teológica na mente das pessoas, e o apóstolo precisou ser mais contundente devido a gravidade da situação. Interessante notar que, Satanás não usa apenas falsos líderes, mas, também falsos irmãos que costumeiramente agem como boas pessoas.
            Não há dois evangelhos para a salvação de todo homem, somente pela fé em Cristo é que a redenção pode ser uma realidade. As obras têm o seu lugar, a perfeição cristã também possui o seu papel, mas a salvação pela fé é única e suficiente e ponto final. Claro que, para os opositores, a fé não era suficiente, uma dosagem de obras possuía algum mérito nessa jogada.

QUINTA E SEXTA, 06 e 07  DE OUTUBRO
A origem do evangelho de Paulo
(Gl 1:6-9; 11-24)

            Qual era a origem do evangelho de Paulo? Se você estivesse vivendo naquele tempo, como encararia o evangelho ensinado por ele? Hoje não temos dúvidas quanto ao evangelho ensinado por estas cartas, mas e se não conhecêssemos as narrativas do encontro de Paulo com Cristo e o seu chamado? Como encararíamos suas cartas, conselhos e experiências? É possível que, muitos de nós, assim como alguns judaizantes daquela época, encararíamos este mensageiro como que um tanto estranho.
            A origem do evangelho de Paulo não é duvidosa e suas cartas são claras em apresentar a nós a certeza da redenção em Cristo. Nada é tão importante em suas palavras quanto esta sublime verdade. Todos nós somos afetados e impressionados pela verdade presente descrita em Apocalipse 14:6 do evangelho eterno que deve ser transmitido a todos os povos. O evangelho eterno não é apenas o evangelho completo, mas essencialmente o único evangelho capaz de carimbar nosso passaporte para a eternidade. O sangue de Cristo derramado a nosso favor é a verdade mais sublime e ímpar para a redenção humana. As obras, ou melhor dizendo, a obediência, não salva, mas, evidencia às demais pessoas que nossa fé é verdadeira. Falar da graça é um tanto perigoso, assim como falar da lei. Corremos o risco de exaltar uma em detrimento da outra. No entanto, se sabermos defender a graça e a lei em seus respectivos lugares, jamais erraremos quanto a este assunto..... jamais....

                                   
Gilberto G. Theiss, nascido no estado do Paraná, é membro da Igreja adventista do Sétimo dia desde 1996. Crê integralmente nas 28 doutrinas Adventista como constam no livro “Nisto Cremos” lançado pela “Casa Publicadora Brasileira”. Foi ancião por 3 anos na Igreja Adventista do Sétimo dia da cidade Nova Rezende/MG e por 6 anos na Igreja Central de Guaxupé/MG. Foi Obreiro bíblico na mesma cidade e hoje, além de ser coordenador do curso básico de reforço teológico para líderes de igreja pelo site www.altoclamor.com, está Bacharelando no Seminário Adventista Latino-Americano de Teologia. Gilberto G. Theiss é autor de alguns livros e é inteiramente submisso e fiel tanto a mensagem bíblico-adventista quanto a seus superiores no movimento Adventista como pede hebreus 13:17. Toda a mensagem falada ou escrita por este autor é filtrada plenamente pelo que rege a doutrina bíblica-adventista do sétimo dia. Contato: gilbertotheiss@yahoo.com.br

25 Setembro 2011

Evangelismo em Contagem-MG - Parte 2

EInciamos neste domingo dia 25 as inscrições para os cursos comunitários do projeto hora de viver promovido pelo Instituto de Crescimento de Igreja do SALT/IAENE. Todos os preparativos começaram a sair do papel e, embora os recursos financeiros ainda sejam poucos, estamos batalhando e aguardando as bênçãos de Deus para as necessidades mais básicas.

Na foto ao lado eu e minha esposa bem a frente do local do evangelismo e dos projetos sociais. Minha esposa Larissa Theiss também se deslocou do IAENE, para nos auxiliar em alguns cursos. Ela ficará responsável em ministrar o curso básico de inglês para crianças e para adultos. As inscrições já se iniciaram e graças ao bom Deus o número de interessados foi grande. Só hoje foram efetivadas cerca de 30 inscrições no total para os cursos variados. Isto porque foi apenas o primeiro dia.
Gostaria de mais uma vez pedir aos amigos, irmãos e interessados que nos ajudem em suas orações e se possível que possam dar alguma contribuição financeira. Qualquer apoio será bem vindo. Faço este apelo de coração, pois os gastos para evangelismo plantio de igreja não é fácil e demanda muito recurso financeiro. Caso haja interessados em nos ajudar a abraçar este projeto logo no final desta postagem estará inserido o número da conta para auxílio. Garanto a todos que cada centavo ofertado será totalmente utilizado neste trabalho. Deus é testemunha...

