31 Outubro 2010

Comentário da Lição da Escola Sabatina – Lição 06 – 4º Trimestre 2010 (30 de Outubro a 06 de Novembro)




Comentário da Lição da Escola Sabatina – Lição 06 – 4º Trimestre 2010 (30 de Outubro a 06 de Novembro)

Comentário: Gilberto G. Theiss

SÁBADO, 30 DE OUTUBRO
Urias: Um estrangeiro de fé
(Dt 6:5)

            “Amarás...o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de toda a tua força” (Dt 6:5).

            Há situações na vida que nos causam grande desapontamento e amargura, especialmente quando elas demonstram estranha falta de ética ou caráter contra nós mesmos. Olhamos para exemplos alheios e desejamos que jamais aconteçam conosco. Pior do que isto, são as injustiças que se cometem mesmo contra aqueles que viveram em plena piedade e fidelidade para os tais, como no exemplo de Urias e Davi.

Se Deus deixasse a situação de Davi em nossas mãos para julgamento, com certeza, muitos o condenariam sem nenhuma margem de dúvida. É possível que nesta semana, muitos cristãos adventistas sintam uma pequena ou grande amargura pelo ocorrido com Urias, e este sentimento, movido por insatisfação ou não, pode ser bem justificável.

No entanto, se observarmos a nossa vida em todos os pormenores, perceberemos que não temos sido tão menos injusto quanto Davi. Acredito que Deus permitiu o registro desta história, talvez por dois motivos: 1º Para nos arrebatar nosso próprio orgulho e sentimento de grandeza; 2º para nos mostrar que sem Cristo, definitivamente somos piores do que imaginamos de nós mesmos.

A lição desta semana precisa ser bem aproveitada e servir de espelho para vermos nestas injustiças cometidas por Davi, a nossa própria história.

Leitura Adicional

“A obra de Deus requer homens de alto poder moral para empenhar-se em sua divulgação. Procuram-se homens cujo coração seja fortalecido com santo fervor, homens de firme propósito que não sejam facilmente abalados, que possam renunciar a todo interesse egoísta e dar tudo pela cruz e a coroa. A causa da verdade presente está precisando de homens leais à retidão e ao dever, cuja integridade moral seja firme, e cuja energia seja compatível à generosidade da providência de Deus. Qualificações como estas são de maior valor do que riqueza incalculável investida na obra e causa de Deus. Energia, integridade moral e forte propósito pelo que é reto são qualidades que não podem ser supridas com qualquer quantia de ouro. Homens que possuem estas qualidades têm influência em toda parte. A vida deles é mais poderosa do que eloquência sublime. Deus requer homens de sensibilidade, homens inteligentes, homens de integridade moral, os quais Ele possa fazer depositários de Sua verdade, e que representem corretamente Seus sagrados princípios na vida diária.” (Testemunhos para a Igreja, v.3, p. 23).

DOMINGO, 31 DE OUTUBRO
Declive escorregadio
(2Sm 11)

            Poderíamos indagar: Por que a lição desta semana faz uma recapitulação da vida de Urias? Bom, fazer uma avaliação da vida deste homem pode ser a melhor forma de observar a dimensão do deteriorado caráter de Davi e do poder de atração do pecado com suas consequências.

            Outra lição importante que este relato pode nos fazer enxergar é o da extraordinária capacidade do perdão de Deus. Quando há arrependimento, o mais vil pecador pode ainda ser alcançado pela graça divina. Os pecados e as injustiças cometidas por Davi são demasiadamente grandes aos nossos olhos, mas não podemos olhar apenas para os aspectos da crueldade humana, mas olhar para a capacidade de Deus em oferecer o perdão. A grandiosidade maior aqui não é do pecado em si, mas de Deus em perdoar tamanha transgressão.

            Por outro lado, não podemos usar o perdão de Deus aqui como cabide para cometermos as nossas atrocidades diárias e achar que ainda seremos alcançados pelo perdão. Lembremo-nos que Davi, por mais que tenha errado, e por mais que suas atitudes sejam das piores, somente foi perdoado porque o seu arrependimento foi genuíno. Deus conhece os corações e sabe perfeitamente o nível de sinceridade existente neles.

            Outra lição importante que não pode ser passada por alto, são as consequências das decisões que tomamos, sejam elas para o bem ou para o mal. Uma fumante com um bebê no útero, trará infortúnios não somente para sua vida, mas principalmente para seu inocente filho. Da mesma forma, assim como Davi, muitos de nossos pecados poderão trazer grandes desgraças para nós e também para os que nos rodeiam. É trágico quando um inocente sofre por causa de nossas más atitudes especialmente quando as consequências trazem marcas para o resto da vida.

Leitura Adicional

“Caminho nenhum é seguro a não ser aquele que se torna mais claro e firme à medida que nele prosseguimos. O pé pode às vezes deslizar na trilha mais confiável. Para andar sem temor, precisamos saber que nossa mão está firmemente segura pela mão de Cristo. Não devemos pensar nem por um momento que não haja perigo para nós. Os mais sábios cometem erros. Os mais fortes falham por vezes. Os imprudentes, confiantes em si mesmos, teimosos e orgulhosos, que avançam sem dar atenção por veredas proibidas, lisonjeando-se de que podem mudar de direção quando lhes aprouver, caminham por uma senda de precipícios. Eles podem se recuperar de uma queda, de um erro por eles cometido, mas quantos dão um passo em falso que se demonstra sua eterna ruína! (Mensagens Escolhidas, v.2, p. 169).

SEGUNDA, 01 DE NOVEMBRO
Ninguém é uma ilha
(2Sm 11:1; 1Sm 26:5-11; 2Sm 11)

            O poder, dinheiro e fama, são coisas que facilmente podem subir à cabeça das pessoas. Enquanto somos pobres dizemos com segurança que se fossemos ricos ou se nos envolvêssemos na política, seríamos altruístas e faríamos grandes coisas pelos menos favorecidos. Ledo engano, pois nossa natureza ruim, quando camuflada pelas circunstâncias, nos dá uma falsa aparência de bondade, mas, quando esta mesma natureza aflora por algo que vem para nos beneficiar como fama, dinheiro ou poder, ficamos surpresos com nossos sentimentos e atitudes. Davi foi um homem bom e correto enquanto não tinha nada, mas quando passou a ter tudo, sua bondade e retidão foram suplantadas pela natureza perversa que estava aparentemente adormecida. 

            Davi, muitas vezes havia estado à frente de seu batalhão, mas agora, motivado por sentimentos nada animadores, se ausentou da guerra. O mesmo Davi que tolerou ou demonstrou bondade com seus adversários, agora demonstra intolerância e perversidade com seu súdito fiel. Que antagonismo mais estranho. O que o ser humano é capaz de fazer sem Deus!

            Olhando para esta vitrine histórica, não vemos apenas Davi com suas crueldades, mas todos os seres humanos pecadores. Se tiver dúvidas do que um cristão é capaz de fazer num simples descuido com Deus, então contemple esta narrativa e veja com detalhes de como podemos ser traídos por nossas falsas concepções. O que estou querendo dizer é que muitas das vezes podemos estar sendo traídos por nós mesmos, pois por mais que estejamos bem com Deus e com a vida espiritual, por mais que nos sintamos transformados por Deus, se dermos um simples descuido na vida espiritual ou se brincarmos com a tentação, poderemos ser escravos do momento, cegados pelas circunstâncias.  Quando nossos olhos se abrirem, será tarde, a desgraça terá acontecido e as consequências prontas para agirem nos trazendo grande humilhação, sofrimento, angústia e desprezo. 

Lamentavelmente, muitas das decisões erradas que tomarmos atingirão até mesmo pessoas inocentes que estão próximas de nós trazendo-lhes grande pesar, dor e sofrimento. Lembremo-nos de que a história de Davi será a nossa história se não dermos atenção a estes detalhes e consequentemente vigiarmos e orarmos por nós mesmos. A proximidade com Deus, a contemplação de sua justiça e retidão, o prazer pelas coisas celestiais e o desejo de amar a Cristo cada vez mais, serão nossa segurança e combustível diário para sermos revestidos pelo poder e proteção de Deus. Isto é muito sério, portanto pense sempre nisto.

Leitura Adicional

“Muitos dos que estão em postos de comando, que ocupam cargos de responsabilidade, têm pouca consciência ou nobreza de caráter. Eles podem exercer sua autoridade, até mesmo para a destruição dos que lhe estão sob as ordens. Isso é ignorado. Estes comandantes podem abusar do poder a eles dado, e fazer com que seus subordinados ocupem posições perigosas, onde estariam expostos a encontros fatais com os rebeldes, sem a menor esperança de vencê-los. Assim podem desfazer-se de homens corajosos e conscienciosos, a exemplo do que Davi fez com Urias” (2Sm 11:14,15; Testemunhas para a Igreja, v.1, p.255).

“A ociosidade é uma das maiores maldiçoes que podem incidir sobre o homem; pois o vício e o crime seguem em sua esteira. Satanás está à espreita, pronto a apanhar de improviso e destruir os incautos cuja ociosidade lhe dá a oportunidade de captar a amizade deles, sob algum disfarce atraente. Ele nunca é mais bem sucedido do que quando se acerca dos homens em suas horas vagas” (Este dia com Deus [MM 1980], p. 131).

“Levem um livro consigo para ler enquanto viajam...Empreguem todo momento vago em fazer alguma coisa. Assim, uma porta eficaz se fechará a milhares de tentações. Tivesse o rei Davi se empenhado em algum trabalho útil não teria sido culpado de assassinar Urias. Satanás está sempre pronto para ocupar aquele que não se ocupa” (Testemunhos para a Igreja, v.4, p.412).

