28 Abril 2011

Comentário da Lição da Escola Sabatina – Lição 06 – 1º Trimestre 2011 (30 de abril a 7 de maio)


Comentário da Lição da Escola Sabatina – Lição 06 – 1º Trimestre 2011 (30 de abril a 7 de maio)

Observação: Este comentário é provido de Leitura Adicional no fim de cada dia estudado. A leitura adicional é composta de citações do Espírito de Profecia. Caso considere-a muito grande, poderá optar em estudar apenas o comentário ou vice versa.

Comentário: Gilberto G. Theiss

SÁBADO, 30 DE ABRIL
O manto de Elias e Eliseu
(2Co 7:10)

            Porque a tristeza segundo Deus, produz arrependimento para a salvação, que a ninguém traz pesar; mas a tristeza do mundo produz morte” (2Co 7:10)

Elias, o grande profeta de Deus que enfrentou momentos decisivos como profeta e para o povo que recebera suas orientações e advertências.
Ele viveu em um tempo difícil como o nosso. A idolatria era um dos pecados mais agravantes em seu tempo e sua voz fora ouvida por muitos em seus dias. Ele enfrentou momentos dificílimos por ser profeta de Deus. Satanás o perseguiu ferozmente a ponto de leva-lo ao desespero e pedir pela morte.
Todos que, em nossos dias, pretenderem viver como mensageiros do Senhor enfrentarão momentos difíceis como Elias enfrentou. Seguir os passos da verdade e apresentá-las a uma geração descomprometida com o que é reto e integro, é pedir para que as fúrias dos homens e dos anjos caídos recaiam sobre nós. A verdade desperta fúria, ódio e ira. Por este motivo é que, ao nosso lado, os anjos caminham para nos auxiliar, pois a batalha está acima da esfera humana atingindo toda a esfera espiritual. Lembre-se que, houve uma circunstância em que o anjo do Senhor apareceu para Elias com o objetivo de animá-lo. Sua história assim com a de Eliseu, mostra como o poder de Deus pode ser presente na vida dos que se entregam sem reservas ao ministério sagrado.

Leitura Adicional

“Quando Eliseu seguiu a Elias e com ele viajou, foi-lhe primeiro dada a posição de servo; teve de realizar a humilde tarefa de derramar água sobre as mãos de Elias. Mas conservou-se no humilde trabalho até à última jornada. Ser-lhe-ia revelado então que Elias seria trasladado. Chamado, como tinha sido, de trás das doze juntas de bois e do arado, Eliseu seguiu a Elias sem reclamar, deixando um rico lar onde era amado, para assistir o profeta em sua vida incerta. Com disposição, cumpriu os mais humildes deveres. Sua ligação com Elias revelou possuir ele traços de caráter que suportariam testes e provas; que ele era um valoroso jovem com preciosos traços de caráter. Provas e tentações teve ele em abundância, mas confiava em Deus em cada circunstância probante. Seu ambiente de riqueza e conforto lhe era uma tentação. Em seu lar, fora plenamente capaz de dirigir, mas a serviço de Elias devia obter experiência, devia aprender como servir sob um dirigente, a fim de que pudesse aprender a servir a Deus” (Cristo Triunfante [MM 2002], p. 168).

“Elias havia andado com Deus. Sua obra tinha sido penosa e difícil, pois o Senhor, por seu intermédio, havia reprovado os pecados de Israel. Elias fora um profeta de Deus, todavia fora compelido a fugir de um lugar para outro a fim de salvar a vida. Sua própria nação caçara-o como a um animal feroz a fim de destruí-lo. Mas Deus trasladara Elias. Anjos levaram-no para o Céu em glória e triunfo” (História da Redenção, p. 206).

            DOMINGO, 1 DE MAIO
“Uma voz tranquila e suave”
(1Rs 19:1-19)

            Quem nunca demonstrou heroísmo em um dia e no outro extrema covardia? É muito fácil criticar Elias pela covardia demonstrada ao correr de Jezabel. Entretanto, como nós agiríamos sabendo que uma mulher furiosa, decidida e motivada em ceifar nossa vida esteja bem ao nosso calcanhar? É interessante notar como nossas emoções andam tão desestabilizadas e são determinantes para o bem ou para o mal quando algo nos aflige. Elias é um exemplo do que pode acontecer com qualquer um de nós. Seria bom se existisse um estabilizador espiritual para manter nossa fé e ânimo sempre lá encima.
            Não poderíamos deixar de comentar também, a bela experiência de Elias diante do vento, terremoto e fogo. Como bem ilustrou o autor, “nenhuma dessas coisas fez com que ele envolvesse o rosto no manto”. A resposta de Deus veio, através de uma voz “tranquila e suave”. Como seria interessante se todos nós tivéssemos uma experiência assim, de ouvir a voz de Deus de forma real e viva. Mas, observe que, por mais significante que ouçamos a voz de Deus imaginariamente através das Escrituras, jamais será como a experiência de Elias.    
Talvez se fôssemos mais consagrados e bem mais afastados das coisas deste mundo, quem sabe Deus se manifestaria a nós como se manifestou à Elias! Embora haja tanta estridência, níveis elevados de barulhos e gritos de pessoas e de motores de carro por todos os lados, ainda assim, parece existir um silêncio desesperador que só Deus poderia quebrar com sua voz “tranquila e suave” em nossas vidas.

Leitura adicional

            “Da experiência de Elias durante esses dias de desânimo e aparente derrota muitas lições podem ser tiradas - lições de inapreciável valor para os servos de Deus neste século caracterizado pelo geral abandono do direito. A apostasia predominante hoje é similar à que predominou em Israel nos dias do profeta. Na exaltação do humano sobre o divino, no louvor aos líderes populares, no culto a Mamom, e na exaltação dos ensinos da ciência sobre as verdades da Revelação, multidões hoje estão seguindo a Baal. Dúvida e incredulidade estão exercendo sua má influência sobre a mente e o coração, e muitos estão substituindo pelas teorias dos homens a Palavra de Deus. Publicamente se ensina que temos chegado a um tempo em que a razão humana deve ser exaltada sobre os ensinos da Palavra. A lei de Deus, a divina norma do direito, é declarada ser de nenhum efeito. O inimigo de toda a verdade está operando com enganoso poder para levar homens e mulheres a colocar instituições humanas onde Deus deve estar, e a esquecer aquilo que fora ordenado para a felicidade e salvação da humanidade” (Serviço Cristão, p. 57).

            “A consciência é a voz de Deus, ouvida em meio ao conflito das peixões humanas; quando resistida, o Espírito de Deus é entristecido” (Testimonies, vol. 5, pág. 120).
“Os homens têm o poder de extinguir o Espírito de Deus; é-lhes deixada a faculdade de escolher. É-lhes permitida liberdade de ação. Podem ser obedientes mediante o nome e a graça de nosso Redentor, ou desobedientes, e sofrer as consequências” (Obreiros Evangélicos, pág. 174).

