Biblioteca Britânica coloca manuscritos gregos na internet
A Biblioteca Britânica, em Londres, colocou na internet mais de um quarto dos seus manuscritos gregos, totalizando 280 volumes, em mais um passo rumo à digitalização completa desses importantes documentos antigos.
Os manuscritos, disponibilizados gratuitamente no site www.bl.uk/manuscripts, são parte de uma das mais importantes coleções localizadas fora da Grécia para o estudo de mais de 2.000 anos de cultura helênica. A biblioteca detém um total de mais de mil manuscritos gregos, mais de 3 mil papiros e uma abrangente coleção de impressos arcaicos gregos.
As informações ali presentes interessam a acadêmicos que trabalham com literatura, história, ciência, religião, filosofia e arte do Mediterrâneo oriental durante os períodos clássico e bizantino.
"Isso é exatamente o que todos esperávamos da nova tecnologia, mas raramente tínhamos", disse Mary Beard, professora de cultura clássica da Universidade de Cambridge.
"Isso abre um recurso precioso para qualquer um --do especialista ao curioso-- em qualquer lugar do mundo, gratuitamente."
Entre os destaques do acervo digitalizado estão os Salmos de Theodore, altamente ilustrados, produzidos em Constantinopla em 1066, e as fábulas de Babrius, descobertas em 1842 no monte Atos, que contêm 123 fábulas de Esopo corrigidas pelo grande acadêmico bizantino Demetrius Triclinius.
A iniciativa, financiada pela Fundação Stavros Niarchos, se soma a outros projetos da biblioteca para ampliar a divulgação de documentos antigos, frágeis e raros.
Outros projetos digitais incluem um caderno de Leonardo da Vinci, do século 16, e o Codex Sinaiticus, do século 4, contendo a mais antiga cópia completa do Novo Testamento.
Nota: A busca desesperada pelo passado não é apenas uma ideologia pelo conhecimento cognitivo. Quantos milhões são gastos todos os anos com o objetivo de desvendar mistérios de toda índole, especialmente aqueles que envolvem os dilemas da existência. Mal sabem eles que muitas respostas que procuram não estão escondidas, mas próximoas patentes aos olhos: A Bíblia.Certa vez, na faculdade de história, tive um professor que era sobremaneira, com extrema convicção, ateu do mais alto grau. Sua filosofia de ensino era permeado de grande descrédito e deboche aos ensinos bíblicos. Sua capacidade em desmerecer a religião e a Bíblia era gigantesca. Não aceitava e não permitia qualquer argumento a favor da fé, especialmente quando isto partia de alunos. No entanto, o mais curioso é que, mesmo com toda esta sincrise à Escritura, por não haver melhores registros, comumente fazia uso da Bíblia para explicar determinadas histórias do Antigo e Novo Testamentos, sobretudo as que diziam respeito as civilizações mais antigas. Parece um paradoxo, no entanto era assim que acontecia.
Estas descobertas arqueológicas que hoje podem ser preservadas, tanto bíblicas quanto as não biblicas, são fundamentais para nos dar um vislumbre do passado. Toda e qualquer história são fundamentais pois revelam nosso passado, e quando digo nosso, não estou dizendo dos outros, mas de nossa própria existência. Por mais que o passado de algumas civilizações não estejam de acordo com a minha cosmovisão, isto não significa que não faça parte de nós, pois, querendo ou não, é a nossa história. Provando ou não as convicções peculiares, são as nossas raízes. Devemos possuir interesse por estes fatos, porque são eles que poderão dar uma grande contribuição para explicar melhor o presente e projetar significamente parte do futuro.
Comentário da Lição da Escola Sabatina – Lição 01 – 4º Trimestre 2010 (25 de Setembro à 02 de Outubro)
Comentário: Gilberto G. Theiss
SÁBADO, 25 DE SETEMBRO
HISTÓRIA E HISTÓRIAS
(II Tm 3:16-17)
2Tm 3.16 Toda Escritura é divinamente inspirada e proveitosa para ensinar, para repreender, para corrigir, para instruir em justiça;
2Tm 3.17 para que o homem de Deus seja perfeito, e perfeitamente preparado para toda boa obra.