TERÇA, 02 DE NOVEMBRO
UM ESTRANGEIRO EM ISRAEL
(Js 6:25; Rt 1:1-16; Et 8:17; Is 56:3-7)

            Urias era um estrangeiro em Israel, porém, tinha um coração Israelita. Sua fidelidade e submissão ao rei Davi era uma demonstração ou exemplo de sua nacionalidade espiritual.

            Quantos de nós, hoje, como Urias, viemos de nacionalidades físicas e espirituais diferentes? Servimos ao Rei eterno, mas antes, servíamos o pecado e a satanás. Na verdade, a nacionalidade jamais importou para Deus. Israel era apenas um conduto para que a mensagem alcançasse outros povos. Embora este propósito tenha falhado, vários estrangeiros que conhecemos na literatura bíblica como Rute, Raabe, e muitos outros não mencionados e desconhecidos, de alguma forma conheceram que havia um único Deus verdadeiro entre os céus e a terra, e por esta razão, tomaram a decisão de juntar-se a Israel para servir e adorar a Jeová.

            O Espírito Santo encontrou seus meios para conseguir alcançar tais pessoas mesmo sob a condição da falha de Israel na propagação da mensagem salvífica. Desta mesma forma, em nossos dias, muitos estrangeiros espirituais se juntam à igreja para servir e adorar a Jesus Cristo. O que mais importa nestas citações é que, embora Deus tenha sua verdade em uma igreja, nenhum sincero que não esteja nela deixará de ser alcançado pela atuação do Espírito Santo. A salvação vem dos Judeus (Jo 4:22), mas não permanece apenas neles. A verdade não é estática, e mesmo que falhemos em levá-la a outros, de alguma forma estas verdades alcançarão o entendimento daqueles que sinceramente se encontram no erro.

            Urias, de alguma forma foi alcançado por Deus e tudo leva-nos a crer que, embora injustiçado, morreu valentemente no Senhor cumprindo o seu memorável dever. Seria Davi quem estaria perdido para sempre se não tivesse se arrependido profundamente do grotesco pecado cometido contra Urias. Quanto maior o pecado, maior a humilhação do arrependimento, e Davi, com certeza, viveu longos anos com a dor da culpa por ter feita tamanha crueldade contra um estrangeiro fiel.

            Algo interessante que podemos destacar desta lição é que, muitas das vezes, os estrangeiros que se filiam ao exército do Senhor são mais fiéis e firmes na fé do que os de berço. É possível que em Israel, não tivesse alguém tão fiel ao dever quanto Urias, um estrangeiro.

Leitura Adicional

“Por meio da nação judaica era o propósito de Deus comunicar ricas bênçãos a todos os povos. Por Israel devia ser preparado o caminho para a difusão de Sua luz a todo o mundo. Por seguirem práticas corruptas as nações da Terra perderam o conhecimento de Deus. Contudo, em Sua misericórdia Ele não as destruiu. Planejava dar-lhes a oportunidade de conhecê-lo por intermédio de Sua igreja. Tinha e vista que os princípios revelados por Seu povo fossem o meio de restaurar no homem a imagem moral de Deus...
O Senhor desejava fazer do povo de Israel um louvor e glória. Todos os privilégios espirituais lhes foram concedidos. Deus nada reteve que pudesse ser útil para a formação do caráter que os tornaria representantes Seus.
             Sua obediência à lei de Deus os tornaria a maravilha da prosperidade ante as nações do mundo. Ele que lhes podia dar sabedoria e perícia em todo artifício, continuaria a ser seu Mestre, e os enobreceria e elevaria pela obediência a Suas leis. Se fossem obedientes seriam preservados das enfermidades que afligiam outras nações, e abençoados com vigor intelectual. A glória de Deus, Sua majestade e poder deveriam ser revelados em toda a sua prosperidade. Deveriam ser um reino de sacerdotes príncipes. Deus lhes proveu toda a possibilidade de se tornarem a maior nação da Terra (Parábolas de Jesus, p. 286-288).

            “O povo de Israel deveria ocupar todo o território que Deus lhes designara. As nações que rejeitassem o culto ou o serviço do verdadeiro Deus deveriam ser desapossadas. Era propósito de Deus, porém, que pela revelação de Seu caráter, por meio de Israel, os homens fossem atraídos a Ele. O convite do evangelho deveria ser transmitido a todo o mundo. Pela lição do sacrifício simbólico, Cristo deveria ser exaltado perante as nações, e todos os que O olhassem viveriam. Todos que, coo Raabe, a Cananeia, e Rute, a moabita, se volvessem da idolatria ao culto do verdadeiro Deus, deveriam se unir ao povo escolhido. Quando o número de Israel aumentasse, deveriam ampliar os limites até que seu reino abarcasse o mundo. Deus desejava trazer todos os povos sob Seu governo misericordioso. Queria que a Terra se enchesse de alegria e paz. Ele criou o homem para a felicidade, e anseia encher da paz do Céu o coração humano. Anela que as famílias da Terra sejam um tipo da grande família do Céu (Parábolas de Jesus, p.290).

            “Nenhuma distinção em matéria de nacionalidade, raça ou classe social, é reconhecida por Deus. Ele é o criador de toda a humanidade. Os homens são pela criação membros de uma mesma família, e todos são um pela redenção. Cristo veio ao mundo para desfazer todo muro de separação, para franquear cada compartimento das cortes do templo, a fim de que cada pessoa possa ter livre acesso a Deus. Seu amor é tão amplo, tão profundo, tão pleno, que penetra em toda parte. Ele subtrai à influência de Satanás os que foram iludidos por seus enganos, colocando-os ao alcance do trono de Deus, o trono circundado pelo arco-íris da promessa. Não há em Cristo judeu ou grego, servo ou livre (Profetas e Reis, p. 369, 370).

QUARTA, 03 DE NOVEMBRO
O QUE HÁ EM UM NOME
(Gn 17:5; 32:27,28; Dn 1:7)

O que há em um nome? Para a sociedade atual, parece que um nome não representa muita coisa. Aliás, parece que não representa absolutamente nada. Os pais de nosso século, quando pretendem escolher um nome para dar aos mais novos filhos, prestam extrema atenção na vida dos atores de novelas e filmes ou nos jogadores de futebol. Aquele autor (a) ou jogador de futebol admirado, será o indivíduo cujo o nome levará seus filhos para sempre. O interessante é que, não conhecemos a vida dos atores e jogadores, e como no caso do goleiro Bruno do Flamengo, um dia poderemos ficar decepcionados, porém o nome no filho permanecerá e as lembranças do real motivo da escolha do nome poderão perseguir a consciência dos pais para sempre.

Nos tempos bíblicos, um nome é coisa extremamente séria, pois a escolha era uma representação clara do caráter e religiosidade da família. Jacó (enganador) é um bom exemplo e um dos mais conhecidos nas histórias bíblicas, pois seu nome era bem apropriado devido às circunstâncias que viveu. No entanto, após seu arrependimento e conversão, uma das primeiras coisas que lhe ocorreu foi justamente a mudança do seu nome, Israel (que Deus se esforce por ele). A escolha do nome era tão importante que podia influenciar uma geração inteira, como no caso de Jacó, pois quando teve seu nome mudado para Israel, toda sua geração recebeu o título de Israelitas.

Não sei qual é o seu nome, não sei dizer se ele tem haver com a trajetória de sua vida. Porém, de uma coisa eu tenho certeza: um dia, após a volta de Cristo, uma das coisas que Deus não passará por alto, em hipótese alguma, será justamente a mudança de seu nome (Is 62:2; Ap 2:17). Aliás, todos os remidos, no céu, receberão um nome novíssimo com um significado glorioso que nos acompanhará  por toda a eternidade. Um nome novo que representará bem a nossa nova trajetória de vida e que represente muito bem a nossa vitória em Cristo. Muitas coisas no céu nos marcarão para sempre, criando-nos um impacto constante do que Deus foi capaz de fazer por nós, e o novo nome será sempre um desses impactos que dia a dia, nos fará lembrar da razão gloriosa de nossa presença no céu vivendo em glória com os nossos amigos e amados. Nos méritos de Jesus, eu não perco isto por nada nesta vida. Vejo você lá, ok?

Leitura Adicional

“Os nomes de Daniel e seus companheiros foram mudados para nomes que representavam divindades caldeias. Grande significação era atribuída aos nomes dados pelos pais hebreus a seus filhos. Frequentemente representavam traços de caráter que os pais desejavam ver desenvolvidos no filho.” (Profetas e Reis, p. 480, 481).

“Quando Abraão esteve quase vinte e cinco anos AM Canaã, o Senhor lhe apareceu e disse-lhe: “Eu sou o Deus Todo poderoso, anda em Minha presença e sê perfeito”. Com temor reverente, o patriarca se prostrou, rosto em terra, e a mensagem continuou: “Eis o Meu concerto contigo é, e serás o pai de uma multidão de nações”. Em sinal do cumprimento deste concerto, seu nome, que até ali era Abrão, foi mudado para Abraão, que significa: “pai de uma multidão”. O nome de Sarai tornou-se Sara – “Porque”, disse a voz divina, “Será mãe das nações, reis de povos sairão dela” (Gn 17:1-16; Patriarcas e Profetas, p. 137,138).