“O Senhor requer de nós que obedeçamos à voz do dever, quando há outras vozes insistindo em que sigamos direção oposta. É necessário que haja de nossa parte fervente atenção para perceber a voz que fala da parte de Deus. Precisamos resistir e vencer as inclinações, e obedecer à voz da consciência sem discussão ou comprometimento, pois do contrário os seus rogos cessam e a vontade e o impulso assumem o controle. A palavra do Senhor vem a todos nós que não temos resistido ao Seu Espírito com a determinação de não ouvir nem obedecer. Esta voz é ouvida em advertências, em conselhos, em reprovação. A mensagem do Senhor é luz para o Seu povo. Se esperarmos por altos chamados ou melhores oportunidades, a luz poderá ser retirada, e ficarmos em trevas. Os rogos do Espírito, negligenciados hoje porque o prazer ou as inclinações levam a direção oposta, podem ser impotentes para convencer, ou mesmo para impressionar, amanhã. Aproveitar as oportunidades do presente, com coração pronto e disposto, é a única maneira de crescer na graça e no conhecimento da verdade. Devemos estimar sempre o senso de que, individualmente, estamos diante do Senhor dos exércitos; nenhuma palavra, nenhum ato, nem mesmo um pensamento, devem ser tolerados que ofendam os olhos do Eterno. Se sentirmos que em toda parte somos os servos do Altíssimo, seremos mais circunspectos; nossa inteira vida terá para nós um significado e santidade que as honras da Terra jamais poderão dar.
Os pensamentos do coração, as palavras dos lábios, e todo ato da vida, tornarão mais valioso o nosso caráter, se a presença de Deus é continuamente sentida. Seja a linguagem do coração: "O Senhor está neste lugar." Gên. 28:16. Então a vida será pura, o caráter sem mácula, a alma continuamente erguida para o Senhor” (Testimonies, vol. 5, págs. 69 e 70).

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SEGUNDA, 2 DE MAIO
A troca de vestimentas
 (1Rs 19:19; Jó 1:20; Sl 109:29; Jd 22,23; 2Sm 10:3,4; Ez 16:15,16)
           
            Aqui, mais uma vez, vemos o papel das vestes em uma redoma de significados espirituais bem definidos. Dificilmente alguém, em um ano bíblico intenso, daria atenção a uma cena como esta focalizando o manto de Elias sendo repassado para Eliseu. Assim como vimos até o momento, as vestes ou manto podem sustentar um significado importantíssimo. Neste caso em especial, assim como os cabelos de Sansão e o cajado de Moisés, esta capa ou manto, possuía um sinal de compromisso, chamado e de missão para Elias e agora para Eliseu. Não havia nenhum poder especial na capa, assim como também não havia no cabelo de Sansão e no cajado de Moisés, pois o seu poder, na verdade, vinha diretamente de Deus. O compromisso e aceitação do chamado partem de nós, mas, o poder da capacitação vem de Deus.
            Elias viveu momentos difíceis, mas executou seu chamado com integridade e cumpriu sua missão com muita garra. Assim como Elias e Eliseu, todos nós recebemos um chamado especial de Deus. Seja pastor, líder locais ou membro leigo, todos são chamados para serem missionários nesta terra. Seja no bairro, na cidade em que estamos, ou em qualquer parte do mundo, todos, todos e todos possuem um chamado especial de Deus.
Esta narrativa também nos ensina que um único objeto pode ter boas ou más conotações. Nossa vida, ou qualquer coisa que seja consagrada a Deus, precisam ser pautadas pela pureza e santidade. A partir do momento que isto ocorre Deus mesmo se faz presente abençoando e usando tudo que lhe foi consagrado. Ele aceita a todos como estão, mas, uma vida de insistência em permanecer na ignorância convida o Espírito Santo a se retirar.

Leitura Adicional

            “A atenção de Elias foi atraída para Eliseu, o filho de Safate. ... Longe da dissipação da corte e da cidade, havia Eliseu recebido a sua educação. Tinha sido criado com hábitos de simplicidade, de obediência aos pais e a Deus. ... Mas a despeito de um espírito manso e quieto, Eliseu não revelava caráter volúvel. Possuía integridade, fidelidade e o amor e temor a Deus. Tinha as características de um governante, mas com tudo isso estava a mansidão de alguém que se dispõe a servir. Sua mente havia sido exercitada para ser fiel nas pequenas coisas; para ser fiel em tudo o que fizesse, a fim de que, se Deus o chamasse a agir mais diretamente em favor dEle, estivesse preparado para ouvir-Lhe a voz. ...
Seu ambiente no lar era de abastança, mas ele entendia que, a fim de obter uma educação completa, devia demonstrar constância no labor, em qualquer tipo de trabalho que precisasse ser feito. Não se permitiria ser menos informado em qualquer aspecto do que os servos de seu pai. Aprenderia primeiro a servir, para que pudesse saber como liderar, instruir e comandar. Enquanto fazia tudo o que lhe era possível com as capacidades que Deus lhe confiara, cooperando com seu pai nos deveres do lar, estava realizando a obra de Deus” (Carta 12, 1897).

            “Ao ser chamado, sua resolução foi provada. Ao volver-se para acompanhar a Elias, recebeu ordem do profeta para voltar para casa. Ele devia avaliar por si as dificuldades - decidir-se a aceitar ou rejeitar o chamado. Eliseu, porém, compreendeu o valor de sua oportunidade. Por nenhuma vantagem mundana desprezaria ele a oportunidade de se tornar mensageiro de Deus, ou sacrificar o privilégio da associação com o Seu servo” (Educação, p. 59).

            
TERÇA, 3 DE MAIO
O uso de pano de saco
(1Rs 21:21-29)

            Acabe recebeu a advertência dada por Deus enviadas através do profeta Elias. Provavelmente o profeta de Deus não deve ter ficado em uma situação confortável diante de uma missão tão difícil como esta. No entanto, sabemos que Elias foi até Acabe e o advertiu como mandara o Senhor. Podemos imaginar a ansiedade do profeta e as sugestões negativas e pessimistas que sua mente poderia lhe sugerir. João Batista advertiu Herodes e teve sua cabeça separada do corpo. Jeremias também desafiou o rei e isto, embora não tenha lhe custado a vida, teve que suportar muito sofrimento e perseguição. Neste caso específico, Elias tinha a missão de enfrentar Acabe, gostando ele (Acabe) ou não, Elias tinha que estar diante dele com uma mensagem dura.
            A história revela que, por mais difícil que fosse a missão de Elias, ele tinha que cumpri-la. Mas, talvez, o que Elias não imaginava aconteceu. Acabe atendeu a mensagem do profeta e rasgou suas vestes de saco diante do mensageiro. Este ato é reconhecido no passado também como uma manifestação publica de arrependimento e humildade. Provavelmente, embora não saibamos por quanto tempo, Acabe se arrependeu e manifestou-se publicamente. As vestes, num momento como este, tiveram um significado claro do propósito da resposta que Acabe deu diante da mensagem de Elias. O seu significado extrapola nossa compreensão e vai além de uma simples veste como qualquer outra. Isto apenas amplia mais ainda nossa compreensão de que as veste exteriores podem dizer algo muito profundo a nosso respeito e do que certamente existe em nosso interior.

