27 Julho 2011

Comentário da Lição da Escola Sabatina – Lição 6 – 3º Trimestre 2011 (30 de julho a 6 de agosto)

Comentário da Lição da Escola Sabatina – Lição 6 – 3º Trimestre 2011 (30 de julho a 6 de agosto)

Observação: Este comentário é provido de Leitura Adicional no fim de cada dia estudado. A leitura adicional é composta de citações do Espírito de Profecia. Caso considere-a muito grande, poderá optar em estudar apenas o comentário ou vice versa.

Comentário: Gilberto G. Theiss

SÁBADO, 30 DE JULHO
Adoração, música e louvor
(Sl 96:1)

            A vida de Davi apresenta inúmeras lições de vitórias e derrotas, de sucessos e de fracassos. As narrativas bíblicas a respeito de sua vida e relação com Deus foram marcadas por atos de devoção, adoração e música permeados de situações, muitas das vezes estranhas e outras coerentes com a vontade de Deus. No entanto, com muita atenção, é possível perceber uma gradativa mudança, transformação e melhoria moral, espiritual e musical na vida deste notável homem.
            Davi foi o compositor de uma grande parte dos salmos e sua vida foi praticamente uma canção. Músico por excelência passou pelas experiências mais trágicas de sua vida como pecador, filho de Deus, rei e como músico. Seus pecados mais graves lhe custaram sua própria  família – especialmente os filhos. Suas músicas fazem do louvor em cânticos ganhar força em toda a Escritura. Temos muito o que aprender com Davi no tocante a verdadeira e falsa adoração, pois, sua vida foi marcada por períodos e experiências que permeiam essas duas características do culto. Olhando para os erros de Davi e seus posteriores acertos, podemos administrar melhor nossos erros e acertos de hoje. A fidelidade a Deus é a nota tônica da verdadeira adoração e este foi o motivo da queda do rei Saul. No entanto, embora a vida de Davi tivesse sido pautada também pela desobediência, ele foi humilde em reconhecer seus erros e se humilhar perante o Senhor.

Leitura Adicional

            “Nesta história, Davi e Saul se apresentam a nós como homens muito diferentes quanto ao caráter. A história de Davi torna manifesto o fato de que ele considerava o temor do Senhor o princípio da sabedoria. Saul, porém, foi despojado de sua força porque não conseguiu tornar a obediência aos mandamentos de Deus a regra de sua vida. É coisa terrível alguém levantar a vontade própria contra a vontade de Deus claramente revelada. Toda a honra que a pessoa poderia receber no trono de um reino seria uma pobre compensação pela perda do favor de Deus por causa de um ato de deslealdade contra o Céu. A desobediência aos mandamentos de Deus só pode trazer desastre e, finalmente, desonra. Deus deu a cada um seu trabalho, tão verdadeiramente como designou a Saul o governo de Israel, e a lição prática e importante para nós e  cumprir nosso trabalho designado de tal maneira que possamos ver nossos registros da vida com alegria, e não com dor” (Signs of the Times, 7 de setembro de 1888).

DOMINGO, 31 DE JULHO
Entre Saul e Davi
(I Sm 16:6-13; 17:45-47; 18:14; 24:10; 26:9; 30:6-8)
            A ruína de Saul foi determinada por sua negligência em atender a sua própria necessidade de manter o controle de sua vida nas mãos de Deus. Não se humilhou e não se arrependeu de seus pecados como deveria. Embora não tenha cometido as atrocidades cometidas por Davi, a grande diferença que pode ser notada entre ambos é justamente a busca amargurada pelo perdão e a profunda humilhação e sofrimento que Davi suportou por causa de seus próprios erros grotescos. Saul não se humilhou e não seguiu as orientações de Deus. É exatamente isto que determina a verdadeira vida cristã da falsa vida cristã. Isto também é o que determina a verdadeira adoração da falsa. O problema não é a transgressão em si, mas a maneira como reagimos diante de tal pecado cometido. Seguir as próprias inclinações quando não conhecemos a Deus, embora não justificável, é compreensível. No entanto, Saul conhecia a Deus e Sua vontade, mas não seguiu suas orientações. Davi, ao contrário de Saul, conhecia a Deus, cometeu atrocidades terríveis, mas quando teve a oportunidade de arrepender-se, não a desperdiçou e se humilhou amargamente diante do Senhor. Daí em diante, Davi procurou, da melhor maneira possível, seguir as orientações de Deus para sua vida.
Percebe-se nas narrativas da vida de Davi uma progressiva mudança moral, comportamental e espiritual. Ele, provavelmente, temia o Senhor, tanto que, ao ter sido alertado pelo profeta Natan de sua real condição diante de Deus, sofreu amargamente por ter pecado contra seu Deus e contra o seu próximo. Por mais abominável que tenha sido a vida deste rei, Deus o alcançou e o transformou. O que determinou essa diferença entre Saul foi sua disposição de servir e de fazer a vontade Deus.

Leitura Adicional

            “Na pessoa de Saul Deus dera a Israel um rei segundo o coração deles, conforme Samuel dissera quando o reino se confirmou a Saul, em Gilgal: "Vedes aí o rei que elegestes, e que pedistes."  I Sam. 12:13. Garboso em sua aparência pessoal, de nobre estatura e porte principesco, seu parecer estava de acordo com as concepções que tinham da dignidade real; e seu valor pessoal e sua habilidade para dirigir exércitos eram qualidades que consideravam mais bem calculadas para conseguirem o respeito e a honra de outras nações. Pouca solicitude experimentavam quanto a possuir o seu rei aquelas qualidades mais elevadas que unicamente poderiam habilitá-lo a governar com justiça e eqüidade. Não pediram alguém que tivesse a verdadeira nobreza de caráter, que possuísse o amor e o temor de Deus. Não procuraram o conselho de Deus quanto às qualidades que um governante deveria possuir, a fim de preservar o caráter distintivo e santo deles como Seu povo escolhido. Não estavam a procurar o caminho de Deus, mas o seu próprio caminho. Portanto Deus lhes deu um rei tal como desejavam - rei este cujo caráter era o reflexo do deles. Seus corações não estavam em submissão a Deus, e seu rei também não era dominado pela graça divina. Sob o governo deste rei, obteriam a experiência necessária para poderem ver seu erro, e voltarem à sua fidelidade para com Deus.
Contudo, tendo o Senhor posto sobre Saul a responsabilidade do reino, não o deixou entregue a si mesmo. Fez com que o Espírito Santo repousasse sobre Saul para revelar-lhe suas fraquezas, e sua necessidade de graça divina; e, se Saul tivesse depositado confiança em Deus, teria Deus estado com ele. Enquanto sua vontade foi dirigida pela vontade de Deus, enquanto se entregou à disciplina de Seu Espírito, Deus pôde coroar de êxito os seus esforços. Mas, quando Saul preferiu agir independentemente de Deus, o Senhor não mais pôde ser seu guia, e foi obrigado a pô-lo de parte. Então Ele chamou ao trono "um homem segundo o Seu coração" (I Sam. 13:14); não um que fosse irrepreensível em seu caráter, mas que, em vez de confiar em si, confiaria em Deus, e seria guiado por Seu Espírito; que, ao pecar, sujeitar-se-ia à reprovação e correção” (Patriarcas e Profetas, p. 636).
           
SEGUNDA, 1 DE AGOSTO
Coração contrito, espírito quebrantado
 (Sl 51:17)

            Nada é mais significativo e profundamente comovedor diante de Deus do que um coração contrito e espírito quebrantado. O preço desta realidade no coração humano, para Deus, não possuí valor que pague. Deus se comove quando nos apresentamos a Ele com a vida assim. Nada mais poderá ser mais valioso como símbolo de verdadeira adoração do que isto.
            Possuir o coração contrito e o espírito quebrantado significa possuir profunda convicção de nossa mais profunda e verdadeira realidade. Somo pecadores, falhos, doentes, imperfeitos, cheios de erros e totalmente voltados para o mal. Se permitíssemos que nossa natureza real nos governasse completamente, então, entenderíamos muito bem o que significa possuir uma natureza propensa para o pecado. Entender a grandiosidade do plano da redenção em nosso favor e o que de fato merecemos ultrapassa qualquer lógica e deve nos levar a mais profunda experiência de contrição e de quebrantamento. A única coisa que merecemos é o sofrimento e a morte. Deus poderia ter lançado este mísero planeta nos confins do universo para dele nunca mais se lembrar, mas, não foi isso que Deus fez! Ele preferiu elaborar uma estratégia de salvação, mesmo em detrimento de Sua própria vida.
Somos salvos em Cristo sem merecer. Somos redimidos por Jesus sem nenhuma razão lógica em nossa defesa. Somos miseráveis, pobres e sem absolutamente nada de bom que possa favorecer sermos recebidos no Céu! A única lógica que existe é que, Deus ultrapassou todos os limites e qualquer tipo de racionalidade para nos oferecer justamente o que jamais mereceremos. Isto tudo não seria motivo para termos o coração contrito e o espírito quebrantado? Porque motivos muitos ainda acreditam que podemos ser salvos por algum tipo de obra? Não seria arrogância ou soberba de nossa parte acreditar que, podemos exigir de Deus alguma coisa caso tenhamos bons comportamentos e uma vida correta? Já somos doentes de natureza, mas, aqueles que acham que podemos ser salvos por alguma obra, esses, são mais doentes ainda. A verdadeira adoração, como estudado até aqui, nos conduz a materializar na vida unicamente a soberana vontade de Deus. O assunto de hoje é mais uma evidência cristalina da verdadeira adoração. Com a certeza e convicção de nossa real situação diante de Deus, com o coração contrito, somos levados a refletir e a cumprir com sabedoria, temor e amor a terna vontade do Senhor. Aqueles que realmente entendem esta grandiosa verdade jamais desejarão fazer sua própria vontade em detrimento da vontade daquele que não poupou a própria vida por nós.
           