QUINTA E SEXTA, 04 E 05 DE NOVEMBRO
UM HOME DE PRINCÍPIOS
(2Sm 11:10-13)

            Davi foi um homem de princípios, no entanto, no desenrolar do desespero, acabou perdendo a percepção dos valores que o permeavam. Isto indica que, o fato de sermos bons hoje, não significa que seremos amanhã. O fato de sermos cristãos autênticos hoje, não significa que amanhã continuaremos com a auréola em torno da cabeça. Não significa também que devemos nos preparar para sermos corruptos, gananciosos e promíscuos amanhã, esta fatalidade pode e deve ser evitada pelos que professam seguir a Cristo. Infelizmente, muitos cristãos sucumbem na fé de um momento para o outro. 

               O que precisamos entender é que devemos buscar renovação de vida, renovação espiritual e proximidade com a cruz do calvário (Jesus Cristo), todos os dias de nossa vida. Isto precisa ser regra absoluta e inalterável. No dia em que começarmos gradativamente parar de orar, no dia em que começarmos a gradativamente parar de estudar a lição da escola sabatina, no dia em que começarmos a parar de ler o espírito de profecia, no dia em que bem vagarosamente deixarmos de crescer na fé e no amor por Deus, com certeza, mais cedo ou mais tarde, cometeremos alguma atitude trágica como cometeu Davi e Bate-seba. Davi colheu desgraças enormes em sua família. 

               Presenciou seus filhos destruindo, matando e estuprando uns aos outros. O próprio Davi por pouco não morreu pelas mãos de um dos seus filhos. Bate-seba não foi inocente na história. Existe uma frase muito popular que diz: quando um não quer, dois não fazem. Ela colheu amargamente o sentimento de culpa por ter contribuído para o assassinato de seu esposo. Além do mais, colheu desgraça em sua própria carne. A maldição, em Bate-seba recaiu sobre aquilo que as mulheres têm de mais precioso na vida, o filho.

              Quanto a Urias, este sim foi um coitado injustiçado. Colheu os infortúnios do gravíssimo pecado da esposa e foi injustiçado por àquele que servia com sua vida se fosse preciso. Se você ainda não conhece a cara do pecado, meu amigo (a), observe com atenção esta história. Um simples momento com o pecado pode ser suficiente para colher uma desgraça enorme por toda a vida. Os atos humanos podem permanecer em oculto por algum tempo, mas os pecados com suas consequências podem se materializar de tal forma e com tal magnitude que jamais imaginaríamos.

              Por outro lado, a obediência a Deus, uma vida de consagração e lealdade às pessoas e à vida, devoção plena e crescimento em Cristo, desvio do pecado e abandono do próprio eu, nos farão grandiosos e nobres. Deus tem promessas gigantescas prontas a serem distribuídas durante nossa jornada nesta terra. Somente alcançarão estas bênçãos maravilhosas os que viverem pela fé, obedecerem pela fé e crescerem em Cristo pela fé. 



               Balaão um dia disse a Balaque, rei de Moabe, que o único jeito de fazer de Israel um povo perdido e sem a proteção de Deus, era levá-los à desobediência. Quem disse isto não foi Balaão, foi Satanás. Hoje, como Israel, a única forma de sermos prósperos e protegidos por Deus, é permanecendo em Cristo guardando pela fé os seus mandamentos.

Leitura Adicional

“Entre os perigos da primeira parte de sua vida, em conscienciosa integridade, Davi podia confiar seu caso a Deus. A mão do Senhor o havia conduzido com segurança através das inúmeras ciladas que tinham sido postas para seus pés. Mas agora culpado e não arrependido, não rogava auxílio e guia do Céu. Procurava desvencilhar-se dos perigos em que o pecado o envolvera. Bate-seba, cuja beleza fatal se havia mostrado uma cilada ao rei, era a esposa de Urias, o heteu, um dos mais corajosos e fiéis oficiais de Davi. Ninguém poderia prever qual seria o resultado se o crime fosse conhecido.

Todo o esforço que Davi fez para esconder seu crime se mostrou inútil. ...Em seu desespero, apressou-se a acrescentar o assassínio ao adultério. Aquele que tinha tramado a destruição de Saul, procurava levar Davi também à ruína. Embora as tentações fossem diferentes, levavam semelhantemente à transgressão da Lei de Deus. ... Urias foi feito portador de suor, a própria ordem de morte. Uma carta enviada pela sua mãos a Joabe, da parte do rei, ordenava: “Ponha Urias na linha de frente e deixe-o onde o combate estiver mais violento, para que seja ferido e morra” (2Sm 11:15). Joabe, já manchado com o crime de um afrontoso assassínio, não hesitou em obedecer às instruções do rei, e Urias tombou pela espada dos fihos de Amom. ...Aquele, cuja delicada consciência e elevado senso de honra não lhe permitiram, mesmo em perigo de vida, estender sua mãos contra o ungido do Senhor, caíra de tal maneira que foi capaz de prejudicar e assassinar um de seus soldados mais fiéis e valentes, e esperou desfrutar, sem ser incomodado, a recompensa de seu pecado. Ai! Como o ouro fino perdera o brilho! Como se transformara o ouro finíssimo! (Patriarcas e Profetas, p. 718-720).

Gilberto G. Theiss, nascido no estado do Paraná, é membro da Igreja adventista do Sétimo dia desde 1996. Crê integralmente nas 28 doutrinas Adventista como consta no livro “Nisto Cremos” lançado pela “Casa Publicadora Brasileira”. Foi ancião por 3 anos na Igreja Adventista do Sétimo dia da cidade Nova Rezende/MG e por 6 anos na Igreja Central de Guaxupé/MG. Foi Obreiro bíblico na mesma cidade e hoje, além de ser coordenador do curso básico de reforço teológico para líderes de igreja pelo site www.altoclamor.com, está Bacharelando no Seminário Adventista Latino-Americano de Teologia. Gilberto G. Theiss é autor de alguns livros e é inteiramente submisso e fiel tanto a mensagem bíblico-adventista quanto a seus superiores no movimento Adventista como pede hebreus 13:17. Toda a mensagem falada ou escrita por este autor é filtrada plenamente pelo que rege a doutrina bíblica-adventista do sétimo dia. Contato: gilbertotheiss@yahoo.com.br

27 Outubro 2010

Humanos surgiram na Ásia e não na África

O berço da humanidade, ao contrário do que sempre se acreditou a as pesquisas científicas confirmavam, não seria a África, e sim a Ásia. É o que diz um estudo publicado nesta quarta-feira no site da revista Nature. Paleontólogos de várias partes do mundo encontraram, na Líbia (norte da África), fósseis de três famílias diferentes de simiiformes — uma subordem dos primatas da qual descendem os seres humanos.

Os fósseis encontrados pelos cientistas são de 38 a 39 milhões de anos atrás [segundo a cronologia evolucionista], um período classificado como Eoceno. Foi nessa época que as cordilheiras foram formadas e surgiram os primeiros mamíferos. As várias espécies encontradas no norte da África indicam que houve algum tipo de diversificação biológica anterior à data dos novos fósseis. O problema é que poucos simiiformes que tenham existido antes de 39 milhões de anos atrás foram encontrados na África. E não foi por falta de pesquisa, de acordo com os autores do estudo — o norte africano teria sido bem explorado no último século e nenhuma diversificação de espécies anterior aos novos fósseis foi encontrada.

Se os pesquisadores estiverem certos, esse aparecimento "repentino" de diferentes espécies no solo africano, dizem os autores, só pode significar que a África foi "colonizada" por outros simiiformes vindos da Ásia. Dentre as espécies encontradas, uma delas, Afrotarsius libycus, é alvo de debate na comunidade científica. Alguns pesquisadores dizem que ela pertence a uma família diferente daquela que originou os seres humanos, a Tarsiidae. Já os cientistas que encontraram os fósseis no norte da África afirmam que os dentes dos indivíduos pertencentes a essa espécie se parecem mais com os do simiiformes.

Outros estudos já apontaram que a Ásia seria uma melhor candidata para o surgimento dos seres humanos, mas ninguém sabe quando e como [criacionistas sabem...]. Sem pistas na África, os pesquisadores pretendem vasculhar melhor a Ásia atrás do "verdadeiro" berço da humanidade.

Fonte: (Veja)

Nota: Como já divulgado, ensinado e defendido por estudiosos da Bíblia, foi na Ásia que a povoação da Terra havia reomeçado devido ao dilúvio universal. A Bíblia nos ensia que foi no Ararate, por incrível que pareça na Ásia, que tudo reomeçou. Gradativamente as descorbetas vão nos levando exatamente para um beco sem saída - de qua a revelação bíblica tinha razão.

24 Outubro 2010

Comentário da Lição da Escola Sabatina – Lição 05 – 4º Trimestre 2010 (23 a 30 de Outubro)


Comentário da Lição da Escola Sabatina – Lição 05 – 4º Trimestre 2010 (23 a 30 de Outubro)

Comentário: Gilberto G. Theiss

SÁBADO, 23 DE OUTUBRO
SENHORA DAS CIRCUNSTÂNCIAS
(Pv 14:33)

            “No coração do prudente, repousa a sabedoria, mas o que há no interior dos insensatos vem a lume” (Pv 14:33).

            Abigail, mulher forte, íntegra e temente. Casada com um homem fraco, indolente e inescrupuloso. Um casal, porém, duas vidas completamente diferentes. Nabal era precipitado e rápido no errar e extremamente lento para acertar. Quando sóbrio, vivia na tolice, imagina então quando bêbado e demasiadamente fora de si.
            Abigail, mesmo casada com um homem tão tolo, imprudente e estúpido, foi capaz de arriscar sua própria vida para livrar a de seu esposo irreverente. Esta história pode ser estranha para os orgulhosos de nosso tempo, mas se torna gloriosa e cheia de beleza quando, olhando para Abigail, pensamos no que Deus foi capaz de fazer por nós. Nossa situação comparando-a com a de Nabal, não parece ser muito diferente.