Todas as civilizações possuem alguma bagagem de realidades que contam sua existência através da história. Tudo e todos que vivem, querendo ou não, aceitando ou não, possuem sua própria identidade histórica. Um povo sem história é um povo sem passado, e um povo sem passado é um povo inexistente. A identidade de uma pessoa, grupo ou civilização pode ser afirmada ou confirmada através de seus registros peculiares. De geração por geração, de alguma forma, as características e o CPF das civilizações são na maioria das vezes mantidas e preservadas. De qualquer forma, caso seus costumes ou valores não tenham sido preservados, o melhor meio de identificar a possível transição de mudanças pode ser visto através da história.
Em se tratando da Bíblia, este, é um livro repleto de histórias centrado nos aspectos da relação humana diante das atitudes do transcendente para com os seres caídos. A palavra de Deus é repleta de histórias enriquecidas com biografias e ações humanas que hoje servem de auxílio para o nosso próprio desenvolvimento de fé e de fundamentação dos valores que aprendemos. No entanto, além de ser um mero livro de história, a Bíblia também é para os cristãos um livro inspirado, cuja revelação vem de Deus mediante a orientação do Espírito Santo.
“A Bíblia contém as histórias mais antigas e abrangentes que os homens possuem. Procedeu diretamente da fonte da verdade eterna e, no decorrer dos séculos a mão divina tem preservado sua pureza. Ela ilumina o remoto passado, onde a pesquisa humana em vão procura penetrar. Somente na palavra de Deus contemplamos o poder que lançou os fundamentos da Terra e estendeu os céus. Unicamente ali encontramos um relato autêntico da origem da nações. Apenas ali se apresenta a história da humanidade, não maculada pelo orgulho e preconceito humanos. Nos anais da história o crescimento das nações, o levantamento e queda de impérios, aparecem como dependendo da vontade e façanhas do homem. O desenrolar dos acontecimentos em grande parte parece determinar-se por seu poder, ambição ou capricho. Na palavra de Deus, porém, afasta-se a cortina, e contemplamos ao fundo, em cima, e em toda a marcha e contramarcha dos interesses, poderio e paixões humanas, a força de um Ser todo misericordioso, a executar, silenciosamente, pacientemente, os conselhos de Sua própria vontade” (Educação, p. 173).
Neste trimestre aprenderemos um pouco do muito que existe neste livro transformador, pois, embora escrito por homens, seu único e verdadeiro autor é àquele que estabeleceu todas as coisas e que conhece o fim da história desde o seu princípio.
DOMINGO 26 DE SETEMBRO
PESSOAS E ENREDOS
(Jó 1:1-12; 2 Rs 22:14)
Nos relatos a respeito de Jó podemos notar como Deus age em todos os canais da história. Seja ela intergaláctico ou terrestre Deus está presente atuando direta ou indiretamente. Como ilustrado pelo autor, a impressão que temos é que, como numa TV, o canal fora mudado para nos dar um vislumbre do que tem acontecido por trás das cortinas. Ambas as histórias, de alguma forma estavam conectadas, embora os lugares tenham sido radicalmente diferentes elas estavam acontecendo de forma interligada.
Outro fato notável que é válido ser ressaltado, a narrativa bíblica é sempre muito concisa e resumida, e muitas das vezes faz questão de fazer menção até dos fatos que aparentemente são irrelevantes ou pequenos. Desta forma, os relatos, mesmo que resumidos, formam um conjunto de verdades e fatos que reforçam a história. A profetisa Hulda é um exemplo, pois, embora não haja muitos detalhes sobre sua pessoa, o historiados (escritor) nos deixa detalhes sobre seu marido e família. O interessante é que naquele tempo as mulheres eram identificadas através da família do marido. Informações como esta que exige de nós mais atenção aos detalhes, nos faz conhecer o tipo de cultura e cosmo visão que era predominante nos tempos do Antigo Testamento. São muitas das vezes estes detalhes e minúcias que poderão nos dar uma visão mais ampla da história de alguns personagens e dos valores espirituais que os envolvem.