Leitura Adicional

            “Quanto mais uma pessoa vê do caráter de Deus, tanto mais humilde ela se torna, e tanto menos se estima a si mesma. Isto é na verdade a prova de que ela contempla a Deus, de que se encontra em união com Jesus Cristo. A menos que sejamos mansos e humildes, não podemos, na verdade, pretender possuir nenhuma visão do caráter divino.
Os homens podem pensar que possuem aptidões superiores. Seus talentos admiráveis, o grande saber, a eloqüência, atividade e zelo, podem deslumbrar os olhos, deleitar a fantasia e despertar a admiração dos que não podem ler para além da superfície; mas a menos que a humildade e a modéstia se ache ligada a esses outros dons, manifestar-se-ão exaltação e glorificação próprias. A menos que cada qualidade seja consagrada ao Senhor, a menos que aqueles a quem Ele confiou dons busquem a graça que, unicamente, pode tornar esses talentos aceitáveis a Deus, eles são considerados pelo Senhor... como servos inúteis. "Os sacrifícios para Deus são o espírito quebrantado; a um coração quebrantado e contrito, não desprezarás, ó Deus." Sal. 51:17. ... Aquele cujo coração se acha abrandado e rendido, que viu a gloriosa manifestação do caráter de Deus, não apresentará descuidosa presunção. ... O próprio eu se perderá na consciência que têm da maravilhosa glória de Deus, e de sua própria indizível indignidade. Todos quantos apreciam o valor do feliz andar com o Senhor, e prezam o conforto e a bênção que o conhecimento dEle nos traz, não deixarão de fazer coisa alguma, se tão-somente lhes for dado um vislumbre de Sua glória. Em todo lugar e sob toda circunstância, orarão a Deus para que lhes seja concedido vê-Lo. Cultivarão aquele espírito manso e contrito que treme ante a palavra de Deus. Carta 87, 1896.

TERÇA, 2 DE AGOSTO
Davi: uma canção de louvor e adoração
(I Cr 16:8, 12, 15, 16, 22)

            Davi foi um músico por excelência e suas canções devem ter feito uma grande diferença para o seu tempo. Possivelmente muitos haviam sido influenciados pelos cânticos de Davi e neste sentido, suas canções apresentavam a essência da verdadeira adoração – o de exaltar somente a Deus por Suas obras e misericórdia.
            A vida deste nobre homem mostra como deve ser a nossa. Nossa vida deve ser um eterno louvor para Deus por Suas brilhantes obras a nosso favor. Somos feitos em Cristo - nova criatura. Fomos resgatados do mais escuro poço. Estávamos perdidos, mas, pelo amor e graça de Jesus, fomos achados e purificados. Imagine se Deus tivesse simplesmente permitido que a justiça fosse feita quando o homem pecou? Hoje, com certeza, não teríamos existido. Deus suplantou nossa eterna morte com sua eterna vida. Suas pegadas trilharam o caminho que era nosso. Ele Se fez pó para revestir-nos de Sua glória. Tudo indica que Davi, em algum momento de sua vida, pode entender cada verdade que permeia nossa condição e a resposta de Deus diante de tudo isto. Davi teve uma vida de cânticos, pois, como ninguém, percebeu a assombrosa atitude da divindade em nosso favor, inclusive dele. Como Davi, se formos tocados por esta realidade, seremos eternamente gratos e nossa vida será pautada de eternas canções de louvor e gratidão. O amor de Deus é rodeado de grande mistério que foi capaz de assustar até mesmo os mais nobres anjos que existem nos Céus. Lembre-se, não se trata apenas de cantar, pois, na verdade, a vida como um todo precisa ser um verdadeiro e suave cântico de alegria ao Senhor.

Leitura Adicional

            “Sentindo que seu próprio coração não era inteiramente reto para com Deus, Davi, vendo o golpe desferido em Uzá, temera a arca, receoso de que algum pecado de sua parte acarretasse juízo sobre si. Mas Obede-Edom, embora se regozijasse com temor, acolheu gratamente o símbolo sagrado como a garantia do favor de Deus aos obedientes. A atenção de todo o Israel dirigiu-se agora ao geteu e sua casa; todos estavam vigilantes para ver o que lhes aconteceria. "E abençoou o Senhor a Obede-Edom, e a toda a sua casa." II Sam. 6:12.
A reprovação divina cumpriu a sua obra em Davi. Foi levado a compenetrar-se, como nunca dantes, da santidade da lei de Deus, e da necessidade de obediência estrita. O favor manifesto à casa de Obede-Edom levou Davi novamente a esperar que a arca pudesse trazer uma bênção a ele e a seu povo.
No fim de três meses, resolveu fazer outra tentativa para mudar a arca, e dispensou agora cuidadosa atenção à execução das instruções do Senhor, em todo pormenor. De novo foram convocados os homens principais da nação; e uma vasta congregação se reuniu em torno da residência do geteu. Com reverente cuidado a arca foi agora posta sobre os ombros de homens divinamente designados, a multidão pôs-se em linha, e, com corações a tremer, o grande séquito partiu novamente. Depois de caminharem seis passos, a trombeta deu sinal de parada. Por determinação de Davi deveriam ser oferecidos sacrifícios de "bois e carneiros cevados". II Sam. 6:13. O júbilo então tomou o lugar do tremor e terror. O rei depusera suas vestes reais, e vestira-se com um simples éfode de linho, como o que era usado pelos sacerdotes. Não dava a entender por este ato que assumira as funções sacerdotais, pois que o éfode era algumas vezes usado por outros além dos sacerdotes. Antes, neste serviço santo ele queria, perante Deus, tomar lugar igual ao de seus súditos. Naquele dia, Jeová devia ser adorado. Devia Ele ser o único objeto de reverência” (Patriarcas e Profetas, p. 706 e 707).

            “As cerimônias solenes que acompanharam a mudança da arca tinham produzido uma impressão duradoura no povo de Israel, despertando um interesse maior no serviço do santuário, e acendendo de novo seu zelo por Jeová. Davi se esforçara por todos os meios ao seu alcance por aprofundar estas impressões. O serviço do cântico tornou-se uma parte regular do culto religioso; e Davi compôs salmos, não somente para o uso dos sacerdotes no serviço do santuário, mas também para serem cantados pelo povo em suas jornadas ao altar nacional nas festas anuais. A influência assim exercida era de grande alcance, e teve como resultado libertar da idolatria a nação. Muitos dos povos circunvizinhos, vendo a prosperidade de Israel, eram levados a pensar favoravelmente acerca do Deus de Israel, que havia feito tão grandes coisas por Seu povo” (Patriarcas e Profetas, p. 711).

QUARTA, 3 DE AGOSTO
O cântico de Davi
(Jó 38:7; Ap 4:9-11; 5:9-13; 7:10-12; 14:1-3)

            A música está em todos os lugares. Parece que em tudo há música. Observe que, os sapos cantam, os grilos cantam, os pássaros cantam e especialistas em genética afirmam que em nossas células há música. Tudo na natureza é permeado de música. O homem foi dotado de um poder especial para produzir música. Enfim, Deus fez um mundo totalmente musical.
            Davi usou a música para adorar a Deus em seu tempo. Embora suas melodias tenham sido perdidas pelo tempo, as letras de muitas de suas canções estão registradas na palavra de Deus. Através destas letras percebemos a intimidade de Davi com Deus através dos cânticos. Ele usava a música para fins de louvor e adoração a seu Deus.
            A música é o mais poderoso instrumento para elevar os homens até o Céu. No entanto, é bom que tenhamos em mente que, a música também possui poder para desviar a mente do Céu. A Bíblia não deixa claro como eram as canções de Davi mas nos deixa alguns suficientes princípios que visam diferenciar a música que é entoada a Deus das que possuem algum tipo de traço e simpatia com o pecado.
            O cântico deve ser usado para elevar as pessoas até a atmosfera do Céu. Deve ser uma ferramenta que ajude as pessoas a se desvincularem das coisas do mundo que as afastam da pureza e da santidade. Não é qualquer música com letra religiosa que faz a música ser apropriada e muito menos a que venha satisfazer nossos gostos pessoais. Temos que ter em mente que, a natureza como um todo foi comprometida pelo pecado e nossos próprios gostos precisam passar pelo processo de regeneração e santificação. Segundo Salmo 96:1, a música não é uma questão de gosto mas de inteligência ou sabedoria. Como Davi, nossos cânticos que são oferecidos a Deus devem refletir a vontade de Deus. Com o tempo o rei Davi entendeu este grande propósito e não deixou de fazer o melhor que podia para alcançar esta realidade. É importante compreender que, devemos oferecer aquilo que Deus requer, ou seja, um cântico diferente do mundo e repleto de sinceridade subjugado pela vontade divina.

