25 Agosto 2011

Comentário da Lição da Escola Sabatina – Lição 10 – 3º Trimestre 2011 (27 de agosto a 03 de setembro)


Comentário da Lição da Escola Sabatina – Lição 10 – 3º Trimestre 2011 (27 de agosto a 03 de setembro)

Comentário: Gilberto G. Theiss

SÁBADO, 27 DE AGOSTO
Adoração: do exílio à restauração
(Ag 1:6)

            O povo de Israel havia se afastado de Deus e consequentemente trazido sobre eles mesmos a maldição da desobediência. Deus havia feito muitas promessas a seu povo escolhido, mas eles não atenderam suas reivindicações. Deus pretendia honrar e exaltar seus filhos e deixou claro este propósito através de seus profetas. No entanto, Israel passara pelo processo de secularização e seus costumes religiosos começaram a ser contaminados pela cultura da época. A nação escolhida, gradativamente virara as costas para Deus e os valores e princípios religiosos foram permeados de costumes pagãos. Os mandamentos de Deus foram esquecidos e as advertências do Senhor, através dos profetas, foram pronunciadas contra o povo.
            O exílio não foi uma maldição determinada por Deus, mas uma conseqüência por seus atos de abandono à verdadeira adoração. Em nossos dias podemos estar correndo os mesmos riscos. Por esta razão é que devemos olhar para o passado com o objetivo de projetar nosso presente isentando-o das experiências que fizeram do povo de Deus uma nação fracassada e apóstata. O secularismo sempre existiu e foi uma das marcas que fizeram do povo de Israel uma nação cada vez menos comprometida com a verdade e com Seu Deus. O que você tem a aprender com isto?

DOMINGO, 28 DE AGOSTO
“Filho do homem, você viu...?”
(Ez 8)

            Ser relevante tem sido a nota tônica das pregações contemporâneas. Muitos têm ensinado que nossa mensagem precisa ser mais relevante e com isto muitos princípios tem sido inseridos em zonas de risco. Na verdade, embora muitos não percebam, nossa mensagem é a única mensagem relevante. Ser relevante não é descer a verdade ao nível dos costumes pagãos, mas trazer os pagãos ao nível de nossas mensagens. O secularismo e o relativismo sempre existiram. Não é uma invenção de nosso século. O povo de Israel também viveu em um tempo secularizado e relativizado, e foi exatamente isto que foi capaz de arruinar o povo levando-os a justificar meios de adoração que na verdade estavam bem distantes do ideal de Deus. O relativismo e o secularismo quando absorvido pelos professos cristãos, leva-os às práticas profanas com aparência de inofensivas e mais adequadas ao tempo. Não é correto pensar que novos métodos de culto e de pregação sejam errados, mas, é necessário fazer um avanço bastante meticuloso sempre filtrando nossos métodos com a revelação. É possível e certamente muito fácil praticar um falso culto e oferecer uma música ou práticas inadequadas e ainda ter em mente a mais pura sensação de ter feito o certo.
            Mesmo os adventistas do sétimo dia não ficam de fora da possibilidade de tal gravidade de apostasia, pois se ocorreu com o povo de Israel, significa que até mesmo o Israel espiritual poderá ser seriamente comprometido pela falsa concepção de adoração. A maior evidência desta possibilidade é que a revelação alerta para uma futura sacudidura. Ellen White declara que: “permanecer em defesa da verdade e justiça, quando a maioria nos abandona; ferir as batalhas do Senhor quando são poucos os campeões; eis a nossa prova. Naquele tempo devemos tirar calor da frieza dos outros, coragem de sua covardia,  e lealdade de sua traição” (Testemunhos Seletos, v.2, p. 31). Deus está santificando Sua igreja, mas, se isto não ocorrer Ele a santificará na marra através da sacudidura.
           
SEGUNDA, 29 DE AGOSTO
Adorando a imagem
 (Dn 3; Ap 14)

            Daniel 3 apresenta uma das histórias mais fascinantes de confronto entre o que é verdadeiro e falso. A adoração era o tema central em um clímax de obediência ou desobediência. Os três amigos de Daniel foram inseridos em um duelo que lhes custaria a própria vida caso, teimosamente, permanecessem fiéis ao Deus que serviam em detrimento dos deuses babilônicos e do próprio rei. Apocalipse 14 apresenta uma mensagem que ecoará até os confins da terra e despertará, em breve, a ira do dragão, de seus anjos e de seus seguidores na terra. Assim como no passado, uma imagem será levantada. Não será uma imagem física como foi no caso de Nabucodonosor, mas uma imagem do poder pagão simbolizado por esta mesma estátua. A lei dominical, o sinal da besta será levantado em breve como sinal do poder do paganismo, do baal e mitraismo moderno. Todos terão que tomar uma decisão escolhendo o lado que ficarão nesta grande controvérsia.
            Em Daniel 3, a estátua erigida possuía 60 côvados de altura e 6 de largura. O número 60 simbolizava o deus maior em Babilônia e o número 6 o deus menor. Somando a estes, havia o número 600 que era símbolo de toda a conjuntura religiosa pagã daquele reino. Isto lhe faz lembrar de algo? 600 + 60 + 6 = 666. Apocalipse 13:15-17 nos ensina que a besta teria um número e teria um sinal. O número é representação máxima do paganismo. O domingo, sinal da besta, é a representação máxima da contrafação. Adoração verdadeira x adoração falsa lutarão pela supremacia de nossas decisões em pleno tempo do fim. Para enfrentar essa adversidade, os cristãos de nosso século precisarão possuir as mesmas qualidades que tiveram os jovens hebreus de Daniel 3. A prova será muito dura e a nossa decisão precisará ser mais do que um simples ‘eu aceito’. Os jovens da narrativa, por suas fidelidades, tiveram a oportunidade de pregar para toda a nação babilônica. Interessante notar que, o poder da pregação do evangelho advém de nosso testemunho. A pregação se torna poderosa e alcança as multidões com poder, somente quando nossa vida é coerente com a mensagem que pregamos. Toda a nação foi evangelizada quando este três jovens resolveram testemunhar de sua fé mesmo em situação probante. Da mesma forma, a pregação do evangelho somente alcançará o mundo todo em nossos dias, quando o povo de Deus viver a verdade presente. O poder do evangelho ultrapassará fronteiras e todos serão alcançados por um evangelho vivido, praticado e testemunhado. A revelação nos ensina que “O mundo ficará convencido, não pelo que o púlpito ensina, mas pelo que a igreja vive [...] O ministério anuncia do púlpito a teoria do evangelho; a piedade prática da igreja demonstra seu poder” (Serviço Cristão, p.51).
É interessante notar que, os jovens hebreus saíram da fornalha sozinhos. O poderoso anjo ali permaneceu. Talvez Ele tenha permanecido na fornalha para nos ensinar que, muitos outros, inclusive em nosso século, seriam lançados nas fornalhas das aflições da vida por serem fiéis a Cristo. Deus espera que nós decidamos entrar na fornalha. Se assim acontecer, saiba que Ele, ali, estará nos esperando. Precisamos começar a orar constantemente pedindo a Deus o poder da presença do Espírito Santo em nossas vidas. Hoje precisamos cultivar fé em Deus e permitir a transformação de nosso caráter à semelhança de Jesus. Lembre-se que “O caráter é um poder. O testemunho silencioso de uma vida sincera, desinteressada e piedosa, exerce influência quase irresistível. Manifestando em nossa vida o caráter de Cristo, com Ele cooperamos na obra de salvar almas. Somente revelando em nossa vida o Seu caráter é que podemos com Ele colaborar. E quanto mais vasta a esfera de nossa influência, tanto maior bem podemos fazer. Quando os que professam servir a Deus seguirem o exemplo de Cristo, praticando na vida diária os princípios da lei, quando todos os seus atos testemunharem de que amam a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmos, então a igreja terá o poder de abalar o mundo” (Parábolas de Jesus, p. 339-441).

TERÇA, 30 DE AGOSTO
“Vejam aonde os seus caminhos os levaram”
 (Jr 29:10-14)

            Deus sempre ofereceu compaixão ao seu povo. Embora tenham colhido muitas conseqüências de seus maus atos, o Senhor sempre esteve presente atuando em suas vidas para trazer-lhes de volta ao caminho que conduz a salvação. O povo havia virado as costas para Deus ignorando seus conselhos e repreensões; por conseqüência foram escravizados por 70 anos ficando sob o julgo Babilônico. Em 605, 579 e 586 a.C, foram os anos de maiores intervenções babilônicos em Judá aprisionando e levando cerca de dez mil judeus para Babilônia, entre eles Daniel e seus amigos. Depois de diversos apelos, ao fim do exílio, Deus trás o seu povo de volta para fundamentar novamente a adoração a Ele. O imperador persa Ciro, em 537 a.E.C., invadiu e dominou todo império babilônico, liberando os judeus para voltarem para sua terra natal. Isso se deveu a política de Ciro para regiões conquistadas, que permitia governos locais, mantendo suas religiões e costumes. Os judeus eram livres para voltar para a Palestina, mas mesmo assim, muitos decidiram ficar na Babilônia e aproveitar as boas condições econômicas, sociais ao invés de viajar até Jerusalém, onde não havia quase nenhuma riqueza. Muitos dentre os judeus preferiram as vantagens terrenos do que retornar a Jerusalém para adorar a Deus. Os demais, quando chegaram, decidiram construir as muralhas da cidade antes do Templo. Os inimigos do rei Zorobabel enviaram, então, uma carta ao rei da Pérsia dizendo que os judeus tramavam uma rebelião. Dário, rei da Pérsia, interviu, impedindo a construção da muralha. Sem Templo e sem cidade fortificada, Jerusalém não podia manter sua independência. Este fracasso fez com que acelerasse a construção do Templo, que a autoridade do rei fosse diminuída e que o poder recaísse sobre o sumo-sacerdote do Templo, terminado no ano de 516 a.C.
            Passou-se um tempo sem que a presença do Templo surtisse algum efeito. Veio, da Babilônia, um homem muito respeitado, sacerdote e escriba – um educador: Esdras. Ele não sabia das verdadeiras condições dos judeus na Palestina e ficou assustado ao descobrir que estes não sustentavam devidamente o Templo e se casavam com estrangeiras livremente. Reuniu-se com os dirigentes e firmou-se líder do povo. Pediu que os judeus expulsassem as esposas estrangeiras de seus lares e exortou-os a retornar ao judaísmo puro. Esdras não teve sucesso, pois pediu demais dos judeus, eles não estavam dispostos a desfazer suas famílias. Decepcionado, Esdras retirou-se da vida pública.
            Lentamente, chegaram, à Babilônia, notícias ruins sobre a situação na Judéia. Isto entristeceu Neemias, judeu que era conselheiro do rei. Pediu permissão para afastar-se do cargo e foi para a Palestina com o cargo de governador militar. Quando chegou, concluiu que os povos vizinhos estavam deliberadamente impedindo os judeus de manterem sua religião. Concluiu que precisava expulsá-los. Para isso decidiu reparar e terminar a muralha. Desconsiderou as advertências dos dirigentes sobre possíveis ataques amonitas e samaritanos. Estimulou o povo a realizar a tarefa e, para rechaçar ataques, armou os operários, de modo que os construtores trabalhavam com uma espada a seu lado.
            Neemias fechou as portas do Templo, onde ocorria o comércio, do pôr-do-sol de sexta-feira até o pôr-do-sol do sábado, para impedir que mercadores não-judeus fizessem comércio nesse dia. Houve protestos, mas os comerciantes se acostumaram. Ele também institui um imposto para a manutenção do Templo e fez cumprir as leis da Torah sobre a propriedade da terra e sobre os escravos. Com a ajuda de Esdras, estabeleceu a Torah como constituição da nação judaica e povoou a cidade de Jerusalém. Esdras institui a leitura da Torah em todo Shabat. Com isso terminaram seu trabalho. O sucesso destes dois líderes parecia duvidoso. Esdras morreu e Neemias teve que voltar para seu cargo na Babilônia. A população voltou, então, a práticas pagãs e corruptas. Neemias foi, mais uma vez, para a Judéia. Sua segunda estada foi muito mais curta e, aparentemente, apenas sua aparição fez com que o povo voltasse aos ideais de Moisés, de uma vez por todas. Como o povo de Israel, nós podemos cometer os mesmos erros. A pergunta que surge seria: Onde nossos caminhos estão nos levando? Nossos estudos, trabalhos, recreações, lazeres estão nos afastando do Senhor ou nos aproximando dele?

