27 Dezembro 2010

Comentário da Lição da Escola Sabatina – Lição 01 – 1º Trimestre 2011 (25 de dezembro a 1º de janeiro)


Comentário: Gilberto G. Theiss

SÁBADO, 25 DE DEZEMBRO
Emoções

            “Em verdade, em verdade Eu vos digo que chorareis e vos lamentareis, e o mundo se alegrará; vós ficareis tristes, mas a vossa tristeza se converterá em alegria” (João 16:20).

            Infelizmente, devido o pecado, nossas emoções se tornaram instáveis e desequilibradas. Podemos ser beneficiados pelas emoções ou destruídos por elas. Seremos beneficiados se o momento perturbador for capaz de nos colocar mais perto da Cruz para buscar força e refúgio. Seremos destruídos se elas forem capazes de nos fazer desistir e buscar alternativas aparentemente mais fáceis para o momento.
            Precisamos ser nosso próprio psicólogo conhecendo bem nossas limitações, fragilidades e forças emocionais. Assim teremos mais facilidade em lidar conosco mesmos além de adquirir maturidade emocional para enfrentar os obstáculos que nos afetam sentimentalmente. Ninguém aprecia o sofrimento, especialmente quando ele adentra para o campo psicológico, mas podemos aprender a lidar com estas sensações ruins de tal maneira a ponto de conseguir absorver dele o aprendizado e força necessária para viver.
            Jesus e os personagens bíblicos experimentaram momentos emocionais negativos e com certeza estas experiências poderão servir de grande auxílio para todos nós. Desfrutemos ao máximo cada lição deste trimestre com o objetivo de alcançar maior força espiritual e maturidade emocional.

Leitura Adicional

            “Não devemos mergulhar no desânimo. O tímido se tornará forte; o desalentado ficará esperançoso. Deus tem terno cuidado por Seu povo.  Seus ouvidos estão abertos a seu clamor. Não nutro temores pela causa de Deus. Ele terá cuidado por Sua causa. Nossa dever é fazer nossa parte, ocupar nosso lugar, viver... humildemente junto à cruz e viver de modo fiel e santo diante dEle. Se fizermos isso, não seremos envergonhados, mas confiaremos em Deus com santa ousadia. Deus aliviou nossos fardos; Ele nos libertou. ...Nossos inimigos poderão se alegrar, poderão falar palavras mentirosas, e sua língua caluniosa poderá difamar e inventar falsidades; mas não seremos abalados. Sabemos em quem cremos. Não corremos nem trabalhamos em vão. Jesus no conhece. ... O dia do ajuste de contas se aproxima, e todos serão julgados de acordo com as obras do corpo. ...
            É verdade que o mundo é sombrio. A oposição poderá aumentar. Os frívolos e os zombadores poderão se tornar mais ousados e endurecidos em sua iniquidade. Mas, apesar de tudo isso, não seremos abalados. Não corremos irresolutamente. Não, não! Meu coração está firmado, confiante em Deus. Temos um Salvador perfeito. Podemos nos regozijar em Sua magnífica plenitude. Anseio dedicar-me e me consagrar mais a Deus. Este mundo é sombrio demais para mim. Jesus disse que iria preparar moradas para nós, para que onde Ele está estejamos nós também. Louvemos a Deus por isso. Meu coração salta de alegria por essa maravilhosa esperança! (Refletindo a Cristo [MM 1986], p. 343).

DOMINGO, 26 DE DEZEMBRO
Emoções Negativas
(2Sm 13)

            Nesta narrativa, as emoções demonstradas por estes personagens foram das piores. O pecado de Davi havia se materializado em seus filhos. Paixão, repulsa, culpa, ira, ódio e vingança eram sentimentos que permeavam as emoções da família como num todo.
            O amor de Ammom por Tamar, se é que podemos chamar de amor, não passava de um sentimento puramente egoísta, dissimulado e meramente desejoso de prazer carnal. Tamar devia ser uma jovem especificamente atraente para os olhos do irmão, no entanto, quando seus desejos foram satisfeitos, o sentimento por Tamar sucumbiu-se.
            É exatamente isto que ocorre com pessoas apenas apaixonadas. O amor é diferente da paixão, pois a paixão alimenta-se da insegurança e da expectativa da conquista. Quando essa expectativa é suprida e quando a insegurança deixa de existir, a paixão perde sua força e os aparentes sentimentos pela outra pessoa desaparecem. Isto é muito comum ocorrer entre adolescentes. Quando uma jovem está apaixonada por um jovem, ela sofre na medida em que é desprezada. No entanto, quanto ela o conquista completamente, a paixão desaparece porque, como mencionado, a paixão se alimenta da insegurança e do espírito de conquista. O mesmo acontece com um jovem apaixonado. Sua paixão permanecerá acesa enquanto não conseguir conquistar seu objeto de desejo. Quando ele consegue, naturalmente perde a vontade de permanecer com aquela jovem. Isto ocorre muito, especialmente quando ela se entrega sexualmente.
            É possível que isto tenha ocorrido com Ammom. Ele era apaixonado por Tamar ao ponto de ficar doente. No entanto, quando deitou-se com ela e satisfez seus apaixonados desejos, sua paixão por Tamar dissipou-se.
            As emoções negativas alcançaram o coração de Davi e Absalão. Davi irou-se, mas ficou desarmado diante de tal situação por esbarrar em sua própria culpa. Absalão desejou vingar o estupro da irmã procurando agir com suas próprias mãos.
           
Leitura Adicional

            “As constantes tentações de Satanás se destinam a enfraquecer o governo do homem sobre o próprio coração, abalar seu poder de domínio próprio. Ele leva o homem a romper os laços que o ligam ao Criador, em santa e feliz união. Então, uma vez desligado de Deus, a paixão assume o controle sobre a razão, o impulso, sobre os princípios, e o ser humano se torna pecaminoso em pensamento e ação, seu juízo é pervertido, o intelecto parece debilitado, e ele precisa restaurar a si mesmo mediante a restauração para com Deus, tendo uma visão correta de si mesmo à luz da palavra de Deus” (Mente, Caráter e Personalidade, v. 1, p 228).

            “Como os outros filhos de Davi, Ammom tinha sido deixado à mercê das satisfações egoístas. Procurava satisfazer todo pensamento de seu coração, sem tomar em consideração os requisitos de Deus Apesar de seu grande pecado, Deus tivera muita paciência com ele. Durante dois anos, lhe foi concedido oportunidade para arrependimento; mas ele continuou em pecado e, com a culpa sobre si, foi eliminado pela morte, para esperar o terrível tribunal do juízo. Davi tinha negligenciado o dever de punir o crime de Ammom. Por causa da infidelidade do rei e pai, e da impenitência do filho, o Senhor permitiu que os acontecimentos tomassem seu curso natural, e não restringiu Absalão. Quando pais ou governantes negligenciam o dever de punir a iniquidade, Deus mesmo toma o caso em mãos. Seu poder repressor será até certo ponto removido das forças do mal, de modo que surgirá um séquito de circunstâncias que castigará pecado com pecado. Os maus resultados da injusta condescendência de Davi para com Ammom não haviam terminado. Foi então que começou o afastamento de Absalão para com seu pai. Depois que ele fugiu para Gesur, e compreendendo que o crime de seu filho exigia algum castigo, Davi lhe recusou permissão para voltar. E isso teve como resultado aumentar em vez de diminuir o emaranhado de males em que o rei ficou envolvido. Absalão, enérgico, ambicioso e sem escrúpulos, excluído pelo seu exílio da participação nos negócios do reino, logo passou a formular planos perigosos (Patriarcas e Profetas, p. 727, 728).