Leitura Adicional

            “A melodia de louvor é a atmosfera do Céu; e, quando o Céu vem em contato com a Terra, há música e cântico - "ações de graças e voz de melodia". Isa. 51:3.
Sobre a Terra recém-criada que aí estava, linda e sem mácula, sob o sorriso de Deus, "as estrelas da alva juntas alegremente cantavam, e todos os filhos de Deus rejubilavam". Jó 38:7. Assim, os corações humanos, em simpatia com o Céu, têm correspondido à bondade de Deus em notas de louvor. Muitos dos fatos da história humana se têm ligado a cânticos” (Educação, p. 161).

            “Com um cântico, Jesus, em Sua vida terrestre, defrontou a tentação. Muitas vezes, quando eram proferidas palavras cortantes, pungentes, outras vezes em que a atmosfera em redor dEle se tornava saturada de tristeza, descontentamento, desconfiança, temor opressivo, ouvia-se o Seu canto de fé e de santa animação” (Educação, p. 166).

            “A história dos cânticos da Bíblia está repleta de sugestões quanto aos usos e benefícios da música e do canto. A música muitas vezes é pervertida para servir a fins maus, e assim se torna um dos poderes mais sedutores para a tentação. Corretamente empregada, porém, é um dom precioso de Deus, destinado a erguer os pensamentos a coisas altas e nobres, a inspirar e elevar a alma. Assim como os filhos de Israel, jornadeando pelo deserto, suavizavam pela música de cânticos sagrados a sua viagem, Deus ordena a Seus filhos hoje que alegrem a sua vida peregrina. Poucos meios há mais eficazes para fixar Suas palavras na memória do que repeti-las em cânticos. E tal cântico tem maravilhoso poder. Tem poder para subjugar as naturezas rudes e incultas; poder para suscitar pensamentos e despertar simpatia, para promover a harmonia de ação e banir a tristeza e os maus pressentimentos, os quais destroem o ânimo e debilitam o esforço. É um dos meios mais eficazes para impressionar o coração com as verdades espirituais. Quantas vezes, ao coração oprimido duramente e pronto a desesperar, vêm à memória algumas das palavras de Deus - as de um estribilho, há muito esquecido, de um hino da infância - e as tentações perdem o seu poder, a vida assume nova significação e novo propósito, e o ânimo e a alegria se comunicam a outras pessoas!
Nunca se deve perder de vista o valor do canto como meio de educação. Que haja cântico no lar, de hinos que sejam suaves e puros, e haverá menos palavras de censura e mais de animação, esperança e alegria. Haja canto na escola, e os alunos serão levados para mais perto de Deus, dos professores e uns dos outros.
Como parte do culto, o canto é um ato de adoração tanto como a oração. Efetivamente, muitos hinos são orações. Se a criança é ensinada a compreender isto, ela pensará mais no sentido das palavras que canta, e se tornará mais suscetível à sua influência.
Ao guiar-nos nosso Redentor ao limiar do Infinito, resplandecente com a glória de Deus, podemos aprender o assunto dos louvores e ações de graças do coro celestial em redor do trono; e despertando-se o eco do cântico dos anjos em nossos lares terrestres, os corações serão levados para mais perto dos cantores celestiais. A comunhão do Céu começa na Terra. Aqui aprendemos a nota tônica de seu louvor” (Educação, p. 167-168).


QUINTA E SEXTA, 4 e 5  DE AGOSTO
“Cantai ao Senhor um cântico novo”
(I Co 10:31; Fp 4:8; Cl 1:18)

             Este é um dos assuntos mais espinhosos na atualidade. Nada pode gerar tantos atritos quanto o tema da música. Observe bem, se você subisse em um ringue nas condições em que se encontra neste momento, para lutar com o famoso Mike Taison, quanto tempo levaria para você se retirar do ringue às pressas? Bom, se fosse ao meu caso, eu nem entraria no ringue. Portanto, saiba que, no assunto da música, se você resolver subir no ringue, antes, é bom que saiba que o seu grande adversário não é Mike Taison, mas o próprio Satanás. O diabo entende muito mais de música do que todos os músicos juntos e por esta razão é muito importante ter em mente que, todo o cuidado é ainda muito pouco no tocante ao louvor e adoração.
            No contexto que aprendemos até o momento a respeito de verdadeira adoração, percebemos que a falsa adoração está relacionada à vontade humana em detrimento da vontade de Deus. Isto significa que não é o gosto humano que determina como deve ser a adoração a Deus. A adoração deve seguir parâmetros que envolvem os valores e princípios divinos. Infelizmente, devido ao forte relativismo e existencialismo, o que tem moldado a adoração a Deus de hoje é o gosto e cultura de nossa geração. Como no passado, o paganismo e o mundanismo têm entrado pelas portas sob o pseudo-argumento de que nem tudo no mundo é ruim e pode ser utilizado para atrair as mentes secularizadas para o evangelho. Na verdade, a geração de hoje está cometendo o mesmo erro do Israel antigo, transformar o que é mais importante na vida religiosa – a adoração - em um momento de entretenimento e satisfação emocional humana amalgamada com o mundanismo de uma geração corrupta e escrava do pecado. A música cristã de hoje, assim como bem expressou o autor da lição, está tão maculada com a música da cultura pecaminosa dos idólatras de nosso tempo que não mais podemos enxergar alguma diferença entre ambas. Isto é muito sério e infelizmente devido a cegueira espiritual de muitos, não estão conseguindo  observar a linha que diferencia o sagrado do mundano. Um cântico novo significa o cântico de uma nova vida, de novos pensamentos, de novos ideais, de um novo coração repleto de desejo de ser diferente do mundo e mais semelhante a Cristo, e não um cântico velho, mundano e cheio de características de uma cultura voltada a idolatria e as paixões carnais.
            Lembremo-nos que, no conflito final, as revelações contidas no livro do Apocalipse, especialmente o capítulo 14, apresentam um acirrado combate baseado em tudo o que esteja permeado de verdadeira e falsa adoração. Não é de se admirar que os alicerces que sustentam a verdadeira adoração, além do próprio estilo de vida, se baseiem também na observância do Sábado e no culto entoado por cânticos?
É válido lembrar também que a igreja não é contra a modernização da música, na realidade ela é fundamental e necessária. No entanto, devemos avançar nesta direção aplicando princípios de censura espiritual e bíblica naquilo que escolhemos e selecionamos. Todo cuidado ainda é pouco no uso de métodos para alcançar as pessoas com as boas novas do Evangelho. No entanto, como a revelação nos alertou “a conformidade aos costumes mundanos converte a igreja ao mundo; jamais converte o mundo a Cristo” (O Grande Conflito, p. 509). Falando a respeito do povo de Israel, Ellen White nos adverte que “Os israelitas não compreendiam que serem neste sentido diferentes de outras nações era um privilégio e bênção especiais. Deus havia separado os israelitas de todos os outros povos, para deles fazer Seu tesouro peculiar. Eles, porém, não tomando em consideração esta alta honra, desejaram avidamente imitar o exemplo dos gentios! E ainda o anelo de conformar-se às práticas e costumes mundanos existe entre o povo professo de Deus. Afastando-se eles do Senhor, tornam-se ambiciosos dos proveitos e honras do mundo. Cristãos acham-se constantemente procurando imitar as práticas dos que adoram o deus deste mundo. Muitos insistem em que, unindo-se aos mundanos e conformando-se aos seus costumes, poderiam exercer uma influência mais forte sobre os ímpios. Mas todos os que adotam tal método de proceder, separam-se desta maneira da Fonte de sua força. Tornando-se amigos do mundo, são inimigos de Deus. Por amor à distinção terrestre, sacrificam a indizível honra a que Deus os chamou, honra esta de mostrarem os louvores dAquele que nos chamou das trevas para a Sua maravilhosa luz. I Ped. 2:9 (Patriarcas e Profetas, p. 607).