QUARTA, 31 DE AGOSTO
Onde estão agora os seus antepassados?
(Zacarias 1:1-6)

            Melhor do que aprendermos com os nossos próprios erros seria aprender comos erros dos outros. A história do passado é uma enciclopédia de provérbios para a vida. Através dos inúmeros erros de pessoas, povos e nações do passado, podemos absorver suas experiências e aplicar em nossas vidas no presente. A história de Israel nos é de grande auxílio hoje e por esta razão não há motivos para justificarmos nossos erros do presente. A falta de experiência e a imaturidade podem ser grandes impecílios para muitas pessoas de hoje, especialmente quando não dão atenção aos ensinamentos e experiências dos mais velhos.
            Deus nos deu liberdade incondicional. Portanto, somos livres para escolher o que desejamos e o que achamos ser o melhor. No entanto, é sempre essencial lembrar que, a liberdade que o todo poderoso nos concede é permeada de critérios de responsabilidade. As decisões que tomamos, inevitavelmente, nos conduzirão a conseqüências boas ou más. Basta escolhermos e fatalmente seremos visitados pelas conseqüências. Isto significa que temos liberdade incondicional, porém, liberdade com responsabilidades que nos sobrevirão mais cedo ou mais tarde. O povo de Judá pagaram caro por suas decisões inconseqüentes e colheram muito sofrimento por suas escolhas erradas. Nós, de igual forma, corremos os mesmos riscos. Não estamos livres nem das escolhas que precisamos fazer diariamente e muito menos de suas conseqüências.

QUINTA E SEXTA, 1  DE SETEMBRO
A oração de Neemias
(Dn 9:5-6; Êx 32:31-34; Tg 5:16; Gn 12:1-3; Êx 6:4,5)

Neemias se entristeceu pela condição de seu povo e de imediato pranteou por eles. O lamento de Neemias, promulgado através da oração, deve ser nossa oração em pleno século XXI. Este homem amava a Deus, a verdade e a missão de seu povo. Este era um grandioso motivo para se entristecer e jejuar com oração e súplica diante de Deus. Da mesma forma, todos nós hoje, devemos ter o mesmo sentimento que houve em Neemias. Devemos prantear e clamar ao Senhor com oração e jejum pedindo-lhe sua graça, bondade e poder Sua igreja e Seu povo. Se amamos a Deus, a igreja, o povo e a missão desta igreja, naturalmente teremos o mesmo sentimento de Neemias. Nosso clamor precisa se mais forte diante de Deus e nossa intercessão por Sua igreja mais calorosa. O grande problema é que, temos facilidade para ficar questionando, reclamando e criticando. No entanto, se despendêssemos da mesma energia para clamar e interceder ao Senhor por Sua igreja como fazemos para criticar e reclamar, quantas situações poderiam ser melhores? Quantas orações poderiam ter sido respondidas e consequentemente quantos problemas poderiam ter sido resolvidos? Creio que seríamos mais bem sucedidos em nossos questionamentos se o fizéssemos exclusivamente a Deus. Ele é o maior interessado em ver a igreja e a obra em condições favoráveis.
           

Gilberto G. Theiss, nascido no estado do Paraná, é membro da Igreja adventista do Sétimo dia desde 1996. Crê integralmente nas 28 doutrinas Adventista como consta no livro “Nisto Cremos” lançado pela “Casa Publicadora Brasileira”. Foi ancião por 3 anos na Igreja Adventista do Sétimo dia da cidade Nova Rezende/MG e por 6 anos na Igreja Central de Guaxupé/MG. Foi Obreiro bíblico na mesma cidade e hoje, além de ser coordenador do curso básico de reforço teológico para líderes de igreja pelo site www.altoclamor.com, está Bacharelando no Seminário Adventista Latino-Americano de Teologia. Gilberto G. Theiss é autor de alguns livros e é inteiramente submisso e fiel tanto a mensagem bíblico-adventista quanto a seus superiores no movimento Adventista como pede hebreus 13:17. Toda a mensagem falada ou escrita por este autor é filtrada plenamente pelo que rege a doutrina bíblica-adventista do sétimo dia. Contato: gilbertotheiss@yahoo.com.br

23 Agosto 2011

Reavivamento e reforma: (Dn 3 e Ap 13) A solução para impactar o mundo todo



Daniel 3 apresenta uma das histórias mais fascinantes de confronto entre o que é verdadeiro e falso. A adoração era o tema central em um clímax de obediência ou desobediência. Os três amigos de Daniel foram inseridos em um duelo que lhes custaria a própria vida caso, teimosamente, permanecessem fiéis ao Deus que serviam em detrimento dos deuses babilônicos e do próprio rei. Apocalipse 14 apresenta uma mensagem que ecoará até os confins da terra e despertará, em breve, a ira do dragão, de seus anjos e de seus seguidores na terra. Assim como no passado, uma imagem será levantada. Não será uma imagem física como foi no caso de Nabucodonosor, mas uma imagem do poder pagão simbolizado por esta mesma estátua. A lei dominical, o sinal da besta será levantado em breve como sinal do poder do paganismo, do baal e mitraismo moderno. Todos terão que tomar uma decisão escolhendo o lado que ficarão nesta grande controvérsia.

Em Daniel 3, a estátua erigida possuía 60 côvados de altura e 6 de largura. O número 60 simbolizava o deus maior em Babilônia e o número 6 o deus menor. Somando a estes, havia o número 600 que era símbolo de toda a conjuntura religiosa pagã daquele reino. Isto lhe faz lembrar de algo? 600 + 60 + 6 = 666. Apocalipse 13:15-17 nos ensina que a besta teria um número e teria um sinal. O número é representação máxima do paganismo. O domingo, sinal da besta, é a representação máxima da contrafação. Adoração verdadeira x adoração falsa lutarão pela supremacia de nossas decisões em pleno tempo do fim. Para enfrentar essa adversidade, os cristãos de nosso século precisarão possuir as mesmas qualidades que tiveram os jovens hebreus de Daniel 3. A prova será muito dura e a nossa decisão precisará ser mais do que um simples ‘eu aceito’. Os jovens da narrativa, por suas fidelidades, tiveram a oportunidade de pregar para toda a nação babilônica. Interessante notar que, o poder da pregação do evangelho advém de nosso testemunho.

A pregação se torna poderosa e alcança as multidões com poder, somente quando nossa vida é coerente com a mensagem que pregamos. Toda a nação foi evangelizada quando este três jovens resolveram testemunhar de sua fé mesmo em situação probante. Da mesma forma, a pregação do evangelho somente alcançará o mundo todo em nossos dias, quando o povo de Deus viver a verdade presente. O poder do evangelho ultrapassará fronteiras e todos serão alcançados por um evangelho vivido, praticado e testemunhado. A revelação nos ensina que “O mundo ficará convencido, não pelo que o púlpito ensina, mas pelo que a igreja vive [...] O ministério anuncia do púlpito a teoria do evangelho; a piedade prática da igreja demonstra seu poder” (Serviço Cristão, p.51).

É interessante notar que, os jovens hebreus saíram da fornalha sozinhos. O poderoso anjo ali permaneceu. Talvez Ele tenha permanecido na fornalha para nos ensinar que, muitos outros, inclusive em nosso século, seriam lançados nas fornalhas das aflições da vida por serem fiéis a Cristo. Deus espera que nós decidamos entrar na fornalha. Se assim acontecer, saiba que Ele, ali, estará nos esperando. Precisamos começar a orar constantemente pedindo a Deus o poder da presença do Espírito Santo em nossas vidas. Hoje precisamos cultivar fé em Deus e permitir a transformação de nosso caráter à semelhança de Jesus. Lembre-se que “O caráter é um poder. O testemunho silencioso de uma vida sincera, desinteressada e piedosa, exerce influência quase irresistível. Manifestando em nossa vida o caráter de Cristo, com Ele cooperamos na obra de salvar almas. Somente revelando em nossa vida o Seu caráter é que podemos com Ele colaborar. E quanto mais vasta a esfera de nossa influência, tanto maior bem podemos fazer. Quando os que professam servir a Deus seguirem o exemplo de Cristo, praticando na vida diária os princípios da lei, quando todos os seus atos testemunharem de que amam a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmos, então a igreja terá o poder de abalar o mundo” (Parábolas de Jesus, p. 339-441).

Por Gilberto G. Theiss - Fonte: Meditações Matinais "Reforma e Reavivamento" (Lançamento dia 07 de Setembro).

19 Agosto 2011

Comentário da Lição da Escola Sabatina – Lição 9 – 3º Trimestre 2011 (20 a 27 de agosto)

Comentário da Lição da Escola Sabatina – Lição 9 – 3º Trimestre 2011 (20 a 27 de agosto)

Comentário: Gilberto G. Theiss

SÁBADO, 20 DE AGOSTO
“Não confie em palavras enganosas”: os profetas e a adoração
(Is 44:7)

Não há dúvidas que Deus oferece um caminho excessivamente melhor. Todos nós temos o direito de escolher segui-lo ou não, mas, é bom sabermos antes que, por mais que confiemos nos caminhos que traçamos para nós mesmos, os caminhos do Senhor são mais seguros e repletos de soluções para nossos problemas. E claro especialmente segurança e solução para o pecado e a morte.

Em tudo o que temos aprendido neste trimestre, não podemos perder o foco original – verdadeira x falsa adoração. O centro do que define verdadeira de falsa adoração é a vontade. Vontade de Deus exposta em Sua palavra e vontade determinada pelos gostos, entendimentos e achismos humanos. Com base neste conflito é que serão determinados o cumprimento das palavras enganosas dos falsos profetas, e nós poderemos muito bem nos encaixar neste paradigma. Hoje mesmo devemos fazer um checape de nossas vidas, comportamentos, atitudes, palavras e pensamentos para determinar com precisão – a quem estou seguindo? Que profeta estou me inclinando a ouvir as palavras? Os profetas de Deus ou o profeta chamado EU? O que penso, faço e determino pode ser melhor?

DOMINGO, 21 DE AGOSTO
Mil carneiros?
(Dt 10:12,13)

A igreja não é um ambiente para entretenimento social. Embora ali nos encontremos com nossos irmãos e o calor da irmandade seja manifesto em atos, a igreja é o lugar apropriado para, elevarmos a Ele nossa devoção permeada de fidelidade, amor e justiça. Devemos ir à presença de Deus com o objetivo de oferecer-lhe o melhor que podemos, porém de acordo com o que nos foi solicitado. Não podemos ofertar ao Senhor simplesmente o que está em nosso coração. Deve ser com sinceridade, no entanto também deve ser segundo o que a revelação nos orientou. Imagine se o povo tivesse passado qualquer outra coisa nas umbrais da porta menos o sangue exigido! Com certeza, os primogênitos daquelas casas teriam deixado sido removidos da lista dos que deveriam permanecer vivos. Imagine se o povo tivesse construído o santuário, porém de uma forma diferente da que lhes foi mostrado no monte! Com certeza o tempo não teria recebido a glória da presença de Deus no santíssimo. Enfim, como bem entendido até o momento, nossas obras não possuem nenhum valor salvífico, mas isto não indica que, diante da graça, a obediência e a intregridade perdem sua importância. Pelo contrário, pois a graça na verdade nos conduz a cumprir os deveres da vida cristã (Santificação, p. 81, 87).