Os irmãos da igreja de petrolândia estão fazendo o que lhes tem sido possível para ajudar neste trabalho e neste domingo eles arregaçaram as mangas e sairam para a luta. 


Eles se empenharam em nos ajudar a distribuir os convites para os diversos cursos que estaremos oferecendo, como: Curso como deixar de fumar, Tapete de retalho com pontas de crochê, Como fazer pão integral e linguiça vegetal, curso de inglês básico, Curso de aptidão profissional, Curso como se livrar das dívidas e administrar as finanças, curso de bordado, curso como adquirir saúde física, mental e espiritual.... etc... Nesta segunda a partir das 18:30 iniciará a primeira classe de inglês básico e as 19:30 o curso como deixar de fumar em 5 dias. Por demais, amanhã teremos mais notícias a respeito do andamento do evangelismo. Orem por nós e se possível nos ajude financeiramente...

Para doação com qualquer quantia para o evangelismo plantio de igreja no bairro Sapucaias em Contagem-MG:

Banco do Brasil
Agência 2353-1
Conta Poupança 6442-4
Em nome de Gilberto G. Theiss

 

24 Setembro 2011

Comentário da Lição da Escola Sabatina – Lição 01 – 4º Trimestre 2011 (24 de setembro a 1 de outubro)


Comentário da Lição da Escola Sabatina – Lição 01 – 4º Trimestre 2011 (24 de setembro a 1 de outubro)

Comentário: Gilberto G. Theiss

SÁBADO, 24 DE SETEMBRO
Paulo: Apóstolo dos Gentios
(At 11:18)

            Paulo foi, sem dúvida, um dos homens mais cultos de sua época. Ensinado aos pés de Gamaliel (At 22:3) se tornou um cidadão temido e respeitado. Poliglota e conhecedor da ciência e filosofia da época foi um homem de grande importância. Ele possuía um currículo invejável. No entanto, também possuía outro currículo negro e marcado pela intolerância, violência e perseguição. Antes de sua conversão, ele era um terror para os Judeus conversos e, em nome de Deus, perseguiu ferozmente todos os que se tornavam seguidores de Jesus Cristo. Sua fúria foi implacável e não poupava absolutamente ninguém que fizesse parte de tal grupo religioso. Sua vida foi marcada por zelo assoberbado, pela tradição rabínica e em sua imaginação a religião judaica precisava prevalecer em meio às seitas e novas religiões que surgiam – inclusive a cristã.
            Mesmo sendo um problema para a fé cristã e um terror para o povo de Deus, O Senhor tinha um plano para este homem. Sua vida foi marcada por dois períodos bem distintos – pré Damasco e pós Damasco. Quando, a caminho de Damasco, teve um encontro com Cristo, sua vida nunca mais foi a mesma. Seu encontro com o Messias ressuscitado e glorificado o fez enxergar sua própria pequenez e necessidade de algo que estava além dos ritos judaicos. Ali ele entendeu que seu currículo invejável não passava de uma âncora para segurar sua arrogância, orgulho e ostentar medo e intolerância contra o próprio Deus – Jesus cristo.

DOMINGO, 25 DE SETEMBRO
Perseguidor dos Cristãos
(At 6:9-15; Mt 26:59-61)