Leitura adicional

“No caráter de Abigail, esposa de Nabal, temos uma ilustração da feminilidade segundo a ordem de Cristo, enquanto seu marido ilustra o que se pode tornar um homem que se entrega ao controle de Satanás (Cristo Triunfante [MM 2002], p. 144).

“A humildade é o constante resultado da ve4rdadeira sabedoria. Os que têm essa graça ouvem pacientemente a advertência e o conselho de outros, dando-lhes a devida importância. Não submetendo a outros seu próprio julgamento, mas, se a idade e experiência, porque percebem a força das orientações dadas. Esses homens nunca pensarão que têm experiência suficiente, mas que o conhecimento que obtiveram é tão pequeno proporcionalmente ao que podem obter, que são estimulados a continuar com perseverança, aprendendo e ensinando (Manuscript Release, v.19, p.9).

DOMINGO, 24 DE OUTUBRO
ALGUÉM QUE OUÇA
(Is 28:23; Mt 15:10; Tg 1:19; 1Sm 25:1-11)

Certa feita, um jovem que se afastara de Cristo e da igreja, foi preso por ter sido pego em flagrante usando drogas. Passou alguns anos aprendendo lições importantes naquela penitenciaria. Visitando-o fez questão de dizer que, ali é o melhor lugar para os cristãos passarem uma temporada. Foi-lhe perguntado o motivo, e ele respondeu: Para aprenderem a ficarem calados quando preciso e saber ouvir quando necessário.
Esta revelação surpreendente me fez ficar muito pensativo, pois, muitos de nós precisamos aprender a usar melhor a língua e os ouvidos. Muitas das vezes a língua tem sido usada de maneira irresponsável e inconsequente trazendo prejuízos irreparáveis aos outros. Da mesma forma, motivados pelo orgulho pessoal, muitos de nós temos ouvido muito pouco. A suposta ideia de superioridade tem trazido muitas desgraças entre as pessoas. O Orgulho tem tornado muitas pessoas surdas, especialmente quando se trata de ouvir aqueles que aparentemente são inferiores em algo (apenas aparentemente).

Nabal, por arrogância e orgulho, não quis ouvir seus servos, e consequentemente colheu perdas irreparáveis. Davi também não foi santo neste episódio, pois não agiu da mesma forma como agiu com Saul ao ter oportunidade de matá-lo. Poderia ter exercido o mesmo domínio próprio que exerceu com o rei. Esta é uma lição preciosíssima para todos nós. Podemos sair vitoriosos em uma circunstância, mas, se estivermos afastados de Jesus, poderemos vir a falhar no mesmo aspecto que dias anteriores nos havia tornado vencedores. A vitória de hoje não é garantia de vitória no amanhã se estivermos desestabilizados em Cristo.

Leitura adicional

“Num momento de necessidade, enviou Davi mensageiros a Nabal com uma mensagem cortês, solicitando alimento para si e seus homens. Nabal respondeu com insolência, retribuindo o bem com o mal e recusando-se a partilhar com o próximo a sua fartura. Nenhum mensagem poderia ter sido mais respeitosa do que a e Davi para esse homem, mas Nabal acusou falsamente Davi e seus homens, a fim de justificar o próprio egoísmo, e representou Davi e seus seguidores como escravos fugitivos. Quando o mensageiro voltou com essa afronta insolente, a indignação de Davi foi incitada e ele decidiu obter vingança imediata.

Um dos jovens a serviço de Nabal, temendo os maus resultados que viriam no rastro da insolência do patrão, informou o caso à esposa de Nabal, sabendo que ela possuía um espírito diferente do de seu esposo e era uma mulher de grande prudência. Ele descreveu o verdadeiro caráter de Nabal enquanto apresentava as dificuldades a ela, dizendo: “Agora, pois, considerava e vê o que hás de fazer, porque já o mal está, de fato, determinado contra o nosso senhor e contra toda a sua casa; e ele é filho de Belial, e não há quem lhe possa falar” (1Sm 25:17; Manuscrupt Releases, v1, p.213; Cristo Triunfante, [MM 2002], p.144).

SEGUNDA, 25 DE OUTUBRO
AÇÕES FALAM MAIS ALTO QUE PALAVRAS
(1Sm 25; Mt 7:21;25:31-46; Tg 2:14-17)

Graças a Deus que as ações falam mais alto, pois, depois de ter tido a imagem manchada por um falso boato ou conclusões precipitadas, as suas ações serão as únicas testemunhas ou evidências claras de sua inocência. Como é fácil distorcer ou fazer valer uma imagem falsa sobre o caráter de uma pessoa! Com os veículos de comunicação existentes hoje, as palavras, boas ou más, podem alcançar fronteiras em questão de segundos. Mais do que em qualquer outro tempo, em nosso século, devemos praticar com mais firmeza a ética de dar crédito somente àquilo que presenciamos, participamos ou ouvimos diretamente da fonte como testemunha ocular. Fora disto, o resto deve ser jogado no lixo. Quantas vidas são destruídas por boatos distorcidos e maldizentes. Quantas pessoas são prejudicadas por palavras incontinentes. Mesmo que haja razão para falar mal, precisamos exercitar o dom da cordialidade e da bondade em palavras.

Infelizmente, o discernimento humano é manchado por orgulho e egoísmo. Se alguém nunca interpretou mal suas boas ações, então aguarde e se prepare, pois um dia você passará por este dilema e sentirá na pele o que significa ser difamado por algo que não fez. Deus passou por este dilema ao ser acusado falsamente por Satanás no céu. Consequentemente, Jeová foi mal interpretado pela terça parte dos anjos do céu. Na história de hoje, Davi julgou mal a casa de Nabal por suas ações inconsequentes. Se não fosse Abigail, quantas pessoas teriam morrido pela espada de Davi? Pela atitude errada de Nabal, muitas pessoas inocentes e de bom caráter poderiam ter sofrido já que Davi depositou muita ira contra Nabal. Esta lição nos ensina que, não podemos julgar uma pessoa por outra. O fato de uma ser de mau caráter, não significa que todas serão. Abigail foi corajosa em arriscar sua própria vida pelo seu esposo, enfim, até mesmo por todo o seu povo. Lembre-se que, suas ações serão suas únicas defesas. Isto não significa que não precisamos tomar cuidado com as palavras, o nosso cuidado deve começar por ai, pois tudo o que dissermos poderá ser usado contra nós mesmos.

Leitura adicional

“Davi mandou que seus homens cingissem as espadas, e se preparassem para o combate, pois ele havia decidido punir o homem que lhe havia negado o que era seu direito e ao dano havia acrescentado insulto. Essa ação impulsiva estava mais em harmonia com o estilo de Saul do que cm o de Davi, mas o filhos de Jessé ainda tinha que aprender as lições de paciência, na escola da aflição.” (Signs of the Times, 26 de outubro de 1888).

“Abigail compreendeu que algo precisava ser feito para impedir o resultado da falta de Nabal, e que ela devia assumir a responsabilidade de agir imediatamente, sem o conselho de seu esposo. Sabia que seria inútil falar com ele, pois tão somente lhe receberia a proposta com agressividade e desprezo. Repetiria para ela que era ele o senhor da casa, que ela era sua esposa e, portanto, sujeita a ele, devendo fazer o que ele ditasse. Ela sabia que a mensagem perversa deveria ser neutralizada imediatamente, e, sem o consentimento de Nabal, reuniu os suprimentos que na sua concepção seriam melhores para aplacar a ira de Davi, pois sabia que ele estava determinado a se vingar do insulto que havia recebido. ... O comportamento de Abigail nessa questão foi aprovado por Deus, e as circunstâncias revelaram nela espírito e caráter nobres (Cristo Triunfante [MM 2002], p. 144; Manuscript Releases, v.21, p. 213,214).

TERÇA, 26 DE OUTUBRO
TEMPO DE FALAR
(1Sm 25:23-31; Êx 32:22; Et 7:2-4; Is 53:12; Dn 9:15-19; Rm 8:34)

Impressionante a lição de hoje. Abigail me lembra muito bem o que Deus foi capaz de fazer por nós. Ele poderia ter lançado este mísero planeta nos confins do universo para nunca mais dele se lembrar. Mas, para nossa felicidade, isto Ele não fez.
Alguns, facilmente poderiam encarar a atitude de Nabal como uma oportunidade para que Abigail se livrasse dele e conquistasse definitivamente sua liberdade. No entanto, ela preferiu sacrificar sua vida pela vida de um homem que não merecia este tipo de favor. Da mesma forma, nós não merecemos o favor de Deus, mas mesmo assim, Ele se sacrificou por nós dando sua própria vida em substituição à nossa.

Neste ínterim, nós podemos ser comparados a Nabal. Somos pecadores, repugnantes, falsos, egoístas, orgulhosos, amantes dos prazeres, ingratos, maliciosos, céticos, insensatos, mentirosos e teimosos. Cristo olhou para nós, e assim como Abigail, intercedeu em nosso favor pagando um preço imensurável. A diferença é que Abigail não precisou substituir os danos de Nabal com sua vida, mas Cristo precisou ofertar seu sangue para que as exigências da transgressão pudessem ser cumpridas e consequentemente o passaporte para a vida eterna pudesse ser garantido a todos os que se entregassem a Cristo.