SEGUNDA, 27 DE DEZEMBRO
Emoções positivas
(Gl 5:22)

            Não há dúvidas que, as emoções negativas e positivas desencadeiam fortíssima reação em todo o corpo e mente. As emoções podem ser a resposta de um corpo e mente saudáveis, e também podem ser a causa para a enfermidade dos mesmos.
            Existe uma ilustração que bem explica este fato. Dois soldados foram para a guerra. Um dos soldados foi ferido por uma bala em um dos dedos da mão. Outro foi atingido por uma bomba comprometendo toda a perna direita do corpo. Os dois foram levados para a enfermaria do exército. No entanto, o soldado que havia sido ferido no dedo por uma bala, faleceu poucos dias depois, enquanto que o outro soldado que perdeu a perna direita, se restabeleceu rapidamente. A explicação para tal fato é que, o soldado que foi ferido no dedo da mão, ficou tão profundamente angustiado por saber que ainda teria que voltar para a guerra que adoeceu de tal maneira a ponto de morrer. O outro soldado que perdeu a perna direita, ficou tão feliz em saber que não voltaria para a guerra e retornaria pra casa que se restabeleceu rapidamente.
            Esta narrativa ilustra bem o poder das nossas emoções sobre o corpo e a mente. Há quem diga que a maioria das doenças nascem em nossa própria mente. Ellen White confirma tal diagnóstico.
            Em Gálatas 5:22, Paulo é enfático ao nos apresentar o fruto do Espírito e em sua lista está presente um dos maiores dons existentes: o amor. Nada é mais poderoso que o amor verdadeiro e genuíno. O amor, em sua mais suprema essência, revigora e transforma todo o ser à semelhança de Deus. No entanto, é bom lembrar que o amor não é um mero sentimento, mas um fortíssimo princípio que deve circular nas veias de nosso caráter.

Leitura Adicional

            “O amor é a grande força dominante. Quando o amor dirige, todas as faculdades da mente e do espírito se conjugam. O amor de Deus e o amor aos homens darão o seguro título ao Céu. Ninguém pode amar a Deus supremamente e transgredir um de Seus mandamentos. O coração abrandado e rendido pela beleza do caráter de Cristo, e regido pelas puras e elevadas regras que Ele nos deu, porá em prática o que aprendeu do amor e seguirá Jesus imediatamente com humilde obediência. O poder vivo da fé se revelará em atos de amor. Que demonstração temos de possuir o amor puro, sem mistura? Deus estabeleceu uma norma – Seus mandamentos. ‘Aquele que tem os Meus mandamentos e os guarda, este é o que Me ama” (Jo 14:21). As palavras de Deus precisam de lugar permanente em nosso coração.
            Temos de amar nossos irmãos como Cristo nos amou. Temos de ser pacientes e bondosos, e ainda falta alguma coisa – precisamos amar, Cristo nos diz que precisamos perdoar os que erram, até setenta vezes sete. ...Quanto se perdoa muito, o coração muito ama. O amor é uma tenra planta. Necessita ser constantemente cultivada, contrário seca e morre. Precisamos possuir todas essas graças. Importa subir toda a extensão da escada” (Nossa Alta Vocação [MM 1962], p. 71).

            “Se nos conservamos no amor de Deus, as pessoas serão circundadas por uma influência que será aroma de vida para vida. Devemos velar pelas pessoas como quem deve prestar contas” (Este Dia Com Deus [MM 1980], p. 363).

TERÇA, 28 DE DEZEMBRO
As manifestações emocionais de Jesus 1
(Mc 1:40,41; 6:34; 8:1-3)

            Mesmo sendo maus, nós temos compaixão suficiente para dar coisas boas aos nossos amigos e parentes. No entanto, Deus, que é infinitamente melhor do que qualquer um de nós agiria de forma diferente?
            Jesus, o Deus encarnado, quando esteve andando por estas terras com os pés de carne, sentiu de perto as mazelas do sofrimento e das necessidades humanas. Assim como Ele alimentou a multidão e curou os doentes por compaixão, também deseja demonstrar os mesmos cuidados por cada um de nós. Quando dizemos sim para Cristo, Ele, naturalmente se compromete com o nosso sim. No entanto, quando dizemos não para Ele, neste caso, somos nós que comprometemos com o nosso não. Não há necessidade de temer ou de duvidar da capacidade de Deus de sentir compaixão e agir em função de aliviar nossas dores e necessidades. Ele está bem presente e ciente de cada lágrima que derramamos dia após dia.
            Infelizmente, nós temos dificuldades em sentir compaixão profunda pelos desafortunados. Geralmente, nosso coração se sensibiliza mais quando entramos no período das festividades que tendem a trazer espiritualização, como por exemplo, o natal. Pelo efeito de toda a agitação pela espiritualização acabamos sendo influenciados, e por esta razão aspiramos sentimentos de devoção e interesse pelos outros. Na verdade, somos tão egoístas que é necessário toda uma comoção espiritual para conseguir ter o coração sensibilizado para a necessidade dos outros. No caso de Jesus Cristo, Ele é altruísta e cheio de compaixão por natureza. Seu amor é imensurável em todo o tempo. Deus não precisa do natal ou de qualquer outra data de espiritualização para se comover com as necessidades dos doentes, pobres, sofredores e desiludidos. A compaixão de Deus é tão grande, que Ele sente a dor e a tristeza até pelos orgulhosos, egoístas e maus. A manifestação emocional de Jesus quando humano, reflete bem o que se passa no coração espiritual de Deus. É bom lembrar que, segundo Ellen White, “Ninguém cruzará os portais da cidade de Deus sem refletir esse atributo” (Filhos e Filhas de Deus [MM 1956], p. 148). Devemos buscar amar e ter compaixão como Cristo demonstrou ter nesta vida ou então o Céu não será uma realidade para nós.

