28 Novembro 2010

Comentário da Lição da Escola Sabatina – Lição 10 – 4º Trimestre 2010 (27 de Novembro a 04 de Dezembro)


Comentário da Lição da Escola Sabatina – Lição 10 – 4º Trimestre 2010 (27 de Novembro a 04 de Dezembro)

Comentário: Gilberto G. Theiss

SÁBADO, 27 DE NOVEMBRO
O homem de Deus, a obediência não é opcional
(2 Pe 1:20,21)

            “Sabendo, primeiramente isto: que nenhuma profecia da Escritura provém de particular elucidação; porque nunca jamais qualquer profecia foi dada por vontade humana; entretanto, homens [santos] falaram da parte de Deus, movidos pelo Espírito Santo” (2 Pe 1:20,21)

            A história desta semana será tão surpreendente quanto às estudadas até aqui. Vamos analisar alguns fatos que aconteceram por volta de 930 a.C. que envolve o declínio e divisão de Israel. As tribos se dividem formando uma nação ao norte com dez tribos e outra nação ao sul com duas tribos: Judá e Benjamim.
            Compreenderemos um pouco dos motivos que levou o povo de Israel à divisão, no entanto, estacionaremos um pouco mais nos personagens envolvidos como o rei Jeroboão, Roboão, o profeta desconhecido e o profeta mentiroso. Faremos menção do papel da obediência na vida cristã e como o autor bem ilustrou, perceberemos que o profeta que ensina a desobediência não pode estar falando da parte de Deus, mas de Satanás.
            Idolatria também é uma das notas tônicas desta história e perceberemos que fora uma das razões primordiais para a queda total do reino de Israel ao norte e o exílio de Israel ao sul (Judá).

Leitura Adicional

            “Para este tempo, a luz está brilhando do trono de Deus sobre Seu povo, e Ele envia Seus mensageiros para levar essa luz ao mundo. Toda luz dada em diferentes épocas aos filhos dos homens – em promessas, ameaças, em testemunho e exemplo – tudo tem sido transmitido a esta geração por Aquele em quem estão escondidos todos os tesouros da sabedoria e do conhecimento. Mas, dessa fonte, nova luz é constantemente recebida pelo cristão, mostrando ainda mais claramente o caminho para o Céu. Para aqueles que não querem ver a luz, que se recusam a andar no caminho por ela revelado, a luz se torna em trevas; mas, no caminho daquele que está desejoso de ver, ansioso para ouvir e zeloso em buscar a verdade como é em Jesus, ela brilha cada vez mais intensamente. O Senhor aceita aqueles que não apenas querem ouvir, mas que também estão prontos a obedecer. Ele disse: “Obedecer é melhor do que sacrificar, e o atender, melhor do que a gordura de carneiros” ( The Bible Echo, 4 de Janeiro de 1897).

DOMINGO, 28 DE NOVEMBRO
A política da religião
(1Rs 12:25-33)

A união da nação é quebrada devido as más decisões irrefletidas de Roboão. Com a divisão, Jeroboão passa a governar Israel ao norte cuja capital era Samaria. Ao sul, estava Judá cuja capital era Jerusalém governada por Roboão.
            Jeroboão, a princípio não pretendeu abertamente levar o povo a idolatria. No entanto, sua ambição política o levou a construir dois grandes centros de adoração, um em Dã ao norte e outro em Betel ao sul na divisa com Judá. O objetivo era tentar impedir que os povos ultrapassassem a divisa para adorar a Deus em Jerusalém, pois tal costume poderia levar o povo de Israel a tentação de se submeter ao reinado do sul. Todavia, tal estratégia só contribuiu para levar os israelitas à transgressão da lei de Deus. Sua pretensão de inovar a adoração para torná-la atrativa tanto quanto a de Judá, uma vez que levitas de sangue que viviam em suas terras haviam recusado participar da idolatria, fez com que levantasse sacerdotes não levitas para servir no templo (I Rs 12:31,32).

            Sua grande preocupação em perder a submissão dos povos para o rei de Judá, fez com que se esquecesse de Deus ao ponto de ir muito longe para impedir tal prejuízo. Sua ambição em manter o domínio sobre o povo fez com que levasse toda a nação à ruína. Misturou verdades com mentiras e corrompeu a adoração maculando-a com elementos estranhos. Isto é uma prova contundente do enorme cuidado que devemos ter para não misturar santo com profano na adoração a Deus.

            Este mesmo erro ocorreu no período da igreja apostólica. Devido aos infortúnios de serem confundidos com Judeus que estavam sendo perseguidos pelo império, muitos cristãos começaram a se reunir no domingo. Esta prática ganhou força até que materializou-se de vez impregnando a igreja. A influência política e social deu uma forcinha, e o objetivo em tornar a fé mais acessível e aceita pela sociedade foi o cheque mate para o corrompimento total. Em nossos dias, corremos os mesmos perigos, pois a necessidade e os exageros em tornar a fé adventista mais acessível e menos burocrática, tem feito com que negociemos muitas coisas que podem colocar em risco nossa identidade, valores e princípios. As pressões para estabelecer métodos de evangelização, podem levar a igreja a cometer erros irreparáveis. A estratégia da boa política para ganhar almas para Cristo pode, se falhar, ser um tiro no próprio pé. Por esta razão é que Deus um dia intervirá, e não permitirá que os métodos falhos dos homens continue maculando a pregação do evangelho com estratégias que batizam muito mas não transformam as vidas para a eternidade. Ellen White escreveu sobre esta intervenção, observe:

“Permiti-me dizer-vos que o Senhor trabalhará nesta última obra de um modo muito fora da ordem comum de coisas e de um modo que será contrário a qualquer planejamento humano. Haverá entre nós os que sempre desejarão dominar a obra de Deus, para ditar até que movimentos se farão quando a obra avançar sob a direção do anjo que se une ao terceiro anjo na mensagem a ser dada ao mundo. Deus usará maneiras e meios pelos quais se verá que Ele está tomando as rédeas em Suas próprias mãos. Surpreender-se-ão os obreiros com os meios simples que Ele usará para efetuar e aperfeiçoar Sua obra de justiça” (WHITE, Ellen G. Testemunhos para Ministros, p.300).
Não há dúvidas de que os adventistas devam buscar novos métodos de evangelização, no entanto, jamais devem misturar-se com métodos mundanos. Segundo o Espírito de Profecia “Não devemos adular o mundo nem pedir-lhe perdão por ter que dizer-lhe a verdade; devemos desprezar toda dissimulação. Façam tremular sua bandeira para pelejar pela causa dos homens e dos anjos. Entenda-se que os adventistas do sétimo dia não devem fazer acordos. Em suas opiniões e fé não deve haver a menor aparência de incerteza; o mundo tem o direito de saber exatamente o que se pode esperar de todo ser humano inteligente (Manuscrito 16, 1890; Evangelismo, p.179).
Também nos alerta que “A conformidade aos costumes mundanos converte a igreja ao mundo; jamais converte o mundo a Cristo” (Grande Conflito, p.509).
Leitura Adicional
“O maior temor de Jeroboão era que em qualquer tempo no futuro o coração de seus súditos se deixasse cativar pelo ocupante do trono de Davi.Ele raciocinou que se às dez tribos fosse permitido visitar com frequência a antiga sede da realeza judaica, onde os cultos do templo eram ainda dirigidos como nos anos do reinado de Salomão, muitos poderiam se sentir inclinados a renovar sua submissão ao governo centralizado em Jerusalém. Troncando ideias com seus conselheiros, Jeroboão determinou, num ousado golpe, desfazer, tanto quanto possível, a probabilidade de uma revolta seu governo. Isso ele pretendia levar a termo criando dentro dos limites de seu recém-formado reino dois centros de adoração: um em Betel e o outro em Dã. Nesses lugares deviam as dez tribos ser convidadas a se reunir em vez de em Jerusalém, para adorar a Deus. Planejando essa transferência, Jeroboão intentava apelar à imaginação dos israelitas, colocando perante eles alguma representação visível para simbolizar a presença do Deus invisível. Consequentemente mandou fazer dois bezerros de ouro, e estes foram postos dentro de nichos nos centros indicados para adoração. Nessa tentativa de representar a divindade, Jeroboão violou o claro mandamento de Deus: Não farás para ti imagem de esculturas...Não te encurvarás a elas e não as servirás (Êx 20:4,5). Tão forte era o desejo de Jeroboão de conservar as dez tribos afastadas de Jerusalém, que ele perdeu de vista a fraqueza fundamental de seu plano.” (Profetas e Reis, p.99-101).
“Nunca o homem mostra loucura maior do que ao buscar assegurar a aceitação e reconhecimento do mundo por meio do sacrifício de qualquer grau de fidelidade e honra devidas a Deus. Ao nos colocarmos onde Deus não pode cooperar conosco, nossa força será transformada em fraqueza (Testemunhos para a igreja, 7, p.151).
SEGUNDA, 29 DE NOVEMBRO
Deus intervém
(1Rs 13:1-6)