SEGUNDA 27 DE SETEMBRO
Onde e como?
(I Sm 24:1-6; Gn 39:6-12)
Estas duas histórias são fascinantes e uma das mais preferidas por mim. Dois homens, duas realidades, dois lugares, duas circunstâncias, dois desafios, duas sentenças, dois contextos, dois duelos, duas culturas, duas aflições, porém, a mesma postura de caráter fidedigno e fundamental para uma demonstração viva do que o poder de Deus é capaz de realizar na vida de pessoas que tomam a decisão de demonstrar integridade.
Embora essas narrativas não passem de simples histórias para alguns, elas estão escritas e são apresentadas sob algumas perspectivas que merecem ser apresentadas. O contexto dos cenários, os detalhes de informações e valor da postura apresentada por estes dois atores principais, com certeza foram inseridos propositalmente para trazer-nos algumas lições importantes.
Outro fato relevante, é compreender que toda a história escrita pode não ter sido contada fielmente sobre todos os seus verdadeiros ângulos. Acreditasse que toda e qualquer história narrada sofre a influência do parecer ou da forma como é vista do próprio autor responsável pela narração. Embora haja verdades nesta tese, não podemos tratar a história Bíblica sobre a mesma perspectiva da história secular, pois, se os historiadores comum narraram os fatos contaminando-os com sua própria maneira de ver as coisas, as histórias bíblicas foram protegidas da parcialidade e da subjetividade humana mediante a inspiração. A história comum foi revelada por mãos de homens não inspirados por Deus, enquanto que as histórias bíblicas foram (II Tm 3:16).
“Histórias humanas relatam as realizações do homem, suas vitórias na batalha, seu êxito em elevar-se à grandeza mundana. A história de Deus descreve o homem como o céu o considera. Nos registros divinos é constatado que todo o seu mérito consiste em sua obediência à exigências de Deus. Sua desobediência é fielmente relatada como merecendo o castigo que ele certamente receberá. À luz da eternidade, se verá que Deus lida com os homens de acordo com a momentosa questão da obediência ou desobediência. Centenas de anos antes de um povo chegar ao paco da ação, a palavra profética, sob a direção do Espírito Santo, traçou sua história (Signs of the times, 12 de outubro de 1888).
TERÇA, 28 DE SETEMBRO
DA VITÓRIA À “IDADE DAS TREVAS?
(Js 3:9-17; Jz 17:6)
Canaã não foi conquistada pelas notáveis habilidades de Josué ou do povo. Embora entre eles tenha havido homens de grandes talentos e fabulosas capacidades para guerras, a força e o resultado da conquista foi totalmente pela intervenção de Deus.
Quando Israel foi obediente, as bênçãos de Deus foram derramadas, mas quando se voltavam contra o Senhor, as bênçãos eram retidas. A este respeito a revelação nos orienta que “Os israelitas não haviam obtido a vitória pela sua própria força; a conquista havia sido inteiramente do Senhor; e,como as primícias da terra, a cidade, com tudo que continha, deveria ser votada como sacrifício a Deus. Israel devia se impressionar com o fato de que, na conquista de Canaã, não deveriam combater por si mesmos, mas simplesmente como instrumentos para executar a vontade de Deus; não para buscar riquezas ou exaltação própria, mas a glória de Jeová, seu Rei. Antes da tomada havia sido dada esta ordem: “Guardai-vos do anátema, para que vos não metais em anátema...e assim façais maldito o arraial de Israel, e o turbeis” (Js 6:17,18; Patriarcas e Profetas, p.491).