Leitura Adicional

            “O compassivo Salvador, que atraía corações a Si por ter sido tocado pelo sentimento das suas enfermidades, viu uma necessidade ainda maior que o sofrimento corporal. Viu os sintomas de uma doença mais profunda. A aflição externa é  resultado de um coração enfermo, e o sofrimento físico das pessoas sugeria ao Salvador a causa que produzia esse efeito. Foi essa aflição que levou o grande médico a vir à Terra como restaurador. Os sofrimentos do corpo despertaram Sua piedade, mas Ele foi movido por uma compaixão ainda maior pelas necessidades espirituais. A simpatia de Cristo pelas necessidades exteriores foi seguida pelo ministério em favor das necessidades espirituais. Muitos, naquela multidão, nunca esqueceram as experiências daquele dia. Ao passo que se sentiram descansados, alimentados e curados das enfermidades físicas, seus sentidos adormecidos foram despertados. Sentiram sua necessidade espiritual e começaram a viver uma nova vida.
            Assim deve ser no trabalho que nós, como filhos de Deus, fazemos pela humanidade sofredora. Ao passo que ministramos às  necessidades físicas daqueles que precisam de nossa ajuda, passamos a lhes mostrar que seu coração deve estar limpo de impurezas” (Signs of the Times, 25 de agosto de 1898).

            “A Majestade do Céu identifica os próprios interesses com os da humanidade sofredora. Nossos companheiros e aqueles com quem nos achamos relacionados necessitam de sincera bondade e terna simpatia. ...É impossível crescer em Cristo, a Cabeça viva, a menos que pratiquemos a lição que Ele deu, de simpatia, compaixão e amor. É impossível refletir a imagem de Cristo a menos que esse amor de origem celestial esteja em nosso coração. Ninguém cruzará os portais da cidade de Deus sem refletir esse atributo” (Filhos e Filhas de Deus [MM 1956], p. 148).

QUARTA, 29 DE DEZEMBRO
Manifestações emocionais de Jesus - 2
(Mt 26:37,38; Mc 3:5; 8:12; Jo 11:32-38; Mc 11:15,16; Lc 19:41-44)

            A tristeza de Jesus diante de Jerusalém foi uma das reações mais chocantes dEle aqui na terra, pois sua angústia não era por causa das pedras, ruas e vilas da cidade, mas por causa dos que habitavam nela. A dor de Cristo por Jerusalém era em favor dos que ali viviam e que logo rejeitariam seu amor e salvação. Deus sente compaixão até mesmo pelos que lhe viram as costas. O Senhor Jesus, ao comtemplar a cidade, pode vislumbrar ao longo do tempo futuro, os perdidos que não entrariam pelos portais da nova Jerusalém eterna. Ao contemplar tal cena, não pode agir de forma diferente; a tristeza contagiou seu coração e o lamento foi exteriorizado e registrado para que nós lêssemos e entendêssemos de quão amplo é o desejo de Deus em que todos sejam salvos.
            Na experiência de Lázaro, também demonstrou sua mais pura afeição em favor dos humanos. Lázaro, aqui representa, todo e qualquer ser humano que existiu, existe e existirá. O amor de Cristo por Lázaro, é uma demonstração clara do amor que Ele sente por cada um de nós. O cuidado e simpatia por Lázaro alcança cada um dos que amam e temem a Deus. Mesmo entre os que não amam e não temem o Senhor, os cuidados e afeições de Deus ainda são demonstrados. O sol, e chuva o ar que respiramos, o fruto do dia a dia, são concedidos tanto aos bons quanto aos maus. Portanto meu querido leitor (a), você, se existisse naquele tempo, e se tivesse as mesmas necessidades de Lázaro, com certeza teria sido alcançado (a) pelo Salvador e teria sido beneficiado (a) pela sua compaixão.

Leitura Adicional

            “Jesus contemplou a cena encantadora à Sua frente, e a vasta multidão silenciou, fascinada por essa súbita visão de beleza. Todos os olhos se voltaram instintivamente para o Salvador, à espera de ver em Seu semblante a admiração que eles próprios sentiam. Mas, em vez disso, eles viram uma nuvem de tristeza cobrindo Seu rosto. Ficaram surpresos e decepcionados por ver os olhos do Salvador se encher de lágrimas, e Seu corpo oscilar como uma árvore abatida pela tempestade, enquanto um gemido de angústia ultrapassava Seus trementes lábios, como se surgissem das profundezas de um coração partido. Que cena foi essa para os anjos verem! Seu amado comandante em agonia de lágrimas! Que visão foi essa para a feliz multidão que O havia acompanhado com exclamações de triunfo e acenando ramos de palmeiras para aquele cume com vista para a cidade gloriosa, em que esperavam carinhosamente que Ele reinaria! Sua aclamações silenciaram, enquanto muitas lágrimas corriam em solidariedade com a dor que não conseguiam compreender! ...Era a visão de Jerusalém que  atravessava o coração de Jesus com angústia! Jerusalém, que havia rejeitado o Filho de Deus e desprezado Seu amor, que havia se recusado a ser convencida por Seus grandes milagres e estava prestes a tirar a Sua vida. Ele via que ela era culpada de rejeitar seu Redentor, e como teria sido se O tivesse aceito, pois somente Ele poderia curar suas feridas! Ele tinha vindo para salvá-la; como poderia Ele se esquecer da filha de Seus cuidados!” (Panfleto: Redemption: or the Teachings of Christ, the Anointed One, p. 122-124).

QUINTA E SEXTA, 30 E 31 DE DEZEMBRO
O plano de Deus para as emoções dolorosas
(Jo 16:20-24)

            Nada é mais gratificante nesta vida do que a promessa de um mundo melhor sem dor, tristeza e morte. O plano de Deus não está confinado ao passado ou ao terrível presente que vivemos. Um futuro repleto de significado e alegria nos aguarda na eternidade. Todos nós, por mais felizes que estejamos, nos sentimos cansados e esgotados. Somos afligidos a cada manhã e a cada findar de dia. Por esta razão a eternidade e as promessas de Deus se tornam mais significativas e profundas. O desejo pela volta de Cristo deve ser cada vez mais nosso maior sonho e anseio.
            Toda, absolutamente toda a tristeza findará; Toda, absolutamente toda lágrima findará; Toda, absolutamente toda angústia findará; Toda, absolutamente toda emoção negativa e depressiva chegará definitivamente ao fim. Que vitória maior Deus poderá nos dar, mais do que  o fim de toda e qualquer tristeza? Creio que, ainda seremos muito surpreendidos. O Senhor Jesus é Deus de grandes surpresas. Por esta razão e muitas outras, devemos permanecer firmes a qualquer custo. A demonstração do amor de Deus por nós nos trás alegria hoje e continuará trazendo pelos anos da eternidade.
            Lembre-se que, cada lágrima derramada e angústia silenciosa, Deus reverterá em constante alegria e nos dará retribuições inigualáveis.