Abigail acalmou a ira de Davi, e Jesus Cristo acalmou a ira de Deus contra o pecado. Quem dera, houvesse em nossos dias, mais pessoas que pudessem agir com espírito de intercessão. Como os homens seriam se houvesse mais mulheres que pudessem exercer um papel tão nobre como o desta mulher. Uma mulher sábia e intercessora pode fazer tanto quanto um homem na salvação de pessoas.

Leitura adicional

“Quem dera que houvesse mais mulheres que acalmassem sentimentos irritados, impedissem resoluções precipitadas, e reprimissem grandes males por meio de palavras de calma e bem orientada sabedoria. “Bem aventurados os pacificadores, porque serão chamados filhos de Deus” (Mt 5:9; Signs of the Times, 26 de outubro de 1888; Refletindo a Cristo [MM 1986], p. 325).

“A oração e a fé farão o que nenhum poder sobre a Terra poderão realizar. Não precisamos estar tão ansiosos e aflitos. O instrumento humano não pode ir a todo o lugar, nem fazer todas as coisas que necessitam ser feitas. Frequentemente se manifestam imperfeições na obra, mas se mostramos inabalável confiança em Deus, não confiando na habilidade ou talento humanos, a verdade avançará. Coloquemos todas as coisas nas mãos de Deus, deixando que Ele faça a obra do Seu próprio modo, de acordo com Sua vontade, por intermédio de qualquer que Ele escolha. Deus usará os que parecem ser fracos, se forem humildes. A menos que seja controlada diariamente pelo Espírito Santo, a sabedoria humana se demonstrará loucura. Devemos ter mais fé e confiança em Deus. Ele efetuará Sua obra com sucesso. A fé e a oração fervorosa farão por nós o que nossa imaginação não conseguirá fazer (Manuscript Releases, v. 8, p. 218).

QUARTA, 27 DE OUTUBRO
O QUE ABIGAIL SE RECUSOU A FAZER
(1Sm 25:25,26)

Muitos vivem de pura aparência desconsiderando valores e princípios. Tudo a custa de um simples: “Ninguém está vendo”. Quantos são os que tentam justificar seus erros para poder manter uma falsa aparência de piedade. É muito comum ofendermos alguém e depois dizer que agiu errado porque estava estressado ou porque algo naquele dia o havia deixado fora de si. Às vezes jogamos a culpa em alguém, coisas, objetos e circunstâncias. Dificilmente dizemos: Me perdoe, agi desta forma porque sou pecador e ainda não venci este defeito de caráter. Me ajude com suas orações.

Abigail poderia ter arrumado muitas desculpas plausíveis e inteligentes, e com certeza Davi teria acreditado. No entanto, ela preferiu dizer a verdade a respeito de seu marido. Agindo pela sinceridade, pretendia alcançar a misericórdia de Davi. Na verdade, se não conhecêssemos a atitude de Davi quanto à intercessão de Abigail, poderíamos sugerir que seria melhor ela arrumar uma boa desculpa do que ser tão sincera como foi. Esta atitude de Abigail nos leva a acreditar que ela valorizava o bom caráter e a integridade. Em algumas ocasiões, a sinceridade e a verdade poderão nos custar muito mais do que as boas desculpas. Este exemplo chega até nós depois de tantos milênios com o objetivo de testemunhar o valor das atitudes corretas diante de Deus e dos homens. Como bem expressou Ellen White, “Deus requer homens - aqueles que aos Seus olhos serão fiéis.” (Filhos e Filhas de Deus, p. 194).

Leitura adicional

                “A maior necessidade do mundo é a de homens - homens que se não comprem nem se vendam; homens que no íntimo da alma sejam verdadeiros e honestos; homens que não temam chamar o pecado pelo seu nome exato; homens, cuja consciência seja tão fiel ao dever como a bússola o é ao pólo; homens que permaneçam firmes pelo que é reto, ainda que caiam os céus.” (Educação, p. 57).
            “Abigail enfrentou Davi com respeito, mostrando-lhe honra e deferência, defendendo sua causa com eloquência e sucesso. Conquanto não desculpando a insolência de seu marido, ela ainda suplicou pela vida dele. Ela revelou também o fato de que não era apenas uma mulher discreta, mas também uma mulher piedosa, familiarizada com as obras e caminhos de Deus em relação a Davi. Ela manifestou sua firme fé no fato de que Davi era o ungido do Senhor (Manuscrito 17, 1891).
            “A piedade de Abigail, semelhante ao perfume de uma flor, exalava de seu rosto, de suas palavras e seu coração. Seu discurso, temperado com a graça, e cheio de bondade e paz, derramava uma influência celestial. Melhores impulsos vieram a Davi, e ele tremeu ao pensar quais poderiam ser as consequências de seu intuito precipitado (Vidas que Falam [MM 1971], p. 169).
QUINTA, 28 DE OUTUBRO
DENTRO E FORA
(1Sm 25:41; Mt 20:28)

Abigail foi uma mulher honrosa e trouxe honra a outros. Costurou o erro cometido por seu próprio marido e impediu que Davi cometesse um infortúnio sangrento. Davi reconheceu que cometeria um ato impensado se não fosse pela sabedoria e humildade desta mulher. Dois homens, duas histórias, dois inimigos e duas atitudes; mas apenas uma mulher para conseguir resolver um problema e evitar outro - envolvendo estes dois homens.

Esta bela história tem muito a ensinar aos homens e as mulheres. Aos homens, cabe a lição de que vale todo o custo e espera para escolher bem a mulher que dividirá as responsabilidades da vida. Casar-se com uma mulher sem caráter e princípios é o mesmo que conviver com uma serpente venenosa dentro de casa. A diferença é que, convivendo com uma serpente venenosa, após a picada, a dor e o sofrimento até a morte, durará pouco tempo. Convivendo com uma mulher sem caráter e princípios, o sofrimento durará até a velhice.

Para as mulheres, a lição importante é que, você pode ser íntegra e sábia como foi Abigail. Ela serve de exemplo a ser copiado por todas as mulheres que desejam ser honrosas diante de Deus. Você mulher, pode fazer muito por seu marido, seus filhos e por sua igreja. Seu marido não é infalível, e ele precisa tanto de você quanto imagina. O sucesso de uma família depende mais de uma mulher do que pensamos. É o caráter íntegro de você mulher que fará de seu marido e de seus filhos o diferencial para a vida e para a igreja. Já vi muitos homens brilhantes perderem seu brilho por causa de um casamento errado. O homem pode ter os mais diversos talentos e os mais nobres, mas, se ele não tiver uma esposa que seja tão nobre quanto os seus talentos, o sucesso dele, mais cedo ou mais tarde, redundará em fracasso total. Você que é mulher, se deseja possuir os valores que moldaram a vida de Abigail, caia todos os dias aos pés da cruz para pedir a Deus sabedoria e o poder do Espírito Santo para saber conduzir a vida do esposo e dos filhos. Tenho certeza que Deus não tornará seu pedido em vão.

Leitura adicional

“Uma vida cristã consagrada está sempre a derramar luz, consolação e paz. Caracteriza-se pela pureza, tato, simplicidade e utilidade. É dirigida por aquele amor abnegado que santifica a influência. Está repleta de Cristo, e deixa um rastro de luz aonde quer que seu possuidor vá. Abigail tinha sabedoria para reprovar e aconselhar. A paixão de Davi esvaiu-se sob o poder de sua influência e raciocínio. Ele ficou convicto de que assumira uma conduta imprudente e perdera o autodomínio. Com humilde coração, recebeu a repreensão em conformidade com suas próprias palavras: ‘Fira-me o justo, será isso uma benignidade; e repreenda-me, será um excelente óleo’ (Sl 141:5). Ele deu graças e louvores porque ela o aconselhara retamente. Muitos há que, quando reprovados, julgam ser dignos de elogios se recebem a repreensão sem se tornarem impaciente; mas quão poucos recebem a reprovação com coração grato e abençoam aqueles que os procuram salvar de seguir por um mau caminho!” (Patriarcas e Profetas, p. 667).

“Quando Davi ouviu a notícia da morte de Nabal, deu graças de que Deus houvesse tomado a vingança e Suas próprias mãos. Ele havia sido impedido de fazer o mal e o Senhor fez com que a perversidade do perverso recaísse sobre sua própria cabeça. Na maneira de Deus lidar com Nabal e Davi, as pessoas são encorajadas a colocar sua vida nas mãos de Deus, pois em Seu tempo oportuno Ele corrigirá as coisas.

Depois Davi se casou com Abigail. Isso não estava de acordo com o plano original de Deus; estava em oposição direta ao Seu desígnio, que um homem tivesse mais de uma esposa. Davi já era marido de Ainoã. O evangelho condena a prática da poligamia. O costume das nações do tempo de Davi havia pervertido seu julgamento e influenciado suas ações. Grandes homens têm errado grandemente ao seguir as práticas do mundo. O estudo de todos deve ser para conhecer a vontade de Deus e o que diz a Palavra do Senhor. O triste resultado dessa prática de ter muitas esposas foi tolerado para que pudesse ser sentido severamente por toda a vida de Davi.” (Signs of the Time, 26 de outubro de 1888).