            O centro da religião judaica era o templo e a lei e qualquer investida contra esses dois pilares era uma séria profanação. A fé cristã não ressurgia ali para revogar a lei ou o templo, mas, apenas para mostrar seu exato cumprimento. Os judeus perderam de vista o verdadeiro significado das verdades contidas nas palavras dos profetas e por esta razão não conseguiram perceber o maior de todos os eventos até aquele tempo – da vinda do messias.
            A maneira como trataram Estêvão e outros cristãos revela até onde os judeus estavam dispostos a ir para impedir qualquer ensinamento novo a respeito do templo e da lei. Distorcidamente entenderam que os cristãos estavam invalidando a religião judaica e o sistema de salvação oferecida ao homem. Na verdade a distorção estava do lado judaico por transformar a religião em um fardo e a salvação totalmente pelas obras humanas.
            Neste contexto surge Saulo que mais tarde se tornaria Paulo. Este homem, cheio de zelo e de sinceridade, perseguiu ferozmente qualquer um que se opusesse aos costumes da religião convencional. Saulo acreditava piamente em uma possível reforma de sua religião e que as promessas proféticas do reino eterno se cumpririam no judaísmo (Dn 2; Zc 8:33; Is 40-55). O que podemos vagamente perceber é que ele sonhava com uma religião destituída da corrupção e das possíveis heresias que circundavam israel. Quando se deparou com Estêvão, de imediato levantou-se com fúria contra ele. Foi ali que a ira de Saulo contra os cristãos começou a entrar em ruína. É possível que o martírio de Estêvão deva ter iniciado um conflito na mente de Saulo preparando-o definitivamente para o encontro com Cristo a caminho de Damasco. Interessante notar que, muitos em nossos dias, assim como Saulo, são sinceros em suas religiões e intolerâncias. É possível que venhamos a encontrar pessoas cheias de zelo por sua fé e às vezes até perseguidoras. Por esta razão é que devemos tomar muito cuidado com a forma como abordamos essas pessoas. Nossa maneira de interagir, carregada de palavras bondosas e de amor farão a obra que confronto indelicado nenhum jamais seria capaz de fazer. Saiba que, o Espírito Santo só poderá agir no coração dos opositores quando nossas palavras e atos forem semelhantes ao de Estêvão – “Senhor não lhes imputes este pecado”.
           
                                           SEGUNDA, 26 DE SETEMBRO
A conversão de Saulo
 (At 9:5; 1-18; 22:6-21 e 26:12-19)

            Saulo passou por uma das experiências mais interessantes em toda a Bíblia. Embora impressionado com o testemunho de Estêvão, no caminho de Damasco recebeu o impacto final pela presença de Jesus. O próprio Cristo foi ao encontro deste zeloso homem destronando-o de seu orgulho. Segundo algumas tradições antigas, cair do cavalo naquele tempo era muito vergonhoso, quem dirá então para um comandante, líder ou respeitado como Saulo. Como ele resistira à voz do Espírito de Deus,  a vergonha era necessária para destronar Saulo de seu trono de orgulho e cegueira espiritual. O mais importante em aprender desta narrativa é que, Deus está disposto a derrubar qualquer um do trono de soberba, arrogância, egoísmo, orgulho e cegueira - caso sejamos teimosos em trilhar nosso próprio caminho.
            Saulo, agora Paulo, recebeu de Deus o maior milagres que alguém pode receber – o da conversão. Nada pode ser mais difícil para Deus do que conseguir quebrar a dureza do coração humano. A conversão do coração é algo que não depende só de Deus, mas, da própria vontade humana. Por esta razão é que, nos humilhar, pode ser uma ferramenta muito útil e eficaz nas mãos de Deus com o objetivo de conseguir nos abrir os olhos e enxergar o que não conseguimos quando cegados pelo orgulho e soberba. Por esta razão quando algo acontecer em nossa vida que venha arrebatar nosso sentimento de grandeza e de infalibilidade, não pergunte a Deus porque, mas para quê...

TERÇA, 27 DE SETEMBRO
Saulo em Damasco
(I Sm 16:7; Mt 7:1 e I Co 4:5)

            Assim como Lutero, Deus levantou Saulo no seio da própria igreja ou debaixo do nariz de Satanás. Um dos homens mais temidos daquele tempo se tornara agora um dos homens mais influentes a favor do evangelho. A caminho de Damasco Saulo imaginara o quanto seria útil para a fé judaica desarraigando qualquer semente a favor do cristianismo. No entanto, o que não sabia ele é que neste caminho passaria pela maior surpresa de sua vida. A conversão de Saulo não foi surpresa apenas para os cristãos daquele tempo, mas, foi uma enorme surpresa até mesmo para os judeus, fariseus e principalmente para o próprio Paulo. No tempo em que foi entregue à cegueira, ele pode contemplar o passado e se aperceber das loucuras que fizera a favor de uma religião que havia abandonado a Deus e a verdade. Mesmo cerca de 3 anos depois da conversão de Saulo, ainda havia entre muitos cristãos um receio temeroso quanto a confiar em suas palavras. Isto indica claramente não a falta de capacidade dos cristãos em crer no poder regenerador do Espírito Santo, mas, o nível de crueldade em que Saulo estivera envolvido anos antes na perseguição aos cristãos.
            Interessante imaginar que, mesmo nos dias atuais, é possível que os mais cruéis inimigos da verdade se tornem os maiores defensores dela. Às vezes parece difícil acreditar nesta possibilidade, mas, o mesmo calor utilizado para defender a mentira poderá se tornar no mesmo calor para defender a verdade. Nossa função é apenas ensinar com amor e paciência, o resto, o Espírito Santo se encarregará de fazer como fez com Paulo.
           