Leitura Adicional

            “O Senhor não permite que Seus filhos aflitos, provados, se tornem joguetes das tentações de Satanás. Pertence-nos o privilégio de confiar em Jesus. Os Céus estão cheios de ricas bênçãos, e temos o privilégio de ter em nós a alegria de Cristo, para que nossa alegria seja completa. Não temos porque não pedimos, ou porque não oramos com fé, crendo que seremos abençoados com a influência especial do Espírito Santo. Ao que deveras busca por meio da mediação de Cristo, são comunicadas as benignas influências do Espírito Santo, para que o recebedor possa transmitir o conhecimento da verdade que salva. Por que não cremos no claro ‘Assim diz o Senhor’? Não deixemos de orar em circunstância alguma. O espírito pode estar pronto, mas a carne é fraca, e Jesus conhece tudo a esse respeito. Em nossa fraqueza, não devemos ficar ansiosos, pois ansiedade quer dizer dúvida e falta de confiança. Simplesmente devemos crer que Cristo pode salvar totalmente os que por Ele se chegam a Deus, vivendo sempre para fazer intercessão por nós. ...Deus conhece nossas necessidades e proveu para elas. O Senhor tem um tesouro de suprimentos para Seus filhos, e pode lhes dar o que precisam em todas as circunstâncias. Então, por que não confiar nEle? Ele fez promessas preciosas para Seus filhos sob a condição de fiel obediência a Seus preceitos. Não existe um fardo que Ele não possa remover, não há trevas que Ele não possa dissipar, não há fraqueza que Ele não possa transformar em poder nem temores que Ele não possa acalmar, não há aspiração digna que Ele não possa orientar e justificar” (Review and Herald, 14 de janeiro de 1890).

Gilberto G. Theiss, nascido no estado do Paraná, é membro da Igreja adventista do Sétimo dia desde 1996. Crê integralmente nas 28 doutrinas Adventista como consta no livro “Nisto Cremos” lançado pela “Casa Publicadora Brasileira”. Foi ancião por 3 anos na Igreja Adventista do Sétimo dia da cidade Nova Rezende/MG e por 6 anos na Igreja Central de Guaxupé/MG. Foi Obreiro bíblico na mesma cidade e hoje, além de ser coordenador do curso básico de reforço teológico para líderes de igreja pelo site www.altoclamor.com, está Bacharelando no Seminário Adventista Latino-Americano de Teologia. Gilberto G. Theiss é autor de alguns livros e é inteiramente submisso e fiel tanto a mensagem bíblico-adventista quanto a seus superiores no movimento Adventista como pede hebreus 13:17. Toda a mensagem falada ou escrita por este autor é filtrada plenamente pelo que rege a doutrina bíblica-adventista do sétimo dia. Contato: gilbertotheiss@yahoo.com.br

19 Dezembro 2010

Comentário da Lição da Escola Sabatina – Lição 13 – 4º Trimestre 2010 (18 a 25 de dezembro)


Comentário da Lição da Escola Sabatina – Lição 13 – 4º Trimestre 2010 (18 a 25 de dezembro)

Comentário: Gilberto G. Theiss

SÁBADO, 18 DE DEZEMBRO
Baruque: Legado em um mundo em pedaços
(Isaias 8:20)

            “À lei e ao testemunho! Se eles não falarem desta maneira, jamais verão a alva” (Is 8:20).

Ao norte, Israel havia sido devastada pela Assíria que por volta do sétimo século vivia em crise de guerra civil. Ao sul estava Judá que, por ato milagroso da parte de Deus, ainda permanecia em pé. No entanto, devido as transgressões de Judá, Deus permitiu que a nação Babilônica entrasse e levasse cativo o povo de Deus. Judá havia sido advertida por diversas vezes e diversas formas através dos profetas, especialmente Jeremias. É neste ínterim, que entra o personagem desta semana: Baruque.
Baruque era um escriba, que por sinal, era de linhagem culta. Ele se juntou a Jeremias como seu escrivão e se tornou um personagem importante em todo esse contexto. A infidelidade de Judá através de seus governantes e muitos dentre o povo, trouxe grandes consequências a toda a nação. Baruque fez parte da proclamação das advertências vindas de Jeremias. Ele foi um instrumento nas mãos de Deus e de Jeremias anunciando o juízo e a destruição. Infelizmente, sua escrita não foi ouvida e o juízo caiu sobre Judá. A lição desta semana tem muito a nos ensinar, pois muitos dos episódios do passado poderão, como numa tipologia bíblica, acontecer novamente em nossos dias. Hoje, nós somos o Judá espiritual e temos os escritos de uma profetisa que nos adverte do juízo iminente. Assim como no passado, a recusa em ouvir a voz de um mensageiro poderá nos custar muito caro. Babilônia espiritual está arregimentando suas forças, o profeta atual tem proclamado a voz de Deus, e muitos de nós, como Baruque, estamos divulgando as advertências dadas por Deus através do profeta contemporâneo.
Como percebido, esta semana faremos uma viagem ao passado para sabermos como viver no presente.

DOMINGO, 19 DE DEZEMBRO
O mundo de Baruque
(Jr 7:1-11)

            No tempo de Baruque, à semelhança de Israel, Judá havia se corrompido. A idolatria se tornara uma marca em Judá além da transgressão aberta aos demais mandamentos de Deus e as variadas formas de injustiça aos órfãos e viúvas praticadas.
            Por razões como esta é que Deus retirara sua proteção e bênçãos sobre sua nação escolhida ao ponto de permitir que Babilônia viesse, devastasse Jerusalém, destruísse o templo e aprisionasse muitos Israelitas. Com o objetivo de minimizar o sofrimento de Seu povo é que Deus levantou o profeta Jeremias, pois caso atendessem aos apelos do profeta, Deus minimizaria tamanha crueldade que seria cometida contra eles. Infelizmente o rei e o povo não atenderam aos apelos de Deus através do profeta e como consequência, deram início ao exílio babilônico tão conhecido por todos nós.
            As palavras do profeta, caso não houvesse arrependimento, se cumpririam rigorosamente como enunciado. Deus apelou, clamou, sua mensagem fora pronunciada e seus profetas foram rejeitados e perseguidos por Seu próprio povo escolhido. A sentença fora pronunciada e alcançou seu devido cumprimento.
            Assim como no tempo de Baruque, hoje, a palavra de Deus é proclamada com força e as advertências de um juízo são pronunciadas pelos Baruques modernos da atualidade. No Israel espiritual da atualidade, muitos rejeitam a palavra do Senhor, perseguem os escritos do profeta e os Baruques modernos que ensinam, pregam e defendem essas palavras. Em meio a este cenário, dois grupos distintos estão se formando na igreja. Os que ouvem e atendem a palavra de Deus e os que não atendem. O joio e o trigo estão se fortalecendo e se preparando para um último impasse que resultará em sacudidura. Um grupo dará forte testemunho que será insuportável para os despreparados e mundanizados criando uma fortíssima oposição. A este respeito bem escreveu Ellen White:

“Alguns não suportarão esse testemunho direto. Levantar-se-ão contra ele, e isto é o que determinará a sacudidura entre o povo de Deus” (Primeiros Escritos, p. 270).

Em outras palavras, assim como nos tempos de Jeremias e Baruque, um exílio está prestes a irromper sobre os judeus espirituais de nosso tempo, promovido pela babilônia atual. Uma tempestade está prestes a irromper sobre os que conhecem a mensagem de Deus, no entanto trará duras consequências àqueles que “não tem sido santificados pela obediência à verdade” (Grande Conflito, p. 608).