            “Era o momento ideal, o clímax ou apogeu da crise que se iniciara para a idolatria. O próprio rei de Israel, diante do altar que mandara construir, se prostrou para queimar incenso. Foi neste exato momento que aparece em cena um homem misterioso e sem nome. A escritura o chama de homem de Deus. Ele clamou contra o altar milagrosamente partindo-o fazendo com que as cinzas se derramassem. Jeroboão imediatamente estendera a mão contra o profeta determinando sua prisão. Naquele mesmo instante a mão do rei secou-se ficando sã somente quando o profeta intercera por ele perante Deus. Assim como o homem de Deus foi ameaçado pelo rei, muitos hoje são perseguidos por pregarem mensagens que apelem para mudanças e abandono do mundo. A verdade de uma vida renovada é antipopular, pois o pecado na sua esfera mais sútil á caro demais para ser abandonado.

            Também vemos que Deus, de maneira sobrenatural e poderosa, intervém com objetivo de apresentar Sua vontade e salvar o homem do pecado. Por incrível que pareça, milagres jamais foram evidências de fé para que as pessoas se convertessem ao Senhor. Aqueles que afirmam manter a fé ou confirmar a conversão caso milagres aconteçam ou anjos apareçam, na verdade só estão usando de retórica para manter a incredulidade. Os que possuírem sensibilidade para crer e seguir a Cristo não precisam de provas milagrosas, no entanto, os duros de coração e incrédulos não se converterão pelos atos sobrenaturais de Deus. Esta evidência podemos ver nitidamente na experiência do povo de Israel na saída do Egito diante das dez pragas, na passagem pelo mar vermelho e Jordão, e nas tantas vezes que venceram guerras de maneira sobrenatural. Nada disto foi-lhes suficiente para manterem a fé. Nos tempos de Jesus, quantos milagres presenciaram muitos dos fariseus e escribas e mesmo assim tiveram força e motivação para crucificá-lo? Da mesma forma, como bem sabemos, Jeroboão não voltou atrás em seus erros idolátricos. Seus objetivos em manter a pompa, poder e soberania sobre as pessoas, trouxe-lhe grande cegueira espiritual. Os milagres e as advertências de Deus através do profeta não causou-lhe nenhum impacto.

            Esta advertência serve para todos nós hoje, pois muitas das vezes, acabamos negociando princípios simplesmente para sermos mais bem aceitos pelas pessoas ou para facilitar a conversão de outras. Também da mesma forma, corremos o risco de agir como Jeroboão. Nossas ambições por posse, poder, vantagens, melhores salários, prestígios e posições poderão criar escamas espirituais em nossos olhos ao ponto de fazermos muitas coisas erradas tendo plena certeza que estamos fazendo o certo. Dependendo do nível da cegueira, nem quebrando a cara ou tendo provas contundentes de nossos erros seremos capazes de aceitar que agimos de maneira inconveniente. Isto foi o que aconteceu com Satanás e seus anjos e isto é o que poderá acontecer com qualquer um de nós se não tomarmos cuidado conosco mesmos. Deus sempre intervirá quando for necessário, mas isto jamais será garantia que de fato atenderemos suas advertências.

Leitura Adicional

            “O ousado desafio do rei a Deus ao pôr de lado instituições divinamente indicadas, não foi permitido passar sem repreensão. No momento mesmo em que ele estava oficiando e queimando incenso durante a dedicação do altar estranho que havia levantado em Betel, apareceu ali perante ele um homem de Deus do reino de Judá, enviando para denunciá-lo pela presunção de introduzir novas formas de culto (Profetas e Reis, p. 101).

            “Neste tempo, a igreja deve colocar sobre si as belas vestes, ‘cristo nossa justiça’. Há claras e decididas distinções a ser restauradas e exemplificadas no mundo quanto à exaltação dos mandamentos de Deus e a fé de Jesus. A beleza da santidade deve aparecer em seu brilho natural em contraste com a deformidade e trevas do infiel, aquele que se tem revoltado contra a lei de Deus. Assim, reconhecemos a Deus e Sua lei, o fundamento do Seu governo no Céu e através dos domínios terrestres. Sua autoridade deve ser conservada distinta e clara diante do mundo; não deve ser reconhecida nenhuma lei que esteja em colisão com a lei de Jeová. Se, em desafio ao sistema de Deus, permitimos que o mundo influencie nossas decisões e ações, o propósito divino é derrotado. Por mais ilusório que seja o pretexto, se a igreja vacilar aqui, será registrada contra ela, nos livros do Céu, uma traição da mais sagrada confiança, e deslealdade ao reino de Cristo. Firme e decididamente, a igreja deve manter seus princípios diante de todo o Universo celestial e os reinos do mundo. Imutável fidelidade em manter a honra e santidade da lei de Deus atrairá atenção e admiração até mesmo do mundo, e muitos desejarão ser levados a glorificar nosso Pai celestial por causa das boas obras que contemplarão” (Christian Experience and Teachings of Elleh G. White, p. 207, 208).

            “O Senhor não tolera práticas pecaminosas para ficar sem enviar reprovações e advertência. Há pessoas em elevadas posições que conhecem as reprovações, advertências e juízos a elas enviados; que conhecem o exemplo do trato de Deus com outros que têm sido desobedientes, mas não têm buscado corrigir seus caminhos diante de Deus. Antes, têm se esforçado para tornar sem nenhum efeito as mensagens que Deus lhes tem enviado. Continuam a exaltar a si mesmas e executar seus próprios caminhos em desafio às palavras de Deus. Não têm sido ignorantes a respeito do caminho certo, mas têm permitido que seus olhos sejam cegados. Ao pronunciar juízo sobre esses, Deus dirá, como disse ao perverso rei: “Não humilhaste teu coração, embora conhecesses tudo isto” (Review and Herald, 24 de setembro de 1908).