Leitura Adicional

            “Deus tem uma lei, e esta é a grande norma da justiça. Todo aquele que sob a presunção da misericórdia de Deus pratica a iniqüidade, será julgado segundo as suas obras. Deus vos adverte para que vos aparteis de toda a iniqüidade. Tem-vos ordenado que resistais individualmente ao diabo, e não que o recebais como hóspede honrado. Chegou o tempo em que Jerusalém está sendo sondada como quem sonda com velas acesas. Deus está trabalhando na averiguação do caráter, pesando o valor moral e pronunciando decisões sobre casos individuais. Pode não ser tarde demais para que os que pecaram sejam zelosos e se arrependam, "porque a tristeza segundo Deus opera arrependimento para a salvação, da qual ninguém se arrepende; mas a tristeza do mundo opera a morte". II Cor. 7:10. Essa tristeza é de espécie enganosa. Nenhuma virtude tem em si. Não há o senso do caráter agravado do pecado, mas uma tristeza, um pesar de que o pecado tenha chegado ao conhecimento de outro, e assim não se faz nenhuma confissão, a não ser no reconhecimento das coisas assim reveladas e que não podem ser negadas. Essa é a tristeza segundo o mundo, que produz a morte e acalma a consciência, enquanto o pecado ainda é acariciado, e seria continuado justamente da mesma forma se houvesse uma oportunidade e eles não pudessem ser descobertos. "Porque quanto cuidado não produziu isto mesmo em vós que, segundo Deus, fostes contristados! Que apologia, que indignação, que temor, que saudades, que zelo, que vingança! Em tudo mostrastes estar puros neste negócio." II Cor 7:11. Podemos ver aqui o dever que repousa sobre a igreja quanto a lidar com aqueles cuja atitude é inteiramente contrária à luz que receberam. Tomará o povo de Deus posição ao lado da Bíblia, ou serão piores que os incrédulos, dando a essa classe argumentos para vituperar a Cristo e à verdade, por não obedecerem aos reclamos do evangelho com fé e obediência, por uma vida circunspecta e um caráter santo?” (Testemunhos para Ministros, p. 449).

            “O arrependimento associa-se à fé, e o evangelho insta em que é necessário para a salvação. Paulo pregou o arrependimento. Diz ele: "Nada, que útil seja, deixei de vos anunciar, e ensinar publicamente e pelas casas, testificando, tanto aos judeus como aos gregos, a conversão a Deus e a fé em nosso Senhor Jesus Cristo." Atos 20:20 e 21. Sem arrependimento não há salvação. Nenhum pecador impenitente pode crer com o coração para a justiça. Rom. 10:10. O arrependimento é por Paulo descrito como uma piedosa tristeza pelo pecado, a qual "opera arrependimento para a salvação, da qual ninguém se arrepende". II Cor. 7:10. Este arrependimento não tem em si coisa alguma da natureza do mérito, mas prepara o coração para a aceitação de Cristo como único Salvador, única esperança do pecador perdido.
Ao considerar o pecador a lei, sua culpa se lhe torna clara, e lhe impressiona a consciência, e ele é condenado. Seu único conforto e esperança encontra-os em olhar à cruz do Calvário.
Ao aventurar-se a crer nas promessas, tomando a Deus em Sua palavra, vêm-lhe à alma alívio e paz. Clama: "Senhor, Tu prometeste salvar a todos que se achegam a Ti em nome de Teu Filho. Sou uma alma perdida, desajudada e sem esperança. Senhor, salva-me, ou pereço!" Sua fé se apodera de Cristo, e ele é justificado diante de Deus.
Mas, embora Deus possa ser justo e ao mesmo tempo justificar o pecador, pelos méritos de Cristo, homem algum pode cobrir sua alma com as vestes da justiça de Cristo, enquanto comete pecados conhecidos, ou negligencia conhecidos deveres. Deus requer a completa entrega do coração, antes que possa ocorrer a justificação; e para que o homem conserve essa justificação, tem de haver obediência contínua, mediante ativa e viva fé que opera por amor e purifica a alma” (Mensagens Escolhidas, p. 365, 366).

QUARTA, 4 DE MAIO
O arrebatamento de Elias
(2Rs 2:1-18)

Esta é uma das histórias mais impressionantes. Elias teve o privilégio de não ver a morte e ser levado para o Céu. Não tenho dúvidas que, Elias hoje esteja desfrutando de pura juventude eterna. Sua vida, sua história e sua existência foram pautadas de muito sofrimento e angústia, mas hoje, se fosse possível contar a idade de Elias, provavelmente ele estaria com cerca de 2700 anos – já que não morreu. Sua vida foi sem dúvida alguma um sucesso e cheia de experiências vitoriosas com Deus. No entanto Ellen White declara que “O sucesso do ministério de Elias não era devido a quaisquer qualidade herdadas que possuísse, mas à sua submissão ao Espírito Santo, dado a ele como  será dado a todos os que exercem viva fé em Deus. Em sua imperfeição, o seu humano tem o privilégio de se ligar a Deus por meio de Jesus Cristo” (SDA Bible Commentary, v.2, p. 1037).

            Eliseu teve a honra de ser escolhido por Deus para substituir o insubstituível. Isto demonstra o quanto Eliseu era sem dúvida alguma um homem à altura do seu chamado. Integridade, consagração e fidelidade eram virtudes que não lhe faltavam. Eliseu também teve a honra de ver Elias subindo ao Céu, e nesta contemplação, deve ter sonhado e ficado ansioso pelo grande dia glorioso em que ele e os demais santos se levantarão da sepultura para morar na cidade eternal.
            Assim como Elias, todos nós se formos fiéis até o fim teremos o privilégio de, ou de levantar da sepultura, ou de ser arrebatado para a o Céu através da segunda vinda de Cristo. Juntamente com Eliseu abriremos os olhos para um mundo imortal e ali nos encontraremos com o bom homem de Deus – Elias.
            A cada dia que passa esse sonho fica perto de ser realizado. Pedro viu Elias no monte da transfiguração junto com Moisés e nós, assim como Pedro, também teremos a oportunidade e o privilégio de, não somente ver, mas de falar pessoalmente com esses homens santos de Deus e nossos irmãos.

            Leitura Adicional

            “Podemos aprender lições valiosas da experiência do profeta Eliseu. Eliseu foi escolhido pelo Senhor como ajudador de Elias, e mediante provação e luta revelou-se fiel a seu encargo. Ele estava disposto a ser e fazer qualquer coisa que o Senhor indicasse. Não procurou evitar o serviço mais humilde, mas foi fiel na realização dos menores deveres, bem como de responsabilidades maiores. Estava sempre disposto a servir em qualquer posição que o Senhor lhe assinalasse, embora pudesse parecer desagradável a suas inclinações naturais. E a cada passo aprendemos lições de humildade e serviço. ...
"Havendo eles passado, Elias disse a Eliseu: Pede-me o que queres que eu te faça, antes que seja tomado de ti. Disse Eliseu: Peço-te que me toque por herança porção dobrada do teu espírito." II Reis 2:9. Ele não buscou honrarias mundanas, não pediu uma posição elevada entre os grandes homens da Terra. O que ele anelava era uma porção dobrada do Espírito dado àquele a quem Deus estava a ponto de honrar pela trasladação. Ele sabia que nada, a não ser uma porção dobrada do Espírito que havia pairado sobre Elias poderia adaptá-lo para preencher o lugar que Elias havia ocupado, porque Elias tinha a experiência e sabedoria da idade, que não podia ser compartilhada com o jovem por nenhum método. ...Caso esta pergunta vos fosse dirigida, como a teríeis respondido? Qual é o maior desejo de vosso coração ao vos empenhardes no serviço de Deus?” (Manuscrito 114, 1901).