E diz mais: “O espírito de oposição à reprovação, que levou à perseguição e ao aprisionamento de Jeremias, existe hoje. Muitos se recusam a atender a repetidas advertências, preferindo dar ouvidos a falsos mestres que lisonjeiam sua vaidade e revelam suas más obras. No dia da tribulação, tais pessoas não terão refúgio certo, nem auxílio do Céu. Os servos escolhidos de Deus devem enfrentar com coragem e paciência as provas e sofrimentos que sobre eles recaem na forma de acusações, desprezo, deturpações. Devem continuar a desempenhar fielmente a obra que Deus lhes deu a fazer, sempre lembrando que os profetas do passado e o Salvador da humanidade e Seus apóstolos também suportaram abusos e perseguições por amor da Palavra” (Profetas e Reis, p. 437).

Leitura Adicional

“Deus Se empenhara com Judá para que Lhe não provocasse a ira, mas não Lhe deram ouvidos. Finalmente, foi pronunciada contra eles a sentença. Eles deviam ser levados cativos para Babilônia. Os Caldeus iam ser usados como instrumento pelo qual Deus castigaria Seu povo desobediente. Os sofrimentos dos homens de Judá deviam estar na proporção da luz que haviam recebidos e das advertências que haviam desprezado e rejeitado. Por muito tempo estivera Deus retardando Seus juízos; mas agora Ele faria cair sobre eles Seu desprazer, como derradeiro esforço no sentido de detê-los em seu mau caminho” (Profetas e Reis, p. 425).

“O peneiramento de Deus sacode fora multidões, como folhas secas.” (Testemunhos Seletos, vol. 1, pág. 479).

“A palha, como nuvem, será levada pelo vento, mesmo de lugares onde só vemos ricos campos de trigo” (Serviço Cristão, pág. 49).

“Logo o povo de Deus será provado por ardentes provas, e a grande proporção dos que agora permanecem genuínos e verdadeiros, demonstrar-se-á metal vil. ...Quando a religião de Cristo for mais desprezada, quando Sua lei mais desprezada for, então deve nosso zelo ser mais ardoroso e nosso ânimo e firmeza mais inabaláveis. Permanecer em defesa da verdade e justiça quando a maioria nos abandona, ferir as batalhas do Senhor quando são poucos os campeões - essa será nossa prova. Naquele tempo devemos tirar calor da frieza dos outros, coragem de sua covardia, e lealdade de sua traição” (Testemunhos Seletos, vol. 2, pág. 31).

“A igreja talvez pareça como prestes a cair, mas não cairá. Ela permanece, ao passo que os pecadores de Sião serão lançados fora na sacudidura  - a palha separada do trigo precioso. É esse um transe terrível, não obstante importa que tenha lugar” (Mensagens Escolhidas, vol. 2, pág. 380).

“O Senhor tem servos fiéis, que se hão de revelar no tempo de sacudidura e prova. Há elementos preciosos, hoje ocultos, que não prostraram o joelho a Baal. Não tiveram a luz que tem estado a brilhar sobre vós, em chama concentrada. Mas pode sob um rude e não convidativo exterior revelar-se o puro brilho de um genuíno caráter cristão. Durante o dia olhamos para o céu mas não vemos estrelas. Ali se acham, fixas no firmamento, mas os olhos não as distinguem. À noite lhes contemplamos o genuíno brilho” (Serviço Cristão, pág. 49).

“Levante-se a oposição, de novo exerçam o domínio o fanatismo e a intolerância, acenda-se a perseguição, e os insinceros e hipócritas vacilarão, renunciando a fé; mas o verdadeiro crente permanecerá firme como uma rocha, tornando-se mais forte a sua fé, sua esperança mais viva do que nos dias da prosperidade” (O Grande Conflito, pág. 602).

SEGUNDA, 20 DE DEZEMBRO
Escriba de Jeremias
(Is 8:20)

Baruque, embora não tenha sido um profeta, desempenhou um papel muitíssimo importante como escriba de Jeremias. Como descrito em Jeremias 36:4, Baruque escrevia no rolo, segundo o que ditava Jeremias, todas as palavras reveladas por Deus.
Baruque assumiu um nobre papel, porque ele, além de escrever as mensagens ditadas por Jeremias, também fazia com que essas mensagens chegassem até o público. O profeta Jeremias não tinha acesso facilitado ao templo, devido aos problemas com a corte, e esta circunstância abriu espaço para que Baruque fosse além de um simples copista. Em muitas circunstâncias, ele foi as mãos e a boca de Jeremias para o povo.
            As mensagens proferidas por Deus, recebidas por Jeremias e escritas por Baruque, eram tão penetrantes quanto uma faca de dois gumes. O período em que esses dois homens exerceram o chamado de Deus, era um tempo de muito problema e apostasia. Satanás se apresentou de todas as formas para impedir que Deus cumprisse Seu sublime desígnio com aquele povo. Numa ocasião, quando a mensagem de Deus deveria ser clara para o rei e o povo, quanto à invasão Babilônica, Satanás se apresentou através de um falso mensageiro. Hananias contrariou o juízo pronunciado por Jeremias levando o povo a acreditar que a mensagem dele era falsa. Como de costume, o povo sempre foi tendente a dar crédito à mensagens mais agradáveis. A mensagem proferida por Jeremias era dura, confirmando o domínio de Babilônia sobre eles. No entanto, o orgulho do povo e a indisposição de cumprir as exigências ou vontade de Deus, levou-os a encarar a mensagem de Jeremias de forma leviana. Deram crédito à falsa mensagem de Hananias de que em dois anos Deus haveria de lhes dar a vitória e liberdade contra Babilônia. Jeremias, provavelmente a mando de Deus, pronunciou uma maldição sobre Hananias afirmando que ele morreria ainda naquele ano, o que de fato ocorreu.
            Observe que, assim como no passado, o povo de hoje, rejeita as verdades de Deus pelas fábulas dos homens. Quantos falsos profetas existem em nosso meio falando de progresso espiritual quando na verdade as pessoas têm estado cada vez mais afundadas no pecado? Quantos falsos profetas existem em nosso meio ensinando heresias como se fossem verdades? Quantos em nosso meio estão afirmando que não há necessidade de levar muito a sério, a mensagem de saúde? Quantos e quantos estão trazendo para dentro das igrejas o mundo e seus costumes sobre a alegação de tornar nossa mensagem mais aceitável e contemporânea? Quantos estão chamando de ridículos e de fanáticos os que desejam com sinceridade fazer o melhor para Deus em seus atos e costumes? Quantos estão transformando o santo em profano e o profano em santo? Bom, a lista pode ser grande, no entanto, creio que já é possível perceber que os tempos passados de alguma forma se assemelham aos nossos dias. Os Jeremias e Baruques de hoje que se cuidem, pois a verdade tem sido tão impopular quanto os do tempo desses homens. O que devemos fazer é, cumprir os desígnios de Deus sem olhar para trás. Avançar destemidamente e fazer valer nosso chamado e fé perante os homens e Deus. Se muitos fazem errado, que Deus faça o certo através de nós. Quanto aos falsos profetas e falsos escribas de hoje, esses darão conta por cada ato e palavra errada que proferiram diante de Deus e dos homens.