Da mesma forma, entre os que servem a Deus lhe entregando totalmente a vida, todo avanço ou vitória na vida deve ser atribuído a Deus. Se nossa vida realmente estiver oculta Nele, com certeza Ele nos dará grandes vitórias e fundamentará nossa história de forma que sejamos honrados nela. A partir do dia que começarmos a acreditar que todos os avanços e vitórias foram conquistadas pelos nossos talentos, isto redundará mais cedo ou mais tarde, em pura desgraça. O que mais poderia acontecer se Deus permitir que venhamos a seguir nossos próprios caminhos e ser guiados pela nossa suposta sabedoria? Com certeza, sem Deus, não seremos capazes de escrever nossa própria história sem relatos que venha nos trazer vergonha e desespero.
Após a morte dos principais líderes, como Josué e Calebe, o povo foi perdendo aos poucos a visão e o discernimento espiritual do ideal de Deus, e consequentemente foram perdendo sua própria identidade e sendo consumidos pelo sentimento de independência. E como bem sabemos, viver dissociado de Deus é pedir para que todas as desgraças da vida permeiem nossa vida.
O declínio espiritual e moral de Israel lhes trouxeram consequências amiguíssimas, pois gradativamente, por se separarem de Deus, começaram a receber os salários de sua própria ingratidão. O casamento com pagãos, a aproximação com os costumes antibíblicos, a miscigenação com a cultura da época, a idolatria e a falta de valorização dos valores espirituais fez com que o processo de declínio fosse mais rápido e certeiro.
Quanta diferença faz para um povo a presença de um líder consagrado e fiel. Homens e mulheres que lideram sobre o total cuidado de Deus são capazes de fazer com que o povo jamais perca a visão de dependência plena de Deus. Observe bem, quando Josué e Calebe desceram a sepultura, parece que tudo desandou. Da mesma forma, hoje a igreja precisa de grandes líderes, homens que não se comprem e não se vendam, homens que sejam tão firmes aos deveres de liderança espiritual e de cuidado do povo quanto é a bússola ao polo (Educação, p.54).
Mais importante do que liderar é sem dúvida o de preparar novos líderes. A história foi apresentada a nós com o objetivo de nos ajudar a acertar onde eles erraram. A história, além de proteger nossa identidade, também é capaz de nos dar detalhes precisos de como, no mínimo, podemos errar menos na história presente.
QUARTA, 29 DE SETEMBRO
SOBRE REIS E PRINCIPES
(I Sm 8:7-20)
A história do povo de Israel revela através das inferências que eles estavam cansados dos governantes que eram fiéis a Deus, pois estes insistiam em manter a lealdade e a honra à vontade de Deus. Como nos dias de hoje, os israelitas começaram a olhar para as nações pagãs e desejar muitas de suas práticas. A cobiça e a soberba começou a permear os sentidos do povo de Deus e gradativamente foram perdendo o desejo e a sensibilidade pela ordem e práticas espirituais que Deus desejava que mantivessem. Deus permitiu que eles não apenas desejassem mas também lutassem pelo que queriam. O interesse em tronar um Rei em Israel nascia não pelo desejo de ver a nação bem governada, organizada ou estruturada, na verdade foram suas paixões e ingratidões que foram a verdadeira motivação de levantar um rei.
O que talvez não perceberam de imediato é que, com esta atitude eles estavam genuinamente destronando a Deus de suas vidas. A sorte do povo é que, o Deus ofendido ainda permaneceu com eles exercendo ainda compaixão e misericórdia levantando reis que pudessem, pelo menos, não ser tão ruim para o eles, isto é, quando a circunstância e fidelidade deles permitiam. Temos neste contexto a história de Saul e de Davi, dois reis que se tornaram exemplo clássico da participação de Deus no que diz respeito aos cuidados e interesse Dele por Seu povo.