SEGUNDA, 22 DE AGOSTO
O chamado de Isaias
(Is 6:1-8)

Isaias, assim como outros profetas, foram levantados por Deus para ajudar o povo e reconhece os caminhos errôneos em que estavam trilhando. No caso de Isaias, o povo se encontrava em uma situação espiritual nefasta. A idolatria e a transgressão estavam corroendo a vida espiritual do povo. Sempre que Deus levanta um profeta é porque geralmente o povo se encontra distante da verdade ou apostatado dela. No entanto, nem sempre os profetas são ouvidos, pois o povo de Israel muitas das vezes recusava ouvir a voz de Deus por intermédio de seus profetas. Isaias enfrentou problemas assim e chegou a ser cassado por suas mensagens. Em nosso tempo, Deus também levantou um profeta como Isaias e parece que esse profeta contemporâneo não é muito estimado pelo povo atual. Muitas de suas mensagens são recusadas ou interpretadas a bonificar seus gostos pessoais. Isto indica que, assim como o povo do passado, todos nós corremos o mesmo risco de recusar ouvir a voz de Deus por intermédio de Seus profetas.

Com relação ao culto, quão diferente seria se déssemos ouvidos aos conselhos de Deus e praticássemos as orientações como nos são oferecidas através da revelação? Quão diferente seria se deixássemos o orgulho, arrogância, soberba, egoísmo e o desejo por supremacia. Quão diferente seria o culto e a adoração se fôssemos ao templo para agradar unicamente a Deus? Quão diferente tudo seria para nós se exercêssemos maior fé e amor a Deus incondicionais! Uma pergunta nos cabe bem aqui: O que você pode fazer para que sua igreja seja assim?

TERÇA, 23 DE AGOSTO
Não tragam ofertas inúteis
(Is 1:11-15; Is 58:1-10)

Há pessoas que terão de morrer solteiras, pois no dia em que se casam se perdem. Há pessoas que terão de morrer pobre, pois no dia em que ficam ricas se perdem. Da mesma forma, há pessoas que terão de morrer analfabetas, pois no dia em que começam a se tornar muito entendidos acabam se perdendo. Na igreja não parece ser muito diferente. Muitas pessoas confundem conhecimento com vida prática. Não adianta absolutamente nada conhecer todos os grandes mistérios e segredos da verdade e da teologia se não houver vida prática. O conhecimento sem ser vivido é como um carro sem motor. Não irá para lugar algum. É como um avião sem asas ou uma árvore frutífera sem frutos. O conhecimento é importante, pois é ele que nos conduz ao Deus verdadeiro. Porém, se o conhecimento não conduzir-nos à obediência por amor, este conhecimento se tornará uma maldição na vida dessas pessoas. O conhecimento que não salva, com certeza condenará.

Deus não se agrada de ofertas inúteis. Assim como na experiência de Saul ao ter trazido os despojos dos inimigos para oferecer a Deus, na certa será rejeitado. Saul tinha um bom propósito ao ter poupado os despojos, mas não era o que Deus havia solicitado.

Isto indica claramente que, por melhores que sejam as nossas intenções no que fazemos ou oferecemos para Deus, elas jamais poderão substituir o que Deus pede.

QUARTA, 24 DE AGOSTO
Sem nenhum valor?
(Is 44)

Certa feita, uma irmã que conheci que fora adventista por vários anos, devido a alguns problemas da vida, acabou saindo da igreja. Esta irmã conhecia a verdade e foi uma defensora da verdade. Um dia resolvi fazer-lhe uma visita e para minha surpresa, quando entrei em sua sala, me deparei com uma imagem enorme de quase 50 centímetros de altura. Impressionante notar que, até que ponto uma pessoa que conheceu a verdade pode afastar-se de Deus pra chegar a esse ponto? A resposta é que, longe de Deus somos capazes fazer as piores atrocidades da vida. Quanto mais distante, maior o ato que corresponda a apostasia.

Isaias enfrentou um povo corrompido e cheio de misérias no coração. Eles conheciam a verdade e provavelmente conheciam a linha que separa o erro da verdade. No entanto, uma cegueira espiritual fez com que transformassem o santo em profano e o profano em santo. Assim como o povo de Israel do passado, ninguém está livre das piores mazelas da vida e do pecado. Basta estar longe de Deus e muitas coisas poderão se tornar bem diferentes. Sem Deus somos capazes de fazer coisas inimagináveis. Somente estando muito próximo de Deus e sobre a influência do Espírito Santo é que estaremos seguros. Infelizmente os nossos dias não serão muito diferentes. Muitos têm transformado o santo em profano e o profano em santo. E você o que tem feito da verdade?

QUINTA E SEXTA, 25 DE AGOSTO
“Este é o templo do Senhor, o templo do Senhor...”
(Jr 7:1-10)

Estar no templo do Senhor não significa estar salvo. Aliás, é possível ser um bom pregador, cantor e diretor de algum departamento e estar totalmente perdido.

Certa vez, uma esposa e mãe fez suas malas e as levou para a igreja. Seu esposo, ancião da igreja, não entendendo do que se tratava perguntou à sua esposa qual seria o motivo de estar levando as malas para a igreja. Sua esposa respondeu que estava se mudando para a igreja. O marido confuso perguntou-lhe qual seria o motivo. Então a esposa, com muita firmeza disse que estava se mudando para a igreja porque ele, o esposo, na igreja era um ótimo marido, ótimo pai e ótimo cristão. Esta hestória serve para avaliarmos a nossa própria história de vida. Como temos nos comportado em casa, nas ruas, no trabalho e na igreja? Geralmente na igreja somos os melhores cristãos, mas, infelizmente, muitos, ao sair das portas da igreja para fora, se tornam diferentes.

Por outro lado, há aqueles que, mesmo movidos pela sinceridade podem estar oferecendo a Deus na igreja coisas indevidas que não refletem a mais pura santidade desse Deus sublime e grandioso. Podemos estar cegamente fazendo coisas que desagradam a Deus imaginando estarmos fazendo o que é certo. Precisamos questionar nossa sinceridade e vigiar nossas atitudes a todo o momento. Se não fizermos isto, com certeza seremos enganados por nós mesmos.

Gilberto G. Theiss, nascido no estado do Paraná, é membro da Igreja adventista do Sétimo dia desde 1996. Crê integralmente nas 28 doutrinas Adventista como consta no livro “Nisto Cremos” lançado pela “Casa Publicadora Brasileira”. Foi ancião por 3 anos na Igreja Adventista do Sétimo dia da cidade Nova Rezende/MG e por 6 anos na Igreja Central de Guaxupé/MG. Foi Obreiro bíblico na mesma cidade e hoje, além de ser coordenador do curso básico de reforço teológico para líderes de igreja pelo site www.altoclamor.com, está Bacharelando no Seminário Adventista Latino-Americano de Teologia. Gilberto G. Theiss é autor de alguns livros e é inteiramente submisso e fiel tanto a mensagem bíblico-adventista quanto a seus superiores no movimento Adventista como pede hebreus 13:17. Toda a mensagem falada ou escrita por este autor é filtrada plenamente pelo que rege a doutrina bíblica-adventista do sétimo dia. Contato: gilbertotheiss@yahoo.com.br

14 Agosto 2011

Comentário da Lição da Escola Sabatina – Lição 8 – 3º Trimestre 2011 (13 a 20 de agosto)

Comentário da Lição da Escola Sabatina – Lição 8 – 3º Trimestre 2011 (13 a 20 de agosto)

Observação: Este comentário é provido de Leitura Adicional no fim de cada dia estudado. A leitura adicional é composta de citações do Espírito de Profecia. Caso considere-a muito grande, poderá optar em estudar apenas o comentário ou vice versa.

Comentário: Gilberto G. Theiss

SÁBADO, 13 DE AGOSTO
Conformidade, concessões e crise na adoração
(Hb 5:14)

Quanto mais nos aproximamos da segunda vinda de Cristo, parece que mais limitada é a capacidade de discernir o que é certo e errado. Conseqüentemente, a conformidade e as concessões vão negociando espaço dentre os que professam ser seguidores de Jesus Cristo.
O povo de Israel, por diversas vezes enfrentaram esta crise e na maioria delas caíram como prezas fáceis nas mãos do paganismo. De igual forma, hoje, todos nós estamos suscetíveis aos mesmos acidentes de percurso. Não deve ser surpresa para nós a revelação de que haverá uma sacudidura em nosso meio!
Infelizmente, não temos sido melhores do que o Israel do passado e por esta razão, precisamos ser um pouco mais atentos e francos conosco mesmos. Até que ponto podemos confiar em nossa sinceridade? Aquele que, verdadeiramente teme a Deus jamais confiará em sua própria sabedoria e interpretação dos fatos. Sempre buscará respostas em Deus subjugando seu gosto, sua maneira de achar e pensar, seus vícios e sua lógica.
Deus pretende preparar um povo para enfrentar a grande crise que se aproxima de nós e muitos estão brincando de cristão enquanto que Satanás não está brincando de ser Satanás. Observe esta advertência séria na leitura adicional abaixo e reflita por alguns minutos a respeito.

Leitura Adicional

“Minha alma está muito preocupada, pois sei o que diante de nós está. Todo o engano concebível fará sentir seus efeitos sobre os que não têm com Deus uma ligação diária viva. Em nossa obra não deve haver esforços colaterais enquanto não houver completo exame das idéias sustentadas para que se possa verificar de que fonte se originam. Os anjos de Satanás são sábios para fazer o mal, e criarão o que alguns pretenderão ser luz avançada, proclamarão como sendo coisas novas e maravilhosas, e embora em alguns aspectos seja a mensagem uma verdade, estará misturada com invenções humanas, e ensinará como doutrinas os mandamentos de homens. Se jamais houve um tempo em que deveríamos vigiar e orar com real fervor, é agora. Pode haver coisas supostamente boas, e que no entanto necessitam ser cuidadosamente consideradas com muita oração, pois são sedutoras artimanhas do inimigo para conduzir pessoas num rumo que esteja tão perto do caminho da verdade que muito pouco se distinga do caminho que leva à santidade e ao Céu. Mas os olhos da fé podem discernir que isto diverge do caminho certo, embora quase que imperceptivelmente. Pode a princípio ser julgado positivamente certo, mas depois de algum tempo verifica-se divergir amplamente do caminho da segurança, do caminho que leva à santidade e ao Céu. Meus irmãos, aconselho-vos a fazer caminhos retos para os vossos pés, para que o que coxeia não seja desviado do caminho” (Testemunhos para Ministros, p. 229).