QUARTA, 28 DE SETEMBRO
O evangelho vai aos gentios
(At 11:19-21, 26; Dn 2; At 11:20-26)

            A perseguição se tornara uma forte marca da intolerância em Jerusalém e posteriormente em toda Roma. Os cristãos não viviam em paz e eram confrontados constantemente pelo medo e insegurança. Jerusalém, a cidade mais religiosa do mundo havia se tornado em um dos lugares mais sombrios para os seguidores de Cristo. Por este e por outros motivos, muitos cristãos, devido a intensa opressão e perseguição, se retiraram da cidade e muitos se deslocaram para Antioquia. Cidade cosmopolita, ou seja, de diferentes culturas e nacionalidades, se tornou naquele tempo um refúgio e ao mesmo tempo uma base estratégica para pregação do evangelho pelo mundo. Cidade grande e uma das mais importantes daquele tempo talvez tenha sido preparada por Deus para abrigar seus filhos amantes da verdade.
            Com o deslocamento de muitos cristãos de Jerusalém, muitos gentios se tornaram privilegiados, pois, com mais facilidade o evangelho pode alcança-los. Talvez, se a perseguição em Jerusalém não tivesse banido os cristãos de lá, a pregação aos gentios teria sido mais lenta ou não os teria alcançado. Deus possui seus meios para levar Sua palavra aos mais necessitados e com certeza esta alternativa aparentemente negativa se tornou uma poderosa ferramenta nas mãos de Deus. Desta forma o evangelho se espalhou mais rápido alcançando também os gentios. Possivelmente, no futuro, algo semelhante venha acontecer para que o evangelho se espalhe com mais rapidez. Com certeza, o momento em que a verdade será mais semeada nos corações dos que ainda não ouviram, será de fato nos momentos de mais dor e sofrimento devido a perseguição. Na Babilônia o evangelho alcançou o reino através do testemunho de fé e coragem de três jovens em momento de perseguição. Nos tempos da igreja primitiva, o mesmo pode ser visto. Através da perseguição aos cristãos é que o evangelho ganhou maior força alcançando com mais rapidez tanto judeus quanto gentios. Em nosso tempo não será diferente. O evangelho eterno, a verdade presente somente alcançará o mundo todo com poder quando as chamas da perseguição se acenderem novamente contra a verdade e os súditos de Deus.
                       
QUINTA E SEXTA, 29 e 30  DE SETEMBRO
Conflitos dentro da igreja
(At 15:1-5)