TERÇA, 30 DE NOVEMBRO
O doador de dons
(Lc 16:31; Jo 10:25-28; 15:24; 2Rs 5:14-16; Dn 5:13-17)

            Como já comentado no tópico anterior, os milagres não podem fazer pelo homem incrédulo o que ele não pode fazer por si. Em vez de repelir seu comportamento errado, apenas mudou de estratégia para minimizar as advertências trazidas pelo homem de Deus. Não é assim que às vezes tentamos fazer com o Senhor? Por não aceitar totalmente as reivindicações de Jeová, tentamos negociar com Ele apenas diminuindo o nível de nossa transgressão ao invés de abandoná-la completamente. E ainda nos enganamos acreditando que Ele aceita este tipo de trambique espiritual. Como exemplo, cito o teólogo Norman Geisler que escreveu sobre ética num contexto de sexualidade cristã, que “a masturbação pode ser certa se for usada como um programa limitado e temporário de controle-próprio para evitar a concupiscência antes do casamento” (O cristão e o sexo, p. 171). Em outras palavras, pode ser conveniente e aceitável como não sendo pecaminosa se o cristão solteiro fizer uso dela apenas para aliviar as tensões.

Ideias assim têm surgido no meio cristão criando imperceptivelmente uma apologia a favor do pecadinho. Como se houvesse diferença entre pecadinho e pecadão! Já que existe muita indisposição em se sacrificar para abandonar o pecado, o jeito é limitar o poder da graça se pendurando no argumento da natureza caída para continuar na prática pelo menos do pecadinho. Embora a salvação seja unicamente pela graça, Paulo, o apóstolo da graça, foi contundente ao afirmar que, se for preciso, devemos “resistir o pecado a ponto de derramar sangue” (Hb 12:4). Em outras palavras, perseverar contra o pecado é um dever, e além do poder de Deus que está a nossa disposição, devemos usar todos os recursos que estiverem em nossas condições de serem usados. Devemos lutar tenazmente até alcançar a vitória no poder e na graça de Cristo. Isto não é perfeccionismo, isto é entrega e inteligência, pois ninguém é feliz ou realizado no pecado.

            O rei ofereceu a hospitalidade e cuidado, mas o homem de Deus, seguindo as orientações do Senhor, rejeitou tenazmente virando as costas e partindo. Embora a história do homem de Deus não termine bem, até esta circunstância, dá nítido exemplo de como deve viver os cristãos em pleno século XXI. Deus não requer menos em nossos dias como requereu nos dias anteriores. A escusa de realizar a vontade do Senhor nos dias atuais, tem acarretado muita desgraça e sofrimento na vida de muitos que se dizem ser seguidores de Jesus Cristo. Ellen White a este respeito escreveu que A maior necessidade do mundo é a de homens - homens que se não comprem nem se vendam; homens que no íntimo da alma sejam verdadeiros e honestos; homens que não temam chamar o pecado pelo seu nome exato; homens, cuja consciência seja tão fiel ao dever como a bússola o é ao pólo; homens que permaneçam firmes pelo que é reto, ainda que caiam os céus. Mas um caráter tal não é obra do acaso; nem se deve a favores e concessões especiais da Providência. Um caráter nobre é o resultado da disciplina própria, da sujeição da natureza inferior pela superior - a renúncia do eu para o serviço de amor a Deus e ao homem” (Educação, p. 56).
           
Leitura Adicional

            “Jeroboão se encheu de um espírito provocador contra Deus, e procurou conter o que lhe tinha apresentado a mensagem. Cheio de ira, ele ‘estendeu a sua mão de sobre o altar, dizendo: Pegai ele’. Seu ato impetuoso encontrou reprovação imediata. A mão estendida contra o mensageiro de Jeová se tornou de súbito impotente e seca, e não a podia tornar a trazer a si. Tomado de terror, o rei apelou ao profeta que intercedesse por ele junto a Deus. ... ‘Então o homem de Deus orou à face do Senhor ,e a mão do rei se restituiu e ficou como dantes’ (IRs 13:6). Pela mensagem do profeta, o rei de Israel deveria ter sido levado ao arrependimento, a renunciar seus ímpios desígnios, os quais estavam desviando o povo do verdadeiro culto de Deus. Mas ele endureceu o coração, e decidiu seguir o caminho de sua própria escolha (Vidas que Falam [MM 1971], p. 2020).

            “Por ocasião da festa em Betel, o coração dos israelitas não estavam completamente endurecidos. Muitos eram suscetíveis à influência do Espírito Santo. O Senhor decidiu que os que estavam indo a passos rápidos para o caminho da apostasia deviam ser impedidos em seu curso antes que fosse demasiadamente tarde. Ele enviou Seu mensageiro para interromper o procedimento idólatra, e revelar ao rei e ao povo qual seria o resultado de sua apostasia. A ruptura do altar foi um sinal da desaprovação de Deus à abominação que estava sendo praticada em Israel. O Senhor procura salvar, não destruir. Ele se deleita na libertação de pecadores. “Vivo Eu, diz o Senhor Jeová, que não tenho prazer na morte do ímpio” (Ez 33:11). Por meio de advertências e rogos Ele convida o obstinado a cessar de praticar o mal, e a se voltar para Ele e viver. O Senhor dá a seus escolhidos mensageiros santa ousadia, para que os que os ouvirem temam e sejam levados ao arrependimento. Quão firmemente o homem de Deus repreendeu o rei! E esta firmeza foi essencial; de nenhum outra maneira poderiam os males existentes ter sido reprovados. O Senhor deu a Seu servo ousadia, para que houvesse uma impressão perdurável nos que o ouviram. Os mensageiros do Senhor não devem jamais temer a face do homem, mas sim permanecer inflexíveis pelo direito. Enquanto sua confiança estiver posta em Deus, não precisam temer, pois Aquele que lhes deu uma tarefa também lhes assegura Seu cuidado protetor (Profetas e Reis, p. 102-105).

            “Deus vos chama a todos, que desejam serem filhos Seus, a proceder como estando sob Seu divino olhar, a adotar a santa norma de justiça. Sua justiça e Sua verdade são os princípios que devem ser estabelecidos em todo coração. Aquele que conserva sua integridade para com Deus, será reto para com os outros. Ninguém que ame verdadeiramente a Deus, exporá sua alma à tentação por amor de uma sedução de ouro e prata, de honra ou de qualquer outra vantagem terena. “Pois que aproveitaria ao homem ganhar todo o mundo e perder a sua alma? Ou que daria o homem pelo resgate da sua alma?” (Mc 8:36, 37; Mensagens Escolhidas, v.2, p. 132).

QUARTA, 1 DE DEZEMBRO
Mentiras tentadoras
(IRs 13:11-19)

Ninguém é tão assediado por Satanás quanto os que diretamente estão à frente da obra do Senhor sendo conduzido por Ele. As ações de Satanás são mais intensas e capciosas contra os líderes do rebanho de Deus. Quanto mais elevado a responsabilidade de guiar e estar a frente da obra, maiores serão as provas, tentações e perseguições dos que desejam o fracasso do evangelho.