Como bem expressou o pastor Erton Koller, “precisamos modernizar, porém sem mundanizar” (Fonte: Paulistana.org.br)

Por outro lado, não é sábio de nossa parte sair por ai condenando as pessoas. Devemos pregar, ensinar, dialogar e sempre, no espírito cristão, buscar ajudar as pessoas a compreenderem melhor os aspectos que envolvem a adoração através da liturgia e música com muita paciência e com amor fraternal. Nem todos receberam a luz a este respeito. Muitos têm oferecido louvores com muita sinceridade e na ignorância, Deus os tem aceitado. Mas, devemos ter extremo cuidado, pois Deus também não aceitará louvores daqueles que persistentemente preferem permanecer na ignorância.
A música é um dos veículos que pode nos conduzir à verdadeira ou falsa adoração. Aqueles que insistem em ensinar que o importante é a letra e não a estrutura da música, estão fazendo uso do mesmo pseudo-dialético evangélico ao dizerem que o importante é adorar a Deus e não o dia da semana que se guarda para adorar. Este mesmo raciocínio relativista tem sido freqüentemente usado em detrimento de diversas doutrinas e princípios bíblicos ensinados e requeridos por Deus levando o mundo religioso a um falso reavivamento. Vários eruditos da teologia evangélica tem feito uso deste silogismo para perpretar a observância do domingo ensinando que na verdade o que importa para Deus não é o dia em si mas o princípio existente nesse dia, o de adorar a Deus na mais pura sinceridade humana. Com isto advogam a idéia de que, não existe lei quando tudo é feito com sinceridade.
Observe que a sinceridade é aliada não da ignorância proposital, mas da verdade. Deus somente aceita o erro quando ele parte de um coração sincero que não conhece a verdade de Deus. Neste caso, podemos considerar sem nenhuma margem de erro que a oferta de Caim não pode ter sido sincera, e por esta razão é que foi recusada. A este respeito, servindo de lição para todos nós em pleno século XXI, White esclarece que Abel “estava determinado a adorar a Deus de acordo com a orientação dada por Ele. Isso desagradava Caim. Ele achava que seus próprios planos eram os melhores, e que o Senhor chegaria a um acordo com ele” (Manuscript Releases, v. 14, p. 115, 116). Também esclarece que “no caso de Caim e Abel, temos o modelo de duas classes que haverá no mundo até o fim do tempo, e esse tipo é digno de estudo aprofundado. Havia uma diferença marcante no caráter desses dois irmãos, e essa mesma diferença é vista hoje na família humana. Caim representa os que vivem pelos princípios e pelas obras de Satanás, adorando Deus à sua própria maneira. A exemplo do líder que seguem, eles estão dispostos a prestar obediência parcial, mas sem submissão completa a Deus” (Signis of the Times, 23 de dezembro de 1886).

Concluo com duas citações do Espírito de Profecia muito pertinentes e que não podem ser subestimadas. Observe e guarde-as no coração. Falando a respeito dos últimos dias, imediatamente antes do fechamento da porta graça, White diz que:

“Demonstrar-se-á tudo quanto é estranho. Haverá gritos com tambores, música e dança. Os sentidos dos seres racionais ficarão tão confundidos que não se pode confiar neles quanto a decisões retas. E isto será chamado operação do Espírito Santo” (Mensagens Escolhidas, v. 2, p. 31-39).

Também escreveu que:

Tudo parecia preparado para o trabalho de satanás. Ele convenceu muitos a porem de lado a razão e o discernimento e serem governados por impressões. O Senhor requer que Seu povo empregue a razão, e não a ponha de lado por impressões. Sua obra será compreensível a todos os Seus filhos. Seus ensinos serão de molde a se recomendarem ao entendimento das pessoas estudiosas. São designados a elevar a mente...Foram-me mostrados grupos em confusão, movidos por espírito equivocado, todos fazendo ruidosas orações, alguns clamando de um jeito, outros de outro; e era impossível dizer o que era som de flauta ou de harpa. “Deus não é Deus de confusão, senão de paz” (ICo 14:33). Satanás penetrou neles e controlou as coisas como bem quis. A razão e a saúde foram sacrificadas no altar desse engano. Deus não quer que seu povo imite os profetas de Baal, afligindo o corpo, gritando e clamando, em desvairadas atitudes e sem nenhuma consideração para com a ordem, até se lhes esgotarem as forças. Religião não consiste em ruidosas manifestações; contudo, quando o coração está cheio do Espírito do Senhor, glorifica a Deus com suave e sincero louvor (Testemunhos para a Igreja, vol. 1, p.230, 231).

Artigos que vale apena serem lidos 

(Cronologia do Salmo 150 e o uso de tambores e danças – Para ler o artigo na íntegra acesse aqui). Fonte: musica sacra e adoração

(Teste a natureza da música sacra, acesse aqui) Fonte: Centro White.


(Artigo, louve a Deus em cântico, acesse aqui) Fonte: Centro White.

Gilberto G. Theiss, nascido no estado do Paraná, é membro da Igreja adventista do Sétimo dia desde 1996. Crê integralmente nas 28 doutrinas Adventista como consta no livro “Nisto Cremos” lançado pela “Casa Publicadora Brasileira”. Foi ancião por 3 anos na Igreja Adventista do Sétimo dia da cidade Nova Rezende/MG e por 6 anos na Igreja Central de Guaxupé/MG. Foi Obreiro bíblico na mesma cidade e hoje, além de ser coordenador do curso básico de reforço teológico para líderes de igreja pelo site www.altoclamor.com, está Bacharelando no Seminário Adventista Latino-Americano de Teologia. Gilberto G. Theiss é autor de alguns livros e é inteiramente submisso e fiel tanto a mensagem bíblico-adventista quanto a seus superiores no movimento Adventista como pede hebreus 13:17. Toda a mensagem falada ou escrita por este autor é filtrada plenamente pelo que rege a doutrina bíblica-adventista do sétimo dia. Contato: gilbertotheiss@yahoo.com.br

25 Julho 2011

Ellen White mais uma vez tinha razão

Açúcar causa dependência como álcool e cigarro, diz médico

Açúcar é veneno. Do mais natureba, o mascavo, até o suco de fruta ou o famigerado xarope de milho, o açúcar está por trás de doenças cardíacas, diabetes e câncer. E deveria ser proibido para menores de 21 anos, como o álcool e o cigarro.
É com essas declarações polêmicas que o americano Robert Lustig, endocrinologista pediátrico da Universidade da Califórnia em San Francisco, ganhou fama internacional nos últimos anos.
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O endocrinologista pediátrico Robert Lustig afirma que açúcar deveria ser proibido para menores de 21 anos
Sua palestra "Açúcar: a verdade amarga" teve mais de 900 mil acessos no YouTube. Há duas semanas, suas teses foram tema da reportagem de capa da revista do "New York Times". Abaixo, os principais trechos da entrevista que ele concedeu à Folha, por telefone. 

Folha - O senhor defende que as pessoas eliminem totalmente o açúcar da dieta?
Robert Lustig - Não, eu não sou um "food nazi". Eu como açúcar, mas muito pouco.
Nosso corpo tem uma capacidade muito limitada para metabolizar o açúcar e nós vivemos muito acima dela. Não precisamos de frutose para viver. Nosso corpo ficaria muito bem sem nenhuma frutose [açúcar refinado, a sacarose é composta de 50% de frutose e 50% de glicose]. 

Qual é o máximo de frutose que deveríamos ingerir?
Não temos certeza. Mas uma estimativa é 50 g por dia. Meus estudos mostram as similaridades entre frutose e álcool. Eles são metabolizados da mesma forma, no fígado. E nós sabemos qual é o limite de toxicidade para o álcool: 50 g. A epidemia de obesidade começou quando o consumo de frutose ultrapassou os 50 g por dia [ou 100 g de açúcar, o mesmo que duas latas e meia de refrigerante].
A Associação Cardiológica Americana publicou uma orientação, em agosto de 2009, da qual eu sou coautor, dizendo que o consumo atual de açúcar nos EUA é de 22 colheres de chá por dia. Deveríamos reduzir isso para nove colheres no caso de homens e seis no caso de mulheres. 

Qualquer açúcar é ruim, não importa se é mascavo ou xarope de milho?
Todos são igualmente ruins. 

Deveríamos substituí-los por adoçantes artificiais?
Adoçantes artificiais são uma questão complicada. Não fizemos todos os testes para saber o que os adoçantes fazem no organismo.
Segundo uma linha de estudos, uma vez que a língua sente o sabor doce, o cérebro se prepara para a entrada do açúcar no sangue. Se ele não entra, o cérebro fica confuso, o que pode levar a um aumento no consumo de açúcar. Há estudos ligando o consumo de adoçantes a obesidade e doença cardíaca. 

Qual a alimentação que os pais devem dar a seus filhos?
Crianças devem comer comida de verdade. 