DOMINGO, 14 DE AGOSTO
Aos olhos de Deus
(Gn 6:5; Jr 17:5; Jo 2:25; Rm 3:9-12; Dt 12:8; 13:18)

O coração humano está repleto de maldade. Sem a atuação do Espírito de Deus o homem é capaz de praticar as maldades mais nefastas. Se permitirmos que nossa vida seja guiada por nossas impressões, sentimentos, pelo impulso de nossa natureza, fatalmente seriamos arrastados para uma incontrolável perversidade sem limites como se fossemos arrastados para o fundo do mar por uma âncora de navio se estivéssemos amarrados a ela.
Infelizmente, a maldade alcançou dimensões tão ridículas que muitas das perversidades do homem passaram a ser consideradas como estando dentro de uma esfera de normalidade. Até o adultério, na mente de alguns, tem sido considerado como uma necessidade para manter o sabor do casamento. Li a entrevista de uma especialista em relacionamento afirmar que, pular o muro no relacionamento só trará benefícios e que este tabu a este respeito deve ser combatido. Sexo antes do casamento já tem sido mais do que comum – uma necessidade. Tão normal que muitos pais estão aconselhando seus filhos adolescentes a andarem com preservativos. Enfim, poderia escrever muitas páginas a este respeito. Por mais normais que alguns comportamentos pareçam ser, aos olhos de Deus continua sendo imorais e perversas. Falar de pureza em nossos dias significa ser ultrapassado e completamente ridículo. No entanto, o plano de Deus para os sinceros é o que vai totalmente contra a maré. Os que pretendem fazer a vontade de Deus estarão visivelmente do lado oposto desta grande avenida que está conduzindo a maioria à perdição eterna.
Na adoração, os mesmos problemas podem ser notados. Muitas formas de adorar a Deus têm sido criadas com roupagem de santidade. Música, louvor e comportamento de hoje, tem mais haver com estilos mundanos e baseados em culturas místicas do que essencialmente deveria ser. A esta altura do campeonato, parece que estamos em rumo sem volta. Não dá para ser muito otimista quanto a tudo o que está acontecendo. A cegueira espiritual tem angariado muitos discípulos - mesmo dentro das igrejas. O profano, trazido do mundo, tem sido oferecido a Deus sem nenhum escrúpulo de consciência. A este respeito bem escreveu Ellen White, “Ao nos aproximarmos do fim do tempo, a falsidade estará tão misturada com a verdade que somente os que têm a guia do Espírito Santo serão capazes de distinguir a verdade do erro” (SDA Bible comentary, v. 7, p. 907). Também escreveu que Deus “removerá Seu favor dos que continuam pecando, exaltando a si mesmos e misturando o sagrado com o profano. Terríveis juízos destruirão os que O representam mal, dizendo: “Templo do Senhor, templo do Senhor, templo do Senhor é este” (Jr 7:4), quando seu exemplo é enganoso” (Sgins of the Times, 31 de outubro 1900).

(Aleluias, realmente estamos no fim...

Leitura Adicional

“Ao nos aproximarmos do fim do tempo, a falsidade estará tão misturada com a verdade, que somente os que têm a guia do Espírito Santo serão capazes de distinguir a verdade do erro. Precisamos fazer todo esforço para guardar o caminho do Senhor. De modo nenhum devemos afastar-nos de Sua guia e pôr nossa confiança no homem. Aos anjos do Senhor está determinado que mantenham estrita vigilância sobre os que põem sua fé no Senhor, e esses anjos devem ser nossa especial ajuda em todo tempo de necessidade. Cada dia devemos ir ao Senhor em plena certeza de fé, e dEle esperar sabedoria. ... Os que são guiados pela Palavra do Senhor distinguirão com certeza entre a falsidade e a verdade, entre o pecado e a justiça” (SDA Bible Commentary, vol. 7, pág. 907).

“Assim diz o Senhor: ‘Maldito é o homem que confia nos homens, que faz da humanidade mortal a sua força, mas cujo coração se afasta do Senhor’ (Jr 17:5). Muitos afirmam que o Senhor é a fonte de sua força, mas tão logo vêm provações sobre eles, em vez de buscar o Senhor em oração, recorrem a algum mortal, falível, tão pobre como eles mesmos, em busca de simpatia e conselho. Mas os que estão fazendo quando seguem esse curso? Estão fazendo da carne o seu braço e, assim, certamente, se enfraquecem. Devemos ir a Deus com nossas perplexidades. Ele é o grande e infalível conselheiro. Quando faz do homem mortal o seu auxílio e derrama aos ouvidos humanos todos os seus problemas, você só se priva da força, pois só receberá a ajuda que a humanidade pode dar” (Review and Heraldo, 16 de abril de 1889).

“Ninguém imagine que possa deixar de lado o grande padrão moral de Deus e construir um padrão de acordo com o próprio julgamento finito. É porque as pessoas estão se medindo entre si e vivendo de acordo com seu próprio padrão que a iniqüidade se identifica e o amor de muitos se esfria. A lei de Deus é desprezada e, por isso, muitos se atrevem a transgredir, e mesmo aqueles que tiveram a luz da verdade vacilam em sua lealdade à lei de Deus” (Review and Herald, 12 de junho de 1894).

SEGUNDA, 15 DE AGOSTO
A arte (e o mal) das concessões
(1Rs 11:1-13)

Para refletir no tema da lição de hoje, uma pergunta pode nos ajudar a entender melhor o significado das concessões. Se não tivéssemos o conhecimento científico de que a Terra, sustentada pelo nada, gira em torno de si mesma e do sol, seríamos capazes de saber com absoluta certeza esta verdade? É claro que não. Apenas o fato de ser dia e noite não seria capaz de nos revelar que a Terra esteja girando em torno de um sol gigantesco e em torno de si mesma. Pelo conhecimento que temos hoje, sabemos que a Terra esta girando e andando em torno do sol, mas, não conseguimos sentir esta rotação. Da mesma forma, quando fazemos concessões na vida cristã, gradativamente nos apostatamos sem apercebermos. Cegamente e gradualmente começamos a trilhar o caminho do mal como se estivéssemos no caminho do bem. Assim como não percebemos ou sentimos a rotação da terra, assim também não percebemos ou sentimos a rotação de nossas concessões para o erro. O rei Salomão cometeu este gravíssimo erro ao fazer alianças com nações pagãs. Ele acreditava que, se aproximando desta maneira das nações vizinhas e fazendo concessões para facilitar a compreensão da verdade perante esses povos, mal sabia que estava arruinando a nação de Israel comprometendo a verdade misturando-a com o mundo. Elles White revelou que “tão gradual foi a apostasia de Salomão que antes que dela se advertisse, tinha-se afastado de Deus. Quase imperceptivelmente começara a confiar cada vez menos na divina guia e bênção, e a pôr a confiança em sua própria força. Pouco a pouco deixou de prestar a Deus aquela obediência retilínea que devia fazer de Israel um povo peculiar, e conformou-se cada vez mais intimamente aos costumes das nações ao redor.” (Profetas e Reis, p. 55). Também esclareceu que “a apostasia de Israel havia-se desenvolvido gradualmente. De geração a geração Satanás tinha feito repetidas tentativas para levar a nação escolhida a esquecer os mandamentos, os estatutos e os juízos que eles haviam prometido guardar para sempre” (Profetas e Reis, p. 296). No entanto, como a revelação nos alertou “a conformidade aos costumes mundanos converte a igreja ao mundo; jamais converte o mundo a Cristo” (O Grande Conflito, p. 509). Falando a respeito do povo de Israel, Ellen White nos adverte que “Os israelitas não compreendiam que serem neste sentido diferentes de outras nações era um privilégio e bênção especiais. Deus havia separado os israelitas de todos os outros povos, para deles fazer Seu tesouro peculiar. Eles, porém, não tomando em consideração esta alta honra, desejaram avidamente imitar o exemplo dos gentios! E ainda o anelo de conformar-se às práticas e costumes mundanos existe entre o povo professo de Deus. Afastando-se eles do Senhor, tornam-se ambiciosos dos proveitos e honras do mundo. Cristãos acham-se constantemente procurando imitar as práticas dos que adoram o deus deste mundo. Muitos insistem em que, unindo-se aos mundanos e conformando-se aos seus costumes, poderiam exercer uma influência mais forte sobre os ímpios. Mas todos os que adotam tal método de proceder, separam-se desta maneira da Fonte de sua força. Tornando-se amigos do mundo, são inimigos de Deus. Por amor à distinção terrestre, sacrificam a indizível honra a que Deus os chamou, honra esta de mostrarem os louvores dAquele que nos chamou das trevas para a Sua maravilhosa luz. I Ped. 2:9 (Patriarcas e Profetas, p. 607).

Como bem expressou o pastor Erton Koller, “precisamos modernizar, porém sem mundanizar” (Fonte: Paulistana.org.br)

TERÇA, 16 DE AGOSTO
“Falsa adoração”
(1Rs 11; 12:25-27, 28)

O tema da verdadeira e falsa adoração tem sido tratado de forma muito leviana em nossos dias. Infelizmente, assim como no passado, o culto do Senhor tem sido misturado com costumes que estão além dos nossos próprios portais. Neste caso em específico, temos o exemplo de Jeroboão que virou as costas para Deus. Este ímpio rei, para impedir que o povo fosse até Jerusalém, providenciou templos com altares de adoração ao norte em Dã e ao sul em Betel na divisa com Judá. Além de impedir que seu povo descesse a Jerusalém, ainda serviu de influência para a decadência de Judá. O surpreendente desta história é que ela se repete em nossos dias, porém em uma dimensão muito maior. Hoje, as divisas entre o santo e profano são quase que imperceptível. Assim como Judá e Israel caíram no engodo de serem absorvidos pela cultura pagã da época, em nossos dias muitos do Israel e Judá contemporâneos vivem aos moldes da cultura religiosa atual amalgamada com o misticismo e paganismo de nosso século. Fogo estranho e cultos a baal tem sido comuns em meio a cultura cristã. Diante deste grande dilema, precisamos aprender a não subestimar a inteligência de Satanás e suas artimanhas. O tempo em que vivemos é solene e a brevidade do desfecho do conflito entre o bem e o mal está por chegar ao fim. Por este motivo, Satanás está mais do que nunca enfurecido e suas estratégias para comprometer a vida do povo de Deus com o mundanismo serão gradativamente maiores e certeiras. Ou acordamos para esta realidade ou estaremos a mercê da perdição eterna. A igreja Adventista não está imune a estes enganos e por esta razão é que Deus providenciará uma sacudidura. Quando este dia chegar, quem ficará de pé? Quem viver neste tempo saberá...

Leitura Adicional

“Planejando esta transferência, intentava Jeroboão apelar à imaginação dos israelitas, colocando perante eles alguma representação visível para simbolizar a presença do Deus invisível. Conseqüentemente, mandou fazer dois bezerros de ouro, e estes foram postos dentro de nichos nos centros indicados para adoração. Nesta tentativa para representar a divindade, Jeroboão violou o claro mandamento de Deus: "Não farás para ti imagem de escultura. ... Não te encurvarás a elas nem as servirás." Êxo. 20:4 e 5.
Tão forte era o desejo de Jeroboão de conservar as dez tribos afastadas de Jerusalém, que perdeu de vista a fraqueza fundamental de seu plano. Ele deixou de tomar em consideração o grande perigo a que estava expondo os israelitas, pelo colocar perante eles o símbolo idólatra da divindade, com os quais seus ancestrais haviam estado tão familiarizados durante os séculos de seu cativeiro no Egito. A estada recente de Jeroboão no Egito devia tê-lo ensinado a loucura de colocar perante o povo tais representações pagãs. Mas seu decidido propósito de induzir as tribos do norte a não continuar sua visita anual à cidade santa, levou-o a adotar a mais imprudente das medidas. "Muito trabalho vos será o subir a Jerusalém", insistiu ele; "vês aqui teus deuses, ó Israel, que te fizeram subir da terra do Egito". I Reis 12:28. Assim foram eles convidados a se prostrarem perante imagens de ouro e a adotar estranhas formas de culto. O rei procurara persuadir os levitas, alguns dos que estavam vivendo em seus domínios, a servirem como sacerdotes nos altares recém-erguidos em Betel e Dã; mas nesta tentativa ele foi ao encontro do fracasso. Foi então compelido a elevar ao sacerdócio homens "dos mais baixos do povo". I Reis 12:31. Alarmados com as perspectivas, muitos dos fiéis, incluindo-se um grande número de levitas, fugiram para Jerusalém, onde podiam adorar em harmonia com os divinos reclamos.
"E fez Jeroboão uma festa no oitavo mês, no dia décimo quinto do mês, como a festa que se fazia em Judá, e sacrificou no altar. Semelhantemente fez em Betel, sacrificando aos bezerros que fizera; também em Betel estabeleceu sacerdotes dos altos que fizera." I Reis 12:32” (Profetas e Reis, p. 100 e 101).