            O homem de Deus recebera uma ordem clara de que não deveria parar para comer ou beber. É bem provável que a ordem de Deus para que o homem de Deus não aceitasse a hospitalidade na terra de Israel seja um reflexo da dimensão da idolatria e paganização daquele lugar. Infelizmente, como qualquer ser humano deste mundo, o homem de Deus, possivelmente estivesse com muita fome ou sede, necessitando de alimento e de bebida. No entanto, restava-lhe apenas cerca de dois quilômetros para chegar nas terras de Judá, pois Betel ficava bem próximo da divina com Judá. Se ele tivesse continuado sua jornada e não tivesse parado nas terras de Israel, tal desastre não teria acontecido. Talvez estivesse muito cansado e isto justificaria parte de sua atitude em parar para descansar, ou, como sugerido por alguns, possivelmente estivesse sendo extremamente tentado a comer e beber algo imediatamente. Não se sabe ao certo o motivo, entretanto, podemos ter certeza que ele conhecia bem a vontade de Deus e sabia que poderia estar caindo numa enrascada diabólica ao aceitar o convite do velho profeta como que vindo do Céu. White nos diz que “vez após outra a mentira foi repetida, e o convite insistente, até que o homem de Deus se permitiu ser persuadido a voltar” (Review and Herald, 24 de julho de 1913). Ele não aceitou de imediato, houve relutância, mas foi vencido pela insistência do profeta mentiroso.

            É incrível observar, como muitos gostam de dar chance para a tentação. Dois jovens que estão namorando, sabem que não devem ficar a sós, mas mesmo assim se arriscam até que o pecado se materialize. Um homem casado sabe que não deve manter amizade muito próxima com outra jovem carente e atraente que não seja sua esposa, no entanto, depois de tanto ignorar os perigos existentes, de repente se vê em uma situação desfavorável de pecado. A juventude cristã de hoje, sabe muito bem que não deve se envolver com pessoas que não dividam a mesma fé, no entanto, ao se aventurar, ficam prezas a elas pelas correntes da paixão ao ponto de sacrificar a própria fé e a religião para  permanecer ao lado do suposto amor. Assim, de passo a passo, os homens e mulheres vão se arriscando ao ficar bem na fronteira do pecado. O pecado, assim como o profeta mentiroso, é persistente e insistente e somente poderemos sair vitoriosos da tentação se virarmos as costas e sairmos de perto. O exemplo de José de sair correndo é um bom remédio para os que forem sediados pelas fraquezas.

Também vemos nesta mesma história, um homem que segundo Ellen White, “dizia ser profeta”. Com certeza, este profeta, pelo menos no momento, não servia a Deus. Se o anjo apareceu para ele, de fato eram os demônios. Parece que sua missão foi unicamente a de desgraçar a vida do homem de Deus. Quantos em nossos dias em nome de Deus levam muitos a ruína e a desgraça? Quantos em nossos dias que se dizem pastores, anciãos, profetas, diáconos, presbíteros, obreiros, missionários e que constantemente tem levado as pessoas na direção de seus frágeis conselhos que contrariam a palavra de Deus? O cuidado nesta questão é pouco, pois até mesmo nós podemos estar arruinando uma vida com nosso mau exemplo ou com nosso achismo.

Outra questão que devemos levantar neste episódio é o fato de o homem de Deus ter sido assassinado por um leão. A pergunta que surge é: Como pode Deus ter sido tão desumano com ele só porque parou para comer e beber? O que posso dizer é que, não deve ser fácil ser um profeta ou ministro de Deus, pois um homem ungido pelo Senhor, possui responsabilidades muito maiores diante de Deus do que qualquer outra pessoa. Segundo Ellen White, Deus não trata os pecados de seus líderes da mesma forma como em de seus liderados (História da Redenção, p. 166). Os líderes, como peixes em um aquário, são contemplados e copiados por todos. White também afirma que “a penalidade imposta ao mensageiro de Deus foi uma evidência adicional da verdade profética proferida sobre o altar. Se, depois de desobedecer à palavra do Senhor, o profeta tivesse ido em segurança, o rei teria usado esse fato para vindicar sua própria desobediência” (Review and Herald, 24 de Julho de 1913).

Leitura Adicional

“Raciocinando da causa para o efeito, percebemos que não é a grandeza do ato de desobediência que se constitui pecado, mas o fato de contrariar a expressa vontade de Deus no mínimo pormenor, pois isso é uma negação virtual de Deus, rebelião contra as leis de Deus. Ao obedecer à lei de Deus, o ser humano é circundado como por uma cerca e guardado contra o mal. ...Se cada um fosse deixado a seguir seu próprio caminho, haveria uma variedade de padrões cabíveis a gostos diferentes, o governo seria usurpado das mãos do Senhor e o homem se apossaria do reino. A lei do ego seria erguida. A vontade do homem se tornaria suprema e a elevada e santa vontade de Deus seria desonrada e desrespeitada. É impossível dizer até onde o homem estaria disposto a seguir as sugestões de seu coração egoísta. Mas sempre que alguém escolher seu próprio caminho, haverá controvérsia entre o homem e Deus” (Signs of the Times, 10 de abril de 1893).

QUINTA E SEXTA, 2 E 3 DE DEZEMBRO
Tentações gêmeas
(2 Pe 2:1; Jd 4-16; IRs 13:20-24)

            Quantos falsos profetas existem em nosso meio hoje. Qualquer um que ensine uma mentira baseada no achismo do que no assim diz o Senhor, pode ser qualificado como um falso profeta. Em nossos dias são muitos os que ensinam heresias disfarçadas com boa vontade. Métodos humanos inseridos na obra permeados de mundanismo tem feito pessoas convencidas mas não convertidas. Existem ainda os que, infectados pela teologia neoliberal, ensinam uma apologia da Graça que não é bíblica. Este tipo de teologia de que Cristo já fez tudo por nós, tem levado muitos cristãos e igrejas à libertinagem. Cristo realmente fez tudo por nós, mas em momento algum ensinou que Sua graça nos dá licença para viver uma vida no pecado. Judas deve ter se deparado com pessoas assim em seu tempo, pois escreveu que “certos indivíduos se introduziram com dissimulação, os quais, desde muito, foram antecipadamente pronunciados para esta condenação, homens ímpios, que transformam em libertinagem a graça de nosso Deus e negam o nosso único Soberano e Senhor, Jesus Cristo” (Jd 4).

Infelizmente, muitos, no afam de combaterem o legalismo e perfeccionismo que tem ganhado força em nosso meio, estão levando a igreja para o outro extremo, o do liberalismo desenfreado. E, segundo alguns teólogos, o liberalismo de hoje, tem causado maiores danos a igreja do que o legalismo de ontem.

Muitos, mesmo dentre os líderes, agem como um falso profeta: debochando da mensagem de saúde, ridicularizando e fazendo piadas de quem é vegetariano, introduzindo músicas mundanas na adoração, outros ensinam que não precisamos guardar todos os mandamentos, pois se conseguirmos guardar 50% + 1 já estaremos cumprindo o papel da obediência. Bom, a lista pode ser bem grande se eu continuar. De qualquer forma, é válido lembrar que Deus sempre agirá quando for necessário. Assim como Ele atuou no passado, Ele há de atuar no futuro em sua igreja. Não precisamos temer quanto aos falsos profetas de hoje, precisamos sim, zelar pela igreja, pela obra de Deus, pela verdade do evangelho, devemos tomar cuidado para não tornar-nos legalistas e muito menos liberalistas. E com certeza, Deus mesmo se encarregará dos lobos disfarçados de ovelhas. Mais cedo ou mais tarde, os falsos profetas de hoje colherão os frutos amargos que plantaram. Tudo é uma questão de tempo. Lembre-se que: Se muitas pessoas fazem errado, que Deus faça o certo por nosso intermédio.