Se olharmos para os nossos dias, perceberemos que as coisas não mudaram muito. Os cristãos, que as vezes se julgam melhores do que o povo de Israel, muitas das vezes acabam cometendo erros maiores. Geralmente quando o caminho se torna estreito e as provas se tornam intensas, muitos abandonam o Rei do Israel Espiritual (Deus) para abraçar o comando dos reis deste mundo. Quando o caminho se torna estreito, muitos o abandonam para seguir o caminho mais espaçoso. As vezes a pressão da vida, os desajustes financeiros e as paixões da carne nos levam a fazer loucuras tolas e sem sentido, fazendo com que abandonemos os valores espirituais dados por Deus. Observe bem esta advertência e apelo da mensageira do Senhor para seu povo:
“Toda essa história está escrita para admoestação nossa para quem o fim do mundo é chegado. Tem sido apresentado diante de mim repetidamente que o povo de Deus nestes últimos dias poderia não estar seguro confiando em homens, e fazendo da carne o seu braço. Pelo poderoso cutelo da verdade Deus os têm tirado da pedreira do mundo como pedras brutas, e os traz para Sua oficina para que possa, com o machado e o cinzel, tirar suas asperezas brutas, disformes, e prepará-los para um lugar em Sua edificação. Mas eles devem ser desbastados e ajustados por Seus profetas. Reprovações, advertências, admoestações e conselhos devem entrar em seu coração e conformá-los ao modelo de Cristo. Eles precisam ser transformados no coração e no caráter, e devem se manter no caminho do Senhor (Ellen White 1888 Materials, p. 922-924).
QUINTA E SEXTA, 30 DE SETEMBRO E 01 DE OUTUBRO
O ERRO DE ROBOÃO
(I Rs 12:1-16)
Roboão que significa "ele aumenta o povo", nasceu quando ainda faltava um ano para seu pai Salomão assumir o trono de Israel. Sua mãe era Naamá uma amonita. Pelo falto de não existir registros de outros filhos, alguns acreditam que ele era filho único de Salomão. Mais tarde, Deus havia prevenido a Salomão que, por causa da sua infidelidade ao SENHOR, a sua descendência, perderia o trono de Israel, restando-lhe apenas a tribo de Judá. Por volta de ano de 931, as tribos se dividiram ficando dez tribos ao norte sendo a capital Samaria e duas ao sul sendo a capital Judá.
Mesmo sem ser ungido rei por um profeta como fora outros reis, todo o povo de Israel se reuniu em Siquém para o tronar como rei, e Roboão tendo completado o sepultamento e os dias de luto pelo seu pai Salomão, foi receber a investidura.
O povo presumia que tinha sido tratado de forma tirânica por Salomão e, quando Roboão chegou, exigiu que ele prometesse aliviar a sua carga.
Roboão pediu o prazo de três dias para decidir o assunto, e neste tempo foi consultar os velhos e sábios conselheiros do seu pai falecido. Estes lhe disseram que, se quisesse ganhar a lealdade o povo deveria fazer-lhe sua vontade.
Roboão ignorou seu conselho e foi buscar conselhos dos jovens que haviam crescido com ele e o serviam. Estes, por muita esperteza, sabiam o que ele queria e o compeliu a dar uma resposta amarga ao povo.
Infelizmente Roboão se agradou do conselho e, terminado o prazo, com o povo reunido diante dele com Jeroboão, ele declarou que, ao invés de atender ao que o povo pedia, exigiria mais ainda dele do que Salomão.
Isto criou uma revolta entre o povo estabelecendo definitivamente a divisão. Roboão correu as pressas para Jerusalém enquanto que Jeroboão foi eleito rei das dez tribos ao norte.
A idolatria prevalecera em Israel (norte), e Jerobão erigiu dois altares, um em Betel e outro em Dã para evitar que o povo atravessasse a fronteira para adorar em Jerusalém.