QUARTA, 17 DE AGOSTO
Elias e os profetas de Baal
(1Rs 18)

Esta surpreendente história, muito conhecida, é uma das marcas mais destacáveis da verdadeira e falsa adoração. Deus não necessita de euforia, gritaria, músicas dançantes e muito menos de emocionalismo e barulho para estar presente e operar no meio do seu povo. Há pessoas que acreditam que, quanto mais barulho maior será o poder. Ledo engano, pois o que geralmente faz muito barulho é lata vazia e não cheia. A maneira como Deus agiu no monte camelo pode nos indicar algumas diferenças que permeiam a verdadeira e falsa adoração. Observe:
1º Se baseia na verdade. Uma vida em erro não é capaz de mover o braço Deus a nosso favor. O Espírito Santo é sempre concedido ao homem de coração contrito, sincero e desejoso em fazer a vontade Deus – independente de qual seja ela.
2º Se baseia na sinceridade, porém sobre a plataforma da vontade de Deus. A sinceridade não anula a obediência e a retidão. A sinceridade não bonifica uma vida e escolhas contrárias a vontade de Deus. Minha sinceridade não inseri um selo de aprovação ao tipo de música que me agrada ou comportamento e lugares que freqüento seguindo minha própria vontade e gosto.
3º Se baseia na solenidade, e os aspectos emocionais não suplantam os racionais. Não é o êxtase emocional que nos favorece a receber o poder ou a presença do Espírito Santo. Na verdade, quem se utiliza desses métodos são as religiões pagãs. Este tipo de culto pode ser visto inclusive no confronto do monte Carmelo onde os profetas de Baal gritavam e dançavam em volta do altar. Elias, ao contrário dos profetas, moveu o braço de Deus apenas com uma simples oração silenciosa.
4º Deve refletir as determinações, ensinamentos e vontade de Deus. A maior diferença entre verdadeira e falsa adoração se baseia na vontade de Deus em detrimento da vontade e determinação humana. O que teria acontecido se Moisés tivesse se recusado a retirar as sandálias e entrado na presença do Senhor com elas nos pés! O que teria acontecido se o povo de Israel não tivesse passado o sangue de cordeiros nas umbrais! O que teria acontecido caso o povo tivesse se recusado a erigir o santuário diferente do modelo que fora mostrado! Nossa vontade, sabedoria, gostos e convicções devem ser subordinadas inteiramente à vontade de Deus – isto é verdadeira adoração na vida prática e na devoção cultual. Pense nisso!
A falsa adoração está diretamente ligada à vontade humana em detrimento da vontade de Deus. No que diz respeito à igreja, por exemplo, não vamos à igreja para fazer nossa vontade mas para realizar o que Deus deseja. Não estamos na congregação para participar de um culto, mas para oferecê-lo ao Senhor. Nossos gostos, desejos e achismos não devem permear absolutamente nada no que diz respeito à adoração. Se isto ocorrer, não estaremos adorando ao Deus do Céu mas o anjo caído.

Leitura Adicional

O Senhor aborrece a indiferença e deslealdade em tempo de crise em Sua obra. Todo o Universo está observando com inexprimível interesse as cenas finais da grande controvérsia entre o bem e o mal. O povo de Deus está-se aproximando do limiar do mundo eterno; que pode haver de mais importante para eles do que ser leais ao Deus do Céu? Em todos os séculos Deus tem tido heróis morais; e tem-nos agora - os que como José, Elias e Daniel, não se envergonham de se reconhecerem como Seu povo peculiar. Suas bênçãos especiais acompanham os esforços de homens de ação; homens que não se desviarão da linha reta do dever, mas que perguntarão com divina energia: "Quem é do Senhor"? (Êxo. 32:26), homens que não se deterão apenas no perguntar, mas exigirão que os que escolherem identificar-se com o povo de Deus prossigam e demonstrem sem sombra de dúvida sua obediência ao Rei dos reis e Senhor dos senhores. Tais homens subordinam sua vontade e planos à lei de Deus. Por amor a Ele, não têm a sua vida por preciosa. Seu trabalho é captar a luz da Palavra e deixá-la brilhar para o mundo em raios claros e firmes. Fidelidade a Deus é sua divisa.
Enquanto Israel no Carmelo duvidava e hesitava, a voz de Elias de novo quebra o silêncio: "Eu só fiquei por profeta do Senhor, e os profetas de Baal são quatrocentos e cinqüenta homens. Dêem-se-nos, pois, dois bezerros; e eles escolham para si um dos bezerros, e o dividam em pedaços, e o ponham sobre a lenha, porém não lhe metam fogo; e eu prepararei o outro bezerro, e o porei sobre a lenha, e não lhe meterei fogo. Então invocai o nome do vosso deus e eu invocarei o nome do Senhor; e há de ser que o deus que responder por fogo esse será Deus." I Reis 18:22-24.
A proposta de Elias era tão razoável que o povo não pôde mesmo fugir a ela; encontraram pois coragem para responder: "É boa esta palavra". Os profetas de Baal não ousaram erguer a voz para discordar; e dirigindo-se a eles, Elias lhes ordena: "Escolhei para vós um dos bezerros, e preparai-o primeiro, porque sois muitos, e invocai o nome do vosso deus, e não lhe metais fogo". I Reis 18:24 e 25.
Aparentemente ousados e desafiadores, mas com o terror no coração culpado, os falsos sacerdotes preparam seu altar, pondo sobre ele a lenha e a vítima; e tem início suas fórmulas de encantamento. Seus estridentes gritos ecoam e reboam através das florestas e dos promontórios, enquanto invocam o nome do seu deus, dizendo: "Ah, Baal, responde-nos!" I Reis 18:26. Os sacerdotes se aglomeram em torno de seu altar, e com saltos e contorções e gritos histéricos, arrancando os cabelos e retalhando as próprias carnes, suplicam a seu deus que os ajude.
Passa-se a manhã, aproxima-se o meio-dia, e contudo não há evidência de que Baal ouça o clamor de seus enganados seguidores. Não há voz, nem resposta a suas frenéticas orações. O sacrifício permanece inconsumado.
Enquanto continuam com suas exaltadas devoções, os astutos sacerdotes estão continuamente procurando imaginar algum meio pelo qual possam acender o fogo sobre o altar e levar o povo a crer que o fogo viera diretamente de Baal. Mas Elias lhes vigia cada movimento; e os sacerdotes, esperando contra a esperança de alguma oportunidade para a fraude, prosseguem com suas insensatas cerimônias.
"E sucedeu que ao meio-dia Elias zombava deles, e dizia: Clamai em altas vozes, porque ele é um deus; pode ser que esteja falando, ou que tenha alguma coisa que fazer, ou que intente alguma viagem; porventura dorme, e despertará. E eles clamavam a grandes vozes, e se retalhavam com facas e com lanças, conforme ao seu costume, até derramarem sangue sobre si. E sucedeu que, passado o meio-dia, profetizaram eles, até que a oferta de manjares se oferecesse; porém não houve voz nem resposta, nem atenção alguma". I Reis 18:27-29.
Alegremente Satanás teria vindo em socorro desses a quem havia enganado, e que eram devotados a seu serviço. Alegremente ele teria enviado o fogo para queimar o sacrifício. Mas Jeová havia fixado limites a Satanás - restringira seu poder - e nem todos os artifícios do inimigo podiam lançar sobre o altar de Baal uma única centelha.
Afinal, roucos de tanto gritar, as vestes maculadas com o sangue das feridas que a si mesmos se haviam infligido, os sacerdotes ficam desesperados. Com furor inquebrantável, misturam a suas súplicas terríveis maldições de seu deus-sol; e Elias continua a observar atentamente; ele sabe que se por qualquer artifício os sacerdotes lograrem lançar fogo sobre o altar, ele será feito em pedaços num momento.
É chegada a tarde. Os profetas de Baal estão fatigados, abatidos, confusos. Um sugere uma coisa, outro outra coisa, até que finalmente cessam seus esforços. Suas maldições e gritos estridentes não mais ressoam sobre o Carmelo. Em desespero retiram-se da luta.
Durante todo o longo dia o povo havia testemunhado as demonstrações dos frustrados sacerdotes. Haviam contemplado seus saltos selvagens sobre o altar, como se desejassem captar os raios do Sol para que servissem a seus propósitos. Eles haviam olhado com horror para as bárbaras mutilações infligidas a si mesmos pelos sacerdotes, e tinham tido a oportunidade de refletir sobre a loucura da adoração de ídolos. Muitos dentre a multidão estão fartos das exibições de demonismo, e aguardam agora com o mais profundo interesse os movimentos de Elias.
É a hora do sacrifício da tarde, e Elias convida o povo: "Chegai-vos a mim". Aproximando-se eles a tremer, ele se volta para o altar derribado onde uma vez os homens haviam adorado ao Deus do Céu, e repara-o. Para ele esse montão de ruínas é mais precioso que todos os magnificentes altares do paganismo.
Na reconstrução deste antigo altar, Elias revelava seu respeito pelo concerto que o Senhor havia feito com Israel quando este transpôs o Jordão para a terra prometida. Escolhendo "doze pedras, conforme o número das tribos dos filhos de Jacó, ... edificou o altar em nome do Senhor". I Reis 18:30-32.
Os desapontados sacerdotes de Baal, exaustos pelos inúteis esforços, esperam para ver o que Elias fará. Eles odeiam o profeta por haver proposto uma prova que expusera as fraquezas e ineficiência de seus deuses; contudo temem o seu poder. O povo, igualmente temeroso, e com a respiração quase suspensa ante a expectativa, observa enquanto Elias continua seus preparativos. O porte calmo do profeta ergue-se em agudo contraste com o frenesi fanático e insensato dos seguidores de Baal.
Reconstruído o altar, o profeta, abre um rego em torno dele, e havendo posto a lenha em ordem e preparado o bezerro, coloca a vítima sobre o altar, e ordena ao povo que inunde com água o sacrifício e o altar. "Enchei de água quatro cântaros", ordenou, "e derramai-a sobre o holocausto e sobre a lenha. E disse: Fazei-o segunda vez; e o fizeram segunda vez. Disse ainda: Fazei-o terceira vez; e o fizeram terceira vez. De maneira que a água corria ao redor do altar; e ainda até o rego encheu de água". I Reis 18:34 e 35.
Trazendo à lembrança do povo a longa e continuada apostasia que havia despertado a ira de Jeová, Elias convida-os a humilhar seus corações e tornar para o Deus de seus pais, para que fosse removida a maldição de sobre a terra de Israel. Então inclinando-se reverente ante o invisível Deus, ele ergue as mãos para o céu, e oferece uma singela oração. Os sacerdotes de Baal haviam gritado e espumado e dado saltos desde a manhã até à tarde; mas com a oração de Elias, nenhum clamor insensato ecoa nas alturas do Carmelo. Ele ora como se soubesse que Jeová está ali, testemunhando a cena, atento a seu apelo. Os profetas de Baal haviam orado selvagemente, incoerentemente. Elias ora com simplicidade e fervor, pedindo que Deus mostre Sua superioridade sobre Baal, para que Israel pudesse ser reconduzido a Ele.
"Ó Senhor, Deus de Abraão, de Isaque e de Jacó", o profeta suplica, "manifeste-se hoje que Tu és Deus em Israel, e que eu sou Teu servo, e que conforme a Tua palavra fiz todas estas coisas. Responde-me, Senhor, responde-me para que este povo conheça que Tu, Senhor, és Deus, e que Tu fizeste tornar o seu coração para trás". I Reis 18:36 e 37. Um silêncio opressivo em sua solenidade cai sobre todos. Os sacerdotes de Baal tremem de terror. Cônscios de sua culpa, temem imediata retribuição.
Mal havia a oração de Elias terminado, e chamas de fogo, como brilhantes relâmpagos, descem do céu sobre o altar erguido, consumindo o sacrifício, lambendo a água do rego e devorando as próprias pedras do altar. O brilho das chamas ilumina o monte e ofusca os olhos da multidão. Nos vales abaixo, onde muitos estão observando em ansiosa expectativa os movimentos dos que estão em cima, a descida do fogo é claramente vista, e todos ficam maravilhados com o espetáculo. Ele lembra a coluna de fogo que no Mar Vermelho separou das tropas egípcias os filhos de Israel” (Profetas e Reis, p. 147-154).