Leitura Adicional

“O Salvador venceu para mostrar ao homem como ele pode vencer. Todas as tentações de Satanás, cristo enfrentava com a Palavra de Deus. Confiando nas promessas divinas, recebia poder para obedecer aos mandamentos de Deus, e o tentador não podia alcançar vantagem. A toda tentação, Sua resposta era: ‘Está escrito’. Assim Deus nos tem dado Sua Palavra para com ela resistir ao mal. Pertencem-nos grandíssimas e preciosas promessas, a fim de que por elas sejamos ‘participantes da natureza divina, havendo escapado da corrupção, que, pela concupiscência, há no mundo’ (2Pe 1:4). Digam aos tentados que não olhem às circunstâncias, à fraqueza do próprio eu, nem ao poder da tentação, mas ao poder da Palavra de Deus. Toda a sua força nos pertence. ‘Escondi a Tua palavra no meu coração’, diz o salmista, ‘para eu não pecar contra Ti’ (Sl 119:11). ‘Pela palavra dos Teus lábios me guardei das veredas do destruidor’” (Sl 17:4; Ellen G White, A Ciência do Bom Viver, p. 181).

            “Todo o poder e astúcia de Satanás sempre têm sido direcionados àqueles que estão buscando zelosamente fazer avançar a causa e a obra de Deus. Embora frequentemente frustrado, ele sempre tem renovado seus ataques. Porém, é quando trabalha em segredo que ele é, mais terrível. Os defensores de uma verdade impopular devem esperar oposição de seus inimigos declarados; e isso frequentemente com violência e crueldade, mas é menos perigoso que a inimizade secreta daqueles que professam estar servindo a Deus, enquanto no coração são servos de Satanás. Embora aparentemente unidos ao trabalho de Deus, muitos estão ligados a Seu adversário; e se de algum modo forem impedidos em seus planos, ou reprovados por seus pecados, eles cortejam o favor dos inimigos da verdade, e lhes abrem todos os planos dos servos de Deus e atividades de Sua causa. Assim colocam toda a vantagem nas mãos daqueles que usam todo o conhecimento para obstruir a causa de Deus e injuriar Seu povo. Esses indivíduo de duas mentes e dois propósitos pretendem servir a Deus e então passam para o lado inimigo e o servem, de acordo com as conveniências de suas inclinações. O príncipe das trevas empregará todo artifício que puder para induzir os servos de Deus a firmar compromisso com os agentes de Satanás. Surgirão repetidas solicitações a fim de nos afastar do dever; mas, como Neemias, devemos firmemente replicar: ‘Estou fazendo grande obra, de modo que não posso descer’. Não temos tempo para buscar o favor do mundo, nem mesmo para nos defender de suas falsas declarações e calúnias. Não temos tempo a perder em autovindicação. Devemos nos conservar firmes em nosso trabalho, e deixar de refutar as falsidades cuja malícia pode contribuir para nossa injúria. A difamação será multiplicada se pararmos para responde-la. Deveríamos permitir que nossos inimigos conquistem nossa amizade e simpatia e, por esse meio, nos atraiam de nosso posto do dever? Deveríamos, por qualquer ato descuidado, expor a causa de Deus à reprovação, e assim enfraquecer as mãos dos obreiros? Deveríamos imprimir em nosso caráter uma mancha dificilmente removível e colocar um sério obstáculo no caminho de nossa utilidade futura?” (Signs of the Times, 3 de janeiro de 1884).

            “Tanto é verdade agora como quando Cristo esteve na Terra, que cada incursão feita pelo evangelho nos domínios do inimigo é enfrentada com tenaz oposição por seus vastos exércitos. O conflito que está para acometer-nos será o mais terrível já testemunhado. Mas conquanto Satanás seja representado como sendo tão forte quanto o mais forte homem armado, sua derrota será completa, e cada pessoa que com ele se unir na escolha da apostasia, em vez da lealdade, com ele perecerá” (Testemunhos Para a Igreja, v.7, p.407).

            “O Espírito e a Palavra estão de acordo. A voz de Deus ao coração dos homens não contradiz as declarações feitas em tremenda majestade no monte Sinai. Deus jamais Se contradiz. Ele reivindica obediência. As leis pelas quais governa o mundo não são apenas santas, justas e boas, mas também são imutáveis, e por elas o mundo brevemente será julgado. Os homens podem colocar de lado o grande padrão moral divino de caráter, erguer um padrão que caiba em sua própria conveniência e, por esse imperfeito padrão reivindicar santidade; mas Deus inculcará Suas próprias leis sobre nações, famílias e indivíduos” (Signs of the Times, 21 de julho de 1887).

Gilberto G. Theiss, nascido no estado do Paraná, é membro da Igreja adventista do Sétimo dia desde 1996. Crê integralmente nas 28 doutrinas Adventista como consta no livro “Nisto Cremos” lançado pela “Casa Publicadora Brasileira”. Foi ancião por 3 anos na Igreja Adventista do Sétimo dia da cidade Nova Rezende/MG e por 6 anos na Igreja Central de Guaxupé/MG. Foi Obreiro bíblico na mesma cidade e hoje, além de ser coordenador do curso básico de reforço teológico para líderes de igreja pelo site www.altoclamor.com, está Bacharelando no Seminário Adventista Latino-Americano de Teologia. Gilberto G. Theiss é autor de alguns livros e é inteiramente submisso e fiel tanto a mensagem bíblico-adventista quanto a seus superiores no movimento Adventista como pede hebreus 13:17. Toda a mensagem falada ou escrita por este autor é filtrada plenamente pelo que rege a doutrina bíblica-adventista do sétimo dia. Contato: gilbertotheiss@yahoo.com.br

21 Novembro 2010

Comentário da Lição da Escola Sabatina – Lição 09 – 4º Trimestre 2010 (20 a 27 de Novembro)



Comentário da Lição da Escola Sabatina – Lição 09 – 4º Trimestre 2010 (20 a 27 de Novembro)

Comentário: Gilberto G. Theiss

SÁBADO, 20 DE NOVEMBRO
Rispa: A influência da fidelidade
(Sl 91:4)

            “Ele o cobrirá com Suas penas, e sob as asas você encontrará refúgio; a fidelidade dEle será o seu escudo protetor” (Sl 91:4).

            Rispa cai de paraquedas na história de Davi participando apenas das beiradas escriturísticas. Ela foi concubina de um rei anterior e tinha dois filhos que haviam sido mortos. Rispa aparece neste episódio para desempenhar um papel diferente de todos os que até agora foram apresentados. Diante de tanta discórdia, traição, assassinatos, disputas e mentiras, Rispa surgi para dar um brilho de esperança e de ensino no valor da fidelidade. Embora a Bíblia não faça muita menção a seu respeito, ainda assim é possível aprender grandes lições com tão pouca informação.

            A influência da fidelidade ou infidelidade é capaz de salvar ou fazer perder-se uma nação inteira. Por esta razão, devemos refletir até mesmo do ponto de vista do espaço de influência que nossas atitudes afetarão. De qualquer forma, é bom lembrar que, Deus pode salvar todos, até mesmo os transgressores, mas como sabemos muito bem, Deus não se propõe levar para o céu aqueles que ignoram conscientemente os deveres de uma vida santa e correta diante dEle e do próximo, especialmente quando nosso mau testemunho tende a arrastar muitas pessoas para a perdição.

Leitura Adicional

            “Pela atmosfera que nos envolve, toda pessoa com quem nos comunicamos é consciente ou inconscientemente afetada. ...Nossas palavras, nossos atos, nosso traje, nosso procedimento e até a expressão fisionômica te sua influência. ...Todo impulso assim comunicado é uma semente que produzirá sua colheita. É um elo na longa cadeia de eventos humanos que se estende não sabemos até onde. Se por nosso exemplo ajudamos a outros na formação de bons princípios, estamos-lhes dando a capacidade de fazer o bem. Eles, por sua vez, exercem a mesma influência sobre outros, e estes sobre terceiros. Assim, por nossa influência inconsciente, podem ser abençoados milhares” (Parábolas de Jesus, p.339, 340).