“O sucesso do ministério de Elias não era devido a quaisquer qualidade herdadas que possuísse, mas à sua submissão ao Espírito Santo, dado a ele como  será dado a todos os que exercem viva fé em Deus. Em sua imperfeição, o seu humano tem o privilégio de se ligar a Deus por meio de Jesus Cristo” (SDA Bible Commentary, v.2, p. 1037).

QUINTA E SEXTA, 5 E 6 DE MAIO
O manto de Eliseu
(2 Rs 2:15-18)

            Agora, com o manto de Elias, Eliseu recebe oficialmente de Deus a missão de ser o mensageiro do Senhor. O manto que possuía o sinal da autoridade do chamado e da responsabilidade da missão passa das mãos de Elias para as mãos daquele que Deus escolhera. Às vezes fico pensando, como reagiríamos às mensagens desses homens se vivêssemos naquele tempo e presenciássemos as advertências e mensagens de Deus através destes profetas? Quando Eliseu apareceu ao povo sem Elias, o manto deve ter sido fundamental para que as pessoas acreditassem que Eliseu era o mais novo profeta.
            Ellen White comenta que “Eliseu recebeu porção dobrada do espírito que repousava sobre Elias. Nele, o poder do espírito de Elias se uniu à doçura, misericórdia e eterna compaixão do espírito de Cristo” (Spalding and Magan Collection, p. 231).
            Hoje, temos um profeta que fala através das mensagens deixadas a nós denominadas Espírito de Profecia. Assim como Elias e Eliseu, Deus deu mensagens significativas através de Ellen White. Suas mensagens não substituem a Bíblia, apenas nos conduz de volta a Ela. Também, assim como ela, Deus nos chama, e simbolicamente coloca sobre nós uma capa que nos outorga a autoridade necessária para falar do evangelho às pessoas que necessitam dEle. Os tempos de Eliseu se estendem até nós, e como ele, devemos ser íntegros e fiéis a Deus. Além da integridade pessoal, devemos também honrar o chamado que o Senhor nos outorgou e, com coragem, levar o evangelho e as advertências dadas por Deus em Sua Palavra ao mundo. Não se esqueça que, eu e você somos Elias para o nosso século e as três mensagens Angélicas é a bandeira que devemos levantar perante o mundo. Estas mensagens não são populares e por esta razão, um dia, as Jezabeis e Acabes da vida se voltarão contra nós. Esteja preparado para este confronto final. No entanto, se você não se sente preparado, leia esta linda declaração de Ellen White “Aquele que veste o manto, não de Elias, mas de Cristo, dará provas de que mantém os olhos fixos no Salvador. Imbuído do espírito de Cristo, ele é equipado para ensinar. Está sob constante influência das elevadas e santas impressões feitas por Deus” (Spalding and Magan Collection, p. 231).

Leitura Adicional

            “O obreiro de Deus precisa de uma fé robusta. As aparências podem ser adversas; mas na hora mais sombria, a luz brilha além. As forças daqueles que, com fé, amam e servem a Deus, serão renovadas dia a dia. O entendimento do infinito é posto ao seu serviço, a fim de que, cumprindo Seus desígnios, eles não errem. Conservem esses obreiros o princípio de sua confiança firme até ao fim, lembrando que a luz da verdade de Deus tem de brilhar nas trevas que envolvem o mundo.
Não deve haver desânimo em relação com o serviço de Deus. A fé do obreiro consagrado deve suportar qualquer prova que lhe sobrevenha. Deus é capaz, e está desejoso de outorgar a Seus servos toda a força de que eles necessitam, e a sabedoria que suas várias necessidades exigirem. Ele fará mais do que cumprir a mais alta expectativa dos que nEle põem a confiança” (Obreiros Evangélicos, p. 262, 263).

            “Diz Jesus: "Eu sou a videira, vós as varas." João 15:5. Poderemos imaginar uma relação mais íntima do que isso implica? As fibras das varas são idênticas às da videira. A comunicação da vida, força e nutrição do tronco para as varas é desimpedida e constante. A raiz envia sua nutrição através das varas. Tal é a relação do crente com Cristo, se ele permanecer em Cristo e dEle tirar sua nutrição. Mas esta relação espiritual entre Cristo e a alma só pode ser estabelecida pela prática da fé pessoal. "Sem fé é impossível agradar-Lhe" (Heb. 11:6); pois é a fé que nos liga ao poder do Céu, concedendo-nos força para lutar contra os poderes das trevas. "Esta é a vitória que vence o mundo, a nossa fé." I João 5:4. A fé familiariza a alma com a existência e a presença de Deus e, vivendo só tendo em vista a glória de Deus, cada vez mais discerniremos a formosura de Seu caráter, a excelência de Sua graça. Nossa alma torna-se forte em poder espiritual, pois respiramos a atmosfera do Céu e reconhecemos que Deus está à nossa mão direita para que não nos abalemos. Ascendemos acima do mundo, contemplamos Aquele que é o primeiro entre dez mil, totalmente desejável, e contemplando-O nós nos transformaremos segundo Sua imagem” (Mensagens Escolhidas, v.1, p. 334, 335).

                                   
Gilberto G. Theiss, nascido no estado do Paraná, é membro da Igreja adventista do Sétimo dia desde 1996. Crê integralmente nas 28 doutrinas Adventista como consta no livro “Nisto Cremos” lançado pela “Casa Publicadora Brasileira”. Foi ancião por 3 anos na Igreja Adventista do Sétimo dia da cidade Nova Rezende/MG e por 6 anos na Igreja Central de Guaxupé/MG. Foi Obreiro bíblico na mesma cidade e hoje, além de ser coordenador do curso básico de reforço teológico para líderes de igreja pelo site www.altoclamor.com, está Bacharelando no Seminário Adventista Latino-Americano de Teologia. Gilberto G. Theiss é autor de alguns livros e é inteiramente submisso e fiel tanto a mensagem bíblico-adventista quanto a seus superiores no movimento Adventista como pede hebreus 13:17. Toda a mensagem falada ou escrita por este autor é filtrada plenamente pelo que rege a doutrina bíblica-adventista do sétimo dia. Contato: gilbertotheiss@yahoo.com.br

21 Abril 2011

Comentário da Lição da Escola Sabatina – Lição 05 – 1º Trimestre 2011 (23 a 30 de abril)


Comentário da Lição da Escola Sabatina – Lição 05 – 1º Trimestre 2011 (23 a 30 de abril)

Observação: Este comentário é provido de Leitura Adicional no fim de cada dia estudado. A leitura adicional é composta de citações do Espírito de Profecia. Caso considere-a muito grande, poderá optar em estudar apenas o comentário ou vice versa.

