23 Junho 2011

Freud e Lewis diante da morte

Quando seu colega Ernest Jones perdeu a única filha, Freud escreveu-lhe uma carta dizendo: “Como fatalista incrédulo que sou, só posso mergulhar em um estado de resignação, quando encaro o horror da morte.” Ele lembrou Jones de que, quando seu neto Heinele morreu, ele mesmo havia perdido toda a vontade de viver: “Eu passei a ficar constantemente cansado da vida.” Freud parecia ser agudamente consciente da sua falta de recursos espirituais para persistir em tempos de crise. Depois da morte da filha Sophie, escreveu a um colega: “Não sei o que mais há para se dizer. Trata-se de um evento tão paralisante, que não se consegue pensar em mais nada depois, quando não se é um crente...” Freud se perguntava “quando é que virá a minha vez” e desejava que a sua vida terminasse rápido. [p. 227]

Freud encerra seu ensaio sobre guerra e morte com uma curiosa sugestão: “Se você quiser suportar a vida, prepare-se para a morte.” Freud se deu conta do que muitos psiquiatras já observavam fazia tempo: para viver plenamente, é preciso dar uma solução ao problema da morte. Se o deixarmos sem solução, gastamos energia demais em negá-lo, ou ficamos obcecados por ele. Freud não deixa dúvidas de como ele tratava o problema. Tornou-se obcecado pela morte, [além de] extraordinariamente temeroso e supersticioso em relação a ela. Freud sonhava o tempo todo com a morte. [p. 231, 232]

C. S. Lewis [em idade avançada e já viúvo] escreveu uma carta na tentativa de consolar uma pessoa gravemente doente: “Será que você não consegue encarar a morte como um amigo e libertador? Ela nada mais significa do que poder despir-se daquele corpo que a está atormentando: é como tirar um chapéu ou sair de um calabouço. O que há de assustador nisso?... Teria sido esse mundo tão bom para você, que você o deixe com tanta tristeza?” Lewis procura então confortá-la com palavras que revelam seus próprios pensamentos e sentimentos relativos à sua morte: “Há pela frente coisas melhores do que qualquer uma que deixamos para trás... Acredite, o Nosso Senhor não está lhe dizendo nada mais do que: ‘Paz, filhinha, paz. Relaxe. Deixe estar. Os braços sempiternos estão bem debaixo de você... Você confia tão pouco em Mim?’ É claro que este pode não ser o fim. Então faça um bom ensaio.” Lewis assinou essa carta com: “Seu (viajante cansado e, como você, perto do fim da jornada) Jack.” [p. 249]

Em junho de 1961, Lewis, que já sofria de males na próstata, teve uma obstrução urinária, infecção nos rins e acabou contraindo uma toxemia com sintomas cardíacos. Melhorou nos meses seguintes e continuou dando aulas, escrevendo e visitando os amigos. Em 15 de julho de 1963, Lewis teve um ataque cardíaco e entrou em coma. Recuperou-se, mas foi por pouco tempo, passando a viver de forma tranquila e feliz nos meses seguintes. A um amigo ele escreveu: “Recuperei-me de forma surpreendente de um longo coma, e quem sabe as orações incessantes dos meus amigos tenham provocado isso – mas aquela teria sido uma passagem bastante fácil, a ponto de eu lamentar o fato de a porta ter sido batida na minha cara... Quando você morrer... não deixe de me procurar... Tudo isso foi muito divertido – uma diversão solene –, não é mesmo?” [p. 249, 250]

Como Lewis ou qualquer outra pessoa poderia estar assim tão “preparado” para a morte, a ponto de encará-la não só com alegria, calma e paz interior, mas com uma expectativa da verdade? Não teria sido a sua visão de mundo que lhe fornecera os recursos necessários para tanto? Quem sabe possamos encontrar a resposta mais uma vez nas suas próprias palavras: “Se acreditamos de fato no que dizemos acreditar – se cremos que a nossa casa de fato não é aqui –, qual o problema em ter a expectativa da chegada?” [p. 252]

(Fonte: Armand M. Nicholi Jr., Deus em Questão – C. S. Lewis e Freud debatem Deus, amor, sexo e o sentido da vida. Ed. Ultimato)

Via Criacionismo.com.br 

21 Junho 2011

Comentário da Lição da Escola Sabatina – Lição 1 – 3º Trimestre 2011 (25 de junho a 2 de julho)


Comentário da Lição da Escola Sabatina – Lição 1 – 3º Trimestre 2011 (25 de junho a 2 de julho)

Observação: Este comentário é provido de Leitura Adicional no fim de cada dia estudado. A leitura adicional é composta de citações do Espírito de Profecia. Caso considere-a muito grande, poderá optar em estudar apenas o comentário ou vice versa.

Comentário: Gilberto G. Theiss

SÁBADO, 25 DE JUNHO
Adoração em Gênesis
(Gn 28:16 e 17)

            “Na verdade, o Senhor está neste lugar, e eu não o sabia. E, temendo, disse: Quão temível é este lugar! É a casa de Deus, a porta dos Céus” (Gn 28:16 e 17).

            O conflito entre o bem e o mal começou no Céu. Lúcifer desejou a adoração que pertencia ao único digno de ser adorado – Deus. Este conflito desceu para a Terra e Adão e Eva viveram sob este dilema. Lúcifer, agora Satanás, quebrou o elo que existia entre Deus e nossos primeiros pais humanos criando no meio deles sua própria adoração. Este elo quebrado trouxe consequências desastrosas estabelecendo na terra dois tipos de adoradores. Caim e Abel são uma demonstração clara de verdadeira e falsa adoração. Os que adoram a Deus são vistos pelo exemplo de Abel por sua disposição de oferecer a Deus exatamente aquilo que Ele deseja e pede. No caso de Caim, vemos a demonstração clara dos que servem a Deus, muitas das vezes com o melhor que possuem, porém, desprovidos da verdadeira essência da adoração – a vontade de Deus acima da nossa.
            O conflito permanece ainda em nossos dias. Estas duas classes de adoradores existem em nosso meio. É importante ressaltar que, a adoração envolve pessoas dispostas a adorar. No entanto, a diferença entre ambos se prende na maneira de como adoram. Um adora a Deus moldando sua vida à vontade dEle. Outros adoram a Deus moldando-O aos gostos e desejos humanos.

Leitura Adicional

            “O arrependimento de Adão, evidenciado pela tristeza por sua transgressão e pela esperança de salvação em Cristo, demonstrado pela oferta de sacrifícios, foi um desapontamento para Satanás. Ele esperava que Adão se unisse a ele para sempre na murmuração contra Deus e se rebelasse contra Sua autoridade. Caim e Abel representaram as duas grandes classes. Abel, como sacerdote, em solene fé, ofereceu seu sacrifício. Caim estava disposto a oferecer os frutos do solo, mas se recusou a ligar sua oferta com o sangue de animais. Seu coração se recusou a mostrar arrependimento pelo pecado e fé em um Salvador, mediante a oferta do sangue de animais. Recusou-se a reconhecer a necessidade de um redentor. Para seu coração orgulhoso, isso representava dependência e humilhação.
            Mas Abel, pela fé em um Redentor futuro, ofereceu a Deus um sacrifício mais aceitável do que Caim. Sua oferta de sangue de animais significava que era pecador e tinha pecados a abandonar, que estava arrependido e acreditava na eficácia do sangue da grande oferta futura. Satanás é pai da incredulidade, da murmuração e da rebelião. Ele encheu Caim de dúvida e de loucura contra seu irmão inocente e contra Deus, porque seu sacrifício foi recusado e o de Abel foi aceito. Matou o irmão movido por sua loucura” (Panfleto: Redemption – The Temptation of Christ in the Wilderness, p. 20).
                       