            A igreja crescia imensuravelmente e tanto judeus quanto gentios iam acrescentando as fileiras dos novos conversos à igreja. Os judeus cristãos se gabavam por possuírem as credenciais que fundamentavam o cristianismo e os gentios sofriam com as discriminações por não terem praticado os ritos do cerimonialismo judaico. Infelizmente este foi o ponto da controvérsia entre ambos. A discussão a este respeito foi tão acirrada que dividiu por um tempo até mesmo os próprios discípulos.
            Os judeus eram tão enraizados nas leis e no cerimonialismo que, ao mesmo tempo em que eram pendentes ao legalismo, também não conseguiam deixar de lado os velhos costumes baseados em rituais cerimoniais. Embora em Jesus tudo houvesse se cumprido, exigiam que os gentios praticassem tais ritos antes de se tornarem cristãos. Para eles soava como se fosse injusto os judeus terem por tanto século praticado tais exigências, e agora, os gentios, povos que consideravam imundo, poderem fazer parte da mesma fé sem nenhuma exigência ritualística.
            A lição aqui para nós é simples e muito séria. Em nossos dias não fazemos apologia aos rituais antigos como obrigatórios aos novos conversos, mas, às vezes, exigimos que os novos conversos sejam tão perfeitos quanto nós. Na verdade em alguns casos muitas comissões de igrejas nem aprovam alguns batismos por acharem que os candidatos não estão preparados. A exigência de conversão do batizante parece ser maior do que a própria experiência de conversão da maioria dos membros da comissão. É claro que as pessoas devem ser muito bem preparadas, mas isto não significa que devam ser perfeitas para serem aceitas.
            Outra lição importante tem haver com o legalismo que pode ser ainda notado em nosso meio. É crucial entender que legalismo não é guardar os mandamentos, a obediências à vontade de Deus é fundamental na vida cristã. Legalismo é fazer da lei o meio em que devemos ser salvos. Muitos judeus daquele tempo ainda não haviam entendido que a lei, embora importante, não podia remediar nossa condição diante de Deus. Somente pelos méritos de Cristo por sua graça perdoadora é que somos capazes de sermos aceitos pelo Céu. Quanto tempo mais levaremos para entender este importante princípio? Este foi um dos motivos do porque que Cristo ainda não retornou. Se a mensagem da justificação pela fé tivesse sido compreendida em sua verdadeira luz nos tempos de Ellen White e Tiago White, pouco tempo depois de 1888, segundo a revelação, Jesus já teria retornado. Lembre-se que, assim como o liberalismo, o legalismo também dificulta a ação da graça e do Espírito Santo em nossas vidas.
                                   
Gilberto G. Theiss, nascido no estado do Paraná, é membro da Igreja adventista do Sétimo dia desde 1996. Crê integralmente nas 28 doutrinas Adventista como constam no livro “Nisto Cremos” lançado pela “Casa Publicadora Brasileira”. Foi ancião por 3 anos na Igreja Adventista do Sétimo dia da cidade Nova Rezende/MG e por 6 anos na Igreja Central de Guaxupé/MG. Foi Obreiro bíblico na mesma cidade e hoje, além de ser coordenador do curso básico de reforço teológico para líderes de igreja pelo site www.altoclamor.com, está Bacharelando no Seminário Adventista Latino-Americano de Teologia. Gilberto G. Theiss é autor de alguns livros e é inteiramente submisso e fiel tanto a mensagem bíblico-adventista quanto a seus superiores no movimento Adventista como pede hebreus 13:17. Toda a mensagem falada ou escrita por este autor é filtrada plenamente pelo que rege a doutrina bíblica-adventista do sétimo dia. Contato: gilbertotheiss@yahoo.com.br

17 Setembro 2011

Evangeslismo em Contagem-MG

Quase pronto para o início do evangelismo plantio de igreja no bairro Sapucaias em Contagem-MG. O bairro não possui igreja Adventsita e o objetivo é plantar uma neste bairro. O local para o evangelismo já foi escolhido e estarei me mudando definitivamente para o local na próxima segunda-feira dia 19 onde ficarei por 3 meses juntamente com o obreiro contratado que ficará por 6 meses.


Na próxima semana darei início ao curso como deixar de fumar e na próxima semana os cursos comunitários. Em seguida 40 noites diretas de campanha evangelística. Pela graça de Deus conseguiremos reunir neste local (ver foto abaixo) pelo menos umas 300 pessoas. 


Gostaria de apelar aos amigos que possuem visão evangelística para nos apoiar financeiramente. O projeto de plantio demanda muito recurso e com certeza sua ajuda será muito útil. Caso se interesse em apoiar este projeto, ainda estamos precisando dos recursos. O número da conta para auxílio assim como o projeto por escrito pode ser solicitado pelo e-amil gilbertotheiss@yahoo.com.br. Por demais, além de apoio financeiro, precisamos também de muita oração.

16 Setembro 2011

Comentário da Lição da Escola Sabatina – Lição 13 – 3º Trimestre 2011 (17 a 24 de setembro)


Comentário da Lição da Escola Sabatina – Lição 13 – 3º Trimestre 2011 (17 a 24 de setembro)

Comentário: Gilberto G. Theiss

SÁBADO, 17 DE SETEMBRO
Adoração no livro do Apocalipse
(Ap 14:3)

            “Entoavam novo cântico diante do trono, diante dos quatro seres viventes e dos anciãos. E ninguém pôde aprender o cântico, senão os cento e quarenta e quatro mil que foram comprados da Terra”.