Comentário: Gilberto G. Theiss

SÁBADO, 23 DE ABRIL
As vestes sacerdotais da graça
(1Pe 2:9)

            “Vós, porém, sois raça eleita, sacerdócio real, nação santa, povo de propriedade exclusiva de Deus, a fim de proclamardes as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a Sua maravilhosa luz” (1Pe 2:9).

            Antes da cruz, havia no santuário terrestre um sistema de intercessão realizado através de um sacerdote  que, durante todos os dias, fazia mediação entre o povo e Deus. Uma vez por ano, outro personagem, o sumo sacerdote, entrava em cena para fazer além da mediação, a purificação do santuário terrestre em favor dos que foram remidos através do sangue expiatório do cordeiro. Após a cruz, este sistema deixou de existir para dar início a um sistema maior e real. Hoje, por causa do cumprimento da cruz, onde o verdadeiro cordeiro fora imolado e seu sangue aspergido a nosso favor, este cumprimento foi capaz em fazer de cada de um nós sacerdotes diante de Deus. Isto significa que não precisamos mais de mediadores e que podemos através do nosso sumo sacerdote Jesus Cristo, chegar ao trono de Deus com nossas súplicas em orações. Jesus com sua morte e ressurreição viabilizou um caminho livre até o céu para nós nos achegarmos até o Pai. Esta realidade torna-nos mais valorosos diante de Deus, pois, o pecado e nem Satanás jamais poderão impedir nosso contato direto com Deus. Este é um telefone que não precisa de cartão e nem de créditos para funcionar. Pela fé, apossados dos méritos de Jesus, temos toda a atenção da divindade.

Leitura Adicional

            “Jesus é nosso advogado, sumo sacerdote e intercessor. Ocupamos uma posição similar à dos israelitas no Dia da Expiação. Quando o sumo sacerdote entrava no lugar santíssimo, que representava o local em que nosso sumo sacerdote está intercedendo, e espargia o sangue expiatório por cima do propiciatório, nenhum sacrifício propiciatório era oferecido lá fora. Enquanto o sacerdote estava intercedendo no interior do Santo dos Santos, cada coração devia estar curvando em contrição diante de Deus, implorando o perdão de suas transgressões.
            O tipo encontrou o antítipo na morte de Cristo, o Cordeiro morto pelos pecados do mundo. Nosso grande sumo sacerdote fez o único sacrifício que tem valor para nossa salvação. Quando Ele Se ofereceu na cruz, uma expiação perfeita foi realizada pelos pecados do povo. Estamos agora no pátio exterior, aguardando a bendita esperança e a manifestação da glória de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. Nenhum sacrifício deve ser oferecido no pátio, pois o grande sumo sacerdote está realizando seu trabalho no lugar Santíssimo. Em Sua intercessão como nosso advogado, Cristo não precisa da virtude de ninguém, da intercessão de ninguém. Ele é o único portador de pecados, a única oferta pelo pecado. As orações e confissões devem ser oferecidas apenas àquele que entrou de uma vez por todas no Santíssimo. Ele pode salvar totalmente todos os que vão a Ele com fé, vivendo sempre para interceder por nós” (The Bíble Echo, 1º de maio de 1899).

           
DOMINGO, 24 DE ABRIL
A antiga aliança da graça
(Êx 32:1-6)

            A perversão de Israel no monte Sinai poderia ter sido evitada caso Arão fosse firme diante da turba. Sua fraca conduta e sua falta de firmeza aos valores celestiais foram preponderantes e certeiros para a ruína do povo. Ellen White adverte que em nossos dias, haveria Arãos que “cedem aos desejos dos que não são consagrados, e assim os induzem ao pecado” (Filhos e Filhas de Deus [MM 1956], p. 209).
            Quanto prejuízo há nas igrejas de hoje por causa de Arãos que cedem aos desejos do povo? A igreja (povo), a passos longos ou curtos, tem passado gradativamente para as fileiras do mundo. É difícil discernir em nossos dias quem realmente é cristão e quem não é, pois as práticas e costumes entre ambos tem sido muito semelhantes. Jóias, pinturas, música, shows, vestuários, palavras torpes, namoros, entre outros, tem manchado a bandeira da igreja fazendo-a perder o poder e a presença de Deus. Além de um sincretismo religioso, o povo tem passado por um sincretismo com os costumes e práticas do mundo. Algum tempo atrás, nos EUA, foi feito uma pesquisa que foi capaz de apresentar o nível de perversidade entre cristãos e não cristãos. Pasmem, os resultados foram alarmantes para a classe cristã, pois os níveis entre ambos eram semelhantes. Promiscuidade sexual, violência e desonestidade eram índices altíssimos até mesmo entre os cristãos.
            Precisamos lutar pela verdade e impedir que o mal ganhe espaço em nosso meio. Ellen White revelou que, Arão, não possuía coragem moral e desejava obter a boa vontade das pessoas mesmo à custa de grandes males (RH, 29 de julho de 1873). Ao contrário da experiência deste patriarca, devemos ser firmes aos princípios e aos valores celestiais. Nossa conduta precisa ser integra e fundamentada na palavra de Deus mesmo que isto custe de nós muitos desarranjos e perseguições.
            No entanto, para não fugir do tema central da lição de hoje, não podemos perder de vista o perdão de Deus concedido a Arão por ter se arrependido. Esta compaixão e misericórdia de Deus devem chocar nossas vidas e nos fazer entender profundamente o que representa o poder divino para salvar o homem. Não há pecado que possa impedir-nos, pela fé, de alcançar a graça de Cristo. Se houver verdadeiro e puro arrependimento, podemos ser aceitos na aliança com Deus nos méritos de Jesus. Deus oferece perdão em abundância, mas Ele não pode perdoar-nos se pretendermos ser salvos no pecado. Precisamos querer ser salvo do pecado. Isto é inegociável.

Leitura Adicional

            “Na ausência de Moisés a autoridade judiciária fora delegada a Arão, e uma vasta multidão reuniu-se em redor de sua tenda, com o pedido: "Faze-nos deuses, que vão adiante de nós; porque quanto a este Moisés, a este homem que nos tirou da terra do Egito, não sabemos o que lhe sucedeu." Êxo. 32:1. ... Tal ocasião crítica exigia um homem de firmeza, decisão e coragem inflexível; um homem que tivesse a honra de Deus em maior conta do que o favor popular, a segurança pessoal, ou a própria vida. ... Arão, com fraqueza, apresentou objeções ao povo, mas sua vacilação e timidez no momento crítico apenas os tornou mais decididos. O tumulto aumentou. ... Arão temia pela sua própria segurança; e, em vez de manter-se nobremente pela honra de Deus, rendeu-se às exigências da multidão. Seu primeiro ato foi ordenar que os brincos de ouro fossem reunidos dentre todo o povo e trazidos a ele, esperando que o orgulho os levasse a recusar tal sacrifício. Voluntariamente, porém, cederam os seus ornamentos; e destes fez um bezerro fundido, à imitação dos deuses do Egito” (Patriarcas e Profetas, págs. 316 e 317).