DOMINGO, 26 DE JUNHO
Adoração no Éden
(Gn 3:1-13)

            No Éden, Deus era o centro da vida dos nossos primeiros pais humanos. Toda a devoção, razão de existência, todo louvor e gratidão eram oferecidos unicamente a YAHWÉH. O Senhor ocupava o primeiro e único lugar do pódio. Rotineiramente Adão e Eva caminhavam com Deus e ouviam Seus mais sublimes conselhos. Que privilégio o que estes primeiros seres da Terra desfrutavam. A alegria, a satisfação, o amor e confiança faziam parte de toda e solene vida de Adão e Eva e seus louvores e devoção ao Criador eram sublimes, constantes e total. A designação de paraíso não era apenas pela beleza exuberante do local, mas, principalmente pela mais excelsa pureza de amor, devoção e felicidade que Adão e Eva, naquele contexto, podiam devotar a Deus em seus relacionamentos e vivência com o Senhor. Tudo era majestoso e belo, mas nada podia ser mais majestoso do que a nítida e palpável presença dAquele que era responsável por todos os cuidados, bênçãos, amor, simpatia e existência. Os anjos constantemente visitavam aquele ambiente sem nenhum tipo de restrição. Eles também caminhavam com Adão e Eva pelo Éden e juntamente com eles, com grande alegria ofereciam louvores de adoração e amor para com o Seu Criador (História da Redenção, p. 31).  É muito difícil descrever as cenas da adoração no Éden, pois ela era tão perfeita que nossa mente é incapaz de vislumbrar o que foi esta sublime realidade. Apenas sabemos que o egoísmo de Caim, a soberba dos filhos de Eli, as imprudências de Davi e a insanidade das adorações pagãs não faziam parte deste ambiente puro e cheio de verdade. Como diz a letra de uma música muito conhecida: “Deus, somente Deus”. Somente Deus era o centro de todas as coisas e somente Ele era o alvo de todas as nossas devoções mais significativas. Inclusive o sábado bíblico desempenhava o seu nobre papel de ser um memorial da existência do mundo, mas especialmente da existência de todos os seres humanos.

Leitura Adicional

            “No Éden, o trabalho de cada dia trazia saúde e alegria a Adão e Eva, e os dois, felizes, saudavam com alegria a visita de seu Criador, quando na viração do dia Ele caminhava e conversava com eles. Diariamente, Deus lhes ensinava suas lições” (Manuscript Releases, v. 17, p. 351).

“Mostrou sê-me que a lei de Deus permaneceria firme para sempre, e existiria na nova Terra por toda a eternidade. Na criação, quando foram firmados os fundamentos da Terra, os filhos de Deus olhavam com admiração para a obra do Criador, e todo o exército celestial aclamava de alegria. Então foi que se lançara o fundamento do sábado. No fim dos seis, dias da criação, Deus repousou no sétimo dia de toda a obra que fizera; e abençoou o sétimo dia e o santificou, porque nele repousara de toda a Sua obra. O sábado foi instituído no Éden, antes da queda, e foi observado por Adão e Eva e todo o exército celestial. Deus repousou no sétimo dia, e o abençoou e santificou. Eu vi que o sábado nunca será anulado; antes, por toda a eternidade, os santos remidos e todo o exército celestial o observarão em honra ao grande Criador” (Primeiros Escritos, p. 217).

“No Éden, Deus estabeleceu o memorial de Sua obra da criação, depondo a Sua bênção sobre o sétimo dia. O sábado foi confiado a Adão, pai e representante de toda a família humana. Sua observância deveria ser um ato de grato reconhecimento, por parte de todos os que morassem sobre a Terra, de que Deus era seu Criador e legítimo Soberano; de que eles eram a obra de Suas mãos, e súditos de Sua autoridade. Assim, a instituição era inteiramente comemorativa, e foi dada a toda a humanidade. Nada havia nela prefigurativo, ou de aplicação restrita a qualquer povo.
Deus viu que um repouso era essencial para o homem, mesmo no Paraíso. Ele necessitava pôr de lado seus próprios interesses e ocupações durante um dia dos sete, para que pudesse de maneira mais ampla contemplar as obras de Deus, e meditar em Seu poder e bondade. Necessitava de um sábado para, de maneira mais vívida, o fazer lembrar de Deus, e para despertar-lhe gratidão, visto que tudo quanto desfrutava e possuía viera das benignas mãos do Criador” (Patriarcas e Profetas, p. 48).
           
SEGUNDA, 27 DE JUNHO
Adoração fora do Éden
 (Gn 4:1-7)
           
            A adoração no Éden deve ter sido extremamente significativa, pois nela não havia contaminação nenhuma com o pecado. Após a queda, quando se fala em adoração contaminada com o pecado, vemos nitidamente uma ação totalmente permeada de egoísmo e orgulho. Podemos melhor entender este dilema no exemplo de um presente egoísta. Este tipo de presente é aquele onde o namorado oferece um perfume à namorada de acordo com o seu próprio gosto e não de acordo com o gosto dela. Na adoração manchada com o pecado, é justamente o que acontece. Oferecemos nossa vida a Deus, nossos dons, nossos recursos e nosso tempo, porém, muitas das vezes, ou oferecemos a Ele somente o que sobrou de nós ou, ao contrário do que Deus deseja, oferecemos o que nós desejamos.
            A adoração no Éden também pode ser vista pela ótica de que, Deus era o único ser que recebia todo o afeto, louvor e honra de Adão e Eva. No entanto, o pecado desfigurou esta situação e destronou Deus de sua real e digna posição. Hoje, a afeição e louvor humanos têm sido desviados para coisas, objetos, pessoas e para nós mesmos.
            Entretanto, o mais importante princípio que permeia a adoração fora desfigurado e a mais sublime ação fora quebrada. O relacionamento com Deus, o caminhar com Ele no Éden e a entrega absoluta diária deixaram de existir. O amor, a confiança e a devoção ao Criador foram transformados em medo, desconfiança e insensibilidade à sua existência e propósitos. Enfim, a mais significativa adoração era aquela que oferecia-se a própria vida. Em um sentido mais exato, nosso convívio, louvor, pensamentos, comportamentos e nossas palavras refletidas nos princípios estabelecidos pelo Criador eram uma evidência fortíssima da única e verdadeira adoração. Esta é a adoração que Deus requer de nós hoje.

Leitura Adicional

            “Devido ao crescimento da iniquidade, o amor de muitos se desvanece. Muitos cresceram na fé do advento, mas, enquanto vivem para o mundo, expressam o desejo de seu coração: ‘Meu senhor tarda em vir’ e espancam seus conservos. Fazem isso pela mesma razão por que Caim matou Abel. Abel estava determinado a adorar a Deus de acordo com a orientação dada por Ele. Isso desagradava Caim. Ele achava que seus próprios planos eram os melhores, e que o Senhor chagaria a um acordo com ele. Em sua oferta, Caim não reconhecia sua dependência de Cristo. Achava que seu pai Adão tinha sido maltratado por ter sido expulso do Éden. A ideia de manter sempre o pecado em mente e oferecer o sangue de cordeiros imolados como confissão da dependência de um poder externo e superior era uma tortura para o orgulhoso coração de Caim. Sendo o mais velho, achava que Abel deveria seguir seu exemplo. Quando a oferta de Abel foi aceita por Deus, e o fogo consumiu o santo sacrifício, a ira de Caim foi muito grande. O Senhor Se dignou a lhe explicar as coisas, mas ele não quis se reconciliar com Deus, e odiou Abel por ter Deus lhe mostrado favor. Ficou tão irritado que assassinou seu irmão” (Manuscript Releases, v. 14, p. 115, 116).