            “Quanto mais vasta é a esfera de nossa influência, tanto maior bem podemos fazer. Quando os que professam servir a Deus seguirem o exemplo de Cristo, praticando na vida diária os princípios da lei; quando tosos os seus atos testemunharem de que amam a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmos, então a igreja terá o poder de abalar o mundo” (Parábolas de Jesus, p.340).

DOMINGO, 21 DE NOVEMBRO
A concubina do rei
(Gn 25:5, 6; Jz 8:30, 31; 2Sm 5:13-16; 1Rs 11:2-3; 2Sm 3:6-11)

            Neste comentário, pretendo esclarecer o aparente paradoxo entre a vasta poligamia entre muitos dos patriarcas bíblicos e Mateus 5:28 que diz: “Qualquer que olhar para uma mulher com intenção impura, no coração, já adulterou com ela”
            Rispa foi uma concubina do rei Saul e há destaques que a colocam como alguém especial nas poucas narrativas existentes a seu respeito. Embora tenha exercido o papel de concubina, perceberemos que não teve liberdade ou oportunidade para não ter outra vida diferente desta. De qualquer forma, deixarei para falar a seu respeito no tópico de segunda e terça.

Assim como Saul, posteriormente tanto Davi quanto Salomão seguiram o mau exemplo tendo várias mulheres como esposa. O objetivo com tais casamentos não eram em âmbitos espirituais, pois a proibição era explícita e considerado como pecado de alta magnitude. Tanto que o adultério era considerado uma violação contra a família e contra a própria sociedade, e no antigo testamento implicava em pena de morte (Lv 20:10; Dt 22:22). Na declaração de Jesus descrita em Mateus 5:28, o pecado, mesmo em pensamento, era tão sério que valeria a pena ficar aleijado ou sem o olho para evitá-lo (Mt 5:29).
            Se este pecado, aparenta ser tão sério aos olhos de Deus, porque motivo houve então uma aparente permissão para que alguns patriarcas contraíssem tantos casamentos ou vivessem com tantas concubinas?

            Primeiramente, é crucial entendermos que Deus não permitiu em nenhum momento a poligamia. Ellen White esclarece que “a poligamia foi praticada em época primitiva”; afirma também que “foi um dos pecados que acarretaram a ira de Deus sobre o mundo antediluviano”; no entanto, “depois do dilúvio, tornou-se novamente muito espalhado”. Afirma também que “era o esforço calculado de Satanás perverter a instituição do casamento, a fim de enfraquecer as obrigações próprias desse vínculo, e diminuir sua santidade; pois de nenhuma outra maneira ele poderia com maior certeza desfigurar a imagem de Deus no homem, e abrir as portas à miséria e ao vício” (Patriarcas e Profetas, p. 338).

            A respeito de Davi, White esclarece que, ele “caiu na prática comum dos reis das nações ao seu redor, a de ter uma pluralidade de esposas, e sua vida foi amargurada pelos maus resultados da poligamia”. Deixou claro que “Seu primeiro erro foi tomar apara si mais de uma esposa, desviando-se, dessa forma, dos sábios requisitos divinos”, e que este “afastamento do que é correto preparou o caminho para erros mais graves”. Neste ínterim, “Davi chegou a crer que seu trono seria honrado ao ter ele várias esposas. Entretanto, foi-lhe dado observar os desastrosos males dessa conduta, pela infeliz discórdia, rivalidade e ciúmes entre suas numerosas esposas e filhos” (Testemunhos Sobre Comportamento Sexual, Adultério e Divórcio, p.93).

            Assim como a Escritura Sagrada já fazia menção, Ellen White reforçou o princípio dizendo que “Deus não sancionou a poligamia num único exemplo sequer. Ela é contrária à Sua vontade. Ele sabia que a felicidade do homem seria destruída por ela. A paz de Abraão foi grandemente perturbada por seu infeliz casamento com Hagar” (História da Redenção, p. 75,76).

            Existe um choque ferrenho entre os princípios bíblicos e os princípios de um mundo pós moderno e extremamente secularizado. Observando com atenção, podemos julgar como sendo de fato um choque entre princípios. No Éden, ou seja, no princípio, Deus estabeleceu um claro princípio, o de conceder a Adão apenas uma mulher mostrando claramente Sua norma. É evidente que Deus “nunca designou que o homem tivesse pluralidade de esposas” (História da Redenção, p. 75,76).

            Embora muitos patriarcas tenham transgredido a norma divina do casamento, podemos perceber claramente que tal transgressão lhes custou muito caro. Famílias inteiras foram afetadas e sofreram tenazmente por causa deste pecado. O pecado da poligamia desviando-se da vontade de Deus, começara com Lameque, e como previsto, este pecado lhe acarretou ruína na família. Davi não escapou das mazelas da transgressão podendo contemplar ocularmente todas as desgraças causadas por sua libertinagem. Salomão Também não ficou isento da maldição de suas transgressões. Abraão sofreu amargamente e colheu ruína pós ruína. Aparentemente parece que este patriarca não sofrera tanto com tal pecado, mas olhe para os homens bombas, crises existentes entre cristãos e muçulmanos, o desastre das torres gêmeas que mataram milhares de pessoas inocentes, as ameaças nucleares do Irã, tudo isto evidências do pecado do patriarca Abraão.

Todas estas mazelas existentes em nossos dias, milhares de anos depois de Abraão são consequências de seu pecado de adultério com Hagar. Embora estes homens tenham cometido adultério vivendo na poligamia, Deus teve paciência com eles usando o tempo para levá-los ao arrependimento. É exatamente o que Deus faz conosco hoje. Muitos de nós éramos perdidos no mundo e escravos do pecado. Deus teve compaixão e paciência ao permitir que fossemos poupados para que, com o tempo, fossemos de encontro ao arrependimento e conversão. E como bem sabemos, a conversão e o arrependimento não acontecem do dia para a noite, leva tempo e experiências boas e ruins para que o Espírito Santo consiga falar ao nosso coração com força.

SEGUNDA, 22 DE NOVEMBRO
A menção de seu nome
(2Sm 16:21, 22; 20:3; 1Rs 2:21, 22)

Rispa nada mais era do que uma simples concubina de Saul. Ela teve dois filhos com o rei. Abner, exerceu a função de comandante de Saul, e neste contexto fora acusado por Isbosete em ter abusado de Rispa. A história não afirma que Rispa tenha realmente se deitado com Abner, e no entanto nos dá margens para crer que tal acusação poderia ser uma simples farsa com objetivos políticos. Tanto Abner quanto Isbosete Trabalhavam por puro interesse, portanto, nenhum dos dois eram dignos de confiança.

E Rispa? Ela era uma coitada, não teve oportunidades claras de escolher seu próprio rumo.
 Ela teve dois filhos homens com Saul, o que lhe dava algum direito. Mas Davi, em suas comuns e normais loucuras, a pedido dos gibeonitas mandou matar os dois filhos de Rispa. É aqui que podemos ver parte da grandeza desta mulher, pois, velou seus filhos por vários dias até que Davi pode lhes dar um enterro digno.