QUINTA E SEXTA, 18 e 19 DE AGOSTO
A mensagem de Elias
(Mt 3:18; Ap 14:7-12)

A mensagem de Elias ultrapassa gerações chegando em pleno século XXI como se a experiência fosse exatamente em nossa época.
A mensagem de Elias inserida em três períodos da história é interessante e reflete a essência do conflito em todos os tempos. Os três períodos refletem o conflito na essência tempo de Elias. O período de João Batista e o período em que as três mensagens angélicas seriam proclamadas seriam os outros dois tempos em que Elias, simbolicamente, seria enviado. O Elias de hoje são os que, com poder do Céu, proclamam a mensagem para o tempo presente.
O curioso é que, se a mensagem de Elias alcança os nossos dias através dos proclamadores das três mensagens angélicas. Isto pode significar que este mesmo impasse deve ser travado em nosso tempo. Também significa que o confronto entre verdadeira e falsa adoração devem ser travados mesmo dentre o povo de Deus. A mensagem de Elias, assim como no passado, deve alcançar e advertir não apenas os de fora, mas também os de dentro.
Ellen White considerou que o que tempo em que vivemos é um tempo de grande apostasia geral e que “Deus convida Seus mensageiros a anunciar Sua lei no espírito e no poder de Elias. Assim como João Batista, na preparação de um povo para o primeiro advento de Cristo, chamou sua atenção para os Dez Mandamentos, da mesma forma, nós devemos dar, com som muito definido, a mensagem: ‘Temei a Deus e dai-Lhe glória, pois é chegada a hora do Seu juízo’ (Ap 14:7. Com a seriedade que caracteriza o profeta Elias e João Batista, estamos envidando esforços para preparar o caminho para a segunda vinda de Cristo. Requer-se de cada trabalhador resolução, abnegação, esforço e consagração. Prontidão e zelo consagrado devem tomar o lugar da indiferença apática. Apelos fervoroso, misturados com oração, provenientes de um coração governado pelo espírito que atuava em Elias, trará convicção para os sinceros de coração” (The Southern, 21 de março de 1905).

Gilberto G. Theiss, nascido no estado do Paraná, é membro da Igreja adventista do Sétimo dia desde 1996. Crê integralmente nas 28 doutrinas Adventista como consta no livro “Nisto Cremos” lançado pela “Casa Publicadora Brasileira”. Foi ancião por 3 anos na Igreja Adventista do Sétimo dia da cidade Nova Rezende/MG e por 6 anos na Igreja Central de Guaxupé/MG. Foi Obreiro bíblico na mesma cidade e hoje, além de ser coordenador do curso básico de reforço teológico para líderes de igreja pelo site www.altoclamor.com, está Bacharelando no Seminário Adventista Latino-Americano de Teologia. Gilberto G. Theiss é autor de alguns livros e é inteiramente submisso e fiel tanto a mensagem bíblico-adventista quanto a seus superiores no movimento Adventista como pede hebreus 13:17. Toda a mensagem falada ou escrita por este autor é filtrada plenamente pelo que rege a doutrina bíblica-adventista do sétimo dia. Contato: gilbertotheiss@yahoo.com.br

10 Agosto 2011

Arqueólogos descobrem esteira da época do faraó Apries

Uma equipe de arqueólogos egípcios descobriu uma esteira que data da época do faraó Apries, da 26ª Dinastia (589-570 a.C.), na província de Ismailiya, a leste do Cairo, informou nesta terça-feira o Conselho Supremo de Antiguidades.

A peça consta de duas partes de pedra arenosa que têm esculpidos em hieróglifos o nome do faraó Apries, quinto monarca da 26ª Dinastia, detalhou o secretário-geral da instituição, Mohammed Abdel Maqsud.

Em comunicado, o pesquisador afirmou que a descoberta da esteira, que tem várias inscrições em hieróglifos, aconteceu em uma jazida arqueológica situada no lado oeste do Canal de Suez.

A equipe do Conselho Supremo de Antiguidades iniciou há três anos as escavações nessa jazida e já chegou a várias descobertas históricas.

Uma equipe de arqueólogos egípcios descobriu uma esteira que data da época do faraó Apries, da 26ª Dinastia (589-570 a.C.), na província de Ismailiya, a leste do Cairo, informou nesta terça-feira o Conselho Supremo de Antiguidades.

O chefe do conselho lembrou que as descobertas arqueológicas comprovam que o local não era só uma antiga fortaleza militar de mercenários gregos, mas um assentamento egípcio construído pelo faraó Psamético 1º, segundo rei da dinastia.

Ele explicou que há dois anos foi descoberto um grande conjunto de armazéns na região, além de olaria de fabricação local e importada das ilhas do leste da Grécia, o que revela os prósperos laços comerciais que os egípcios mantiveram com os gregos.

Fonte: Folha.com

Nota: Os povos do passado possuem grandes segredos para a civilização do presente. Para os amantes da história e da arqueologia, qualquer descoberta do passado pode remontar grandes mistérios que nos rondam no presente.  De fato, um povo sem passado é um povo sem identidade. Quando não conhecemos nosso passado, dificilmente entenderemos as raízes que formam o nosso presente. De onde viemos? Para onde vamos? Qual o significado de nossa vida? Viemos do nada pelo nada para voltar ao nada, ou viemos à existência pelas poderosas mãos de um Deus vivo, real e bem presente? O passado, através da história e da arqueologia poderiam nos dar respostas satisfatórias a este respeito? A minha resposta é simples. Creio que sim, mas dependerá muito do que estamos procurando. Estou procurando o óbvio ou uma interpretação da vida que me descomprometa com qualquer moral? Pense nisso!

04 Agosto 2011

Comentário da Lição da Escola Sabatina – Lição 7 – 3º Trimestre 2011 (6 a 13 de agosto)


Comentário da Lição da Escola Sabatina – Lição 7 – 3º Trimestre 2011 (6 a 13 de agosto)

Observação: Este comentário é provido de Leitura Adicional no fim de cada dia estudado. A leitura adicional é composta de citações do Espírito de Profecia. Caso considere-a muito grande, poderá optar em estudar apenas o comentário ou vice versa.

Comentário: Gilberto G. Theiss

SÁBADO, 06 DE JULHO
Adoração nos Salmos
(Sl 84:1,2)

            Os Salmos possuíam, além de letras de louvor, um significado inigualável para os povos daquele tempo. É difícil incorporar a dimensão de valor que Israel dava a estes Salmos, talvez por não terem sido uma conseqüência de nossa própria experiência presente. Poderíamos entender melhor este fato utilizando a dor de uma família por perder um ente querido. Somente entenderíamos o significado de tanto sofrimento desta família quando passarmos pela mesma experiência. Infelizmente, as canções se perderam no tempo, e tudo o que temos hoje destes salmos são apenas as letras. De qualquer forma, através do conteúdo transmitido por este livro, podemos ter uma pequena idéia do que representava para o povo ao reproduzir estas canções na nossa própria vida.
            Nesta semana faremos um passeio em alguns desses hinos e tentaremos absorver deles o aprendizado necessário do que permeou o louvor e adoração de Israel e o que era mais significativo para eles no ato de adorar manifestado nestes Salmos. Possivelmente nos encantaremos com a teologia ou com a simplicidade contida nestes versos revestidos de sinceridade e desejo de elevar a Deus Sua dignidade e majestade. Perceberemos também que, possivelmente muitas das palavras que brotavam de suas canções representam na íntegra muitas de nossas próprias palavras.

Leitura Adicional

            “Os salmos de Davi passam por uma série completa de experiências, desde as profundezas da culpabilidade consciente e condenação própria, até a fé mais sublime e mais exaltada comunhão com Deus. O registro de sua vida declara que o pecado apenas pode trazer ignomínia e desgraças, mas que o amor e a misericórdia de Deus podem alcançar as maiores profundidades, que a fé erguerá a alma arrependida para que participe da adoção de filhos de Deus. De todas as declarações que se contêm em Sua Palavra, é isto um dos mais fortes testemunhos da fidelidade, da justiça e da misericórdia de Deus em Seu concerto. ... Gloriosas são as promessas feitas a Davi e sua casa, promessas essas que visam às eras eternas, e que encontram seu cumprimento total em Cristo” (Patriarcas e Profetas, pág. 754).

            “Davi, na beleza e vigor de sua jovem varonilidade, estava se preparando para assumir uma elevada posição, entre os mais nobres da Terra. Seus talentos, como dons preciosos de Deus, eram empregados para exaltar a glória do Doador divino. Suas oportunidades para a contemplação e meditação serviam para enriquecê-lo daquela sabedoria e piedade, que o tornavam amado de Deus e dos anjos. Contemplando ele as perfeições de seu Criador, mais claras concepções de Deus desvendavam-se perante sua alma. Eram iluminados assuntos obscuros, dificuldades eram explanadas, harmonizadas perplexidades, e cada raio de nova luz provocava novas expansões de transportes, e mais suaves antífonas de devoção, para a glória de Deus e do Redentor. O amor que o movia, as tristezas que o assediavam, os triunfos que o acompanhavam, tudo eram assuntos para o seu ativo pensamento; e, ao ver o amor de Deus em todas as providências de sua vida, seu coração palpitava com mais fervorosa adoração e gratidão, sua voz soava com mais magnificente melodia, sua harpa era dedilhada com alegria mais exultante; e o jovem pastor ia de força em força, de conhecimento em conhecimento; pois o Espírito do Senhor estava sobre ele” (Patriarcas e Profetas, págs. 641 e 642).