Mas isso inclui suco de fruta natural...
Não, suco de fruta, mesmo natural, não é comida de verdade. Deus fez suco de fruta? Não. Deus fez fruta. Qual é a diferença entre a fruta e o suco? Fibras. A fibra é a parte boa da fruta, e o suco, a má. Sempre que há frutose na natureza, há muita fibra --há uma exceção, o mel, mas este é policiado pelas abelhas.
As fibras limitam a velocidade da absorção dos carboidratos e das gorduras do intestino para a corrente sanguínea. Quanto mais rápido a energia sai do intestino e vai para o fígado, maiores as chances de danificar o órgão. 

Quando o senhor diz que crianças devem comer comida de verdade, isso inclui um sorvete no fim de semana?
Sim. Quando eu era pequeno, sobremesa era uma vez por semana. Hoje, é uma vez por refeição. Esse é o problema. Eu tenho duas filhas pequenas e é isso que faço. Se é dia de semana e elas querem sobremesa, ganham uma fruta. Uma bola de sorvete, só no fim de semana. Elas seguem as regras e não ficam sonhando com doces. 

O senhor propõe que a venda de doces e refrigerantes seja proibida para menores, como cigarros e álcool.
Sim. Refrigerantes não têm valor nutritivo, não fazem nenhum bem às crianças. Se os pais quiserem que seus filhos tomem refrigerante, que comprem para eles. 

Não é exagero comparar açúcar a álcool e cigarros?
Não. Cigarros e álcool causam dependência, e açúcar também. Nos refrigerantes, tanto a cafeína como o açúcar causam dependência. Sal e gordura causam hábito, mas não dependência. 

Como o senhor explica os efeitos nocivos do açúcar?
Quatro alimentos foram associados à doença metabólica crônica: gorduras trans, aminoácidos de cadeia ramificada [soja], álcool e frutose.
A frutose, quando é metabolizada, libera substâncias tóxicas chamadas espécies reativas de oxigênio [radicais livres], que levam a danos nas células no longo prazo, envelhecimento e, potencialmente, câncer. 


Nota: Estas descobertas são surpreendentes quando comparadas as declarações de Ellen White uma vez que, já alertava sobre os perigos do uso excessivo do açúcar. Para os que ainda não acreditam em sua inspiração, gostaria que o leitor lê-se com carinho e atençao, sem preconceito. Lembrando que, as desclarações de Ellen White a respeito ultrapassam mais de 100 anos. Observe o que ela escreveu:

"Sento-me com freqüência à mesa de irmãos e irmãs, e vejo que eles usam grande quantidade de leite e açúcar. Isso obstrui o organismo, irrita os órgãos digestivos, e afeta o cérebro. Tudo quanto embaraça o ativo funcionamento do maquinismo vivo, afeta muito diretamente o cérebro. E segundo a luz que me foi dada, o açúcar, quando usado abundantemente, é mais prejudicial que a carne. Estas mudanças devem ser feitas com prudência, e o assunto deve ser tratado de tal maneira a não desgostar e suscitar preconceito por parte das pessoas a quem queremos ensinar e ajudar" (Testimonies, vol. 2, págs. 369 e 370).

"O açúcar obstrui o organismo. Entrava o trabalho dos órgãos" (Testimonies, vol. 2, págs. 368 e 369).

"Em geral, usa-se demasiado açúcar no alimento. Bolos, pudins, massas folhadas, geléias e doces são causa ativa de má digestão. Especialmente nocivos são os cremes e pudins em que o leite, ovos e açúcar são os principais elementos. Deve-se evitar o uso abundante de leite e açúcar juntos" (Ciência do Bom Viver, p. 302).

"Alguns usam leite com grande quantidade de açúcar no mingau, pensando que estão com isto praticando a reforma de saúde. Mas o açúcar e o leite combinados são responsáveis pela produção de fermentação no estômago, sendo, pois, prejudiciais" (Christian Temperance and Bible Hygiene, pág. 57).

"O livre uso de açúcar em qualquer forma tende a obstruir o organismo, e não raro é causa de doença" (Conselhos Sobre Regime Alimentar, p. 197).

"Pães e bolachas doces, raramente temos em nossa mesa. Quanto menos comidas doces comermos, melhor; elas causam perturbações no estômago, e produzem impaciência e irritabilidade nos que se habituam a usá-las" (Carta 363, 1907).

"É bom deixar fora o açúcar nas bolachas que se fazem. Alguns gostam mais das bolachas mais doces, mas estas são nocivas aos órgãos digestivos" (Carta 37, 1901).

"Açúcar não é bom para o estômago. Causa fermentação, e isto obscurece o cérebro e ocasiona mau humor" (Manuscrito 93, 1901).

22 Julho 2011

Comentário da Lição da Escola Sabatina – Lição 5 – 3º Trimestre 2011 (23 a 30 de julho)


Comentário da Lição da Escola Sabatina – Lição 5 – 3º Trimestre 2011 (23 a 30 de julho)

Observação: Este comentário é provido de Leitura Adicional no fim de cada dia estudado. A leitura adicional é composta de citações do Espírito de Profecia. Caso considere-a muito grande, poderá optar em estudar apenas o comentário ou vice versa.

Comentário: Gilberto G. Theiss

SÁBADO, 23 DE JULHO
Você é feliz, ó Israel
(Is 5:20, 21)

            “Ai dos que ao mal chamam bem e ao bem, mal; que fazem da escuridade luz e da luz, escuridade; põem o amargo por doce e o doce, por amargo! Ai dos que são sábios a seus próprios olhos e prudentes em seu próprio conceito!

            A adoração reflete não apenas um momento único e circunstancial. Ela deve permear a vida como um todo. Os cultos na igreja, nos pequenos grupos, nas programações especiais e nosso encontro especial com Deus no dia de Sábado devem ser uma conseqüência da adoração que diariamente são materializadas e vividas a todo o momento. Adoramos a Deus no comportamento, nas palavras, na forma como vestimos, nas coisas que usamos, na maneira como empregamos pessoas, na forma como trabalhamos para os outros, como namoramos, como nos comportamos e convivemos com as pessoas que estão a nossa volta, a maneira como tratamos os que nos ferem, a forma como agimos diante de um tumulto no trânsito, a forma como usamos nossos olhos, o que colocamos no prato para comer e no copo para beber, a maneira como tratamos nosso cônjuge e filhos, em fim, a adoração verdadeira precisa ser um estilo de vida. Deus precisa ser honrado em todo o momento por nós em nosso viver.
            Nesta semana, mais uma vez perceberemos que a adoração verdadeira está totalmente baseada e fundamentada na vontade de Deus em detrimento da nossa própria. Creio que, se entendermos bem esta essência, com certeza os problemas que se concentram na adoração se resolverão definitivamente. O grande problema é o próprio eu que trabalha constantemente para, seja na vida cotidiana seja na igreja, oferecer a Deus o que achamos, gostamos e pensamos. Nossa vida não é mais nossa, pois foi comprada por um preço incalculável. Poderemos ser felizes somente cumprindo a vontade do Senhor, porque Ele sim sabe  que realmente pode ser feito para nossa eterna felicidade: Nós não. Devemos oferecer ao nosso Senhor o que de melhor temos segundo sua vontade. Satanás fará de tudo para nos enfraquecer neste sentido para desviar o verdadeiro foco da fé, redenção e adoração. Pela graça de Cristo, qualquer coisa poderemos enfrentar e ser transformados a imagem de Jesus e assim oferecer a Ele, além das ações comuns, a própria vida como um troféu de vitória em Suas mãos.

Leitura Adicional

            “Satanás sabe que os que buscam o perdão e a graça de Deus os obterão; por isto apresenta diante deles os seus pecados para os desencorajar. Ele está sempre buscando ocasião contra os que estão procurando obedecer e apresentar o melhor e mais aceitável serviço a Deus, fazendo parecer corruptas todas essas iniciativas. Mediante astúcias sem conta, as mais sutis e mais cruéis, procura ele assegurar a sua condenação.
O homem não pode, em sua própria força, enfrentar as acusações do inimigo. Com suas vestes manchadas de pecado e em confissão de culpa, ele está perante Deus. Mas Jesus, nosso Advogado, apresenta uma eficaz alegação em favor de todo aquele que, pelo arrependimento e fé, confiou a guarda de sua alma a Ele. Ele defende sua causa, e mediante os poderosos argumentos do Calvário, derrota o seu acusador. Sua perfeita obediência à lei de Deus deu-Lhe poder no Céu e na Terra, e Ele reclama de Seu Pai misericórdia e reconciliação para com o homem culpado. Ao acusador do Seu povo Ele declara: "O Senhor te repreenda, ó Satanás. Estes são os que foram comprados com o Meu sangue, tição tirado do fogo." E aos que nEle descansam em fé, Ele dá a certeza: "Eis que tenho feito com que passe de ti a tua iniqüidade, e te vestirei de vestidos novos." Zac. 3:4.
Todos os que se vestiram da justiça de Cristo estarão perante Ele como escolhidos, e fiéis e leais. Satanás não tem poder para arrancá-los da mão do Salvador. Nenhuma alma que em penitência e fé reclame a Sua proteção, permitirá Cristo que passe para o poder do inimigo. Sua palavra está empenhada: "Que se apodere da Minha força, e faça paz comigo; sim, que faça paz comigo." Isa. 27:5. A promessa dada a Josué é dada a todos: "Se observares as Minhas ordenanças ... te darei lugar entre os que estão aqui." Zac. 3:7. Anjos de Deus caminharão ao lado deles, mesmo neste mundo, e eles estarão afinal entre os anjos que circundam o trono de Deus” (Profetas e Reis, págs. 586 e 587).