Leitura Adicional

“Houve guerra entre a casa de Saul e a casa de Davi, pois Abner estava determinado a realizar seu desejo a qualquer custo. A questão poderia ter sido esta: “Que aproveitará um homem, se ganhar o mundo inteiro e perder sua alma?” Em tal caso, o sucesso é um tremendo desastre.  É muito melhor a humildade, e a perda de títulos pomposos, do que correr o risco de perder-se. É muito melhor a cruz e o desapontamento, muito melhor ter frustradas as esperanças terrestres do que assentar-se com príncipes e perder o céu. Abner desejou honra, e ele esteve determinado a obtê-la a qualquer custo. Davi o havia reprovado diante de Israel, e seu espírito orgulhoso se encolerizou sob as palavras de reprovação. Seu ódio e malícia o fizeram se voltar contra aquele que descobrira e apontara a fraqueza de seu caráter. E aqueles a quem Deus dirige nestes últimos dias experimentam provas de natureza similar à que veio sobre Davi, o servo de Deus. …Satanás parece tomar posse daqueles que desejam figurar entre os que são considerados mais importantes, e todavia não cultivam os verdadeiros princípios que os colocariam em posições de confiança e responsabilidade. Esses preferem ser exaltados pelos inimigos da verdade, ser pobres, miseráveis e desgraçados na estimativa do céu, em vez de se submeter à humilhação no grupo dos servos de Deus. Tais indivíduos deixarão o corpo de crentes, negando a fé que uma vez proclamaram. Deliberadamente descartam um dos mais simples e mais inequívocos mandamentos de Deus, exaltando-se a si mesmos, e seguem o caminho do mundo; mas aqueles que humildemente esperam no Senhor cumprem Seus requerimentos e serão exaltados no devido tempo (Signs of the Time, 15 de Junho de 1888).

TERÇA, 23 DE NOVEMBRO
Olho por olho ou uma solução conveniente?
(2Sm 21:1-6; Dt 24:16; Jr 31:29,30 e Ez 18:1-4)

Embora não consigamos entender plenamente muitas coisas, pelo menos uma poderemos ter uma noção profunda e verdadeira: As consequências por nossos atos, sejam eles bons ou maus sempre acontecem.

            A fome e a seca era uma das consequências dos pecados de Saul e de sua casa (2Sm 21:1), pelo mal que havia cometido contra os Gibeonitas dentro de um tratado legal que havia entre ambos. Davi consultou o Senhor a respeito da razão da seca, mas não o consultou para saber como agir diante de tal revelação. Se é que tal revelação realmente ocorreu!  Porque razão não entendemos, mas Davi, ao invés de consultar ao Senhor de como ele deveria agir, foi até os Gibeonitas para consultá-los. É neste contexto que entra a história dos dois filhos de Rispa, pois os Gibeonitas, com sede de vingança, solicitaram a Davi que matasse os sete descendentes diretos de Saul, no qual entre eles estavam os filhos dela.
           
            Talvez você esteja indagando: Quanta sujeira na vida do rei Davi que eu desconhecia! Muitos questionam: Porque o homem escolhido pelo próprio Deus a dedo para ser o rei de seu povo cometeu tanta atrocidade assim? Não parece um paradoxo o fato de ele ter sido escolhido pelo altíssimo? Será que Deus errou na escolha? A resposta parece ser difícil, mas se olharmos para a condição da natureza humana e a nossa condição difícil de reagir positivamente ao poder do Espírito Santo na vida, poderemos compreender melhor. É importante entender que Deus escolhia para ser rei em Israel os homens que eram significativamente os menos piores entre todos. Saul foi escolhido porque não havia outro mais habilitado. Davi foi escolhido porque, embora cometesse tantos crimes, traições e adultérios, naquela época não havia outro homem que estivesse em melhores condições para reinar sobre o povo. Além do mais, Davi quando escolhido era um homem integro e amante da justiça. Se corrompeu em torno do período de sua entronização ao poder. Evidentemente, se Deus permitisse que os povos escolhessem, com certeza eles optariam por pessoas muito piores do que Saul, Davi e Salomão. Deus agiu com o objetivo de minimizar as consequências escolhendo aqueles que trariam menos prejuízos ao seu povo.

            Davi errou grosseiramente, mas esteve disposto a voltar atrás, se arrepender e se humilhar diante de Deus. Este exemplo serve para todos nós, pois, não somos piores e nem melhores do que Saul, Davi ou Salomão. No entanto, nossas atitudes erradas devem nos levar a um exame profundo da vida, e nos trazer sério arrependimento para permitir que os mesmos erros não sejam cometidos novamente. Pela atuação do Espírito de Deus, todos nós podemos e devemos ser transformados a imagem de Cristo diariamente, mensalmente e anualmente.

Leitura Adicional

            “Aqui há lições que o povo de Deus do tempo presente devia entesourar. Há terríveis pecados acariciados por membros individuais da igreja – cobiça, embuste, engano, fraude, falsidade e muitos outros. Se esses pecados forem passados por alto por aqueles que foram colocados em função de autoridade na igreja, a bênção do Senhor será tirada do Seu povo, e o inocente sofrerá com o culpado. Os líderes da igreja de vem ser homens zelosos e enérgicos, tendo zelo por Deus, e prontamente devem tomar medidas para condenar e corrigir esses erros. Nessa obra, eles devem agir não motivados por egoísmo, ciúme ou preconceitos pessoais, mas com toda bondade e humildade de coração, com sincero desejo de que Deus seja glorificado. Crueldade, falsa conduta, prevaricação, licenciosidade e outros pecados não devem ser encobertos nem excusados; pois rapidamente desmoralizariam a igreja. O pecado pode até ser chamado por falsos nomes, maquiado por desculpas plausíveis e pretensos bons motivos, mas não diminuirá a culpa à vista de Deus. Onde quer que seja encontrado, o pecado é ofensivo a Deus e, seguramente, acarretará Sua punição (Signs of the Times, 20 de Janeiro de 1881).

QUARTA, 24 DE NOVEMBRO
Fidelidade é um estilo de Vida
(2Sm 21:1-10)

            Quantas desgraças uma mulher numa sociedade injusta pode sofrer. Naquele tempo as mulheres eram reconhecidas apenas como um quebra galho. Quebra galho para ter filhos herdeiros; Quebra galho para ser concubina; Quebra galho para satisfação sexual e quebra galho para desejos ambiciosos. Rispa, embora concubina e quebra galho do rei Saul, demonstrou fidelidade para com seus deveres pessoais. Mesmo Davi sendo o mandante do assassinato dos filhos, não se queixou ou se valeu em algo contra o rei Davi. À desejo dos gibeonitas, os corpos dos setes descendentes de Saul, inclusive os dois filhos de Rispa, deveriam ficar ali apodrecendo sem direito a um enterro pelo menos comum. Entretanto, Rispa armou uma cabana ali junto aos corpos para vela-los e protegê-los. Esta postura apresenta o caráter firme e resoluto de uma mulher que não teve oportunidades ou direitos de escolhas. Sua firmeza e fidelidade mesmo em condições probantes denotam sua grandeza e virtude. Não tenho dúvidas de que Deus fará justiça por Rispa e por todas as mulheres maltratadas e subjugadas pela sociedade. O Senhor não permitirá que as injustiças contra o sexo feminino fiquem impune, assim como qualquer outro caso de injustiça e crime contra os mais frágeis, sejam eles mulheres, homens, crianças, idosos ou jovens.