 Gilberto G. Theiss, nascido no estado do Paraná, é membro da Igreja adventista do Sétimo dia desde 1996. Crê integralmente nas 28 doutrinas Adventista como consta no livro “Nisto Cremos” lançado pela “Casa Publicadora Brasileira”. Foi ancião por 3 anos na Igreja Adventista do Sétimo dia da cidade Nova Rezende/MG e por 6 anos na Igreja Central de Guaxupé/MG. Foi Obreiro bíblico na mesma cidade e hoje, além de ser coordenador do curso básico de reforço teológico para líderes de igreja pelo site www.altoclamor.com, está Bacharelando no Seminário Adventista Latino-Americano de Teologia. Gilberto G. Theiss é autor de alguns livros e é inteiramente submisso e fiel tanto a mensagem bíblico-adventista quanto a seus superiores no movimento Adventista como pede hebreus 13:17. Toda a mensagem falada ou escrita por este autor é filtrada plenamente pelo que rege a doutrina bíblica-adventista do sétimo dia. Contato: gilbertotheiss@yahoo.com.br

18 Outubro 2010

Comentário da Lição da Escola Sabatina – Lição 04 – 4º Trimestre 2010 (16 a 23 de Outubro)

Comentário da Lição da Escola Sabatina – Lição 04 – 4º Trimestre 2010 (16 a 23 de Outubro)

Comentário: Gilberto G. Theiss

SÁBADO, 16 DE OUTUBRO
NASCIDO PARA A GRANDEZA
(1 Sm 14:6)

            “Disse... Jônata ao seu Escudeiro: Vem, passemos à guarnição destes incircuncisos; porventura, o Senhor nos ajudará nisto, porque para o Senhor nenhum impedimento há de livrar com muitos ou com poucos!” (1 Sm 2:1,2).

Muitas pessoas desejam ser grandes e notáveis na vida. Lutam por uma posição importante ou que estabeleça uma imagem de grandeza. Há aqueles que, honestamente buscam ser importantes, no entanto, há outros que estão dispostos até mesmo a jogar sujo para alcançar o poder, o status ou uma boa posição. Parece ridículo, mas há alguns meses atrás estive assistindo um noticiário que apresentou o assassinato do gerente de uma grande empresa. Pasmem, o maior suspeito era justamente o vice gerente. O que isto tem a nos ensinar? Observe que, quanto mais próximo do poder, mais tentador ele se torna. Foi o que exatamente aconteceu com Lúcifer no céu.
Infelizmente a busca pelo valor tem sido de certa forma equivocada. Não se fala em valor como sendo consequência de uma vida digna, íntegra e altruísta. Para muitos, sinônimo de grandeza significa poder, dinheiro e autoridade, quando na verdade o valor da verdadeira grandeza está bem longe destas coisas.

Como destacado pelo autor, “na vida de Jônatas, aprendemos a avaliar a vida pelos olhos do céu”. Como você espera ser visto por Deus? Como ter uma vida de grandeza diante do universo? Quais são os verdadeiros dogmas que nos tornam dignos e valorosos? Nesta semana, através da vida de Jônatas, encontraremos respostas a estas indagações e muitas outras. Que Deus o abençoe neste estudo cheio de significado para as verdadeiras ambições da vida.

Leitura adicional

“A verdadeira grandeza não depende de posição, mas de pureza e fidelidade. Nossa dignidade não é encontrada em nós, mas em Cristo. Somos avaliados pela fé no Salvador e pela verdade e integridade de nossa vida. Evitemos os perigos da auto exaltação e nos revistamos de humildade, pois “Deus resiste aos soberbos, mas dá graça aos humildes” (Tg 4:6). Os servos de Cristo devem consagrar a vida ao Seu serviço, revelando Seu caráter na beleza da santidade.” (Signs of the Times, 13 de dezembro de 1899).

“Podem os homens aspirar ao renome. Podem desejar possuir um grande nome. Para alguns a posse de casas, terras e bastante dinheiro que os torna grandes segundo a medida do mundo, é o auge de sua ambição. Desejam alcançar o lugar em que possam olhar de cima para baixo, com uma sensação de sua casa ruirá subitamente. Não é verdadeira grandeza a superioridade de posição. De nenhum valor real, em si, é aquilo que não aumenta o valor do caráter. Aquilo que, unicamente, vale a pena obter, é a grandeza de espírito à vista do Céu. Talvez, nunca venha a saber a verdadeira e exaltada natureza de sua obra. O valor de seu próprio ser você só poderá apreciar pelo valor daquela Vida que foi dada para salvar a todos os que a queiram receber.” (Nos Lugares Celestiais [MM 1968], p.173).

DOMINGO, 17 DE OUTUBRO
O ELEVADO OFÍCIO DA AMIZADE
(Êx 33:11; Jó 16:20,21; Pr 17:17; 27:9; Ec 4:10; Jo 15:13-15)

A experiência da vida de Jônatas é capaz de apresentar-nos a grandeza de uma amizade profunda e verdadeira. A amizade demonstrada entre Jônatas e Davi (2Sm 1:26; 18:1-4) na visão de alguns, por ser muito próxima, é tida como sendo um relacionamento homossexual. Mas esta afirmação está longe de ser verdadeira, especialmente por serem pessoas tementes a Deus e por conhecerem os valores da lei Mosaica a este respeito (Lv 18:22).  Do ponto de vista linguístico, a palavra Hebraica utilizada por Samuel (2Sm 1:26; 18:1) para descrever o amor de Jônatas por Davi “hb'h]a; (ahabah)” é a mesma utilizada por Jeremias (Jr 31:3) para descrever o amor de Deus por seu povo. Isto não resolve muitas implicações, mas pode nos dar uma noção profunda do significado de uma séria amizade existente entre eles.

Jônatas foi uma providência de Deus para auxiliar Davi em sua ascensão ao trono (WHITE, Ellen G. (Minha Consagração Hoje [MM 1989/1953], p. 210). Foi o amigo ideal que Davi precisava naquela circunstância tão complicada e difícil.
Vários especialistas em áreas de relacionamentos, afirmam categoricamente que é impossível alguém viver bem consigo mesmo e com a sociedade se não tiver no mínimo 8 amigos, e pelo menos 2 ou 3 que sejam muito próximos e íntimos. Sem dúvida alguma, o valor de uma amizade em alguns casos pode exceder o de um irmão da família. Entretanto, como famílias de sangue, devemos reforçar ao máximo os graus de amizade existentes entre nós para que os alicerces familiares sejam bem firmes.

            Caso você não tenha ainda aprendido os verdadeiros valores que envolve uma amizade, a história de Jônatas e Davi pode dar muitas lições preciosas dignas de serem copiadas. Pastor Jorge Mário, em um sermão pregado no Unasp, delineou 4 princípios básicos que podem ser absorvidos desta tão preciosa história sobre a verdadeira amizade. Observe e tome nota:

4 Características de uma verdadeira amizade

- 1º Samuel 20:4 – Amigos íntimos estão dispostos a sacrificar-se.
* Jônatas tirou seu manto, túnica, arco, cinturão, espada. Isto revela amizade desinteressada. Perceba que Davi não pediu, Jônatas deu, doou, desinteressadamente.  Pessoas de amizades verdadeiras se completam. É alicerçada no desinteresse.

- 1º Samuel 19:4,5 – O amigo íntimo é um defensor de seu amigo. Arrisca sua vida.
* Não é amigo apenas de bons tempos. Aqui Jonas arrisca sua vida defendendo Davi perante seu pai.

- 1º Samuel 20:40-43 – Os amigos íntimos não sufocam o amigo, compreende.
* Você pode desabafar que o amigo houve e entende. Não há manipulação.

- 1º Samuel 23:7-18 – Um amigo verdadeiro é fonte de encorajamento
* Jônatas é que deveria ser o rei, mas ele abdica para dar força e encorajamento a Davi. Jônatas cumpre a vontade de Deus deixando para Davi seu trono.
Deus foi muito sábio em criar a amizade, que pena que o pecado a desfigurou.

Leitura adicional

“Depois de matar Golias Davi foi levado diante do rei Saul, e o rei perguntou a respeito de sua família e sua vida. “Sucedeu que, acabando Davi de falar com Saul, a alma de Jônatas se ligou com a de Davi; e Jônatas o amou como à sua própria alma.” Saul manteve Davi consigo, e não permitiu que retornasse à casa de seu pai. Jônatas e Davi fizeram o pacto de ser unidos como irmãos, e o filho do rei “despojou-se...da capa que vestia e a deu a Davi, como também a armadura, inclusive a espada, o arco e o cinto”. Davi foi incumbido de importantes responsabilidades, mas preservou a modéstia, e todos o amavam. Mas não havia ninguém tão estimado por ele quanto Jônatas, porque este possuía um espírito puro e nobre (1Sm 18:1; Signs of the Times, 17 de agosto de 1888).

“ A amizade de Jônatas por Davi era também da providência de Deus, a fim de preservar a vida do futuro governante de Israel (Minha Consagração Hoje [MM 1989/1953], p. 210).

“Devemos ter no coração o amor de Cristo a tal ponto, que nosso interesse nos outros seja imparcial e sincero. Nossas afeições devem ter amplitude e não se centralizarem apenas em alguns que nos lisonjeiam por meio de confidências especiais. A tendência de tais amizades é levar-nos a negligenciar os que se acham em maior necessidade de amor do que aqueles a quem concedemos nossa atenção. Não devemos estreitar nosso círculo de amigos a uns poucos prediletos...” (Nossa Alta Vocação [MM 1962], p. 257).

“Hão de sobrevir dificuldades a cada um; toda pessoa será pressionada pela tristeza e o desânimo; então, uma presença pessoal, um amigo que conforte e comunique força rebaterá os dardos do inimigo, destinados a destruir. Os amigos cristãos não são nem a metade em número, do que deviam ser. Nas horas da tentação, em uma crise, que valor tem um amigo verdadeiro? Em tais ocasiões, Satanás manda sues agentes para fazer com que tropecem os membros trementes; mas os amigos genuínos que aconselham, que comunicam esperança magnética, a fé calma que ergue a pessoa – oh, esse auxílio vale mais que pérolas preciosas! (Carta , 1883; Filhos e Filhas de Deus [MM 1956], p.16).