A atitude de Roboão foi drástica, pois “Roboão cometeu um erro em Siquém que foi irreparável. Imprudente e insensível no exercício do poder, ele e seus conselheiros escolhidos revelaram a soberba da posição e autoridade. Se houvessem entendido o propósito de Deus com relação a Israel, teriam ouvido o pedido do povo por decididas reformas na administração do governo. Mas em lugar de seguir um plano em harmonia com o propósito de Deus, anunciaram sua intenção de perpetuar e aumentar os males introduzidos no reinado de Salomão […] Teria sido bom para Roboão se ele e seus associados e todo o Judá houvessem permanecido féis ao verdadeiro Deus. Mas a palavra da inspiração traçou o triste relato do sucessor de Salomão como alguém que também levou seu poro ao caminho da apostasia (Review and Herald, 10 de Julho de 1913).
Gilberto G. Theiss, nascido no estado do Paraná, é membro da Igreja adventista do Sétimo dia desde 1996. Crê integralmente nas 28 doutrinas Adventista como consta no livro “Nisto Cremos” lançado pela “Casa Publicadora Brasileira”. Foi ancião por 3 anos na Igreja Adventista do Sétimo dia da cidade Nova Rezende/MG e por 6 anos na Igreja Central de Guaxupé/MG. Foi Obreiro bíblico na mesma cidade e hoje, além de ser coordenador do curso básico de reforço teológico para líderes de igreja pelo site www.altoclamor.com, está Bacharelando no Seminário Adventista Latino-Americano de Teologia. Gilberto G. Theiss é autor de alguns livros e é inteiramente submisso e fiel tanto a mensagem bíblico-adventista quanto a seus superiores no movimento Adventista como pede hebreus 13:17. Toda a mensagem falada ou escrita por este autor é filtrada plenamente pelo que rege a doutrina bíblica-adventista do sétimo dia. Contato: altoclamor@altoclamor.com .
Pastor Jorge Mário de Oliveira é natural de São Francisco do Sul, SC. Filho de família luterana aceitou o Adventismo por influência da Escola Adventista. Em seus anos de ministério trabalhou em Santa Catarina, Tocantins, Goiás, Distrito Federal, Paraná e São Paulo. Casado com
Márcia Lima de Oliveira, tem dois filhos Jorge Márcio e Joni Roger. Foi professor do SALT no Unasp campus 2 por 11 anos, onde lecionou matérias das áreas da teologia aplicada e educacional. Atualmente é departamental do Ministério Pessoal e Escola Sabatina na Associação Paulistana com sede na cidade de São Paulo.
Esta semana O pastor Jorge Mário está realizando uma semana de oração no colégio Adventista da Bahia (IAENE). Suas mensagens tem sido muito relevante para todos, especialmente para juventude de nossa igreja. Os temas que já foram apresentados podem ser baixados e os que ainda não foram apresentados poderão ser assistidos ao vivo nos dias 23 e 24 a partir das 19:30 hs, e no sábado a partir das 8:30 da manhã. Vale a pena ouvir e divulgar. Convide seus amigos e vizinhos para assistirem pela internet.
Link para assistir ao vivo e baixar as mensagens já pregadas. Aqui
Tema de Quinta, as 19:30: A Progressão Geométrica da Fé
GEISLER, Norman L., Ética Cristã: Alternativas e Questões Contemporâneas. Sociedade Religiosa Edições Vida Nova, São Paulo-SP, 2008. pp. 52-65.
O situacionismo pode ser encontrado entre os extremos do legalismo e do antinomismo. Os antinomistas não tem leis, os legalistas têm leis para tudo, e o situacionismo de Fletcher tem uma só lei.
Esta visão ou ética está baseado no argumento de que há uma só lei para tudo, esta lei está enraizada no amor. Dentro deste exato contexto, procura fixar firmemente numa só norma absoluta que possa ser aplicada a qualquer situação ética especialmente as mais complexas.