            Há pessoas em nossos dias que, como Rispa são injustiçadas e subjulgadas pelos mais fortes. Muitas das vezes se calam diante da opressão para evitar represálias e tiranias maiores. Que mundo mais triste para se viver, principalmente quando não temos força, proteção e segurança!
            Por outro lado, existem aqueles que sem motivo murmuram constantemente contra a vida. Enquanto que muitos, com motivos, não reclamam, outros sem motivos aparentes, são insatisfeitos com tudo. Não que não tenhamos o direito de ser insatisfeitos, no entanto o problema é que muitas das vezes reclamamos por poucas coisas que nos acontecem e nos esquecemos de outras que como Rispa sofrem amargamente calados, sem o direito de reclamar ou demonstrar sua insatisfação. Podemos ter certeza, por maior que seja o seu sofrimento, ainda assim é possível que haja pessoas que sofram mais do que você. Independente do que nos aconteça, de uma coisa precisamos ter plena convicção, ainda assim vale apena ser fiéis a Deus e à sociedade (pessoas). Ainda assim, faz-se necessário demonstrarmos integridade e fidelidade. Deus espera isto de nós por mais que tenhamos sido injustiçados.

            Fidelidade em nossos dias não é opção para o cristão: é um dever vitalício. Cristão que vive sob o manto da infidelidade ao próximo ou a Deus, está claramente demonstrando não fazer parte integrante do cristianismo. É um profundo antagonismo afirmar ser seguidor de Jesus quando o desonramos vivendo sem se importar com os outros ou viver uma vida de fidelidade às pessoas e a Deus somente quando nos interessa. Isto não somente é antagonismo como também aberração e hipocrisia no mais alto nível. O Espírito de Profecia esclarece que, o selo celeste somente é colocado nos servos de Deus quando eles são fiéis condenando assim a infidelidade (Evangelismo, p. 644).

Leitura Adicional

            “Devemos ser cristãos sinceros, diligentes, cumprindo fielmente os deveres postos em nossas mãos, e olhando sempre para Jesus, autor e consumador de nossa fé. A recompensa a recebermos não depende de nosso aparente êxito, mas do espírito com que nossa obra é feita” (Evangelismo, p. 645-646).
           
            “É pela fidelidade em coisas pequenas que nos tornamos sentinelas dignas de confiança: Guardemos-nos cuidadosamente das pequeninas irritações, não permitindo que elas nos molestem, e alcançaremos muitas vitórias. E quando vierem dificuldades maiores, estaremos preparados para resistir varonil e nobremente ao inimigo. ...Toda pessoa herda certos traços de caráter não cristãos. Constitui a grandiosa e nobre tarefa de toda uma vida, manter sob controle essas tendências para o mal. São as coisas pequeninas que atravessam nosso caminho, que são susceptíveis de nos levar a perder nosso poder de domínio próprio” (Carta 123, 1904; Nos lugares celestiais [MM 1968], p.231).

            “A crença na iminente vinda do Filho do homem nas nunves do céu não levará o verdadeiro cristão a se tornar negligente e descuidado nas atividades comuns da vida” (Testemunhos Para a Igreja, v.4, p.309).

QUINTA E SEXTA, 24 E 25 DE NOVEMBRO
Construindo uma nação
(2Sm 21:1-14)

            Por mais que pareça insignificante para alguns a atitude de Rispa em velar pelos sete corpos, sua atitude demonstrou ser mais do que um simples velório. Sua postura, de alguma forma impactou Davi a ponto de providenciar imediatamente um funeral honroso para Saul, Jônatas e seus descendentes. Por incrível que pareça, foi exatamente esta atitude de Rispa que levou o rei e consequentemente a nação a receber as bênçãos de Deus novamente. A fome e a seca somente terminaram quando Davi providenciou o que os vizinhos esperavam, um enterro digno.

            O exemplo de fidelidade de Rispa proporcionou fidelidade sobre os demais envolvidos estabelecendo curas entre as tribos inimigas. Como é interessante observar o que um exemplo, por menor que seja, quando munido ao poder de Deus, é capaz de fazer numa nação inteira! Nós não temos noção do poder que existe num testemunho para o bem ou para mal. Uma nação inteira pode ser destruída ou salva pela fidelidade de uma única pessoa.

            No final dos tempos, não tenho dúvidas de que será através da fidelidade de Seu povo que Deus concluirá a obra da pregação em todo o planeta. Este exemplo pode ser visto nitidamente na história dos três hebreus diante da fornalha de Nabucodonosor quando eles permaneceram firmes mesmo em condições nada favoráveis. Ali, a fidelidade dos jovens pode ser contemplada por milhares de pessoas do reino que estavam presente, e foi justamente este ato de coragem a favor de Deus que despertou com mais força no coração do rei e de muitos presentes, o desejo de conhecer a verdade que eles conheciam. Observe que a nação inteira foi impactada pelo simples fato deles serem fiéis. E veja que não foi preciso rede de TV, rádio ou livros para pregar àquela nação. Não estou dizendo que estes instrumentos sejam dispensáveis, mas apenas ilustrando para entendermos que quando somos fiéis e vivemos por Cristo, Deus nos usará de maneira muito mais significativa do que imaginamos. Nossas palavras e atos somente estarão munidos de poder celestial se vivermos o que pregamos. No final dos tempos não será diferente. Assim que a igreja passar pelo reavivamento e reforma tão necessárias, quando a igreja (pastores e membros) abandonar o mundanismo e se voltar ao Senhor destemidamente, quando houver consagração verdadeira, renúncia do eu e profunda entrega e fidelidade, este será o momento de vermos e sentirmos o cumprimento da promessa feita a nossos pais do poder do Espírito Santo em plenitude: a chuva serôdia. Quando isto ocorrer, a obra será concluída de uma forma que os métodos humanos jamais terminariam. No entanto, saiba que, esta consagração e busca devem partir do individual para o coletivo e não o contrário.

Leitura adicional

            “O evangelho é um mensagem de paz. O cristianismo é um sistema religioso que, recebido e obedecido, espalha paz, harmonia e felicidade por toda a terra. A religião de Cristo liga em íntima fraternidade todos os que lhe aceitam os ensinos. Foi missão de Jesus reconciliar os homens com Deus, e assim, uns com os outros” (O Grande Conflito, p.47).

            “Uma coisa é ler e ensinar a Bíblia, e outra coisa é ter gravados na mente, mediante a prática, seus princípios vivificantes e santificantes. Deus está em Cristo, reconciliando o mundo consigo mesmo. Se aqueles que afirmam ser Seus seguidores agem independentemente, não mostrando interesse afetuoso ou compassivo de uns para com os outros, é porque não são santificados para Deus. Não têm Seu amor no coração” (Review and Herald, 17 de março de 1910).

Gilberto G. Theiss, nascido no estado do Paraná, é membro da Igreja adventista do Sétimo dia desde 1996. Crê integralmente nas 28 doutrinas Adventista como consta no livro “Nisto Cremos” lançado pela “Casa Publicadora Brasileira”. Foi ancião por 3 anos na Igreja Adventista do Sétimo dia da cidade Nova Rezende/MG e por 6 anos na Igreja Central de Guaxupé/MG. Foi Obreiro bíblico na mesma cidade e hoje, além de ser coordenador do curso básico de reforço teológico para líderes de igreja pelo site www.altoclamor.com, está Bacharelando no Seminário Adventista Latino-Americano de Teologia. Gilberto G. Theiss é autor de alguns livros e é inteiramente submisso e fiel tanto a mensagem bíblico-adventista quanto a seus superiores no movimento Adventista como pede hebreus 13:17. Toda a mensagem falada ou escrita por este autor é filtrada plenamente pelo que rege a doutrina bíblica-adventista do sétimo dia. Contato: gilbertotheiss@yahoo.com.br

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