            “No caso de Caim e Abel, temos o modelo de duas classes que haverá no mundo até o fim do tempo, e esse tipo é digno de estudo aprofundado. Havia uma diferença marcante no caráter desses dois irmãos, e essa mesma diferença é vista hoje na família humana. Caim representa os que vivem pelos princípios e pelas obras de Satanás, adorando Deus à sua própria maneira. A exemplo do líder que seguem, eles estão dispostos a prestar obediência parcial, mas sem submissão completa a Deus. O homem, no orgulho de seu coração, gostaria de acreditar que pode conceder algum favor a Deus, que nosso Pai celestial pode ser o receptor, e nem sempre o doador. Mas Deus não pode ser subornado. Ele diz: ‘São Meus todos os animais do bosque e as alimárias aos milhares sobre as montanhas’ (Sl 50:10). ‘Se Eu tivesse fome, não to diria, pois o mundo é Meu e quanto nele se contém’ (v. 12). O homem nada tem para dar que não  o haja recebido primeiramente de Deus. A classe de adoradores de Caim inclui, de longe, o maior número, pois toda religião falsa inventada está fundamentada no principio de Caim, de que o homem pode depender de seus próprios méritos e sua justiça para a salvação” (Signis of the Times, 23 de dezembro de 1886).

TERÇA, 28 DE JUNHO
Duas classes de adoradores
(Gn 6:1-8; 8:20)

            No princípio, após a morte de Abel, vemos nitidamente dois grupos de pessoas muito diferentes. Sete e seus descendentes, enquanto permaneciam separados da geração de Caim, viviam em plena conformidade com a soberana vontade de Deus. Eles guardavam os mandamentos de Deus, honravam e adoração ao Senhor da maneira como foram orientados por Adão e estavam conscientes de suas obrigações perante o Pai celestial quanto aos deveres de uma vida pura e correta. No entanto, não demorou muito até que, através do jugo desigual começaram a perder toda e qualquer virtude que mantinham até o momento. As filhas da geração de Caim pareciam-lhe mais bonitas e atraentes e este encanto proibido lhes foi fatal para suas quedas. É aquela velha ladainha de sempre – o pasto do vizinho é sempre mais verde.
            O pecado, misteriosamente, consegue tornar aos nossos olhos, tudo o que é proibido, mais saboroso e profundamente tentador. A atração pelo que é proibido parece torna-lo mais atraente, prazeroso e irresistível. Mas, tudo isto é apenas sedução, jogo de hipnótica e visão de ótica. Eva, no Éden, foi hipnotizada por Satanás e muitos, ou melhor, quase todos de nossa geração estão sendo também enfeitiçados e hipnotizados pelo poder de Satanás através da sedução pelo prazer do pecar.
            Depois que a geração de Sete se uniu a geração de Caim através da falsa ilusão de que o pasto do vizinho era mais verde, ou seja, as mulheres lhes eram mais atraentes e belas, Satanás conseguiu segurar parte desses descendentes em seus enganos. Foram envolvidos pela cultura estabelecida pela geração de Caim e não mais possuíam discernimento da verdade. Se juntaram a essa geração corrupta e mesclaram suas vidas religiosas com os desvalores da religiosidade pagã. Neste caso em específico, duas classes de adoradores são claramente observáveis. Nem todos os povos de Sete se enveredaram para este engano, pois, alguns poucos homens e mulheres ainda permaneceram firmes e fiéis ao Deus verdadeiro. Continuaram sua jornada de fidelidade ignorando e se virando contra o pecado. Entretanto, a geração perdida de Caim seguiu seu caminho ignorando a vontade e o amor de Deus, fazendo de suas vidas o que bem entendem e seguindo suas próprias falsas concepções religiosas. Isto perdurou até o dia da destruição, pois a conduta deste povo era terrivelmente má perante os fiéis e principalmente perante Deus. Em nossos dias estas duas classes existem fora e dentro da igreja. Infelizmente, mesmo que no circulo religioso esta tem sido uma realidade muito infeliz e triste. No entanto, dentre tantos perversos, Deus encontrou Noé e sua família como sendo-lhe fiel e oferecendo-lhe a verdadeira adoração. Este nobre homem prontamente montou um altar e ali fez o verdadeiro sacrifício ao Senhor. Assim como naquele tempo, hoje, Deus tem seus verdadeiros adoradores que, como Noé, em meio a uma multidão de falsos adoradores, estão dispostos a permanecerem fiéis até o fim a ponto de, se necessário, dar suas próprias vidas pelo evangelho puro e imaculado – Jesus Cristo.

Leitura Adicional

            “Os descendentes de Sete se separaram dos ímpios descendentes de Caim. Estimavam o conhecimento da vontade Deus, enquanto os descendentes de Caim não tinham respeito por Deus e nem por Seus Santos Mandamentos. Mas quando os homens se multiplicaram sobre a Terra, os filhos de Sete viram que as filhas dos descendentes de Caim eram muito belas, e se afastaram de Deus e O desagradaram tomando esposas da linhagem idólatra de Caim” (Signs of the Times, 20 de fevereiro de 1879).

            “Aqueles que honravam a Deus e temiam ofendê-Lo, num primeiro momento, sentiam a maldição, embora branda, enquanto os que se desviavam dEle e desprezavam Sua autoridade sentiam mais fortemente seus efeitos, especialmente em estatura e nobreza de forma. Os descendentes de Sete foram chamados filhos de Deus; os descendentes de Caim, filhos dos homens. E quando se misturaram os filhos de Deus com as filhas dos homens, eles se tornaram corruptos e, pelo casamento, perderam seu caráter peculiar e santo e se uniram à idolatria dos filhos de Caim. Muitos abandonaram o temor de Deus, ignorando Seus mandamentos. Mas houve uns poucos que continuaram na prática da justiça, temendo e honrando seu Criador. Noé e a família se achavam entre esses poucos justos.
            O pecado estava se espalhando pela Terra como lepra mortal. O mundo estava apenas na infância, mas, nos dias de Noé, a iniquidade se tornou tão profunda e generalizada que Deus Se arrependeu de haver criado o homem. A bondade e a pureza pareciam estar quase extintas, enquanto o ódio à lei de Deus, cobiça, inveja, contendas, sedições, opressão e violência mais cruéis corrompiam a Terra sob seus habitantes. ‘Toda a inclinação dos pensamentos do seu coração era sempre e somente para o mal’ (Gn 6:5; Signs of the Times, 27 de fevereiro de 1879).