 SEGUNDA, 18 DE OUTUBRO
UMA GRANDE VITÓRIA
(1 Sm 13:19-22; 2Rs 6:8-17; 1Sm 14:6-13)

            Jônatas era um homem integro e junto com seu escudeiro agiu com fé no que Deus podia fazer por eles. O exército dos Filisteus era superior em todos os sentidos, menos em um, Deus era com Israel. O fato do Senhor ser com Seu povo era tudo o que precisavam para derrotar e subjugar qualquer exército inimigo. Ao longo das histórias bíblicas, especialmente das guerras ganhas por Israel, a mão de Deus era evidente, pois uma tropa celestial, porém invisível ia a frente do frágil exército Israelita dando-lhes a vitória. Jônatas, por sua confiança em Deus, recebeu do céu toda a ajuda necessária para sair das batalhas com a vitória em mãos. Quando os inimigos Filisteu perceberam que sua derrota era resultado de forças sobrenaturais que auxiliavam Israel, eles temeram assombradamente.

            Estas mesmas forças especiais que ajudaram Jônatas e Israel, estão à disposição de todo aquele que genuinamente depositar fé em Jesus Cristo. O Senhor há de pelejar por nós sempre que confiarmos em sua guia. Por mais difícil que seja a situação, por mais que as circunstâncias pareçam estar contra nós, se entregarmos e confiarmos, Deus pelejará a nosso favor. Se pudéssemos abrir os olhos para enxergar além, veríamos a miríade de seres angelicais que estarão sempre a postos para combater a nossa luta. A razão porque muitas das vezes saímos derrotados nos desafios da vida é não termos exercido fé no que Jeová pode fazer por nós. O problema jamais estará com Deus; somos nós que falhamos na confiança de sua intervenção a nosso favor.

Leitura Adicional

            “Em Jônatas, filho de Saul, viu o Senhor um homem de pura integridade – alguém a quem Ele podia atrair para perto de Si, e em cujo coração podia atuar...Esses dois jovens [Jônatas e seu escudeiro] deram mostras de que estavam agindo sob a influência e mando de um General mais que humano. Aparentemente, sua aventura foi temerária, e contrária às regras militantes. Mas o ato de Jônatas não foi praticado por precipitação humana. Ele não confiava no que ele e seu pajem de armas por si mesmos poderiam fazer; foi o instrumento que Deus empregou em favor de Seu povo Israel. Eles fizeram seus planos, e puseram a causa nas mãos de Deus. Caso os exércitos dos filisteus desafiassem, avançariam. ...Este ousado feito infundiu pânico no acampamento (dos filisteus). Jaziam ali os corpos mortos de vinte homens e, aos olhos do inimigo, havia centenas de homens preparados para a guerra. Os exércitos do Céu foram revelados à multidão dos oponentes filisteus. “E houve tremor no arraial, no campo em em todo o povo; também a mesma guarnição e os destruidores tremeram, e até a terra se alvoroçou, porquanto era tremor de Deus.” (ISm 14:15; The Youth's Instructor; 24 de novembro de 1898; Filhos e Filhas de Deus [MM 1956], p. 208).

TERÇA, 19 DE OUTUBRO
RELAÇÃO PAI-FILHO
(Ism 19:1-7; 14:24-46)

            Se a dúvida for concernente ao respeito ou não de Jônatas para com o pai Saul, a resposta direta e objetiva seria: ele foi cumpridor autêntico do mandamento que ordena honrar os pais. Mesmo Saul não dando exemplo, mesmo sendo um pai egoísta e insensato, Jônatas demonstrou ter seguido o bom exemplo: se tornando o elo forte da família. Mesmo sendo subjulgado por uma violação irracional, ele se manteve firme a este dever. Saul transgredira a lei do Senhor que era mais sublime que qualquer outra lei. Mas, agora, diante de uma lei humana irracional, Jônatas tinha que ser sacrificado. O povo recusou a decisão de Saul e se colocou entre Saul e Jônatas para impedir tal irracionalismo (1 Sm 14).

            Quanto aos nossos dias, precisamos olhar com atenção para o exemplo de Jônatas. É muito fácil servir e honrar um pai que merece todo o respeito dos filhos por suas atitudes dignas, mas o que dizer de honrar um pai que não merece ser honrado? Ele poderia buscar justificativas para não depositar probidade em Saul, mas escolheu fazer o certo. O certo é exatamente aquilo que eu e você, possuindo motivos ou não, devemos fazer para com nossos pais. Lembremo-nos que, o mandamento que pede para honrar o pai e mãe é o único mandamento entre os dez que termina com promessas, “Para que se prolonguem os teus dias na terra” (Êx 2012). Penso que esta promessa se refira não apenas a vida longa, mas também no viver em abundância.

            Quantos filhos ingratos e profanos existem hoje; quantos filhos, em nossos dias, tem se tornado um canal de desgraça para a família. Tem se tornado muito comum ouvir noticiários de jovens que tem praticado abusos aos pais. Também, quantos pais, hoje, têm sido assassinados pelos filhos. Nesta semana, assistindo a um jornal de notícias, veio a manchete: Um casal de classe alta é assassinado a sangue frio, e os maiores suspeitos são a filha e o genro...Acredita-se que a razão do assassinato seja por dinheiro. Mas, no caso de Jônatas, assim como no caso dos cristãos, temos o dever de amar, servir e honrar nossos pais, merecendo eles ou não. Deus pedirá conta de nossos atos diante de nossos familiares. Quantos filhos deixarão de subir para o céu por terem negligenciado este mandamento tão sublime e importante? Todos os que desonrarem os pais não participarão da festa das bodas, pois a graça de Cristo jamais alcançará os negligentes que conscientemente negaram o cumprimento do dever de amar os que os rodeiam, especialmente seus familiares.

Leitura adicional

“Quando a sorte caiu sobre Jônatas, o rei exigiu com grande severidade. “O que foi que você fez?” (1Sm 14:43). Jônatas respondeu sinceramente reconhecendo o ato e protestando contra a terrível punição. Nesse momento finalmente se poderia esperar que Saul percebesse, a afeição paterna seria colocada acima da autoridade real. Mas não; Saul quis que o povo visse que a justiça do rei era superior à afeição do pai. Ele não havia compartilhado da honra da vitória, mas esperava agora obter honra por seu zelo em manter a santidade do seu voto. Mesmo com o sacrifício de seu filho, impressionaria seus súditos com o fato de que a autoridade real devia ser mantida. Quão terrivelmente significativas foram as palavras que escaparam dos lábios desse pai: “Deus me faça o que bem lhe aprouver; é certo que morrerá, Jônatas” (1Sm 14:44). …
            Quando o transgressor foi indicado, sendo constatado que seu único crime foi a violação de uma exigência irracional, por falta de conhecimento, o rei e pai friamente condenou o filho à morte. Que contraste entre a coragem com a qual o próprio Saul violara a lei de Deus e desafiara a reprovação, e a cruel severidade manifestada por ele para com alguém a quem Deus havia honrado!
            O povo se recusou a permitir que essa injusta sentença fosse executada. Todos podiam ver de quem era a culpa e que o próprio Saul era aquele a quem Deus estava reprovando. ...Saul apenas podia sentir que seu filho havia sido colocado acima dele, tanto pelo povo quanto pelo Senhor.” (Signs of the Times, 17 de agosto de 1882).

QUARTA, 20 DE OUTUBRO
TOMANDO O SEGUNDO LUGAR
(Ism 23:17; Is 14:13-14; 1Rs 1:5; Mc 10:35-37)

            O pedido de Tiago e João para assentarem-se ao lado de Cristo na eternidade, a usurpação do trono por Adonias e a obstinada exaltação de Lúcifer no céu, são perigos que rodeiam todo o ser humano. Há pessoas que são capazes até mesmo de matar o próximo por uma posição de autonomia, destaque e poder. Isto pode ser visível em simples atos, dos menores até os maiores. Uma simples política para presidente de uma sala de aula em uma escola pode revelar o verdadeiro caráter de uma pessoa.

            Todos estão sujeitos a possuírem um sentimento de valor excessivo e consequentemente acabam se tornando egoístas e sedentos pelo desejo de alguma coisa que lhes dê primazia, poder e vantagens sobre outros. Se às vezes este tipo de sentimento toma conta de você, não demore em refletir na história de Jônatas, absorvendo dela a humildade e submissão deste jovem pela vontade e planos de Deus. O princípio bíblico de que os primeiros serão os últimos e os últimos serão os primeiros tem sido um princípio vitalício. Todos, pelo menos os que conheci, que lutaram exaustivamente pelo primeiro lugar em detrimento dos demais, após terem conquistado tal posição, algum tempo depois colheram amargura, vergonha e humilhação.

            Quando alcançamos a honra e o poder por nossa própria força e esperteza, mais cedo ou mais tarde somos deixados para colher as desgraças de nossos erros. No entanto, quando alcançamos a honra e o poder pela graça e vontade de Deus, Ele nos auxiliará a todo e qualquer momento. Neste último ponto Deus nos ajudará, porque foi por Seu propósito que chegamos até aquele degrau da vida. Cabe lembrar que, os mais despreparados para ocupar posições de poder na igreja, geralmente são os que mais desejam e lutam por elas. Um cargo de poder entre o povo de Deus não deve ser tratado como as pessoas do mundo tratam. Na igreja, ninguém possui poder, ou pelo menos não deveria. O líder da igreja, quando nomeado para uma posição relevante, passa a ter um poder em mãos que jamais poderá ser empregado. Este é um tipo de poder que, será perdido caso seja usado. O pastor possui uma autoridade eclesiástica que não pode ser confundida com poder e autoridade arbitrária. Somente Deus é detentor de autoridade plena e poder; nós somos apenas representantes do evangelho e temos em mãos apenas a obrigação do serviço e da organização do corpo de Cristo. Nada mais.