            O Apocalipse é um livro especial em toda a Bíblia, pois apresenta com indescritível mistério o conflito entre o bem e o mal em toda a história. Embora seja um mistério, este livro não é incompreensível. Deus providenciou meios para que, no tempo adequado, suas alegorias sejam compreendidas de maneira clara. Hoje, estamos nesses dias em que estes grandes mistérios passaram a ser desvendados a nós. Sob este contexto, somos um povo privilegiado. O livro apresenta claramente o conflito entre a verdadeira e a falsa adoração e em todos os seus pormenores destaca o personagem central – Jesus Cristo, e o seu adversário – Satanás.  Todos nós somos o alvo destes personagens e a nossa participação neste enredo é determinada pelas decisões que tomamos, se adoraremos a besta e seu sinal ou se adoraremos ao cordeiro recebendo o seu sinal. A luta pela adoração é acirrada e todos nós, aceitando ou não, estamos ou estaremos envolvidos.

DOMINGO, 18 DE SETEMBRO
“Caí a Seus pés como morto”
(Ap 1:13-18; Jó 42:1-6)

            Muitas heresias, liberalismos e mundanismos permeiam a vida de muitos professos cristãos, talvez por não entenderem bem a grandiosidade da majestade dos Céus. Moisés quando viu o reflexo da glória de Deus ficou estupefato e seu rosto brilhou a ponto do povo não conseguir encarar-lhe a face. De igual forma, João, ao contemplar a glória e o caráter de Cristo se humilhou imensuravelmente. Ellen White pode contemplar em algumas visões a grandiosidade e bondade de Deus e suas declarações a este respeito são impressionantes. Em uma das ocasiões ela mencionou: "'Vi quão grandioso e santo é Deus. Disse o anjo: 'Ande com cuidado diante dEle, pois Ele é alto e sublime, e o séquito de Sua glória enche o templo.' Vi que no Céu tudo está em perfeita ordem. Disse o anjo: 'Vede vós, Cristo é a cabeça, movei-vos em ordem, movei-vos em ordem. Tende um significado para cada coisa.' Disse o anjo: 'Vede vós e sabei quão perfeita, quão bela é a ordem no Céu; segui-a.'" (Manuscrito 11, 1850). Em outra ocasião também disse, “Que Deus nos ajude a vermos nossa pequenez e a grandeza de Deus. Que Deus não permita que tenhamos ideias exaltadas de nossa própria grandeza e exaltemos o eu. A magnitude de experiência não é medida de valor. Deus tem um padrão tão diferente dos padrões humanos, e se víssemos como Deus nos avalia, observaríamos valor onde supomos haver pequenez, e pequenez onde supomos haver grandeza” (Carta 48, 1886).
            Não há absolutamente nada do que nos orgulhar ou exaltar. Nós somos pó e viemos à existência pelas mãos do Criador. Às vezes temos muita facilidade para nos orgulhar e exaltar. Na verdade, pequenas coisas são suficientes para encher nosso coração de orgulho e soberba. Há!!! se pudéssemos ver a dimensão da glória da Majestade do Céu! Também cairíamos como que mortos ao chão. Quantas pessoas se exaltam pelo que não tem e quantos outros se exaltam pelo que acham que tem. Muitos acadêmicos sentem-se deuses pelo simples fato de possuir um currículo de doutor. Esses PHDeus de nosso século, se escondem por trás de seus currículos e sentem-se donos da verdade. No entanto, qual será a reação desses indivíduos, caso não se humilhem diante da fonte de todo o conhecimento e verdade? O que será de nós caso não paremos para enxergar a glória do redentor? Do que temos de nos orgulhar, uma vez que, não possuímos absolutamente nada, a não ser uma vida miserável e cheia de vergonhas e desprezo? Pense nisso...

           
                                          SEGUNDA, 19 DE SETEMBRO
Santo, Santo, Santo...
 (Ap 4:8-11; 5:8-14; 7:9-12; 11:15-19; 15:1-4; 19:1-5)