            “Noé não esqueceu aquele que o havia preservado tão graciosamente. Logo ergueu um altar e tomou um exemplar de cada animal limpo e de cada ave limpa e ofereceu holocaustos sobre o altar. Mostrou, assim, sua fé e Cristo, o grande sacrifício e manifestou gratidão a Deus por tê-lo preservado maravilhosamente. A oferta de Noé subiu diante de Deus como um cheiro suave. Ele aceitou o sacrifício e abençoou o patriarca e sua família. Aqui é ensinada uma lição a todos os que vivem sobre a Terra: a cada manifestação da misericórdia de Deus e do Seu amor para conosco, nosso primeiro ato deve ser render-lhe humilde gratidão e adoração” (Signs of the Times, 6 de março de 1879).

QUARTA, 29 DE JUNHO
A fé demonstrada por Abraão
(Gn 12:1-8; 22:1-18)

            Abraão, talvez um dos nomes mais conhecidos em toda a Bíblia. Muito bem Conhecido por Judeus, Cristãos e Muçulmanos, ganha posição de destaque nas principais religiões do mundo. Este grande homem foi chamado por Deus devido sua sensibilidade em servi-lo e amá-lo. Em seu tempo, havia muitas crenças diversas e sacrifícios variados com objetivos de adorar algum deus daquela época. Abraão quando recebeu o chamado de Deus, prontamente atendeu e seguiu rumo a uma terra que ele não conhecia, mas se deslocou pela fé. Foi submetido a provas das mais duras que um homem poderia suportar. Com exceção a algumas situações específicas, seus erros apenas serviram para lhes trazer maior maturidade espiritual e maior resistência contra o pecado. Sua maior demonstração de fé, sem dúvida alguma, não foi no início de sua jornada com Deus, mas um pouco mais adiante, quando Deus lhe pediu que sacrificasse seu amado filho. Naquele tempo era comum entre as religiões pagãs o sacrifício de crianças aos deuses. E como ironia do destino, Deus pediu que Abraão fizesse o mesmo para Ele. Com extrema dor e intenso sofrimento levou o filho até o monte, e lá, além de aprender, ensinou a nós a maior lição de todas já vistas. Por esta experiência, ele aprendeu e ao mesmo tempo nos ensina uma lição muito valiosa, que, o único meio de seguirmos a Deus verdadeiramente é oferecer-Lhe somente aquilo que ele deseja, gosta e pede em Sua palavra. Além do mais, junto com esta verdade, o fato que somente por intermédio do sacrifício de Cristo é que podemos alcançar graça diante de Deus. O anjo do Senhor segurou a mão de Abraão impedindo-o de dar sequência ao sacrifício que não traria nenhum tipo de remissão, pois o verdadeiro sacrifício humano já fora feito antes mesmo da fundação do mundo (1 Pe 1:18-20).
            Esta narrativa é uma das mais intrigantes, pois, se Deus pedisse algo aparentemente escrupuloso para os cristãos de hoje, como pediu a Abraão, como seria suas reações? Em uma geração de cristãos que comumente oferecem a Deus seus gostos pessoais e aquilo que acham e pensam, não é difícil de entender qual seria a atitude ou resposta deles. Abraão deu o maior testemunho de fé que alguém poderia dar, por esta razão ele foi chamado de o pai da fé.

Leitura Adicional

            “Abraão obedeceu à voz de Deus. Assim que teve uma indicação da vontade de Deus, ele se mostrou pronto a obedecer. Não parou para analisar se teria alguma vantagem financeira. Pela fé, colocando a confiança na direção de Deus, ele deixou sua casa e sua parentela, e ‘partiu sem saber aonde ia’ (Hb 11:8).
            Naquela época, a idolatria estava se disseminando rapidamente e conflitando com a adoração ao verdadeiro Deus. Mas Abraão não se tornou idólatra. Apesar de seu próprio pai ter sido vacilante entre a verdadeira e a falsa adoração, e tendo seu conhecimento da verdade misturado com falsas teorias e práticas idólatras, Abraão se manteve livre dessa obsessão. Não se envergonhava de sua fé e não fazia esforço para esconder o fato de que punha em Deus sua confiança. Ele ‘edificou um altar ao Senhor e invocou o nome do Senhor’” (The Youth’s Instructor, 4 de março de 1897).

            “O julgamento humano pode considerar-se severa a ordem dada a Abraão, difícil demais para a força humana. A força de Abraão vinha de Deus. Ele não considerava as coisas como são vistas por olhos mortais, mas para as coisas que são eternas. Deus não exigiu de Abraão mais do que, em sua divina compaixão e amor infinito, Ele própria havia dado ao homem. Ele deu Seu filho unigênito para morrer, a fim de que o homem culpado tivesse vida. A oferta de Isaque, requerida a Abraão, foi concebida por Deus especialmente para prefigurar o sacrifício de Seu Filho” (Signs of the Times, 3 de abril de 1879).
           
QUINTA E SEXTA, 30 DE JUNHO A 01 DE JULHO
Betel, a casa de Deus
(Gn 28:10-22)

            Betel possui um significado mais do que especial. Na experiência de Jacó, em sua visão dos anjos subindo e descendo, ali, pode ele, impressionado pela visão, fazer um pacto de fidelidade com Deus. Sua experiência tornou este lugar em um ambiente marcante e decisivo. Para nós em pleno século XXI a experiência de Jacó, de desespero e solidão, pode ser a nossa própria experiência. Quantos hoje precisam passar por experiências como as de Jacó para receber uma visão clara da grandeza espiritual do reino celeste e de Deus, e assim, fazer desta experiência um símbolo de sua fidelidade definitiva para com Deus? Talvez não tenhamos a mesma experiência real de ter visto anjos descendo e subindo até o Céu, mas, infelizmente, tem sido os piores momentos de nossa vida que tem clareado nossos olhos para entender o quanto somos dependentes do Senhor.  Ellen White faz um lindo comentário a este respeito e, se possível, que lê-se muitas vezes: “Enquanto Jacó estava assim prostrado e atribulado, o Senhor teve compaixão dele e o orientou para que fosse a Betel. Com a menção desse nome, o patriarca foi lembrado não apenas de sua visão dos anjos, subindo e descendo, e de Deus sobre eles pronunciando palavras de conforto, mas também do voto que havia feito ali, de que, se Deus o guardasse e abençoasse, o Senhor seria o seu Deus. E ele refletiu assim: Tenho sido tão fiel a minha promessa como Deus foi fiel à Sua? Ele viu e sentiu a necessidade de ser mais íntegro e decidiu com sua família afastar tudo o que tivesse sabor de idolatria. Decidiu limpar o acampamento, a fim de que sua família chegasse ao lugar sagrado livre de corrupção. Então, ele se ergueu e se dirigiu a eles: ‘Livrem-se dos deuses estrangeiros que estão entre vocês, purifiquem-se e troquem de roupa. Venham! Vamos subir a Betel, onde farei um altar ao Deus que me ouviu no dia da minha angústia e que tem estado comigo por onde tenho andado’” (Gn 35:3; Signs of the Times, 4 de dezembro de 1879).