“Repetimos o pecado de Arão, pacificando, quando os olhos devem ser claros em discernir o mal e declará-lo positivamente, mesmo que isso nos coloque numa posição desagradável, por nossos motivos poderem ser mal compreendidos. Não devemos suportar o mal em um irmão ou em qualquer pessoa com quem estejamos ligados. Essa negligência de postar-nos com firmeza em favor da verdade foi o pecado de Arão. Houvesse ele falado claramente a verdade, nunca se teria feito aquele bezerro de ouro”. (Carta 10, 1896).

“E ainda há Arãos flexíveis, que ... cederão aos desejos dos que não são consagrados, e assim os induzirão ao pecado” (Patriarcas e Profetas, pág. 343).

“Chegou o momento em que nós, como povo, devemos nos examinar para ver que ídolos estamos valorizando: é tempo de os pastores do rebanho fazerem um trabalho fiel como sentinelas de Deus. No vestir, no falar, no comportamento, devemos ser um povo diferente e separado do mundo” (RH, 7 de março de 1899).
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SEGUNDA, 25 DE ABRIL
O sacerdócio
 (Lv 21:7-24; 22:1-8)
           
            O sacerdócio Levítico fora instituído por Deus para propósitos específicos e sagrados. Arão  foi escolhido por Deus para oficiar este importante papel entre o povo. Isto significa que o patriarca deve ter aprendido com a experiência do ocorrido no monte Sinai, pois para ser sacerdote era necessário possuir santidade e integridade diante dos homens. Precisava ser alguém que, notadamente possuísse aparência e vida religiosa irrepreensível. Embora fosse de natureza caída, precisava possuir condutas aprováveis diante do povo e de Deus. A veste de sacerdote era usada por algum levita que estivesse disposto a viver à altura do valor desta veste. O principal objetivo de pureza, para os que a vestissem, é pelo fato de ser uma representação clara do ministério de Jesus. Não pensemos que isto era apenas para aquele tempo, pois, todos que foram alcançados pela graça, se tornando sacerdócio santo, e carregam em suas vidas o título de cristão, não devem viver uma vida prática amena do que deveria viver Arão e os demais sacerdotes daquele tempo.
            Hoje, todos que professam seguir Jesus, carregam sobe os ombros a responsabilidade de representar a Cristo e Seu evangelho na vida e nas palavras. É incoerente com o evangelho uma vida que professa ter sido salva e ao mesmo tempo viver contrário às exigências cristãs. Não tem sentido eu dizer que fui salvo por Cristo e continuar vivendo matrimonialmente com uma jovem que não é minha esposa legítima.

Leitura Adicional

            “Por determinação divina a tribo de Levi foi separada para o serviço do santuário. Nos tempos primitivos cada homem era o sacerdote de sua própria casa. Nos dias de Abraão, o sacerdócio era considerado direito de primogenitura do filho mais velho. Agora, em lugar dos primogênitos de todo o Israel, o Senhor aceitou a tribo de Levi para a obra do santuário. Por meio desta honra distinta manifestou Ele Sua aprovação à fidelidade da mesma, tanto por aderir ao Seu serviço como por executar Seus juízos quando Israel apostatou com o culto ao bezerro de ouro. O sacerdócio, todavia, ficou restrito à família de Arão. A este e seus filhos, somente, permitia-se ministrar perante o Senhor; o resto da tribo estava encarregada do cuidado do tabernáculo e de seu aparelhamento, e deveria auxiliar os sacerdotes em seu ministério, mas não deveria sacrificar, queimar incenso, ou ver as coisas sagradas antes que estivessem cobertas.
De acordo com as suas funções, foi indicada ao sacerdote uma veste especial. "Farás vestidos santos a Arão teu irmão, para glória e ornamento" (Êxo. 28:2) - foi a instrução divina a Moisés. A veste do sacerdote comum era de linho alvo, e tecida em uma só peça. Estendia-se até quase aos pés, e prendia-se à cintura por um cinto branco de linho, bordado de azul, púrpura e vermelho. Um turbante de linho, ou mitra, completava seu traje exterior. A Moisés, perante a sarça ardente, foi determinado que tirasse as sandálias, porque a terra em que estava era santa. Semelhantemente os sacerdotes não deveriam entrar no santuário com sapatos nos pés. Partículas de pó que a eles se apegavam, profanariam o lugar santo. Deviam deixar os sapatos no pátio, antes de entrarem no santuário, e também lavar tanto as mãos como os pés, antes de ministrarem no tabernáculo, ou no altar dos holocaustos. Desta maneira ensinava-se constantemente a lição de que toda a contaminação devia ser removida daqueles que se aproximavam da presença de Deus.
As vestes do sumo sacerdote eram de custoso material e de bela confecção, em conformidade com a sua elevada posição. Em acréscimo ao traje de linho do sacerdote comum, usava uma vestimenta de azul, também tecida em uma única peça. Ao longo das franjas era ornamentada com campainhas de ouro, e romãs de azul, púrpura e escarlate. Por sobre isso estava o éfode, uma vestidura mais curta, de ouro, azul, púrpura, escarlate e branco. Era preso por um cinto das mesmas cores, belamente trabalhado. O éfode não tinha mangas, e em suas ombreiras bordadas de ouro achavam-se colocadas duas pedras de ônix, que traziam os nomes das doze tribos de Israel” (Patriarcas e Profetas, p. 350, 351).

           
TERÇA, 26 DE ABRIL
Vestes sacerdotais
(Êx 28)

            Em nosso contexto as vestes possuem algum tipo de significado. Quando vemos um homem com traze de oficial militar, logo pensamos: “eis ai um homem que faz com que a lei seja cumprida”. Quando vemos um juiz com suas vestes peculiares, rapidamente imaginamos: “Eis ai um homem que impõe a justiça”. Quando vemos um homem com uma roupa camuflada de exército logo imaginamos: “Eis ai um homem que protege e serve a pátria”. Agora uma pergunta bastante curiosa, o que você pensaria se visse um pastor cristão com vestes listradas de preto e branco? Nem um pouco imaginaríamos que seria um pastor.  Rapidamente pensaríamos que se trata de um  bandido que escapou da prisão.
            As vestes sacerdotais no Antigo Testamento possuíam um valor espiritual imenso, pois representavam Jesus, Sua glória e majestade. Quando o sacerdote se apresentava com as vestes especiais, estava demonstrando, palidamente, a excelsa glória de Jesus.
Da mesma forma, em nossos dias, a maneira como vestimos, andamos e falamos será um testemunho fortíssimo do tipo de fé que vivemos. As correntes filosóficas e culturais de nosso século são poderosas e temos a tendência de desejar copiar o mundo para não ser taxado de fora de época e fanático. Satanás está transformando o mundo a sua própria imagem e semelhança e os cristãos que pretenderem basear seu estilo de vida com o mundo estarão se transformando em seus discípulos. Seja na maneira do corte do cabelo, maneira de andar ou roupas que usamos, estaremos mostrando para as pessoas que tipo de espiritualidade e compromisso com o Deus da Bíblia estamos tendo.