            Imagine que você estivesse vivendo no tempo de Cristo e fosse um bom judeu praticante. Em um belo dia, ao levantar o cutelo, com o cordeiro nas mãos, alguém lhe chama a atenção para dizer-te que não é mais necessário sacrificar animas pois o verdadeiro cordeiro já havia sido imolado. Inquieto e sem entender absolutamente nada pede um melhor esclarecimento. Então, com detalhes, o amigo lhe diz que Jesus era o messias prometido e que Ele cumpriu ao pé da letra todas as profecias pronunciadas pelos profetas. Então, este camarada lhe dá todos os detalhes de cada profecia e mostra com perfeita exatidão o cumprimento em Cristo das palavras dos profetas. Derepente, você olha para a ovelha e para o cutelo nas mãos e todo o sangue ali já derramado naquele dia. Observa com muita apreensão os rituais do santuário e em sua mente consegue ter um vislumbre da cruz e do seu significado. Encantado com a situação larga o cutelo e corre desesperadamente para casa com o objetivo de contar as boas novas à família.
            Esta narrativa acima embora apenas ilustrativa,  pode nos dar uma vaga ideia de como deve ter sido a experiência de alguns Judeus ao compreenderem a verdade do Messias. No dia do pentecostes, com certeza muitos judeus ficaram maravilhados com o que perceberam a respeito de Cristo. Ninguém melhor do que um judeu convertido daquele tempo para entender bem a realidade da cruz e do sacrifício de Cristo por nós.
            Bom, esta surpreendente realidade é apenas uma peça do infinito quebra cabeça das maravilhas que Deus tem feito por nós. Ele, embora grandioso, majestoso e cheio de glória, tudo o que Ele faz visa nosso bem e felicidade. O Universo, a Terra e tudo que nela há foram criados para nós, e a vida nos concedeu para que fôssemos um colorido a mais na existência. Enfim, tudo parece girar ao nosso redor para nosso bem e felicidade. O que mais precisamos compreender para cair de joelhos e servi-lo? O que mais precisamos para entender o que realmente somos e o que devemos fazer por Ele? Pense nisso...

TERÇA, 20 DE SETEMBRO
Apocalipse 13

            Apocalipse 13 apresenta um cenário de luta, perseguição e adoração. Um confronto entre as forças do bem e as forças do mal. Uma batalha que está além da primeira e segunda guerra mundial – na verdade uma batalha cósmica que dura quase seis mil anos e que acontece no céu, na terra e em nossas vidas. Satanás e seus anjos batalham contra o Cordeiro e Seus anjos. No centro desta intensa luta estão os seres humanos caídos e condicionados à morte - devido a entrada do pecado.  Embora Cristo e Seus anjos sejam infinitamente superiores em tudo, Satanás obtém mais êxito na conquista dos seres humanos. Ele, através de sua astúcia leva multidões a seus pés, “adorá-la-ão todos os que habitam sobe a terra, aqueles cujos nomes não estão escritos no livro da Vida” (Ap 13:8). O profeta amplia a situação caótica da adoração no futuro e faz uma pergunta intrigante “Quem pode pelejar contra ela?” (Ap 13:4). Impressionante notar que, através destas narrativas, parece que o mal definitivamente triunfará. No entanto o mal, por mais prevalecente que pareça, seus dias de triunfo estão contados. A falsa adoração, por mais atraente e enganadora que pareça, cedo ou tarde será desmascarada. Nem todos aceitarão se submeter à falsa adoração. Nem todos dobrarão seus joelhos a baal. O verso 15 apresenta uma cena interessante dos verdadeiros cristãos que adorarão ao cordeiro mesmo em face da morte e o verso 10 apresenta que, mesmo em meio a tanta heresia, perseguição e adoração falsa, ainda permanecerá um povo fiel e santo. Deus seja louvado, pois manterá seu povo sincero e escolhido em pé diante do conflito iminente. Os dias finais estão diante de nós e em breve a última grande crise mostrará quem realmente é quem nesse drama...