DOMINGO, 07 DE JULHO
Adoremos o Senhor, nosso criador
(Sl 90:1,2; 95:1-6; 100:1-5)

            Ao contrário dos nossos dias, parece que os escritores dos Salmos não possuem nenhum conflito cognitivo entre evolução e criação. Todos eles crêem plenamente, sem restrição, que Deus é o autor da existência de todas as coisas, inclusive das leis que regem não apenas a natureza, mas as que também regem a conduta moral.
            A fé, por mais abstrata que seja, é capaz de nos conduzir racionalmente às verdades mais sublimes e ocultas que existem. Por exemplo: Os escritores dos Salmos que enalteceram a Deus pelas maravilhas de Sua criação, não possuíam conhecimentos surpreendentes como hoje podemos conhecer. Eles não sabiam que o núcleo de uma ameba é maior do que os 30 volumes combinados da Enciclopédia Britânica. Não sabiam que o DNA humano, mesmo invisível aos olhos, é um universo de informações complexas. Não conheciam os detalhes da paulatina divisão de um zigoto, célula única que resulta da fecundação do óvulo pelo espermatozóide, que ao longo de nove meses se divide até se transformar nos 100 trilhões de células que formam os 220 tipos de tecidos do corpo humano de maneira extraordinariamente organizada para fazer tudo isso se transformar em um bebê com dois olhos, duas pernas, dois braços, duas mãos, etc – tudo com seu devido encaixe perfeitamente planejado. Bom, poderíamos citar milhares de outras questões que facilmente nos deixaria estarrecidos, pasmos e profundamente admirados.
            Os escritores destas citações, embora não tenham conhecido tanto como conhecemos hoje, não demonstravam possuir crises de incredulidade, tipo, se Deus realmente foi o criador ou não. Isto serve de grande lição para todos nós, pois, carregados de tanta luz e conhecimento, muitos ainda conseguem alimentar a dúvida quanto à nossa existência ter vindo de Deus. A nota tônica da mensagem de hoje é clara e inseri Deus no Seu devido lugar – o de criador absoluto de todas as coisas. Mesmo a ciência que contraria as verdades reveladas na Bíblia, persiste no devido erro por uma questão de pura interpretação. A mesma descoberta que utilizam para desmerecer a existência de Deus e Seu ato criativo, é a mesma descoberta que, naturalmente pode ser interpretada a favor da existência de Deus e de Seu ato criativo. Tudo depende simplesmente da pré-concepção existente. O salmista não possuía uma fé cega, ele possuía convicção racional, pois tudo que existe, determina com indizível solidez que, o que existe não pode ter provocado sua própria existência quando não existia. Para as mentes sensatas, isto significa que Deus existe e ponto final.

Leitura Adicional

            “O dever de adorar a Deus se baseia no fato de que Ele é o Criador, e que a Ele todos os outros seres devem a existência. E, onde quer que se apresente, na Bíblia, Seu direito à reverência e adoração, acima dos deuses dos pagãos, enumeram-se as provas de Seu poder criador. "Todos os deuses dos povos são coisas vãs; mas o Senhor fez os céus." Sal. 96:5. "A quem pois Me fareis semelhante, para que lhe seja semelhante? diz o Santo. Levantai ao alto os vossos olhos, e vede quem criou estas coisas." "Assim diz o Senhor que tem criado os céus, o Deus que formou a Terra, e a fez; ... Eu sou o Senhor, e não há outro." Isa. 40:25 e 26; 45:18. Diz o salmista: "Sabei que o Senhor é Deus: foi Ele, e não nós que nos fez povo Seu." "Ó, vinde, adoremos, e prostremo-nos; ajoelhemo-nos diante do Senhor que nos criou." Sal. 100:3; 95:6. E os seres santos que adoram a Deus nos Céus, declaram porque Lhe é devida sua homenagem: "Digno és, Senhor, de receber glória, e honra, e poder; porque Tu criaste todas as coisas." Apoc. 4:11” (O Grande Conflito, p. 436, 437).

            “Diz o salmista: "Os céus manifestam a glória de Deus e o firmamento anuncia a obra das Suas mãos. Um dia faz declaração a outro dia, e uma noite mostra sabedoria a outra noite. Sem linguagem, sem fala, ouvem-se as suas vozes." Sal. 19:1-3. Podem alguns supor que essas grandes coisas do mundo natural sejam Deus. Não são Deus. Todas essas maravilhas nos céus estão apenas fazendo a obra que lhes é designada. São instrumentos do Senhor. Deus é o superintendente, assim como Criador, de todas as coisas. O Ser Divino empenha-Se em manter as coisas por Ele criadas. A própria mão que sustenta as montanhas e as mantém em posição, guia os mundos em sua misteriosa marcha em volta do Sol.
            Dificilmente se encontra uma operação da natureza à qual a Palavra de Deus não faça referência. A Palavra declara que Deus "faz que o Seu Sol se levante", e que a chuva caia. Mat. 5:45. Ele "faz brotar nos montes a erva". Ele "dá a neve como lã, esparge a geada como cinza. ... Manda a Sua palavra, e os faz derreter; faz soprar o vento, e correm as águas". Sal. 147:8, 16-18. "Faz subir os vapores das extremidades da Terra; faz os relâmpagos para a chuva; tira os ventos dos seus tesouros." Sal. 135:7.
            Estas palavras da Santa Escritura nada dizem de leis da natureza independentes. Deus fornece a matéria e as propriedades com as quais executar Seus planos. Emprega Seus instrumentos para que a vegetação cresça. Manda o orvalho e a chuva e o sol, para que a relva germine e estenda sobre a terra seu tapete verde; para que os arbustos e as árvores frutíferas desabrochem os botões e produzam. Não se pode supor que seja posta em ação uma lei para que a semente opere por si mesma, e a folha apareça porque isso tenha que fazer por si mesma. Deus instituiu leis, mas estas são apenas servos pelos quais Ele efetua resultados. É pela imediata atuação de Deus que cada pequenina semente irrompe através da terra e surge para a vida. Cada folha cresce, cada flor desabrocha, pelo poder de Deus” (Mensagens Escolhidas, v. 1, p. 293, 294).
           
SEGUNDA, 08 DE AGOSTO
Juízo de Seu santuário
 (Dn 7:9, 10, 13, 14, 25, 26)

            Certa feita, um homem fora julgado e incriminado por um crime hediondo. Sua pena foi não menos do que prisão perpétua nos EUA. Dez anos depois de sua condenação, na prisão, fora friamente assassinado.  No entanto, logo depois de sua morte, veio a bomba – ele era inocente. Injustiças como esta e outras podem estar acontecendo todos os dias em nosso mundo e infelizmente, a única reação que nos cabe diante de tais atrocidades é o simples silêncio.
            O livro de Salmos, especialmente o de Asafe (73), apresenta as injustiças cometidas contra os justos e puros de coração, enquanto que os ímpios que falam enganosamente são revestidos de prosperidades e facilidades na vida. Asafe confessa que seus “pés quase que se desviaram” por contemplar a prosperidade dos ímpios, e em contrapartida o desgaste  e sofrimento dos justos. Mas, a partir do verso 16 ele descreve a realidade que acometerá os ímpios no juízo e vitória dos que foram oprimidos. Asafe percebeu a larga diferença existente entre os justos e ímpios, tanto aqui na terra no contexto do pecado quanto no dia do juízo. “Ele viu que a orientação do Senhor era de valor infinitamente maior que toda a prosperidade temporal do mundo, porque o Senhor mantém os pés do justo nos caminhos que levam à glória eterna! (Signs of the Times, 3 de fevereiro de 1888).
            O desejo pela justiça não está aflorada apenas nos discursos dos salmistas, mas nos lábios de muitos cristãos de hoje. A justiça se tornou um mito em nossos dias, e isto se deve pelo fato de, exatamente, por estarmos tão distante dela. A prática da injustiça é cada vez mais assoberbada e praticada sem nenhuma dor de consciência. Aliás, a injustiça se tornou tão comum que, caso alguém resolva praticar algum ato de justiça, este sim é encarado de maneira estranha. Querendo ou não, todos os humanos um dia terão que enfrentar o grande tribunal de Deus onde toda prática de injustiça será condenada. Deus fará, talvez, o único julgamento mais perfeito e justo que já existiu desde a entrada do pecado no mundo. Por esta razão, poderemos ficar em paz e tranqüilos, pois todos nós seremos reivindicados neste tribunal.

Leitura Adicional

            “Deus permite que os ímpios prosperem e revelem inimizade para com Ele, a fim de que, quando encherem a medida de sua iniqüidade, todos possam, em sua completa destruição, ver a justiça e misericórdia divinas. Apressa-se o dia de Sua vingança, no qual todos os que transgrediram a lei divina e oprimiram o povo de Deus receberão a justa recompensa de suas ações; em que todo ato de crueldade e injustiça para com os fiéis será punido como se fosse feito ao próprio Cristo” (O Grande Conflito, p. 48).

            “Existem ocasiões em que, diante de adversidade e tristeza, os servos de Deus ficam desanimados e deprimidos. Eles se preocupam com as circunstâncias e, contrastando com a condição de prosperidade dos que não têm nenhum pensamento nem cuidado pelas coisas eternas, sentem-se magoados. Manifestam um espírito de censura e suspiram e lamentam sua sorte. Parecem achar que Deus tem a obrigação especial de abençoá-los e fazer prosperar seus empreendimentos e, portanto, quando são colocados em situações de juízo, ficam rebeldes e olham com inveja para os ímpios que prosperam em sua iniqüidade. Eles parecem considerar a condição dos transgressores preferível à deles. Esses pensamentos amargos são sugeridos à mente pelo enganador da humanidade. É seu prazer agitar a rebelião no coração dos filhos de Deus. Ele sabe que isso provoca fraqueza e é fonte de desonra ao seu Deus. Ele deseja nos fazer pensar que é inútil servir a Deus, e que os que não dão atenção às reivindicações do Céu são mais favorecidos que os que se esforçam para obedecer aos mandamentos de Deus.
            O salmista teve essa experiência. Quando ele olhou para a prosperidade dos ímpios, teve inveja de seu sucesso e disse: ‘...Eis que são estes os ímpios; e, sempre tranqüilos, aumentam suas riquezas. Com efeito, inutilmente conservei puro o coração e lavei as mãos na inocência. Pois de contínuo sou afligido e cada manhã, castigado’ (Sl 73:12-14). Mas quando ele entrou no santuário, e conversou com o Senhor, já não desejou a porção dos ímpios, pois, em seguida, entendeu seu fim. Ele viu que seu caminho levava à destruição, finalmente, e seu prazer era apenas temporário. A inveja não teve mais lugar em seu coração. Seu espírito rebelde se curvou em humilde submissão a seu Deus, e ele declarou: ‘Tu me guias com o Teu conselho e depois me recebes na glória’ (v. 24). Ele viu que a orientação do Senhor era de valor infinitiamente maior que toda a prosperidade temporal do mundo, porque o Senhor mantém os pés do justo nos caminhos que levam à glória eterna! (Signs of the Times, 3 de fevereiro de 1888).