Leitura Adicional

            “Há uma ligação entre a Terra e o Céu por meio de Cristo, a escada mística que Jacó viu na sua visão em Betel. Quando estávamos separados de Deus, Cristo veio reconciliar-nos com o Pai. Com compassivo amor, pôs o Seu braço humano em volta da raça decaída, e com o braço divino apegou-Se ao trono do Infinito, ligando assim o homem finito com o Deus infinito; por meio do plano da salvação somos unidos com os agentes do Céu. Por meio dos méritos de um Redentor crucificado e ressurreto, podemos olhar para cima e ver a glória de Deus brilhando do Céu para a Terra. Devemos ser gratos a Deus pelo plano da salvação. Temos sido agraciados com muitas bênçãos, e, em troca, devemos dar a Deus um coração não dividido.
Como é lamentável que, devido a nossa indiferença para com os nossos interesses eternos, estejamos longe de Cristo!... Não vemos a glória de Deus incidindo sobre cada degrau da escada; não subimos por Cristo, fazendo progresso na vida espiritual. Se fizéssemos isso, haveríamos de refletir a imagem de Cristo, ter pureza de caráter e tornar-nos como luzeiros no mundo. Deveríamos contemplá-Lo constantemente, até ficar encantados com as virtudes do Seu caráter; então não deixaríamos de falar sobre Ele e Seu amor. Possuiríamos então ricas bênçãos que o mundo não pode dar ou tirar, e perderíamos nossa atração pelo pecado” (Signs of the Times, 15 de dezembro de 1890).

“Tendo Jacó cumprido o dever de purificar sua casa da idolatria, partiu com os seus em sua jornada para Betel. Por amor a Seu servo Jacó, que não havia participado da crueldade praticada contra os siquemitas, o Senhor fez cair medo sobre os habitantes da terra, que não se ergueram para vingar o feito em Siquém. Os viajantes seguiram seu caminho sem se molestados e foram a Betel. Em obediência ao mandamento divino, Ali Jacó ergueu imediatamente um altar, sobre o qual cumpriu o voto feito por ocasião de sua jornada de Canaã à Mesopotâmia. DE todos os bens que lhe haviam sido confiados, apresentou uma oferta a Deus, embora isso representasse boa parte de seus bens. A abnegação e beneficência ali manifestadas repreende a indulgência de muitos cristãos professos e as magras ofertas que levam a Deus. ... O Senhor aceitou a oferta de Jacó, revelou-Se a ele e o abençoou, renovando a aliança com ele. Como memorial comemorativo desse penhor adicional do favor divino, Jacó novamente ergueu uma coluna de pedra, que consagrou ao Senhor do modo costumeiro” (Signs of the Times, 4 de dezembro de 1879).
                                   
Gilberto G. Theiss, nascido no estado do Paraná, é membro da Igreja adventista do Sétimo dia desde 1996. Crê integralmente nas 28 doutrinas Adventista como consta no livro “Nisto Cremos” lançado pela “Casa Publicadora Brasileira”. Foi ancião por 3 anos na Igreja Adventista do Sétimo dia da cidade Nova Rezende/MG e por 6 anos na Igreja Central de Guaxupé/MG. Foi Obreiro bíblico na mesma cidade e hoje, além de ser coordenador do curso básico de reforço teológico para líderes de igreja pelo site www.altoclamor.com, está Bacharelando no Seminário Adventista Latino-Americano de Teologia. Gilberto G. Theiss é autor de alguns livros e é inteiramente submisso e fiel tanto a mensagem bíblico-adventista quanto a seus superiores no movimento Adventista como pede hebreus 13:17. Toda a mensagem falada ou escrita por este autor é filtrada plenamente pelo que rege a doutrina bíblica-adventista do sétimo dia. Contato: gilbertotheiss@yahoo.com.br

19 Junho 2011

Comentário da Lição da Escola Sabatina – Lição 13 – 1º Trimestre 2011 (18 a 25 de junho)

Comentário da Lição da Escola Sabatina – Lição 13 – 1º Trimestre 2011 (18 a 25 de junho)

Observação: Este comentário é provido de Leitura Adicional no fim de cada dia estudado. A leitura adicional é composta de citações do Espírito de Profecia. Caso considere-a muito grande, poderá optar em estudar apenas o comentário ou vice versa.

Comentário: Gilberto G. Theiss

SÁBADO, 18 DE JUNHO
Revestidos de Cristo
(Rm 13:14)

            “Pelo contrário, revistam-se do Senhor Jesus Cristo, e não fiquem premeditando como satisfazer os desejos da carne” (Rm 13:14).

            Certo dia uma jovem me perguntou a razão de pregarmos que Jesus salva. Salvar do que, foi a pergunta dessa mente inquieta. A resposta que lhe dei foi: “Olhe ao seu redor, o que você vê? Eu vejo a natureza morrendo, as folhas caindo e morrendo, os pássaros envelhecendo e morrendo, os animais envelhecendo e morrendo, vejo também os seres humanos, envelhecendo e morrendo; Agora eu é que te pergunto: salvar do que?
            A única certeza palpável que todos os cientistas têm é que todos um dia morrem. A tentativa científica em descobrir os segredos para viver para sempre tem sido, a cada ano, frustrados. Ninguém conseguiu até o momento criar vida a partir do nada e muito menos prolongar consideravelmente a vida. Este grande mistério tem assombrado mesmo as mentes céticas mais brilhantes que existem.
            A palavra de Deus quebra o silêncio deste mistério ensinando que a origem da vida e o retorno a ela vêm unicamente através de Jesus. Embora seja de certa forma pela fé, é inegável que um ser majestoso, poderoso e inteligente existe. Bom, se Ele existe, porque não poderia ser o Deus da Bíblia? Ele não teria poder suficiente para destruir este livro caso ele fosse mentiroso? Ou, Ele não teria poder suficiente para também mantê-lo caso seja verdadeiro? Descrer em Deus é colocar o pescoço na guilhotina e perpetrar um risco enormíssimo que eu prefiro não correr. Deus existe e a vida eterna consequentemente também existe e em breve a herdaremos, nos méritos de Jesus,  para sempre a eternidade.

Leitura Adicional

            “Que a mente seja purificada de tudo o que é terreno, todos os pensamentos ímpios ou não generosos. Que as palavras sejam puras, santificadas, vivificantes e refrescantes para todos. Não nos permitamos ser facilmente irritados. Que o louvor de Deus esteja em nosso coração e nosso lábios, e que nenhum mal seja dito com razão a nosso respeito. Deus diz que podemos governar a nós mesmos. Ele providenciou o auxílio do Espírito Santo, a fim de que nos revistamos de Cristo e edifiquemos uma estrutura pura e bela, na qual Deus seja honrado. Sejamos sérios e honestos em julgar nossos defeitos. Olhemos a Jesus. Ele deu a vida em sacrifício pelos nossos pecados, para poder nos apresentar puros e sem mácula diante do Universo celestial. ‘Mas, a todos quantos O receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, a saber, aos que creem no Seu nome; os quais nãos nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do homem, mas de Deus. E o verbo Se fez carne e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade... Porque todos nós temos recebido da Sua plenitude a graça sobre graça’ (Jo 1:12-16; Signs of the Times, 25 de abril de 1900).
                       
DOMINGO, 19 DE JUNHO
Herdeiros conforme a promessa
(Gl 3:26-29; Rm 6:1-6)

            É bem verdade que todos os que professam ser seguidores de Cristo precisam testemunhar do poder do evangelho em suas vidas. Caráter transformado, vida santa e integra são deveres cristãos exigidos pela palavra de Deus. No entanto, outra verdade mais absoluta ainda é que, embora devamos possuir o caráter de Jesus, não será esse caráter que nos concederá direitos à promessa. A promessa fora feita nos méritos de Cristo apenas e quando estamos revestidos Dele, todas as suas virtudes que cumprem as exigências da lei são satisfeitas em nosso lugar. No dia em que estivermos no Céu desfrutando das benditas glórias eternas prometidas há tanto tempo, podemos ter absoluta certeza que, não foi por nenhum ato bondoso de nossa parte que acarretaram estas preciosas bênçãos. Somos herdeiros conforme a promessa nos méritos de Jesus apenas e mais nada. Salvação é dom que não merecemos e jamais mereceremos. Deus nos salva unicamente mediante o sangue que fora derramado na cruz em nosso favor.
            Isto deve encerrar qualquer assunto que esteja associado à justificação pela fé, pois se não fosse o bendito sacrifício de Jesus, jamais teríamos alguma esperança de vida eterna. As obras são apenas frutos de nosso amor despertado por Deus. Quando alguém ama, suas obras são mais poderosas do que as obras de alguém que faz apenas para alcançar algum favor. Por isto que, os que buscarem salvação pelas obras, jamais a encontrarão, pois as obras por si não podem fazer nada por ninguém.