Para este conceito mais específico na visão de Fletcher, todos que colocam as leis comuns acima do amor, não passam de verdadeiros legalistas. Os legalistas podem ser tanto judeus, quanto católicos e protestantes, pois acreditam no amor ao dever, enquanto que o situacionismo sustenta o dever do amor. O dever do amor se torna o único imperativo ético que a pessoa deve ter, e no que diz respeito as outras regras morais, elas são úteis mas não inquebráveis.
Conforme destaca Fletcher, há quatro princípios funcionais do situacionismo:
O pragmático - quer dizer que o correto é apenas aquilo que é útil em nossa maneira de comportar-nos. É aquilo que funciona ou satisfaz em prol do amor.
O relativismo – há um só absoluto; tudo o mais é relativo a ele. Assim como a estratégia é pragmática, as táticas são relativistas.
O positivismo – sustenta que os valores são derivados voluntariamente e não racionalmente. O homem decide sobre seus valores; não os deduz da natureza.
O personalismo – Os valores morais não são apenas o que as pessoas expressam; as pessoas são os valores morais ulteriores. Não há coisas inerentemente boas; somente as pessoas são inerentemente valiosas.
A posição situacional pode ser explicada por suas preposições e a discussão coloca como base a norma absoluta do amor, sendo elas: a) Somente uma coisa é intrinsecamente boa, a saber, o amor e nada mais. B) A norma predominante da decisão cristã é o amor, nada mais. C) O amor e a justiça são os mesmos, porque a justiça é o amor distribuído, nada mais. D) O amor deseja o bem do próximo, quer gostemos dele, quer não. E) Somente o fim justifica os meios, nada mais.
Para o situacionismo, a aplicação da norma do amor age em detrimento de qualquer outra norma. Mesmo o adultério, a prostituição, o aborto, o suicídio e o assassinato, podem deixar de ser imorais se forem cometidos por uma base lógica e razoável do amor, onde as pessoas recebem o devido valor em detrimento das regras e das coisas. Entretanto, podemos encontrar algumas insuficiências do situacionismo. Entre elas podemos destacar que: a) Uma só norma pode ser demasiadamente generalizada; b) A situação nem sempre vai determinar o significado do amor; c) no âmbito geral, há muitas normas universais; d) é possível uma norma universal ser diferente ou entrar em contraste com a norma única de Fletcher; e) Uma ética de muitas normas pode ser defensiva e menos evasiva.
A norma do amor como regra absoluta, sobre todo este contexto, para Fletcher deve ser unânime e absoluta mesmo em detrimento de qualquer outra situação e regra, pois para ele, somente esta base única poderá governar de forma sólida a ética humana em todas as suas singularidades.
Crítica – Sem dúvida o situacionismo pode dar uma importante contribuição no que tange a regra áurea na ética contemporânea especialmente a cristã. Especialmente a cristã, pois, para aqueles que vivem sobre a dimensão viva dos valores cristãos, possuem razões definidas sobre a verdadeira essência da ética que permeia a vida religiosa. O amor é a base para toda a qualquer ética seja ela de âmbito cristão ou não. Por este motivo, com profunda convicção, acredito que o situacionismo peca ao desmerecer ou destronar as normas, sejam elas universais ou não. A razão de minha desqualificação do ponto de vista situacionista, se prende no fato de que, toda e qualquer norma jamais deve ser regida fora dos muros do amor. Creio que, as normas devem estar munidas ou permeadas da regra áurea. Não podemos supor que haja um dualismo ao considerar a regra do amor absoluto em detrimento da ética comum seja qual for ela. O amor não está acima das normas, assim como as normas não estão acima do amor. Este aparente dualismo deve ser incorporado num só valor unitário de padrão de ética. Para mim, lei sem amor não é lei, assim como amor sem lei também não pode ser amor. De alguma forma este casamento entre ambos não pode jamais ser encarado como uma espécie de jugo desigual, pelo contrário, mesmo em situações probantes, as duas normas devem agir como se fosse genuinamente apenas uma.
[i] Gilberto G. Theiss está Bacharelando em Teologia pelo Seminário Adventista Latino-Americano de Teologia. 2º ano A, 4° Período.