DOMINGO, 24 DE JULHO
A consagração
(Lv 9)

"Vi que um santo, se reto, poderia mover o braço de Deus; mas toda uma multidão, se em erro, seria fraca e nada efetuaria." (Primeiros Escritos, p. 120).

            Quão significativo a adoração se torna quando executada de maneira em que Deus responde animosamente enchendo-nos mais ainda de admiração e louvor.  A citação acima claramente ensina o quanto devemos levar a sério a vida cristã e nossa devoção ao Senhor. Adoração é um claro reflexo de consagração. Nossos atos, nossa vida, nossas palavras e o que oferecemos ao Senhor possui uma íntima ligação com nossa consagração assim como a oração, estudo da Bíblia e a testificação. É um conjunto completo e muito bem entrelaçado.
            O povo de Israel recebera a maior e mais profunda impressão quando Deus reagira diante deles aceitando suas devoções. Se prepararam muito para este evento e fizeram valer os valores que permeavam a consagração para uma adoração mais real e viva aos moldes divinos. Esta narrativa nos ensina como devemos agir diante de Deus hoje. Deus não exige de nós menos do que exigia de Israel. Deus nos convida a irmos até Ele como estamos, mas não pede que permaneçamos indefinidamente como estamos. Nossa vida deve ser um cheiro suave que sobe ao Senhor. Devemos nos consagrar a Deus totalmente sem reservas. Devemos almejar a pureza, a integridade e a santidade. Deus reprova nossas ações egoístas motivadas apenas pela própria satisfação.
Muita gente pretende hoje transformar a igreja em uma discoteca, ou área de lazer, ou até mesmo em um lugar de entretenimento. O argumento é o mesmo de sempre: Eu preciso me sentir bem na igreja mesmo que tenha que comprometer a verdadeira adoração. Deus não está atrás de pessoas que estejam buscando-o apenas por razões cômodas. Muitos estão procurando um Deus que esteja disposto a se submeter aos seus próprios gostos e desejos. Infelizmente, por conta do fortíssimo existencialismo e relativismo, a vontade de Deus não é mais tão relevante. Aliás, gradativamente, por conta do existencialismo e relativismo Deus é trazido para a esfera humana. O templo de hoje tem, aos poucos, se tornado um lugar de entretenimento e de encontros sociais do que um centro de adoração. Uma prova disso são as músicas baseadas nos gostos humanos, os cultos baseados nos gostos humanos, as mensagens baseadas aos gostos humanos, os apelos baseados nos gostos humanos, as roupas que usam baseadas nos gostos humanos, enfim, parece que em tudo, os humanos colocam suas impressões, seus gostos e desejos.
            No entanto, há pessoas sinceras, tementes e cheias de desejo de agradar, servir e de se submeter a Deus completamente. Há pessoas que não estão preocupadas com seus próprios gostos e desejos, pelo contrário, se sentem alegres, satisfeitas e felizes em renunciar-se por amor ao seu Mestre Jesus. Nisto é que está a verdadeira essência da verdadeira adoração. Aqueles que servirem ao Senhor seguindo Sua vontade, Deus mesmo se manifestará poderosamente em suas vidas assim como se manifestou no antigo Israel quando possuíam semelhante comportamento de devoção plena.

Leitura Adicional

            “A graça de Deus que, se recebida, leva à prática das coisas certas, é a linha de demarcação entre os filhos de Deus e a multidão dos que não creem. Enquanto uns são levados em cativeiro a Cristo, outros são levados ao cativeiro e à servidão do príncipe das trevas. Aqueles que responderam ao apelo de Cristo são iluminados por Seu amor. Mostram os louvores daquele que os chamou das trevas para Sua maravilhosa luz. Não podem deixar de empregar seus talentos para manifestar a graça que foi derramada tão generosamente sobre eles. Alistaram-se no exército daqueles que se esforçam para promover a glória de Deus e, assim, se tornaram canais de luz. Dóceis e obedientes, fazem parte dos que são chamados pela inspiração “sacerdócio real, nação santa, povo de propriedade exclusiva de Deus” (I Pe 2:9).
Juntamente com a paz e alegria daqueles que, assim, servem a Deus, sempre se vê um temor piedoso, de que “sendo-nos deixada a promessa de entrar no descanso de Deus, suceda parecer que algum de vós tenha falhado” (Hb 4:1). Esse santo temor é inteiramente apropriado. Não é um medo servil e covarde, é uma preocupação de não fazer coisa nenhuma que Cristo não aprove. Esse temor regula a experiência cristã. Os que o sentem santificam o Senhor em seu coração.Consideram Deus com reverência e amor que levam à auto-humilhação. Mas o temor é muito diferente do terror de um escravo, que vive na expectativa do chicote. Esse medo genuíno leva à firme confiança em Deus” (Signs of the Times, 22 de setembro de 1898).

            “Não devia haver nenhum desleixo e falta de asseio naqueles que compareciam diante dEle quando fossem a Sua santa presença. E por que isso? Qual era o objetivo de todo esse cuidado? Era meramente para recomendar o povo a Deus? Era meramente para obter Sua aprovação?
A razão que me foi dada era esta: para que fosse causada correta impressão sobre o povo. Se os que ministravam no ofício sagrado deixassem de manifestar cuidado e reverência para com Deus, em seu traje e na sua conduta, o povo perderia seu temor e sua reverência para com Ele e Seu serviço sagrado.
 Se os sacerdotes mostravam grande reverência para com Deus sendo muito cuidadosos e muito meticulosos ao comparecerem à Sua presença, isso dava ao povo elevada idéia de Deus e Seus requisitos. Mostrava-lhes que Deus é santo, que Sua obra é sagrada e que tudo quanto se relaciona com o Seu trabalho precisa ser santo; que precisa estar livre de tudo que se caracterize pela impureza e falta de asseio; e que deve ser removida toda corrupção dos que se aproximam de Deus” (Mensagens Escolhidas, v.3, p. 250, 251).
           
SEGUNDA, 25 DE JULHO
Fogo do Senhor
 (Lv 10:1-11; Êx 30:9; Lv 16:12; 10:9)
           
Interessante notar que, o mesmo fogo que consumiu a oferta em sinal de aprovação de Deus, foi o mesmo fogo capaz de consumir Nadabi e Abiú em sinal de reprovação. É válido lembrar que, a mesma glória que glorificará o povo de Deus na segunda vinda de Cristo será a mesma glória que consumirá os ímpios. Esta lição é importante para nós, pois, muitos tratam a adoração, a fé e a Deus como questões periféricas de nossa vida. Claro que este trato não é de boca ou convicção. Na verdade demonstramos tal fato em nossos atos, devoção e adoração. Nossa vida também deve ser uma demonstração clara da maneira como realmente encaramos a Deus e a adoração.
A narrativa de Nadabi e Abiú é um pouco semelhante à oferta de Caim quando rejeitada por Deus. Ellen White comenta que “Os filhos de Arão tomaram fogo comum, o qual Deus não aceitava, e insultaram ao infinito Deus, apresentando fogo estranho diante dele. Deus os consumiu com fogo, por causa do desrespeito à Sua expressa orientação. Tudo que faziam era como a oferta de Caim” (No Deserto da Tentação, p. 97). O que torna essas narrativas semelhantes não são os aspectos externos, mas, os aspectos da irreverência, rebeldia e intransigência quanto aos fatores envolvidos que correspondem a vontade de Deus. Por esta razão é que as duas histórias são assemelhadas e nos transmitem lições importantes que, infelizmente, são poucos os que conseguem enxergar. A pergunta séria que devemos fazer diante destes ensinamentos seria: O que estou oferecendo e fazendo para Deus realmente é o que Ele deseja? Pela milésima vez, não podemos nos esquecer que, a verdadeira adoração possui como centro ou alicerce: a vontade Deus em detrimento da vontade humana. Nossa devoção e adoração sempre será imperfeita enquanto permanecermos aqui neste mundo de pecado. No entanto, o que Deus julga é o melhor que podemos oferecer dentro dos aspectos que envolvem a Sua vontade e não a nossa. Se oferecermos a Ele nossa adoração, no melhor que pudermos, mas, nas condições de Sua vontade, mesmo que sejam imperfeitas, elas subirão diante do trono do Altíssimo transformadas e purificadas e Ele responderá dando sua impressão de aceitação.