Leitura Adicional

            “Minha atenção foi chamada para os filhos de Israel em tempos antigos, e me foi mostrado que Deus deu instruções específicas acerca do tecido e do estilo do vestuário que devia ser usado pelos que ministravam diante dEle. O Deus do Céu, cujo braço move o mundo, que nos sustenta e nos dá vida e saúde, concedeu-nos evidências de que Ele pode ser honrado ou desonrado pelo traje dos que oficiam diante dEle. O Senhor deu instruções especiais a Moisés a respeito de tudo que se relacionava com o Seu serviço. Até deu instruções a respeito da arrumação de suas casas e especificou o vestuário que devia ser usado pelos que ministravam em Seu serviço. Eles deviam manter a ordem em tudo...
Não devia haver nenhum desleixo e falta de asseio naqueles que compareciam diante dEle quando fossem a Sua santa presença. E por que isso? Qual era o objetivo de todo esse cuidado? Era meramente para recomendar o povo a Deus? Era meramente para obter Sua aprovação?
A razão que me foi dada era esta: para que fosse causada correta impressão sobre o povo. Se os que ministravam no ofício sagrado deixassem de manifestar cuidado e reverência para com Deus, em seu traje e na sua conduta, o povo perderia seu temor e sua reverência para com Ele e Seu serviço sagrado.
 Se os sacerdotes mostravam grande reverência para com Deus sendo muito cuidadosos e muito meticulosos ao comparecerem à Sua presença, isso dava ao povo elevada idéia de Deus e Seus requisitos. Mostrava-lhes que Deus é santo, que Sua obra é sagrada e que tudo quanto se relaciona com o Seu trabalho precisa ser santo; que precisa estar livre de tudo que se caracterize pela impureza e falta de asseio; e que deve ser removida toda corrupção dos que se aproximam de Deus.
Segundo a luz que me foi dada, tem havido negligência neste sentido. Eu poderia falar sobre isso como Paulo o apresenta. Isso é confirmado pela veneração da vontade e pela negligência do corpo. Mas essa humildade voluntária, essa veneração da vontade e negligência do corpo, não é a humildade que tem traços do Céu. Esta humildade se caracterizará por fazer com que a pessoa, as ações e o traje de todos os que pregam a santa verdade de Deus sejam corretos e perfeitamente apropriados, de modo que cada item relacionado conosco recomende nossa santa religião. O próprio vestuário será uma recomendação da verdade para os descrentes. Será um sermão em si mesmo. ...
O pastor que é negligente em seu traje freqüentemente ofende os que têm bom gosto e finas sensibilidades. Os que são deficientes neste sentido devem corrigir seus erros e ser mais ponderados. A perda de algumas pessoas será finalmente atribuída ao desleixo do pastor. O primeiro aspecto afetou desfavoravelmente as pessoas pois não podiam de modo algum relacionar sua aparência com as verdades por ele apresentadas. Seu vestuário depunha contra ele; e a impressão causada foi de que o povo que ele representava era um grupo descuidado que não se importava com o seu vestuário, e os seus ouvintes não queriam ter nada a ver com tal classe de pessoas. ...
Mas, olhem para o estilo de roupa que alguns de nossos pastores usam hoje. Alguns que ministram nas coisas sagradas se vestem de tal maneira que, pelo menos até certo ponto, sua roupa destrói a influência do seu trabalho. Há evidente falta de bom gosto na cor e no esmero do corte. Qual é a impressão causada por tal maneira de vestir? É que a obra na qual eles estão empenhados não é considerada mais sagrada ou elevada do que o trabalho comum, como arar a terra. O pastor, por seu exemplo, reduz as coisas sagradas ao mesmo nível das coisas comuns.
A influência de tais pregadores não é agradável a Deus” (Mensagens Escolhidas, v.3, p. 251-252; Testimonies, vol. 2, págs. 609-614).

QUARTA, 27 DE ABRIL
O peitoral do juízo
(Êx 28:15-30; Ap 21:12-14)

            Sobre o peitoral da veste sacerdotal, eram prezas próximo ao coração doze pedras preciosíssimas. Ao lado direito e esquerdo as demais pedras chamadas Urim e Tumim.
            As doze pedras preciosas representavam as doze tribos de Israel que além do dever de servir, amar, adorar e obedecer a Deus, eram preciosas ao Senhor e estavam sobre o Seu cuidado paterno. Nada melhor para representar o amor de Deus por seu povo, as pedras, estando tão próximo do coração do sacerdote! As doze pedras não representavam apenas as dozes tribos em si, mas todas as gerações que surgissem até o fim, pois, mesmo no século XXI, todos nós, nos originamos de uma dessas tribos. Mesmo o símbolo estando num contexto tão longínquo, podemos assegurar que naquelas pedras estavam, simbolicamente, registrados os nossos nomes.
            As pedras Urim e Tumim representavam a orientação de Deus para seu povo e o sacerdote era o intermediário. Destinavam-se aos “julgamentos dos filhos de Israel” e eram usados em questões de importância para os líderes nacionais e, por conseguinte, para a própria nação, precisava duma resposta imediata de Deus. Este processo era necessário para obter uma resposta ao sumo sacerdote sobre o proceder correto a seguir em qualquer assunto (Êx 28:30). Naquele tempo este tipo de contato direto com Deus ainda era possível. Hoje, não precisamos mais de sacerdotes para intermediar nossas necessidade com Deus e muito menos objetos inanimados para obter uma direção. Foi-nos concedido o privilégio de sermos reino sacerdote diante de Deus. Podemos nos achegar diretamente a Ele com nossas súplicas. Deus nos ouve e está disposto a guiar nossas vidas se assim O permitirmos. Jesus é nosso Sumo Sacerdote e precisamos olhar para Ele que vive sempre para interceder por nós. Como bem expressou Ellen White, “Graças a Deus, os agentes humanos não são obrigados a usar o peitoral oficial. Jesus é capaz de leva-lo. Ele é capaz de suportar todos os nossos fardos. Você está convidado a lançar todo o seu cuidado sobre Ele. Ele será seu conselheiro, seu eterno apoio” (Manuscript Release, v.5, p. 10).

Leitura Adicional

            Sobre o éfode estava o peitoral, a mais sagrada das vestimentas sacerdotais. Este era do mesmo material que o éfode. Era de forma quadrada, media um palmo, e estava suspenso dos ombros por um cordão de azul, por meio de argolas de ouro. As bordas eram formadas de uma variedade de pedras preciosas, as mesmas que formam os doze fundamentos da cidade de Deus. Dentro das bordas havia doze pedras engastadas de ouro, dispostas em fileiras de quatro, e como as das ombreiras, tendo gravados os nomes das tribos. As instruções do Senhor foram: "Arão levará os nomes dos filhos de Israel no peitoral do juízo sobre o seu coração, quando entrar no santuário, para memória diante do Senhor continuamente." Êxo. 28:29. Assim Cristo, o grande Sumo Sacerdote, pleiteando com Seu sangue diante do Pai, em prol do pecador, traz sobre o coração o nome de toda alma arrependida e crente. Diz o salmista: "Eu sou pobre e necessitado; mas o Senhor cuida de mim." Sal. 40:17” (Patriarcas e Profetas, p. 351).