            Lembremo-nos sempre da maneira como Jônatas agiu diante da perda do trono para Davi. Ele se submeteu, não reclamou e não se revoltou. Quando percebeu que Deus estava na direção de tudo, aceitou sem queixas ou murmúrios. Assim, todos na igreja hoje devem agir. Não lutar por posições, não fazer políticas por mais que sejam necessárias. Se alguém possui tal fraqueza, de desejar posição, honra, poder, por mínimos que sejam, entregue isto a Cristo para que o Espírito de Deus remova esta doença de seu interior. Peça a Deus que lhe dê humildade, simplicidade e altruísmo. Se perceber alguma política ou luta por conquista de vagas na igreja, se isole, medite e ore a Deus para que os planos dos homens se frustrem e que prevaleça o plano sublime do Senhor. Falando sobre João Batista, Ellen White escreveu que ele “abalou a nação, por ocasião de seu aparecimento, na qualidade de arauto do Messias, De uma para outra parte seus passos eram seguidos por vastas multidões constituídas de pessoas de todas as classes e condições. Mas quando chegou Aquele de quem ele dera testemunho, tudo mudou. As multidões acompanharam Jesus, e a obra de João parecia encerrar-se rapidamente. Contudo não houve vacilação na sua fé. 'É necessário, disse ele, que Ele crença e que eu diminua'” (Jo 3:30; Educação, p. 156,157).

Leitura adicional

“Não somos encarregados da tarefa de exaltar a nós mesmos. Não precisamos trabalhar pelo mais alto lugar na avaliação dos outro, nem buscar a supremacia para nossas opiniões nas reuniões dos irmãos. A tarefa que Deus indica para nós é a da auto humilhação. Nosso dever “é que façamos o que é direito, que amemos uns aos outros com dedicação e que vivamos em humilde obediência ao nosso Deus” (Mq 6:8). Não devemos encorajar o amor-próprio e orgulho pessoal, nem acariciar o pensamento de que não somos apreciados, e de que nossa habilidade é menosprezada. Nosso trabalho é assumir nossos deveres, por mais humildes que sejam, e cumpri-los com fidelidade e coragem, fazendo todas as coisas “de todo o coração , como para o Senhor” (Cl 3:23).

            Somos propriedade de Deus; e não estaremos dispostos a permanecer no lugar que Ele nos determina, confiando em Seu julgamento, e aceitando com gratidão o privilégio de nos tornarmos Seus colaboradores em um aparte de Sua vinha?” (Signs of the Times, 9 de março de 1888).

            “Buscar reconhecimento e a glorificação de si mesmo deixarão o ser humano privado do Espírito de Deus, destituído daquela graça que pode torná-lo útil e eficiente obreiro de Cristo. Os que só desejam glorificar a Deus não procurarão fazer notórios seus pretensos méritos, obter consideração nem alcançar o lugar mais elevado. Os que ouvem o chamado do Redentor do mundo e atendem a esse chamado, serão reconhecidos como povo distinto, abnegado e santo” (Fundamentos da Educação, p. 387).

            “É o amor de si mesmo que traz desassossego. Quando somos nascidos de cima, haverá em nós o mesmo espírito que havia em Jesus, o espírito que O levou a humilhar-Se a Si mesmo para que pudéssemos ser salvos. Então, não andaremos em busca do lugar mais alto.” (Esaltai-O [MM 1992], p.163).

QUINTA E SEXTA, 21 E 22 DE OUTUBRO
QUANDO A VIDA NÃO É JUSTA
(1Sm 31:1-7; 2Sm 1:5-12; Gn 39:10-20; Jó 1,2)

            Quantas vezes ouvimos nos noticiários de pessoas que morreram por uma bala perdida? Certa vez um senhor foi assassinado a sangue frio, mas dias depois descobriram que ele havia sido confundido com outra pessoa. Um irmão da igreja, motorista de táxi, certa feita estava trabalhando. Um cliente apareceu pedindo o serviço. A caminho do lugar pretendido o cliente abordou este irmão para roubar-lhe o veículo. O cliente que na verdade era um ladrão, arrancou uma arma e atirou friamente neste irmão. Pela graça de Deus ele conseguiu escapar, mas para isto teve que fingir que havia morrido.
            Estas e outras histórias são comuns e tem trazido indignação para muitos cristãos. Na Bíblia encontramos a história de José e de Jó mencionadas pelo autor que nos mostram um quadro pintado com cores negras e desenhos bem foscos. Infelizmente as coisas que acontecem diante de nossos olhos parecem ser de extrema estranheza. O problema é que aprendemos a olhar para os fatos negativos com os óculos da incredulidade. Se pudéssemos visualizar as coisas com as lentes que Deus usa para ver, com certeza não somente entenderíamos, como também exultaríamos e louvaríamos o nome do Senhor. De fato, se pudéssemos enxergar o futuro como Deus, nós tomaríamos as mesmas decisões que Ele toma por nós. Muitas coisas que nos parecem estranhas hoje, são esclarecidas no amanhã trazendo-nos uma glória deslumbrante. Assim como somos limitados ao espaço que ocupamos, também somos limitados ao espaço da capacidade da visão que temos e do discernimento que possuímos.

            A história de Jônatas pode soar estranha ao nosso entendimento, mas um dia, Deus esclarecerá os fatos de uma maneira que arrancará de nós a mais notável admiração pela sabedoria e propósito dEle. Agora, talvez não compreendamos muitas coisas, mas chegará o dia em que ficaremos pasmos por perceber nossa tão limitada capacidade de enxergar os fatos pelo ângulo espiritual. Deus nos fez para sermos pensadores e racionais, Ele sabe que um dia iremos requerer respostas, e Ele está preparando respostas que irão nos surpreender de maneira grandiosa.

Leitura adicional

            “O céu está muito próximo daqueles que sofrem por amor da justiça. Cristo identifica Seus interesses com os interesses do Seu povo fiel; Ele sofre na pessoa dos Seus santos; e qualquer que toque em Seus escolhidos, toca nEle. O poder que está perto para livrar do dano físico e da angústia está perto também para salvar do mal maior, tornando possível ao servo de Deus manter sua integridade sob todas as circunstâncias, e triunfar através da graça divina (Profetas e Reis, p. 545).

            “Aos discípulos de Cristo, as perseguições deveriam causar alegria em lugar de tristeza, porque são uma demonstração de que eles seguem os passos do Senhor. Conquanto o Senhor não prometa estarem Seus servos livres de perseguição, assegura-lhes coisa muito melhor. Diz ele: “A tua força será como os teus dias”; “A minha graça te basta, porque o Meu poder se aperfeiçoa na fraqueza” (Dt 33:25; 2Co 12:9). Quem precisar, por amor de Cristo, passar pelo calor da fornalha, terá ao lado o Senhor, como os três fiéis de Babilônia. Quem amar ao Redentor, se alegrará em todas as ocasiões, de participar das Suas humilhações e insultos. O amor que tem ao Senhor torna doces os sofrimentos (O Maior Discurso de Cristo, p. 30; A Maravilhosa Graça de Deus [MM 1974], p. 88).

            “A purificação do povo de Deus não pode ser efetuada sem sofrimento. Deus permite que o fogo da aflição lhe consuma a escória, para separar o imprestável do que é valioso, a fim de que o metal puro possa brilhar. Passa-nos de uma a outra fornalha, provando nosso verdadeiro valor. Se não podemos suportar essas provas, que faremos no tempo de angústia? Se a prosperidade ou a adversidade descobre falsidade, orgulho ou egoísmo em nosso coração, que faremos quando Deus provar a obra de todo homem como pelo fogo e puser a descoberto os segredos de todos os corações?

            A graça genuína está disposta a ser provada; se relutamos em ser esquadrinhados pelo Senhor, nossa condição é realmente séria. Deus é o refinador e purificador de corações; no calor da fornalha separa-se para sempre a escória da prata e do ouro verdadeiros do caráter cristão. Jesus observa a provação. Sabe o que é preciso para purificar o precioso metal a fim de que Lhe reflita a glória do divino amor.” (Testemunhos Para a Igreja, v.4, p.84-86).

Gilberto G. Theiss, nascido no estado do Paraná, é membro da Igreja adventista do Sétimo dia desde 1996. Crê integralmente nas 28 doutrinas Adventista como consta no livro “Nisto Cremos” lançado pela “Casa Publicadora Brasileira”. Foi ancião por 3 anos na Igreja Adventista do Sétimo dia da cidade Nova Rezende/MG e por 6 anos na Igreja Central de Guaxupé/MG. Foi Obreiro bíblico na mesma cidade e hoje, além de ser coordenador do curso básico de reforço teológico para líderes de igreja pelo site www.altoclamor.com, está Bacharelando no Seminário Adventista Latino-Americano de Teologia. Gilberto G. Theiss é autor de alguns livros e é inteiramente submisso e fiel tanto a mensagem bíblico-adventista quanto a seus superiores no movimento Adventista como pede hebreus 13:17. Toda a mensagem falada ou escrita por este autor é filtrada plenamente pelo que rege a doutrina bíblica-adventista do sétimo dia. Contato: gilbertotheiss@yahoo.com.br
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