Leitura Adicional

            “As palavras do profeta, em lugar de levar à confissão e arrependimento, suscitaram a ira dos que tinham posição de autoridade, e como consequência Jeremias ficou privado de sua liberdade. Preso e posto no cepo, o profeta continuou ainda assim a transmitir as mensagens do Céu aos que lhe estavam próximos. Sua voz não podia ser silenciada pela perseguição. A palavra da verdade, declarou ele, “foi no meu coração como fogo ardente, encerrado nos meus ossos; e estou fadigado de sofrer, e não posso” (Jr 20:9). Foi cerca deste tempo que o Senhor ordenou a Jeremias que escrevesse as mensagens que desejava levar àqueles por cuja salvação seu coração piedoso estava continuamente a arder. ‘Toma o rolo dum livro’, ordenou o Senhor a Seu servo, ‘e escreve nele todas as palavras que te tenho falado de Israel e de Judá, e de todas as nações, desde o dia em que Eu te falei a ti, desde os dias de Josias até hoje. Ouvirão talvez os da casa de Judá todo o mal que Eu intento fazer-lhes; para que cada qual se converta do seu mau caminho, e Eu perdoe a sua maldade e o seu pecado’ (Jr 36:2,3).
            Em obediência à ordem, Jeremias chamou em seu auxílio um fiel amigo, e escriba Baruque, e ditou-lhe ‘todas as palavras do Senhor, que Ele lhe tinha revelado, no rolo de um livro’ (Jr 36:4). As palavras foram cuidadosamente escritas num rolo de pergaminho, e constituíam solene reprovação do pecado, uma advertência dos resultados infalíveis da constante apostasia, e um fervente apelo para renúncia a todo mal (Profetas e Reis, p. 432, 433).

            “Jeremias, na presença dos sacerdotes e povo, lhes suplicou ferventemente que se submetessem ao rei de Babilônia pelo tempo que o Senhor havia especificado. Ele mencionou aos homens de Judá as profecias de Oseias, Habacuque, Sofonias e outros, cujas mensagens de reprovação e advertência haviam sido semelhantes a suas mesmas. Referiu-lhes os eventos ocorridos em cumprimento das profecias de retribuição pelos pecados para os quais não houve arrependimento. No passado, os juízos de Deus tinham sido derramados sobre os impenitentes em exato cumprimento de Seu propósito como revelado por meio de Seus mensageiros... O falso profeta havia fortalecido a incredulidade do povo em Jeremias e sua mensagem. Impiamente, ele se havia declarado mensageiro do Senhor, e sofrera a morte como consequência. No quinto mês, Jeremias profetizou a morte de Hananias, e no sétimo mês suas palavras se provaram verdadeiras pelo seu cumprimento. O desassossego causado pelas declarações dos falsos profetas pôs Zedequias sob suspeita de traição, e não foi senão por ação imediata e decisiva de sua parte que lhe foi permitido continuar a reinar como vassalo (Profetas e Reis, p. 444-447).

            “Aqueles que professam crer em Jesus devem sempre reclamar luz. Diariamente devem orar para que a luz do Espírito Santo brilhe sobre as páginas do sagrado livro, a fim de que possam ser habilitados para compreender as coisas do Espírito de Deus. Devemos ter irrestrita confiança na Palavra de Deus, ou estamos perdidos. As palavras dos homens, por mais notáveis que eles possam ser, não são capazes de nos tornar perfeitos, completamente habilitados em toda boa obra (Review and Herald, 1º de dezembro de 1891).

TERÇA, 21 DE DEZEMBRO
Ambições contrariadas
(Jr 36)

            Um sentimento de apreensão toma conta do povo. Baruque foi até o templo e ali teve a oportunidade de ler as advertências vindas diretamente do Céu. Os oficiais, após saberem a origem da mensagem, levaram imediatamente até o rei. Eu, particularmente, ficaria muito apreensivo com tal situação pela esperança de ver resultados positivos caso o rei aceitasse a mensagem e as advertências de Deus. Com certeza, muita coisa poderia se tornar diferente e um novo rumo poderia ser estabelecido para o povo de Judá. No entanto, as palavras do profeta não foram bem recebidas, pois o rei irado, rasgou e pôs fogo no rolo. Sinceramente, a impressão que dá é que o rei ficou possuído devido a forma como se virou contra o rolo. É assim que fazem àqueles que se iram contra a palavra do Senhor. Mesmo em nossos dias, pessoas perdem emprego, famílias são separadas e pessoas são assassinadas por causa da palavra de Deus. No entanto, é perigosíssimo se voltar contra a mensagem do Céu. O rei, ao ter queimado o rolo e ordenado a prisão de Baruque e Jeremias, estava abertamente se colocando contra a majestade do Céu. A sorte dos opositores e inimigos da verdade é que, Deus é extremamente misericordioso e tardio em irar-se. O Senhor poderia ter naquele exato momento, feito cair um raio do céu a terra para fulminar o rei diante do publico. Entretanto, Deus não é orgulhoso e não se deixa levar pelas intimidações dos pobres e perdidos seres humanos. É por isso que tanto eu quanto você fomos agraciados pelo dom da vida em Cristo ao Se permitir ser humilhado e assassinado na cruz: para nos dar esperança e vida.
            Em todo caso, a misericórdia de Deus, embora seja longa e abrangente, também tem limite. Podemos ver nitidamente nesta mesma história quando o rei presenciou a sentença sobre seu reino, sua família e sua vida.

Leitura Adicional

            “Cristo tem dado a Seu povo mensagens de advertências para o mundo. À medida que essas mensagens são apresentadas, muitos serão convencidos da verdade. Então começam a pensar no sacrifício que a obediência à verdade envolve. A verdade exerce sua impressão no coração e é recomendada pela consciência. Mas os homens começam a especular. ‘Têm alguns dos ministros ou eruditos crido nela?’
            Muitos se recusam a obedecer à verdade, temendo perder sua reputação no mundo. Permitem que as inconveniências no caminho da verdade os impeçam de seguir o Salvador. Não compreendem que rejeitar a verdade significa perder a vida eterna.
            As inteligências celestiais observam com intenso interesse a luta entre o tentador e o tentado. É uma questão de vida ou morte que está sendo estabelecida. Cristo sabe disso e, antes que aqueles que oscilam na balança, mostra o infalível teste de obediência, dizendo: ‘Aquele que ama sua vida’ – seu bom nome, sua reputação, seu dinheiro, sua propriedade, seus negócios – ‘a perderá; ao passo que aquele que odeia sua vida neste mundo, a conservará para a vida eterna’. Aquele que odeia a vida que é vivida em transgressão da Lei de Deus, o que aceita os requerimentos divinos, deixando com Deus as consequências, ganhará a vida eterna. ‘Quem Me serve”, Cristo declara, ‘Precisa seguir-Me; e, onde estou, o Meu servo também estará. Aquele que Me serve Meu Pai o honrará’ (Review and Herald, 13 de novembro de 1900).