            “Os sacerdotes que ministravam diante dela eram sagradamente ordenados para o santo ofício. Usavam um peitoral guarnecido de pedras preciosas de diferentes materiais, os mesmos que compõem os doze fundamentos da cidade de Deus. Dentro das bordas estavam os nomes das doze tribos de Israel, gravados em pedras preciosas engastadas em ouro. Esse era um riquíssimo e belo trabalho, suspenso dos ombros dos sacerdotes e cobrindo o peito.
À direita e à esquerda do peitoral havia duas grandes pedras, que resplandeciam com grande brilho. Quando eram trazidos aos juízes assuntos difíceis, que não podiam decidir, eles os encaminhavam aos sacerdotes, e estes inquiriam a Deus, que lhes respondia. Se Ele aprovava e desejava garantir seu êxito, uma auréola de luz e glória repousava especialmente sobre a pedra preciosa à direita. Se desaprovava, um vapor ou nuvem parecia cobrir a pedra preciosa à esquerda. Quando inquiriam a Deus quanto a irem à batalha, a pedra à direita, quando circulada de luz, significava: Ide e prosperai. A
pedra à esquerda, quando sombreada pela nuvem, dizia: Não ireis, porque não haveis de prosperar.
Quando o sumo sacerdote entrava no lugar santíssimo, uma vez por ano, e ministrava diante da arca na solene presença de Deus, ele perguntava, e Deus frequentemente lhe respondia com voz audível. Quando o Senhor não respondia por voz, deixava que sagrados raios de luz e glória repousassem sobre o querubim que estava à direita da arca, em aprovação ou favor. Se seus pedidos eram recusados, uma nuvem repousava sobre o querubim à esquerda” (História da Redenção, p. 183, 184).

“A presença de Jesus Cristo, envolta na coluna de nuvem durante o dia e na coluna de fogo durante a noite, seguiu esse povo em sua peregrinação pelo deserto. O Anjo do concerto vinha em nome de Deus, como chefe invisível de Israel. O Filho de Deus sobre a Sua casa é maior que Moisés, mais alto que o anjo. Ele tem o nome de Jeová sobre a mitra, e em Seu peitoral está escrito o nome de Israel. Cristo assumiu a humanidade para que a humanidade pudesse tocar a humanidade. Sob a forma de homem, Ele Se humilhou e Se tornou servo, mas, como Filho de Deus, Ele era maior que os anjos. Por Sua vida na humanidade, o homem pode se tornar participante da natureza divina. Como a Majestade do Céu, Ele foi exaltado acima dos anjos e, em Sua obra de redenção, Ele leva consigo todos os que O receberam e creram em Seu nome” (SDA Bible Commentary, v.7, p. 927, 928).

QUINTA E SEXTA, 28 e 29 DE ABRIL
Jesus, nosso Sumo sacerdote
(Hb 8:10-13)

            Como é significativo e importante para nossas vidas esta verdade. Jesus é nosso Sumo Sacerdote. Esta verdade possuí dimensões grandiosas e sem ela estaríamos todos completamente perdidos. Quando esteve na terra, passou pelas aflições que todos nós passamos. Numa espécie de estágio humano, enfrentou as provas que constantemente nos assediam. Em proporções maiores, venceu e se tornou o modelo ideal a ser imitado.
Seu caráter, pela fé, pode ser impresso em nossas vidas, e seu poder para vencer é concedido a todos os que o buscarem com profundo desejo de serem vitoriosos.           Jesus está a nossa disposição hoje tanto quanto esteve no passado. Ele nos tem, não próximo do coração como as pedras que ficavam na estola sacerdotal, mas, dentro de seu coração. Somos profundamente preciosos para Ele, e todo e qualquer clamor que elevamos ao Céu é ouvido e atendido por Deus. Um dia, o pecado não mais fará separação entre nós e Deus, e desta forma, poderemos ver Sua face e ouvir Sua voz. Contemplaremos visivelmente o que hoje apenas contemplamos pela fé. Lá descobriremos com mais afinidade as tantas vezes em que o Sumo Sacerdote Jesus Cristo nos livrou e nos abençoou. Muito em breve isto será a mais pura realidade e viveremos para sempre ao lado visível de nosso amorável redentor. Perceberemos que valeu a pena cada esforço e luta.

Leitura Adicional

            “A respeito de Arão, o sumo sacerdote de Israel, acha-se escrito: "Levará os nomes dos filhos de Israel no peitoral do juízo sobre o seu coração, quando entrar no santuário, para memória diante do Senhor continuamente." Êxo. 28:29. Que bela e expressiva figura é esta do imutável amor de Cristo por Sua igreja! Nosso grande Sumo Sacerdote, do qual Arão era o tipo, traz Seu povo sobre o coração” (Evangelismo, p. 34).

            “O sacerdote, no lugar santo, dirigindo pela fé sua oração ao propiciatório, ao qual não podia ver, representa o povo de Deus dirigindo suas orações a Cristo diante do propiciatório no santuário celestial. Eles não podem ver seu Mediador com a vista natural mas, com os olhos da fé, vêem a Cristo diante do propiciatório, dirigem-Lhe suas orações e confiantemente reclamam os benefícios de Sua mediação” (História da Redenção, p. 155).

            “Uma lição estava incorporada em cada sacrifício, impressa em cada cerimônia, solenemente anunciada pelo sacerdote em seu ofício sagrado, e repetida pelo próprio Deus, que por meio do sangue de Cristo há perdão dos pecados. Quão pouco nós, como povo, sentimos a força dessa grande verdade! Quão raramente, por meio de uma fé viva e atuante, trazemos à nossa vida essa grande verdade; que existe perdão para o menor pecado, perdão para o maior pecado” (Review and Herald, 21 de setembro de 1886).

                                   
Gilberto G. Theiss, nascido no estado do Paraná, é membro da Igreja adventista do Sétimo dia desde 1996. Crê integralmente nas 28 doutrinas Adventista como consta no livro “Nisto Cremos” lançado pela “Casa Publicadora Brasileira”. Foi ancião por 3 anos na Igreja Adventista do Sétimo dia da cidade Nova Rezende/MG e por 6 anos na Igreja Central de Guaxupé/MG. Foi Obreiro bíblico na mesma cidade e hoje, além de ser coordenador do curso básico de reforço teológico para líderes de igreja pelo site www.altoclamor.com, está Bacharelando no Seminário Adventista Latino-Americano de Teologia. Gilberto G. Theiss é autor de alguns livros e é inteiramente submisso e fiel tanto a mensagem bíblico-adventista quanto a seus superiores no movimento Adventista como pede hebreus 13:17. Toda a mensagem falada ou escrita por este autor é filtrada plenamente pelo que rege a doutrina bíblica-adventista do sétimo dia. Contato: gilbertotheiss@yahoo.com.br

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