TERÇA, 09 DE AGOSTO
“Como os animais que perecem”
(Sl 49)

            Certa feita, uma jovem cruzou-se ao meu caminho para desabafar que não consegue ser feliz nesta terra. Prontamente lhe respondi que ela não era a única pessoa a se sentir assim. Há milhares, ou milhões de pessoas que, todos os dias, sentem o fardo de algum tipo de sofrimento. Parece que a dor, seja física ou emocional, nos persegue constantemente. Nem mesmo os ricos escapam destes infortúnios. Só o fato de não possuírem segurança e de serem alvos de bandidos já lhes custam muito caro o viver. Na verdade, não podemos ser felizes neste contexto em que vivemos. Caso conseguíssemos ser felizes neste mundo ou com as coisas que estão ao nosso redor, facilmente nos esqueceríamos das promessas de um mundo melhor. Quanto mais felizes aqui, mais nos acostumamos com este lugar e quanto mais as raízes de nossos sonhos se infiltram nessa terra, mais distante de Deus nos encontramos.
            Ninguém é apreciador do sofrimento e muito menos dos infortúnios da vida, mas, é necessário entender que, às vezes nos acostumamos tanto com o lixo desta Terra que nos esquecemos dos valores eternos prometidos. É muito fácil se apegar a coisas, objetos, pessoas e sonhos deste mundo, e se assim fizermos, correremos o risco de sermos destruídos junto com eles. Outros ainda buscam refúgio e amparo, e talvez até salvação própria em algo desta terra. Ora, se o sacrifício de Cristo não for suficiente, nada mais será! Se o amor de Deus não for nosso amparo, nada mais será! Se a bondade de Deus não for nosso mais terno cuidado, nada mais será! Se as promessas de um mundo melhor não forem nossa esperança diária, nada mais será!

Leitura Adicional

            “Cristo mostrou-nos que chegará o tempo em que serão invertidas as posições dos ricos que não depositaram sua confiança em Deus, e dos pobres que depositaram sua confiança em Deus. Os que são pobres nos bens deste mundo, mas pacientes no sofrimento e confiantes em Deus, serão um dia exaltados acima de muitos que ocupam as mais elevadas posições que este mundo pode dar.
            O Senhor não lida conosco como os homens o fazem. Ele deu Seu Filho com imenso sacrifício, a fim de que pudesse conquistar-nos para o Seu serviço; e, com Ele, deu todo o Céu. Fez isto para mostrar o valor que atribuiu aos seres criados por Ele” (Manuscrito 81, 1898).

            “O mundo favorece os ricos e os considera de maior valor que os pobres honestos; mas os ricos desenvolvem seu caráter pela maneira em que usam os dons que lhes foram confiados. Estão revelando se será ou não seguro confiar-lhes riquezas eternas. Tanto os pobres como os ricos estão decidindo o seu próprio destino eterno e provando se são súditos aptos para a herança dos santos na luz. Os que fazem de sua riqueza uso egoísta neste mundo revelam atributos de caráter que mostram o que fariam se tivessem maiores vantagens e possuíssem os tesouros imperecíveis do reino de Deus. Os princípios egoístas exercidos na Terra não são os princípios que prevalecerão no Céu. Todos os homens estão em pé de igualdade no Céu. ...
            Por que é que as riquezas são chamadas riquezas da injustiça? - E porque Satanás usa os tesouros mundanos para armar laços, enganar e iludir almas, para conseguir a sua ruína. Deus tem dado instruções quanto à maneira em que devem usar Seus bens aliviando as necessidades da humanidade sofredora, fazendo avançar Sua causa, edificando Seu reino neste mundo, enviando missionários para as regiões distantes, disseminando o conhecimento de Cristo em todas as partes do mundo. Se os meios confiados por Deus não são assim aplicados, não julgará certamente Deus por essas coisas? Almas são deixadas a perecer em seus pecados, enquanto membros da igreja que pretendem ser cristãos estão usando o sagrado depósito de meios de Deus na satisfação de apetites não santificados, condescendendo com o eu” (Conselhos sobre Mordomia, p. 133, 134).

QUARTA, 10 DE AGOSTO
Adoração e o santuário
(Sl 141:2; Hb 10:1-13)

            O santuário é a mais forte evidência teológica da verdadeira adoração. Seus detalhes no que diz respeito aos princípios que norteavam toda a conjuntura da adoração são uma revelação clara de como devemos proceder com Deus e com Sua palavra. Curioso notar que, a santuário é a ponte que estabelece um contato direto com verdades sublimes e importantes. Na verdade, a doutrina do santuário é a base de toda e qualquer verdade expressa na Bíblia. É como se fosse uma maquete de todo o plano de redenção e dos valores, princípios e verdades que dão uma direção exata dos planos de Deus para o homem caído. Poderíamos usar uma roda de bicicleta para exemplificar seu valor aplicando o cubo da roda como sendo o santuário, as raias seriam as doutrinas enquanto que a roda seria a igreja. Se uma dessas raias se quebrar, isto traria grande prejuízo para toda a roda, mas, se o cubo se quebrar (santuário), a destruição de toda a roda (igreja) seria fatal. Certa feita, um dissidente escreveu que, se fôssemos capazes de destruir a doutrina do santuário, facilmente o movimento adventista se despedaçaria.
            Se olharmos atentamente para o santuário, perceberemos que o centro mais importante existente nele é o sacrifício de cordeiros. Jesus, o verdadeiro cordeiro que tira o pecado do mundo é o centro de toda a estrutura do santuário. Ele está presente em cada símbolo ou figura do templo sagrado. Ele é a água, , Ele é o pão, Ele é o incenso, Ele é o sacerdote e sumo sacerdote, Ele é o sacrifício, enfim, Jesus é a essência de todo o plano de Deus para resgatar o homem culpado. Tudo ali representa a Cristo e absolutamente nada pode ser desviado dEle. Compreendendo o valor e significado desta tão importante doutrina, podemos chegar à conclusão de que, os valores e princípios, inclusive de adoração e louvor contidos no santuário também são importantes e tem muito a nos dizer hoje. Assim como no santuário antigo, nos inserimos na presença de Deus para adorá-lo. Infelizmente, muitos estão tentando transformar os cultos da igreja em lugar de entretenimento e encontros sociais, o que faz destoar totalmente o verdadeiro propósito de estarmos ali. Lembre-se que, não vamos à igreja para participar de um culto, entramos na presença de Deus para oferecer o culto a Ele. Por isso, Jesus deve ser a razão de nossa devoção e submissão total.

Leitura Adicional

            “A lei de Deus, encerrada na arca, era a grande regra de justiça e juízo. Aquela lei sentenciava a morte ao transgressor; mas acima da lei estava o propiciatório, sobre o qual se revelava a presença de Deus, e do qual, em virtude da obra expiatória, se concedia o perdão ao pecador arrependido. Assim na obra de Cristo pela nossa redenção simbolizada pelo ritual do santuário, "a misericórdia e a verdade se encontraram; a justiça e a paz se beijaram". Sal. 85:10.
Nenhuma linguagem pode descrever a glória do cenário apresentado dentro do santuário - as paredes chapeadas de ouro que refletiam a luz do áureo castiçal, os brilhantes matizes das cortinas ricamente bordadas com seus resplendentes anjos, a mesa e o altar de incenso, brilhante pelo ouro; além do segundo véu a arca sagrada, com os seus querubins, e acima dela o santo shekinah, manifestação visível da presença de Jeová; tudo não era senão um pálido reflexo dos esplendores do templo de Deus no Céu, o grande centro da obra pela redenção do homem” (Patriarcas e Profetas, p. 349).

            “Todos os que serviam em conexão com o santuário eram constantemente educados a respeito da intervenção de Cristo em favor da humanidade. Esse serviço era concebido para criar em cada coração o amor pela lei de Deus, que é a lei de Seu reino. Na vítima que sofria e morria, a oferta do sacrifício deveria ser uma lição do amor de Deus revelado em Cristo, que tomou sobre Si o pecado de que o homem era culpado, o inocente sendo feito pecado por nós” (Manuscript Release, v.1, p. 132).

           
QUINTA E SEXTA, 11 e 12  DE AGOSTO
Para que não nos esqueçamos!
(Sl 78, 105, 106; Dt 6:6-9; I Co 10:11)

A história faz parte de nossa vida, seja passada, presente ou futura. A história da igreja no passado e a história de Israel, por mais que não tenhamos participado dela, refletem as entranhas ou o cordão umbilical de nossa própria existência. Em outras palavras, é a nossa história. Um povo sem passado é um povo sem existência ou sem identidade. O que nos faz ser o que somos hoje é exatamente o que fomos no passado. No entanto, o mais importante neste fato é que, Deus esteve presente em todo o momento da história do Seu povo. Quando olhamos para o passado para ver as intervenções Dele em favor de seus filhos, podemos nitidamente entender como Ele pode intervir em nossas vidas hoje.
Deus preservou alguns dos fatos passados para que o conheçamos melhor. Seu caráter e seu cuidado são demonstrados claramente nestas narrativas. Para os que olham para Deus como um tirano, pode olhar para a história e perceber que, na verdade, foi muito compassivo e repleto de bondade e amor. Sua compaixão e misericórdia podem ser notadas do começo até o fim. Deus poderia ter lançado este mísero planeta nos confins do universo para nunca mais dele se lembrar, mas, não foi isto que Ele fez. Deus preferiu não poupar Sua própria vida para nos oferecer algo que não merecemos. Isto não é suficiente para provar o quanto somos agraciados por Sua bondade? Se esta realidade não for capaz de extrair de nós a mais profunda certeza do amor de Deus, nada mais será.
Não podemos nos esquecer jamais que, o Deus que foi capaz de oferecer sua vida a nós, pendurado numa cruz entre o Céu e a Terra, é o mesmo que hoje promete retornar para materializar suas promessas de eternidade e glória aos que o amam. Pense nisso.

Leitura Adicional

“Por vários meios, o Senhor tem procurado preservar o conhecimento de Seu trato com os filhos dos homens. Moisés, pouco antes de sua morte, não só recapitulou para Israel os eventos importantes de sua história mas, pela ordem de Deus, os incorporou em versos sagrados. Assim, as cenas gloriosas e emocionantes da vitória de Israel, as sublimes e terríveis manifestações da infinita majestade e poder, as exigências divinas, as promessas e ameaças, revestidas de toda a beleza do gênio poético, deveriam estar presentes para todas as gerações vindouras. Dessa forma, o registro dos mandamentos de Deus e Seu trato com Israel não pareceriam desinteressantes nem repulsivos, mas atraentes e agradáveis.
O povo de Israel foi solicitado a guardar na memória essa história poética e ensiná-la aos filhos e aos filhos de seus filhos. Essa história devia ser repetida pelo povo enquanto estivesse em suas tarefas diárias. Essa história devia ser cantada pela congregação, quando estivesse reunida para adorar, e também ser repetida pelo povo enquanto estivesse em suas tarefas diárias. Essa música não era apenas histórica, mas profética. Contava o maravilhoso trato de Deus com Seu povo no passado e também antecipava os grandes eventos do futuro, a vitória final dos fiéis, quando cristo aparecer pela segunda vez, em poder e glória.
Era imperioso o dever dos pais de gravar essas palavras na mente sensível dos filhos, para que nunca elas fossem esquecidas [Dt 31:19-21]. (Signs of the Times, 26 de maio de 1881).
                                          
Gilberto G. Theiss, nascido no estado do Paraná, é membro da Igreja adventista do Sétimo dia desde 1996. Crê integralmente nas 28 doutrinas Adventista como consta no livro “Nisto Cremos” lançado pela “Casa Publicadora Brasileira”. Foi ancião por 3 anos na Igreja Adventista do Sétimo dia da cidade Nova Rezende/MG e por 6 anos na Igreja Central de Guaxupé/MG. Foi Obreiro bíblico na mesma cidade e hoje, além de ser coordenador do curso básico de reforço teológico para líderes de igreja pelo site www.altoclamor.com, está Bacharelando no Seminário Adventista Latino-Americano de Teologia. Gilberto G. Theiss é autor de alguns livros e é inteiramente submisso e fiel tanto a mensagem bíblico-adventista quanto a seus superiores no movimento Adventista como pede hebreus 13:17. Toda a mensagem falada ou escrita por este autor é filtrada plenamente pelo que rege a doutrina bíblica-adventista do sétimo dia. Contato: gilbertotheiss@yahoo.com.br

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