Leitura Adicional

“Os filhos de Arão tomaram fogo comum, o qual Deus não aceitava, e insultaram ao infinito Deus, apresentando fogo estranho diante dele. Deus os consumiu com fogo, por causa do desrespeito à Sua expressa orientação. Tudo que faziam era como a oferta de Caim. O divino Salvador não estava representado.
Se esses filhos de Arão tivessem um domínio claro de suas faculdades mentais, teriam discernido a diferença entre o fogo sagrado e o profano. A satisfação do apetite lhes aviltou as faculdades e ficaram com a mente obscurecida de tal maneira que não puderam ter discernimento. Compreendiam muito bem o caráter sagrado do cerimonial típico e da venerável solenidade e responsabilidade que deveriam assumir ao se apresentarem diante de Deus para ministrar o serviço sagrado.
Alguns poderão perguntar: Como podem os filhos de Arão ser responsabilizados, sendo que sua mente estava tão paralisada pela intoxicação, que eles não estavam aptos para discernir a diferença entre o fogo sagrado e o comum? Quando levaram o copo aos lábios, tornaram-se responsáveis por todos os atos cometidos enquanto estavam sob a influência do vinho. A condescendência com o apetite custou a vida àqueles sacerdotes. Deus proíbe expressamente o uso do vinho, que tem influência para rebaixar o intelecto.
"E falou o Senhor a Arão, dizendo: Vinho ou bebida forte tu e teus filhos contigo não bebereis, quando entrardes na tenda da congregação, para que não morrais; estatuto perpétuo será isso entre as vossas gerações, para fazer diferença entre o santo e o profano e entre o imundo e o limpo, e para ensinar aos filhos de Israel todos os estatutos que o Senhor lhes tem falado pela mão de Moisés." Lev. 10:8-11. (No Deserto da Tentação, p. 97 e 98).

TERÇA, 26 DE JULHO
Você é feliz, ó Israel
(Nm 20:8-12; Dt 33:26-29)

            Com Deus, o que poderia sair errado? O povo de Israel somente encontrou desgraças ao seu redor e em seu meio somente quando se afastavam de Deus quebrando os Seus mandamentos. Permanecer ao lado do Senhor sempre resulta em bênçãos, proteção e prosperidade. Israel foi um testemunho claro do significado exato da palavra obediência ou desobediência. Um escudo protetor sempre esteve com o povo enquanto permaneciam abraçados à aliança feita com Jeová. No entanto, todas as vezes em que viravam as costas para Deus, o escudo protetor que os protegia e as bênçãos que recebiam deixavam de ser uma realidade. Aqui está uma verdade incontestável, é impossível ser abençoado por Deus vivendo no pecado. É impossível receber a proteção de Deus permanecendo na rebelião. É impossível ser salvo apenas possuindo um suposto coração sincero quando nossos atos não correspondem a fé que professamos crer. Passar o verniz da boa religião não é capaz de nos tornar essencialmente puros e íntegros. Seremos felizes com Deus somente se, genuinamente permanecermos ao Seu lado de maneira irrestrita. Os cuidados especiais do Senhor só podem acompanhar a vida dos que são tementes e entregam seus gostos e suas vidas ao controle total e absoluto do Espírito Santo. Não há outro caminho e não há outra solução.
            Esta lição é fundamental e reflete uma vida de verdadeira ou falsa adoração. O Senhor deseja nossa felicidade e oferece Seu mais sublime amparo. Ele nos ama e coloca a nossa disposição suas mais preciosas bênçãos. O que poderia sair errado quando estamos com Ele? A resposta é simples: Absolutamente nada. Mesmo os acontecimentos ruins se transformarão em bênçãos. Mas é necessário fazer valer nossa confiança Nele e buscar de todo o coração a pureza e a integridade, ingredientes estes que, precisam ser uma realidade na vida de qualquer ser humano que deseje o título de Cristão.

Leitura Adicional

            “[Moisés] Não atribuiu ao poder e glória de Deus o jorrar de novo a água da rocha, e portanto não O glorificou diante do povo. Por esta falha da parte de Moisés, Deus não permitiria que ele guiasse o povo à Terra Prometida.
Esta necessidade de manifestação do poder de Deus tornava a ocasião solene, e Moisés e Arão deviam tê-la aproveitado para causar uma impressão favorável sobre o povo. Mas Moisés estava perturbado e, em impaciência e ira com o povo, por causa de suas murmurações, disse: "Ouvi agora, rebeldes, porventura tiraremos água desta rocha para vós?" Núm. 20:10. Em assim falando, ele admitia virtualmente ao murmurador Israel que eles estavam certos em acusá-lo de os ter tirado do Egito. Deus havia perdoado ao povo maiores transgressões do que este erro da parte de Moisés, mas não podia tratar o pecado em um líder de Seu povo, da mesma forma como nos liderados. Não podia desculpar o pecado de Moisés e permitir sua entrada na Terra Prometida.
Aqui deu o Senhor a Seu povo uma prova inconfundível de fora o poderoso Anjo, e não Moisés, que havia operado tão maravilhosa libertação em favor deles, tirando-os da servidão egípcia, que estava seguindo adiante deles em todas as suas jornadas, e de quem Ele dissera: "Eis que Eu envio um Anjo diante de ti, para que te guarde neste caminho, e te leve ao lugar que te tenho aparelhado. Guarda-te diante dEle, e ouve a Sua voz, e não O provoques à ira: porque não perdoará a vossa rebelião; porque o Meu nome está nEle." Êxo. 23:20 e 21. (História da Redenção, p. 166).

QUARTA, 27 DE JULHO
Uma atitude de entrega
(I Sm 1)

            Que exemplo magnífico e poderoso! Assim como Abraão, Ana não poupou seu próprio filho e ofereceu-o ao Senhor para servi-lo no templo. O seu grande sonho era ter um filho, mas nenhum sonho era-lhe maior do que o de agradar e servir a Deus.
            Esta narrativa ilustra bem como deve ser nossa vida de adoração. Aos moldes do melhor que podemos oferecer, percebemos que tudo deve estar ornamentado com os gostos e vontades do Senhor. Nossos gostos não podem estar acima dos valores e princípios determinados pelo criador. Nossa adoração deve refletir nossa disposição de fazer Sua vontade em detrimento da nossa.
            Em nossos dias, infelizmente, muitos fazem de sua vida um centro de adoração a si próprio. Alguns cantores cristãos, ao invés de desenvolverem um louvor e adoração que foque totalmente a vontade de Deus, fazem de seus cânticos e louvor uma demonstração clara de quem estão adorando: o próprio eu. Isto se revela quando ignoram valores e princípios que permeiam seus comportamentos e músicas. Quando misturam música mundana com letra religiosa estão voltando a adoração para o próprio ego ou gosto pessoal. Da mesma forma, muitos dos que vão à igreja para adorar, dependendo do pregador ou da mensagem, se retiram e vão embora. Estas atitudes, assim como muitas outras, refletem o tipo de adoração que existe neles, o de transformar o momento do culto em um centro de adoração que reflita suas próprias convicções. Isto é muito sério e precisamos entender bem o verdadeiro sentido da adoração. Deus é quem deve ser adorado e isto significa que, a adoração como um todo, deve ser voltada para Ele e por Ele. Nossos gostos e vontades precisam ser transformados e renovados pela presença e poder do Espírito Santo. Infelizmente, muitos estão vindo do Egito, mas, o Egito ainda permanece dentro deles. Além de o Egito ainda permanecer dentro de alguns professos cristãos, ao invés de mudarem suas vidas, estão tentando moldar o Senhor Deus aos gostos e vontades humanas.  Não é Deus que deve se entregar a nós, mas nós é que devemos nos entregar a Deus totalmente.