QUARTA, 22 DE DEZEMBRO
Ai de mim !
(Jr 45; Is 53:1-5)

            Leia com atenção Jeremias 45: “Palavra que falou Jeremias, o profeta, a Baruque, filho de Nerias, escrevendo ele aquelas palavras num livro, ditadas por Jeremias, no ano quarto de Jeoaquim, filho de Josias, rei de Judá, dizendo: Assim diz o SENHOR, Deus de Israel, acerca de ti, ó Baruque: Disseste: Ai de mim agora! Porque me acrescentou o SENHOR tristeza ao meu sofrimento; estou cansado do meu gemer e não acho descanso. Assim lhe dirás: Isto diz o SENHOR: Eis que estou demolindo o que edifiquei e arrancando o que plantei, e isto em toda a terra. E procuras tu grandezas? Não as procures; porque eis que trarei mal sobre toda carne, diz o SENHOR; a ti, porém, eu te darei a tua vida como despojo, em todo lugar para onde fores.”

Que triste fim teria Judá com a recusa das advertências dadas por Deus! O povo recebeu a mensagem de Jeová, ouviu da boca do profeta a voz de Deus. O Senhor insistiu e persistiu com aquele povo ingrato e desobediente. Infelizmente, cada palavra fora recusada. Além do mais, os mensageiros levantados por Deus foram perseguidos como se fossem indigentes e perturbadores. O que mais o Senhor poderia fazer para despertar aquelas pessoas? Homens, mulheres e líderes, escravos de suas paixões e cegueiras espirituais. Tratavam o errado como sendo certo, e o certo como sendo errado. Isto nos faz lembrar de alguma coisa? Os tempos não mudaram, os costumes errados e as cegueiras parecem ser exatamente as mesmas. Baruque ficou amargurado e deprimido. Aliás, não podia ser diferente com qualquer um de nós. Se você pudesse enxergar o juízo iminente, se entristeceria ao observar os outros não conseguindo enxergar tais juízos? Ficaria deprimido se soubesse que um juízo cairia sobre a igreja, como num todo, por causa da rejeição e das transgressões dos membros? Com certeza, ficaria mais triste ainda se passasse a ser perseguido cruelmente por tentar abrir os olhos do povo. Bom, agora você entende porque Baruque ficou deprimido. No entanto, embora Judá fosse invadida pelos Babilônios, a vida de Baruque e de Jeremias seria protegida pelo próprio Deus.

Hoje, mais do que em qualquer outro tempo, devemos clamar a Deus para que Ele nos abra os olhos. Podemos estar agindo como cegos espirituais, sem condições de ver um palmo à frente de nosso nariz. Podemos estar perseguindo pessoas levantadas por Deus; Podemos estar chamando de fanático ou de perfeccionista, pessoas que vivem intimamente com Deus; Podemos estar criticando pessoas, embora pecadoras, no entanto, tão honestas quanto nós mesmos; Podemos estar fazendo mau uso da verdade e trazendo o mundo para dentro de nossas vidas e da vida da igreja; Podemos estar perseguindo pessoas levantadas por Deus para advertir nossa amada igreja. Ellen White esclarece que “Aqueles a quem Deus escolheu para uma obra importante foram sempre recebidos com desconfiança e suspeita” (Testemunhos Para a Igreja, v.3, p. 261). Por mais convictos que sejamos de nossa própria condição, devemos nos olhar no espelho e fazer uma crítica pessoal a nós mesmos. Em fim, tanto quanto aquele povo, muitos de nós podemos estar totalmente perdidos, quando na verdade, pensamos que estamos salvos. Isto é muito sério. O povo de Judá, por mais sinceros que pudessem ser, foram enganados pelas suas convicções. Abramos os olhos, pois todo o cuidado é ainda muito pouco. Perder a salvação eterna é perder absolutamente tudo.

Leitura Adicional

“Aqueles a quem Deus escolheu para uma obra importante foram sempre recebidos com desconfiança e suspeita. Antigamente, quando Elias foi enviado com uma mensagem de Deus para os israelitas, eles não atenderam a advertência. Acharam-no desnecessariamente severo. Pensaram mesmo que ele havia perdido seu bom senso porque denunciava o povo favorecido de Deus como pecadores e seus crimes como tão graves que o juízo de Deus seria suscitado contra eles. Satanás e seus exércitos sempre se alinharam contra aqueles que levam a mensagem de advertência e reprovam o pecado. Os que não são consagrados se unirão também com o adversário dos homens para tornar tão difícil quanto possível o trabalho dos servos fiéis de Deus” (Testemunhos Para a Igreja, v.3, p. 261).
           
            “Os servos do Senhor podem esperar toda espécie de desânimo. Serão provados, não somente pela ira, pelo desprezo e a crueldade dos inimigos, mas também pela indolência, incoerência, mornidão e traição dos amigos e companheiros. ...Mesmo alguns que parecem desejar que a causa de Deus prospere, hão de mesmo enfraquecer as mãos dos Seus servos, ouvindo , passando adiante e quase crendo nas calúnias, arrogâncias e ameaças de seus adversários. ...Em meio a grande desânimo, Neemias pôs em Deus sua confiança: aí se encontra nossa defesa também. A lembrança do que Ele tem feito por nós se demonstrará um apoio em todo o perigo.  ‘Aquele que nem mesmo a Seu próprio Filho poupou, antes O entregou por todos nós, como nos não dará também com Ele todas as coisas?’ (Rm 8:32). E ‘se Deus é por nós, quem será contra nós?’ (Rm 8:31). Por astutos que sejam os ardis de Satanás e seus agentes, Deus os pode descobrir, e anular todos os seus conselhos” (Southern Watchman, 19 de abril de 1904; Serviço Cristão, p. 239, 240).

            “A todos quantos estão buscando sentir a mão guiadora de Deus, o momento do maior desânimo é justamente aquele em que mais perto está o divino auxílio. Olharão para trás com reconhecimento, à parte mais sombria do caminho que percorreram. ‘Assim sabe o Senhor livrar da tentação os piedosos’ (2Pe 2:9). De toda tentação e de toda prova, Ele haverá de tirá-los com fé mais firme e mais rica experiência” (O Desejado de Todas as Nações, p. 528).

            “Trevas e desânimo às vezes sobrevêm ao coração, ameaçando dominar-nos mas não devemos rejeitar nossa confiança. Devemos conservar os olhos fitos em Jesus, quer haja sentimento quer não. Devemos procurar cumprir fielmente todo dever conhecido, e então repousar calmamente nas promessas divinas (Mensagens aos Jovens, p. 111).