Leitura Adicional

            “Nessas palavras Cristo declara o trabalho de coroação do Espírito Santo. O Espírito glorifica a Cristo, tornando-O o objeto de consideração suprema, e o Salvador Se torna o deleite e júbilo do agente humano em cujo coração se realiza essa transformação. ...
O arrependimento para com Deus e a fé em Jesus Cristo são os frutos do poder renovador da graça do Espírito. O arrependimento representa o processo com que a pessoa busca refletir para o mundo a imagem de Cristo” (Carta 155, 1902).

“Cristo lhes dá o alento de Seu espírito, a vida de Sua própria vida. O Espírito Santo desenvolve Suas mais elevadas energias para operarem no coração e na mente. A graça divina amplia-lhes e multiplica-lhes as faculdades, e toda perfeição da divina natureza lhes acode em auxílio na obra de salvar almas. Mediante a cooperação com Cristo, são completos nEle e, em sua fraqueza humana, habilitados a realizar os feitos da Onipotência” (O Desejado de Todas as Nações, pág. 827).

“Deve ser obra da vida cristã, revestir-se de Cristo, e levar a si mesmo para a mais perfeita semelhança com Cristo. Os filhos e filhas de Deus devem avançar na semelhança com Cristo, nosso modelo. Diariamente devem contemplar Sua glória e admirar a Sua incomparável excelência” (Testemunhos Para Ministros, pág. 122).

“Oh! se pudesse vir sobre vós o batismo do Espírito Santo, para que fôsseis imbuídos do Espírito de Deus! Então, dia a dia vos tornaríeis mais e mais semelhantes à imagem de Cristo, e em cada ato de vossa vida, a pergunta seria: "Glorificará isto ao meu Mestre?" Por meio da paciente continuidade em fazer bem, buscareis glória e honra, e recebereis o dom da imortalidade” (E Recebereis Poder (Meditações Matinais, 1999), pág. 78).

           
SEGUNDA, 20 DE JUNHO
Nenhuma provisão para a carne
 (Rm 13)
           
            É muito comum, devido a influência de uma pseudo-teologia, que visa tratar a conduta cristã de forma libertina, confundir obediência cristã com perfeccionismo. O verdadeiro cristão, consagrado e amante de Cristo manifestará o profundo desejo de ser igual a Deus em Seu caráter. O Espírito Santo trabalha persistentemente em nossas vidas procurando desenvolver em nós os atributos do caráter de Jesus em nós. White mesma, tratando do assunto da santificação, deixa claro que a mesma graça que salva é a mesma que nos conduz aos deveres da vida cristã (Santificação, p. 81 e 87). Não tem sentido nenhum dizer que estamos em Cristo ou estamos revestidos de Cristo e continuar enganando as pessoas. Não há casamento entre servir a Deus e continuar sendo desonesto e mentiroso. É impossível ser genuinamente cristão e continuar sendo rude com os filhos e com a esposa. Não dá para conciliar uma vida de devoção a Deus e continuar cometendo injustiças sociais ou continuar pagando muito mal o próprio funcionário. Sinceramente, não posso dizer o que será de um sujeito assim, mas posso dizer que, agindo desta maneira professando ser cristão, pode ser tão perigoso quanto se não fosse.
            O ensinamento de uma graça  que é capaz de conceder licença para pecar não é, em absolutamente nada, coerente com a mensagem bíblica. Jesus não morreu na cruz para oferecer a nós uma vida de pecado pra no final das contas passar a régua e dizer que está tudo bem. A salvação exige de nós o desejo de sermos salvos. No entanto, o verdadeiro desejo é aquele que, além de desejar ir para o Céu, mesmo com fraquezas e dificuldades, também deseja ficar longe do pecado. Só querer ir para o Céu não é suficiente, é necessário aborrecer o pecado, sentir nojo por ele mesmo sendo atraente. Quando nascer no coração o desejo de, nos méritos de Cristo, vencer o pecado, isto significará que a graça super abundou nessa vida.

Leitura Adicional

            “A piedade dos cristãos sinceros não é hesitante. Eles se revestiram do Senhor Jesus Cristo e não ficam premeditando satisfazer os desejos da carne (Rm 13:14). Estão constantemente no aguardo das ordens de Jesus, como o servo olha para seu Senhor, ou como a empregada olha para a patroa. Aonde quer que a providência de Deus os conduza, eles estão prontos a ir. Não tomam nenhuma glória para si. Não consideram seu nada do que têm – conhecimento, talentos, prosperidade – mas se consideram apenas mordemos da multiforme graça de Cristo e servos da igreja por amor a Cristo. São mensageiros do Senhor, uma luz no meio da escuridão. Seu coração pulsa em uníssono com o grande coração de Cristo” (SDA Bible Commentary, v.6, p. 1081).

            “Que cada um de nós procure ser semelhante a Cristo. O mundo precisa muito dos representantes de Jesus. Precisa contemplar vidas semelhantes à divina a fim de ter alguma prova tangível do poder do cristianismo para elevar a humanidade neste mundo de pecado e corrupção” (Review and Herald, 4 julho de 1895).

            “Embora o tempo de graça nos seja concedido graciosamente, saiamos do mundo, apartemo-nos de seus costumes, suas máximas e suas influências, e revistamos do Senhor Jesus Cristo, e nada vamos dispor para a carne para atender às suas cobiças. Se desejamos herdar a vida eterna, devemos fazer isso a qualquer custo ou humilhação...” (Panfleto: Testimonies to the Managers and workers in Our institution, p. 54).

TERÇA, 21 DE JUNHO
Despir e vestir
(Cl 3:1-10; Ef 4:22-24)