QUARTA, 21 DE SETEMBRO
Apocalipse 14

            Apocalipse 14 é o centro da verdadeira adoração e o baluarte da verdade presente. Em contraste com Apocalipse 13 podemos ter uma noção mais profunda dos valores que envolvem a palavra adorar em seu contexto no grande conflito entre o bem e o mal, entre Cristo e Satanás, entre o povo de Deus e o povo de Satanás, entre a lei de Deus e as leis dos homens, entre o Sábado (sinal de Deus) e o domingo (sinal da besta), entre os que glorificam a Deus em suas obras (Jo 15:8; Mt 5:16) e os que vivem de maneira irresponsável quanto aos deveres cristãos e estilo de vida.
            A linha que demarca e separa a verdadeira da falsa adoração está baseada na vontade. Eu sigo e me submeto à vontade Deus ou eu me submeto a minha própria vontade. Em todas as decisões que temos a tomar na vida estão em jogo as determinações de Deus em Sua Palavra ou as determinações do relativismo humano. Esse contraste pode ser nitidamente notado nos dois capítulos: Em Apocalipse 13 João descreve “adorá-la-ão todos” (Ap 13:8), todos aqueles que não tiverem o sinal de Deus. Em Apocalipse 14 João descreve “Aqui está a paciência dos santos, os que guardam os mandamentos de Deus e tem a fé de Jesus” (Ap 14:12). O contraste é claro e simples, se prende além de salvação pela graça e se estende até a obediência e submissão plena. Portanto, embora a ideia do perfeccionismo seja real, por outro lado, ao mesmo tempo pode ser uma retórica para inibir a necessidade de transformação e de submissão plena a Deus. Satanás procurará contrafazer ou contrariar toda e qualquer mensagem que nos conduza a Deus pela fé e pela obediência. As últimas cenas do grande conflito serão as mais difíceis de serem compreendidas, pois como bem ilustrou a revelação, a linha que separará a mentira do erro será quase que imperceptível aos olhos humanos. Somente uma vida de entrega absoluta, luta contra o próprio eu e profunda aproximação com Cristo é que nos ajudará a não sermos enganados nos dias finais. Pense nisso...
                       
QUINTA E SEXTA, 15 e 16  DE SETEMBRO
Adore a Deus
(Ap 22:8,9)

            Alguém certa feita disse que adorar é apenas uma questão de foco. Claro que particularmente eu não podia concordar com tal visão sobre adoração. Se adorar fosse apenas uma questão de foco, significaria que qualquer coisa ou jeito serviria para adorar a Deus, bastaria apenas mudar o foco. Músicas mundanas poderiam ser usadas para adorar a Deus, basta apenas mudar a letra, ou seja - o foco. Alguns povos no passado ofereciam orgia sexual para os seus deuses, bom, se a questão é apenas o foco, orgia sexual pode ser bem vinda aos cultos. Em nosso estilo de vida poderíamos viver de qualquer maneira já que o importante é foco. Vivemos em um tempo muito difícil onde o santo têm sido encarado como profano, e o profano têm sido encarado como santo. Os que buscam viver piamente a vontade de Deus são considerados fanáticos, e elevar a norma de Deus tem sido considerado por muitos como perfeccionismo. Ellen White, a este respeito escreveu que “terríveis juízos destruirão os que O representam mal, dizendo: “Templo do Senhor, templo do Senhor, templo do Senhor é este” (Jr 7:4), quando seu exemplo é enganoso” (Sgins of the Times, 31 de outubro 1900). Também afirmou que “Ao nos aproximarmos do fim do tempo, a falsidade estará tão misturada com a verdade, que somente os que têm a guia do Espírito Santo serão capazes de distinguir a verdade do erro” (SDA Bible Commentary, vol. 7, pág. 907). No que diz respeito a adoração, adorar não é somente ir a igreja e cantar algum louvor, mas viver um estilo de vida que glorifique a Deus (Jo 15:8). Nossos atos, nossas palavras e nossos pensamentos devem refletir a imagem de Cristo e glorifica-Lo. Nada menos que isso deve acontecer em nossas vidas. Isso é adorar a Deus.
                                   
Gilberto G. Theiss, nascido no estado do Paraná, é membro da Igreja adventista do Sétimo dia desde 1996. Crê integralmente nas 28 doutrinas Adventista como constam no livro “Nisto Cremos” lançado pela “Casa Publicadora Brasileira”. Foi ancião por 3 anos na Igreja Adventista do Sétimo dia da cidade Nova Rezende/MG e por 6 anos na Igreja Central de Guaxupé/MG. Foi Obreiro bíblico na mesma cidade e hoje, além de ser coordenador do curso básico de reforço teológico para líderes de igreja pelo site www.altoclamor.com, está Bacharelando no Seminário Adventista Latino-Americano de Teologia. Gilberto G. Theiss é autor de alguns livros e é inteiramente submisso e fiel tanto a mensagem bíblico-adventista quanto a seus superiores no movimento Adventista como pede hebreus 13:17. Toda a mensagem falada ou escrita por este autor é filtrada plenamente pelo que rege a doutrina bíblica-adventista do sétimo dia. Contato: gilbertotheiss@yahoo.com.br

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