QUINTA  SEXTA, 23 E 24 DE DEZEMBRO
O que há para mim?
(Jr 45:1-5; Mt 6:25-34)

            Quem é que não sonha com algo grandioso nesta vida? Os sonhos no coração foram inseridos por Deus. O desejo de avançar, crescer, amadurecer, se tornar bom no que fazemos, aprimorar e alcançar as fronteiras da vida, são naturalmente sentimentos e disposições criadas por Deus. Aqueles que não sonham, logo perdem a vontade de viver. Perdem a esperança e o brilho pelas coisas mais simples da vida. Os sonhos por um futuro brilhante e de sucesso, são, sem dúvida alguma, a energia que nos movimenta em direção ao alvo desejado. No entanto, embora tudo isso seja a mais pura verdade, sonhar sem permitir que Deus sonhe por nós, pode ser tão perigoso quanto não ter sonho nenhum. Se nós temos direito de sonhar, Deus também tem esse direito. O detalhe é que, por causa do pecado, nossos sonhos sempre tem sido carregados de sentimentos egoístas e maus. Por mais limpos e puros que sejam, ainda assim podemos desejar ou sonhar por coisas e por algo que não seja o ideal para nossas vidas. Os sonhos de Deus são maiores e melhores do que os nossos, e por esta razão Ele deseja, talvez não mudar, mas ajustar nossos sonhos.
            Assim como Baruque, o desejo por grandeza, pode não ser errado, desde que seja diante de Deus permeado de amor e de altruísmo. Baruque, segundo alguns comentaristas, não conquistou seu tão sonhado cargo no reinado, no entanto, o mais importante ele não perdeu: Sua vida. Deus conservou aquilo que ele tinha de mais valioso. Com Deus os nossos sonhos podem ser realizados, mas é bom entendermos que, mais valioso do que qualquer coisa nesta terra, são as riquezas eternas.

I           Infelizmente, muitas pessoas não conseguem enxergar mais do que as riquezas temporais. A vida eterna e o brilhante futuro na eternidade são almejados e observados por muito poucos. Até mesmo entre os professos cristãos, a luta desesperada, e a busca sem limites por riquezas, bens, posições, fama, poder e grandezas nesta vida, tem-lhes custado a própria vida eterna.

Leitura Adicional

            “Os que têm a impressão de que seu trabalho não é apreciado e que desejam uma posição de maior responsabilidade considerem que: ‘Nem do Oriente, nem do Ocidente, nem do deserto vem a exaltação. Mas Deus é o Juiz; a um abate e a outro exalta’ (Sl 75:6-7). Cada homem tem seu lugar no plano eterno do Céu. Ocuparmos esse lugar, depende de nossa fidelidade em cooperar com Deus.
            Necessitamos evitar a compaixão de nós mesmos. Nunca alimentemos a impressão de que não somos estimados como deveríamos, que os nossos esforços não são apreciados e que o nosso trabalho é demasiadamente penoso. A lembrança de que Jesus sofreu por nós reduz ao silêncio todo pensamento de murmuração. Somos tratados melhor do que foi  nosso Senhor. “E procuras tu grandezas? Não as busques’ (Jr 45:5). O Senhor não dá lugar na Sua obra aos que têm maior desejo de alcançar a coroa do que de transportar a cruz. Ele deseja homens que pensem mais em cumprir o dever do que em receber recompensas – homens que sejam mais amantes dos princípios do que de promoção.
            Os que são humildes, e fazem seu trabalho como diante de Deus, podem não ser tanta aparência como os que estão cheios de agitação e importância própria; mas seu trabalho vale mais. Muitas vezes, os que fazem grande demonstração chamam a atenção para si mesmos, interpondo-se entre os homens e Deus, e seu trabalho experimenta insucesso. ‘A sabedoria é a coisa principal; adquire, pois, a sabedoria; sim, com tudo o que possuis, adquire o conhecimento. Exalte-a, e ela te exaltará; e, abraçando-a tu, ela te honrará” (Pv 4:7-8; A ciência do Bom Viver, p. 476, 477).

            “Portanto, humilhem-se debaixo da poderosa mão de Deus, para que Ele os exalte no devido tempo. Não somos encarregados da tarefa de exaltar a nós mesmos. Não necessitamos trabalhar pelos mais altos lugares na estima de outros, nem buscar supremacia para nossa opiniões nos conselhos dos nossos irmãos. A tarefa que nos foi designada por Deus é a da auto-humilhação. Nosso dever é praticar a justiça, amar a misericórdia e andar humildemente diante de Deus. Não devemos encorajar o orgulho e a própria estima, nem acariciar o pensamento de que não somos apreciados ou que nossa habilidade é subestimada. Nossa tarefa é assumir nossos deveres, por mais simples que sejam, e cumpri-los com fidelidade e coragem, fazendo todas as coisas zelosamente, como para o Senhor.
            Somos propriedade de Deus; e não deveríamos estar desejosos de permanecer no lugar que Ele nos designou, confiando em Seu julgamento, e com gratidão aceitando o privilégio de ser colaboradores com Ele em qualquer parte de Sua vinha? Se formos achados capazes de realizar um serviço mais amplo, um trabalho mais importante, o Senhor o sabe, e é Seu trabalho nos promover. Quão agradecidos devíamos ser de que não somos sobrecarregados com a responsabilidade de estimar nossa própria habilidade, e escolher nosso próprio lugar e posição. É nosso dever desenvolver os talentos que Deus nos deu, e estudar para nos apresentarmos aprovados nEle, ‘como obreiro que não tem de que envergonhar’. Todo trabalho deve ser feito com fidelidade e cuidado, e o sorriso de Deus abençoará aquele que for ‘fiel ao pouco’. Devotemos nosso humilde serviço a Deus e, no devido tempo, seremos colocados ‘sobre o muito’. Entreguemo-nos sem reservas a Deus, e confiemos em Seu amor e sabedoria para ordenar todos os nossos interesses e negócios” (Signs of the Times, 9 de março de 1888).

Gilberto G. Theiss, nascido no estado do Paraná, é membro da Igreja adventista do Sétimo dia desde 1996. Crê integralmente nas 28 doutrinas Adventista como consta no livro “Nisto Cremos” lançado pela “Casa Publicadora Brasileira”. Foi ancião por 3 anos na Igreja Adventista do Sétimo dia da cidade Nova Rezende/MG e por 6 anos na Igreja Central de Guaxupé/MG. Foi Obreiro bíblico na mesma cidade e hoje, além de ser coordenador do curso básico de reforço teológico para líderes de igreja pelo site www.altoclamor.com, está Bacharelando no Seminário Adventista Latino-Americano de Teologia. Gilberto G. Theiss é autor de alguns livros e é inteiramente submisso e fiel tanto a mensagem bíblico-adventista quanto a seus superiores no movimento Adventista como pede hebreus 13:17. Toda a mensagem falada ou escrita por este autor é filtrada plenamente pelo que rege a doutrina bíblica-adventista do sétimo dia. Contato: gilbertotheiss@yahoo.com.br

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