            Em nossos dias, a mensagem da salvação pela graça tem sido mal compreendida até mesmo por alguns adventistas do sétimo dia. Alguns acreditam que as obras são fundamentais para a salvação humana enquanto que outros creem que viver uma vida santa e irrepreensível significa aderir ao perfeccionismo. Todas as duas ideias estão plenamente erradas e fora do real significado da salvação e da vida cristã.
Um dia uma pessoa me perguntou se era pecado não tomar coca-cola. A pergunta me pareceu um tanto ridícula, porém, depois entendi qual era a ironia da pergunta. Esta irmã perguntou se era pecado deixar de tomar coca-cola pelo fato de algumas pessoas da igreja a chamarem de fanática e perfeccionista por ter abandonado esta bebida. Infelizmente, muitas pessoas, mesmo dentre os adventista, estão tendo uma compreensão dos valores bíblicos de maneira completamente fantasiosa. No entanto, quero deixar bem claro que a igreja adventista não ensina essa falsa santificação, pois, na verdade, quem tem distorcido essas mensagens são as pessoas mal informadas e que não estudam a Bíblia e o espirito de profecia como deveriam.
A igreja adventista não ensina nenhum tipo de apologia a favor do erro e do pecado. São as pessoas que não desejam viver corretamente que criam uma teologia própria para defender seus próprios erros. A igreja adventista ensina claramente em sua teologia que embora a salvação seja exclusivamente pela graça, a santificação deve ser uma realidade clara na vida dos que professam terem sido salvos nos méritos de Cristo. O que Paulo ensina nos versos que lemos de hoje são verdade que devem abranger a vida, atos, palavras, comportamentos e pensamentos de todos nós. A graça de Jesus além de salvar, ela também deve realizar em nós mediante a ação do Espírito Santo a transformação de nosso caráter à semelhança do caráter de Deus. Nossas obras podem não ter nenhum valor para a salvação, mas deve ter muito valor para evidenciar aos que nos cercam se nossa fé é verdadeira ou se ela falsa/hipócrita. Lembremo-nos que, embora a salvação seja pela graça, nossa perdição será por falta dela, e nossas obras devem ser uma evidência de que a graça tem sido uma realidade em nossas vidas. Lembremo-nos que, não foi a obediência de Lucifer que o inseriu no Céu, mas foi sua desobediência que o retirou de lá. Não foi a obediência de Adão que o inseriu no Éden, mas foi sua desobediência que o retirou de lá. Pense nisso.

Leitura Adicional

            “A conversão é uma obra que a maioria das pessoas não aprecia. Não é coisa pequena transformar um espírito terreno, amante do pecado, e levá-lo a compreender o inexprimível amor de Cristo, os encantos de Sua graça, e a excelência de Deus, de maneira que a alma seja possuída de amor divino, e fique cativa dos mistérios celestes. Quando a pessoa compreende estas coisas, sua vida anterior parece desagradável e odiosa. Aborrece o pecado; e, quebrantando o coração diante de Deus, abraça a Cristo como a vida e alegria da alma. Renuncia a seus antigos prazeres. Tem mente nova, novas afeições, interesses novos e nova vontade; suas dores e desejos e amor, são todos novos. ... O Céu, que antes não possuía nenhum atrativo, é agora considerado em sua riqueza e glória; e ele o contempla como sua futura pátria, onde ele verá, amará e louvará Aquele que o redimiu por Seu precioso sangue.
As obras da santidade, que se lhe afiguravam enfadonhas, são agora seu deleite. A Palavra de Deus, anteriormente pesada e desinteressante, é agora escolhida como estudo, como o homem do seu conselho. É como uma carta a ele escrita por Deus, trazendo a assinatura do Eterno. Seus pensamentos, palavras e atos, são comparados com esta regra e provados. Treme aos mandamentos e ameaças que ela contém, ao passo que se apega firmemente às suas promessas, e fortalece a alma aplicando-as a si mesmo” (Testemunhos Seletos, vol. 1, pág. 253).

“Quando a transformadora graça de Cristo se acha no coração, apodera-se da alma uma santa indignação por haver o pecador negligenciado tanto tempo a grande salvação para ele provida por Deus. Há de então entregar-se, corpo, espírito e alma ao Senhor, retirando-se da companhia de Satanás mediante a graça que lhe é dada por Deus” (Mensagens aos Jovens, pág. 278).

“Todos precisam compreender o processo da conversão. Os frutos são vistos na vida transformada” (Manuscrito 56, 1900).

QUARTA, 22DE JUNHO
Num piscar de olhos
(I Co 15:49-55)

            Que promessa maravilhosa é registrada por Paulo. Um dia, não viveremos mais sobre o fardo das duras provas que hoje nos cercam. Um dia não sentiremos mais depressão, crises existenciais, solidão, dor, ciúmes, ou qualquer outra doença psicológica. Também não ficaremos mais gripados, resfriados, e muitos menos morreremos de câncer. Aliás, nem sequer morreremos, pois viveremos nos tempos infindáveis da eternidade. Não precisaremos contar os anos ou fazer festas de aniversário, pois nossa vida não será mais pautada pelo tempo. Para sempre viveremos com nossos amigos para nunca mais sermos separados. Num piscar de olhos, todos nós seremos totalmente transformados e viveremos em plena juventude eterna.
            Embora na glorificação tenhamos perdido para sempre a natureza propensa para o mal, devemos ter em mente que, nosso caráter não sofrerá nenhum tipo de transformação. O que somos no caráter hoje seremos após a glorificação. A ressurreição ou a glorificação não mudará o caráter, pois ele continuará sendo, no Céu, transformado à imagem de Jesus. Por esta razão é que temos passar pela genuína conversão aqui na terra. Permitir que o Espírito Santo faça-nos semelhantes a Deus no caráter. Devemos não apenas permitir, mas, nos abster de tudo que impede que sejamos transformados por Ele. Temos que nos afastar das coisas mundanas e de tudo mais que estabelece obstáculos ao desenvolvimento do nosso caráter. Filtrar tudo que entra pelas avenidas da alma é um dever e ao mesmo tempo uma responsabilidade séria que deve preocupar-nos.

Leitura Adicional

            “Quão preciosas, para os que estão perdendo seu amor ao mundo, são a fé e esperança nas promessas de Deus, as quais abrem perante eles a vida futura, imortal! Suas esperanças baseiam-se em invisíveis realidades do mundo futuro. Cristo ressurgiu dos mortos, como primícias. A esperança e a fé fortalecem o coração, para que possa atravessar as escuras sombras da tumba, com plena fé de ressurgir para a vida imortal, na manhã da ressurreição. O paraíso de Deus, o lar dos benditos! Ali todas as lágrimas serão enxugadas de todas as faces! Quando Cristo vier pela segunda vez, "para Se fazer admirável... em todos os que crêem" (II Tess. 1:10), a morte será tragada pela vitória, e não haverá mais doença, nem tristeza, nem morte! É-nos dada uma rica promessa: "Bem-aventurados aqueles que guardam os Seus mandamentos, para que tenham poder na árvore da vida, e possam entrar na cidade pelas portas." Apoc. 22:14. Não é mesmo rica e confortadora esta promessa, aos que amam a Deus?” (Review and Herald, 11 de outubro 1887).
           
QUINTA E SEXTA, 23 e 24 DE JUNHO
Nossa habitação celestial
(2 Co 5:1-4)

            Uma das frases mais lindas que me faz ficar muito pensativo é: “Nosso mundo não é aqui”. Na Terra estamos apenas de passagem, pois nossa verdadeira pátria é a celestial. Um dia, possivelmente retornaremos para este planeta, mas, ele estará completamente renovado e transformado. Neste tempo o ar não estará mais contaminado, não existirá poluição e muito menos calor e frio. O ar será totalmente refrigerado e até a noite será permeada de beleza. As aguas serão cristalinas, a vegetação, as árvores e as plantas serão de uma beleza indescritível muito maior do que as de hoje. Os jardins e os bosques serão tão lindos e majestosos que encantarão nossos olhos. As ruas serão de ouro transparente e as cidades de uma magnifica excelência jamais vistas por olhos mortais. Ali, todos  nós viveremos para sempre sob a manto da felicidade. Ali estudaremos em escolas de verdade e o conhecimento jamais esgotará. Não haverá preguiça e desânimo para estudar e aprender mais e mais. Faremos muitas excursões pelo universo e conheceremos as maravilhas das obras de Deus. Na presença de nossos amigos agora inseparáveis, viveremos todos os anos infindáveis crescendo no conhecimento e alcançando os grandes sonhos que não alcançamos nesta vida. Que lugar maravilhoso! Como desejo estar ali! Diante de tudo isto só tenho uma coisa a dizer: “Eu não perco o Céu por nada desta vida”.... Em breve nos encontraremos lá...