Leitura Adicional

            “Este grande poder na oração. Nosso grande adversário está constantemente buscando perturbar a mente, mantendo-a longe de Deus. Um apelo ao Céu, feito pelo mais humilde santo, é mais temido por Satanás do que os decretos dos gabinetes ou os mandados dos reis.
            A oração de Ana não foi ouvida pelos ouvidos mortais, mas penetrou os ouvidos do Senhor dos Exércitos. Sinceramente, ela apelou para que Deus tirasse sua reprovação e lhe concedesse o benefício mais valorizado pelas mulheres daquela época- a bênção da maternidade. Enquanto lutava em oração, sua voz não pronunciava nenhum som, mas seus lábios se moviam, e seu semblante dava provas de profunda emoção. E então, outro julgamento aguardava a humilde suplicante. Quando os olhos de Eli, o sumo sacerdote, caíram sobre ela, ele concluiu apressadamente que ela estava embriagada. As folias festivas quase haviam suplantado a verdadeira piedade entre o povo de Israel. Casos de intemperança, mesmo entre as mulheres, eram freqüentes, e Eli decidiu ministrar o que considerava uma merecida reprimenda. ‘Até quando você continuará embriagada? Abandone o vinho! (I Sm 1:14).
            Ana tinha estado em comunhão com Deus. Ela acreditava que sua oração tinha sido ouvida, e a paz de Cristo enchia seu coração. Sua natureza era gentil e sensível, mas não condescendeu nem à tristeza nem à indignação pela acusação injusta de embriaguez na cada de Deus. Com a devida reverência para com o ungido do Senhor, ela calmamente repeliu a acusação e afirmou o motivo de sua emoção...Em sua oração, Ana tinha prometido que, se seu pedido fosse atendido, ela dedicaria o filho ao serviço de Deus. Esse voto, ela deu a conhecer ao mando, e ele o confirmou em um ato de adoração, antes de deixar Siló” (Signs of the Times, 27 de outrubro de 1881).


QUINTA E SEXTA, 28 e 29 DE JULHO
Adoração e obediência
(I Sm 15:22, 23)

             Adoração e obediência estão bem amalgamados um ao outro. Um depende do outro quando o contexto é adoração. A obediência deve ser uma realidade na vida dos que dizem servir a Deus. O título de cristão representa um povo que serve, obedece e adora o Deus dos Cristãos. Não há dúvidas que, no conflito entre falsa e verdadeira adoração, estão permeados valores que impulsionam a obediência a Deus ou desobediência. Ellen White esclarece que "Deus requer agora o que exigiu de Adão - perfeita obediência, justiça completa, sem falha aos Seus olhos." (ME, vol. 2, p. 381).
Também é contundente quando diz que "Deus nos ajude a dar-Lhe tudo quanto Sua lei requer." (ME, vol. 2, p. 381). Ela não está se referindo a perfeccionismo, mas à entrega completa da vida ao poder regenerador do Espírito Santo. O que verdadeiramente teme a Deus, farão o melhor para Ele seguindo Sua vontade em todas as coisas. A obediência determina de fato, de qual lado estamos neste grande conflito. Querendo ou não, a verdadeira adoração está muito longe de nossas próprias convicções e vontades. Adoração sem obediência não é adoração e jamais será.
            Neste contexto, cabe muito bem o estilo de vida que vivemos diante de Deus e dos homens, pois nossos atos, comportamentos e palavras refletem muito bem nossa obediência e a adoração. A transformação da vida, realizada pelo poder de Deus mostra de que lado estamos. Ela é progressiva, porém crescente. White esclarece que “A santificação não é uma obra instantânea, e, sim, progressiva, assim como a obediência é contínua. Enquanto Satanás lançar suas tentações sobre nós, a batalha pela conquista do próprio eu terá de ser travada reiteradas vezes; mas, pela obediência, a verdade santificará a alma. Os que são leais à verdade irão, pelos méritos de Cristo, vencer toda debilidade de caráter que os levou a serem moldados por todas as multiformes circunstâncias da vida” (Signs of the Times, 19 de maio de 1890).

Leitura Adicional

            “Saul havia agora sido submetido à prova final. Sua arrogante desconsideração pela vontade de Deus, mostrando sua determinação de governar como um rei independente, provou que não se lhe poderia confiar poder real como representante do Senhor. Enquanto Saul e seu exército marchavam para casa no entusiasmo da vitória, havia profunda angústia no lar do profeta Samuel. Ele havia recebido uma mensagem do Senhor, denunciando o procedimento do rei: "Arrependo-Me de haver posto a Saul como rei; porquanto deixou de Me seguir, e não executou as Minhas palavras." I Sam. 15:11. O profeta ficou profundamente magoado pela conduta do rei rebelde, e chorou e orou a noite toda pedindo uma revogação da terrível sentença.
O arrependimento de Deus não é como o do homem. "Aquele que é a Força de Israel não mente nem Se arrepende; porquanto não é um homem para que Se arrependa." I Sam. 15:29. O arrependimento do homem implica uma mudança de intuitos. O arrependimento de Deus implica uma mudança de circunstâncias e relações. O homem pode mudar sua relação para com Deus, conformando-se com as condições sob as quais pode ser levado ao favor divino; ou pode, de moto próprio, colocar-se fora da condição favorável; mas o Senhor é o mesmo "ontem, e hoje e eternamente". Heb. 13:8. A desobediência de Saul mudou sua relação para com Deus; mas as condições de aceitação por parte de Deus ficaram inalteradas - as reivindicações de Deus eram ainda as mesmas; pois nEle "não há mudança nem sombra de variação". Tia. 1:17.
Com coração dolorido o profeta partiu na manhã seguinte para encontrar-se com o rei, que procedia erradamente. Samuel acariciava a esperança de que, refletindo, pudesse Saul ter consciência de seu pecado, e, pelo arrependimento e humilhação, ser de novo restabelecido ao favor divino. Quando, porém, o primeiro passo é dado no caminho da transgressão, este caminho se torna fácil. Saul, aviltado por sua desobediência, veio ao encontro de Samuel com uma mentira nos lábios. Exclamou: "Bendito tu do Senhor; executei a palavra do Senhor."
Os sons que vinham aos ouvidos do profeta desmentiram a declaração do desobediente rei. À incisiva pergunta: "Que balido, pois, de ovelhas é este nos meus ouvidos, e o mugido de vacas que ouço?" Saul respondeu: "De Amaleque as trouxeram; porque o povo perdoou ao melhor das ovelhas e das vacas, para as oferecer ao Senhor seu Deus; o resto porém, temos destruído totalmente." I Sam. 15:13-15. O povo havia obedecido às determinações de Saul; mas, a fim de defender-se, queria este atribuir a eles o pecado de sua desobediência.
A mensagem da rejeição de Saul trouxe indizível pesar ao coração de Samuel. Tinha ela de ser transmitida perante todo o exército de Israel, quando estava cheio de orgulho e regozijo triunfal por uma vitória que se atribuía ao valor e às aptidões de general de seu rei, pois que Saul não havia relacionado com Deus o êxito de Israel nesse conflito; mas, quando o profeta viu a prova da rebelião de Saul, foi tomado de indignação pelo fato de que aquele que fora tão altamente favorecido por Deus, transgredisse o mandamento do Céu, e levasse Israel ao pecado. Samuel não foi enganado pelo subterfúgio do rei. Com um misto de dor e indignação, declarou: "Espera, e te declararei o que o Senhor me disse esta noite. ... Porventura, sendo tu pequeno aos teus olhos, não foste por cabeça das tribos de Israel? e o Senhor te ungiu rei sobre Israel." Repetiu a ordem do Senhor com relação a Amaleque, e perguntou os motivos da desobediência do rei.
Saul persistiu na justificação de si mesmo: "Antes dei ouvidos à voz do Senhor, e caminhei no caminho pelo qual o Senhor me enviou; e trouxe a Agague, rei de Amaleque, e os amalequitas destruí totalmente. Mas o povo tomou do despojo ovelhas e vacas, o melhor do interdito, para oferecer ao Senhor teu Deus em Gilgal."
Com severas e solenes palavras o profeta varreu o refúgio de mentiras, e pronunciou a irrevogável sentença: "Tem porventura o Senhor tanto prazer em holocaustos e sacrifícios, como em que se obedeça à palavra do Senhor? eis que o obedecer é melhor do que o sacrificar; e o atender melhor é do que a gordura de carneiros. Porque a rebelião é como o pecado de feitiçaria, e o porfiar é como iniqüidade e idolatria. Porquanto tu rejeitaste a palavra do Senhor, Ele também te rejeitou a ti, para que não sejas rei." (Patriarcas e Profetas, p. 629-631)
                                   
Gilberto G. Theiss, nascido no estado do Paraná, é membro da Igreja adventista do Sétimo dia desde 1996. Crê integralmente nas 28 doutrinas Adventista como consta no livro “Nisto Cremos” lançado pela “Casa Publicadora Brasileira”. Foi ancião por 3 anos na Igreja Adventista do Sétimo dia da cidade Nova Rezende/MG e por 6 anos na Igreja Central de Guaxupé/MG. Foi Obreiro bíblico na mesma cidade e hoje, além de ser coordenador do curso básico de reforço teológico para líderes de igreja pelo site www.altoclamor.com, está Bacharelando no Seminário Adventista Latino-Americano de Teologia. Gilberto G. Theiss é autor de alguns livros e é inteiramente submisso e fiel tanto a mensagem bíblico-adventista quanto a seus superiores no movimento Adventista como pede hebreus 13:17. Toda a mensagem falada ou escrita por este autor é filtrada plenamente pelo que rege a doutrina bíblica-adventista do sétimo dia. Contato: gilbertotheiss@yahoo.com.br

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