Leitura Adicional

“Ali, "o deserto e os lugares secos se alegrarão disto; e o ermo exultará e florescerá como a rosa". Isa. 35:1. "Em lugar do espinheiro crescerá a faia, e em lugar da sarça crescerá a murta." Isa. 55:13. "E morará o lobo com o cordeiro, e o leopardo com o cabrito se deitará, ... e um menino pequeno os guiará." Isa. 11:6. "Não se fará mal nem dano algum em todo o monte da Minha santidade", diz o Senhor. Isa. 11:9.
A dor não pode existir na atmosfera do Céu. Ali não mais haverá lágrimas, cortejos fúnebres, manifestações de pesar. "Não haverá mais morte, nem pranto, nem clamor, ... porque já as primeiras coisas são passadas." Apoc. 21:4. "E morador nenhum dirá: Enfermo estou; porque o povo que habitar nela será absolvido da sua iniqüidade." Isa. 33:24.
Ali está a Nova Jerusalém, a metrópole da nova Terra glorificada, como "uma coroa de glória na mão do Senhor e um diadema real na mão de teu Deus". Isa. 62:3. "Sua luz era semelhante a uma pedra preciosíssima, como a pedra de jaspe, como cristal resplandecente." "As nações andarão à sua luz; e os reis da Terra trarão para ela a sua glória e honra." Apoc. 21:11 e 24. Diz o Senhor: "Folgarei em Jerusalém, e exultarei no Meu povo." Isa. 65:19. "Eis aqui o tabernáculo de Deus com os homens, pois com eles habitará, e eles serão o Seu povo, e o mesmo Deus estará com eles e será o seu Deus." Apoc. 21:3.
Na cidade de Deus "não haverá noite". Ninguém necessitará ou desejará repouso. Não haverá cansaço em fazer a vontade de Deus e oferecer louvor a Seu nome. Sempre sentiremos a frescura da manhã, e sempre estaremos longe de seu termo. "Não necessitarão de lâmpada nem de luz do Sol, porque o Senhor Deus os alumia." Apoc. 22:5. A luz do Sol será sobrepujada por um brilho que não é ofuscante e, contudo, suplanta incomensuravelmente o fulgor de nosso Sol ao meio-dia. A glória de Deus e do Cordeiro inunda a santa cidade, com luz imperecível. Os remidos andam na glória de um dia perpétuo, independentemente do Sol.
"Nela não vi templo, porque o seu templo é o Senhor Deus todo-poderoso, e o Cordeiro." Apoc. 21:22. O povo de Deus tem o privilégio de entreter franca comunhão com o Pai e o Filho. "Agora vemos por espelho em enigma." I Cor. 13:12. Contemplamos a imagem de Deus refletida como que em espelho, nas obras da natureza e em Seu trato com os homens; mas então O conheceremos face a face, sem um véu obscurecedor de separação. Estaremos em Sua presença, e contemplaremos a glória de Seu rosto.
Ali os remidos conhecerão como são conhecidos. O amor e simpatias que o próprio Deus plantou na alma, encontrarão ali o mais verdadeiro e suave exercício. A comunhão pura com os seres santos, a vida social harmoniosa com os bem-aventurados anjos e com os fiéis de todos os tempos, que lavaram suas vestes e as branquearam no sangue do Cordeiro, os sagrados laços que reúnem "toda a família nos Céus e na Terra" (Efés. 3:15) - tudo isto concorre para constituir a felicidade dos remidos.
Ali, mentes imortais contemplarão, com deleite que jamais se fatigará, as maravilhas do poder criador, os mistérios do amor que redime. Ali não haverá nenhum adversário cruel, enganador, para nos tentar ao esquecimento de Deus. Todas as faculdades se desenvolverão, ampliar-se-ão todas as capacidades. A aquisição de conhecimentos não cansará o espírito nem esgotará as energias. Ali os mais grandiosos empreendimentos poderão ser levados avante, alcançadas as mais elevadas aspirações, as mais altas ambições realizadas; e surgirão ainda novas alturas a atingir, novas maravilhas a admirar, novas verdades a compreender, novos objetivos a aguçar as faculdades do espírito, da alma e do corpo.
Todos os tesouros do Universo estarão abertos ao estudo dos remidos de Deus. Livres da mortalidade, alçarão vôo incansável para os mundos distantes - mundos que fremiram de tristeza ante o espetáculo da desgraça humana, e ressoaram com cânticos de alegria ao ouvir as novas de uma alma resgatada. Com indizível deleite os filhos da Terra entram de posse da alegria e sabedoria dos seres não caídos. Participam dos tesouros do saber e entendimento adquiridos durante séculos e séculos, na contemplação da obra de Deus. Com visão desanuviada olham para a glória da criação, achando-se sóis, estrelas e sistemas planetários, todos na sua indicada ordem, a circular em redor do trono da Divindade. Em todas as coisas, desde a mínima até à maior, está escrito o nome do Criador, e em todas se manifestam as riquezas de Seu poder.
E ao transcorrerem os anos da eternidade, trarão mais e mais abundantes e gloriosas revelações de Deus e de Cristo. Assim como o conhecimento é progressivo, também o amor, a reverência e a felicidade aumentarão. Quanto mais aprendem os homens acerca de Deus, mais Lhe admiram o caráter. Ao revelar-lhes Jesus as riquezas da redenção e os estupendos feitos do grande conflito com Satanás, a alma dos resgatados fremirá com mais fervorosa devoção, e com mais arrebatadora alegria dedilharão as harpas de ouro; e milhares de milhares, e milhões de milhões de vozes se unem para avolumar o potente coro de louvor.
"E ouvi a toda a criatura que está no Céu, e na Terra, e debaixo da terra, e que está no mar, e a todas as coisas que neles há, dizer: Ao que está assentado sobre o trono, e ao Cordeiro, sejam dadas ações de graças, e honra, e glória, e poder para todo o sempre." Apoc. 5:13” (O Grande Conflito, p. 676-678).
                                   
Gilberto G. Theiss, nascido no estado do Paraná, é membro da Igreja adventista do Sétimo dia desde 1996. Crê integralmente nas 28 doutrinas Adventista como consta no livro “Nisto Cremos” lançado pela “Casa Publicadora Brasileira”. Foi ancião por 3 anos na Igreja Adventista do Sétimo dia da cidade Nova Rezende/MG e por 6 anos na Igreja Central de Guaxupé/MG. Foi Obreiro bíblico na mesma cidade e hoje, além de ser coordenador do curso básico de reforço teológico para líderes de igreja pelo site www.altoclamor.com, está Bacharelando no Seminário Adventista Latino-Americano de Teologia. Gilberto G. Theiss é autor de alguns livros e é inteiramente submisso e fiel tanto a mensagem bíblico-adventista quanto a seus superiores no movimento Adventista como pede hebreus 13:17. Toda a mensagem falada ou escrita por este autor é filtrada plenamente pelo que rege a doutrina bíblica-adventista do sétimo dia. Contato: gilbertotheiss@yahoo.com.br

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