“Você, por que julga seu irmão? E por que despreza seu irmão? Pois todos compareceremos diante do tribunal de Deus” (Rm 14:10).
Como observado, estamos terminando a carta de Romanos e praticamente vimos Paulo, do começo ao fim, falar da lei e da salvação pela graça mediante a fé. Em todas lições, estes temas foram de suma importância e comentados de forma abrangente. É possível que os estudantes que passaram seus olhos e examinaram cada lição deste trimestre tenha ficado de certa maneira esgotado com este assunto que tanto se repetiu ao longo do trimestre.
Mas pondere que, de fato, este tema é o mais importante entre todos. Saber objetivamente como ser salvo e como entender o papel das obras na vida cristã não pode ser encarado com pouco valor ou como assunto de segunda instância. Em toda a carta, Paulo gasta seu tempo, raciocínio e tinta para conseguir alcançar a mente dos novos conversos com o objetivo de levá-los a uma compreensão exata do plano da redenção em Cristo. Nada mais na vida cristã terá sentido ou coerência se esta compreensão da graça e obras for distorcida ou irrazoável.
Nesta semana estudaremos o que podemos chamar de resto. Não no aspecto de não ter algum valor, mas no sentido de “Agora eu posso entrar nos méritos destas questões”.
DOMINGO, 19 DE SETEMBRO
O irmão fraco
(Rm 14:1-4)
Rm 14.1 Ora, ao que é fraco na fé, acolhei-o, mas não para condenar-lhe os escrúpulos.
Rm 14.2 Um crê que de tudo se pode comer, e outro, que é fraco, come só legumes.
Rm 14.3 Quem come não despreze a quem não come; e quem não come não julgue a quem come; pois Deus o acolheu.
Rm 14.4 Quem és tu, que julgas o servo alheio? Para seu próprio senhor ele está em pé ou cai; mas estará firme, porque poderoso é o Senhor para o firmar.
No Novo Testamento, podemos notar a preocupação de vários apóstolos com o tema da alimentação. Paulo, em I Timóteo 4, responde à inquietação dos irmãos quanto ao comer ou não dos alimentos que eram oferecidos aos ídolos (O contexto pode ser notado em Romanos 14; I Coríntios 8:4-13; 10:25-28). É claro, é possível que, em mercados concentrados naquela região, por causa da influência judaica, dificilmente venderiam carnes de animais imundos.
Craig S. Keener no IVP Bible Background Commentary of the New Testament diz: “Toda a carne que restava dos sacrifícios era levada para o açougue na grande ágora em Corinto (não longe de onde Paulo havia trabalhado – Atos 18:3). Nem toda a carne desse mercado havia sido oferecida aos ídolos, mas alguma, sim. Nas cidades comparativamente grandes, freqüentemente, os judeus tinham permissão para ter seu próprio mercado a fim de evitar esses alimentos. Em outras cidades, eles perguntavam qual era a origem da carne” (p. 474).
Se observarmos bem, por exemplo no capítulo 14 de Romanos, quando Paulo faz menção a essas questões de alimentos oferecidos a ídolos, ele não deixa de desmerecer no final, a alimentação cárnea. Orienta a seus ouvintes de que não é bom o comer da carne (Rm 14:21). Hoje, os adventistas não agem de maneira diferente do Apóstolo. Não é ensinado pelos adventistas que comer carne limpa seja pecado, mas também não é passado por alto que, pela palavra de Deus e pelas descobertas científicas atuais, o regime vegetariano ou ovo-lacto-vegetariano tem sido o melhor para a saúde física, mental e em muitos casos, pode redundar até mesmo em benefícios espirituais.
Entretanto, neste caso específico, Paulo não estava entrando nos méritos de ser ou não vegetariano e muito menos se podemos ou não comer carne de animais limpos ou imundos. O conselho registrado nestes versos se aplica especificamente à questão de comer ou não de carnes que tenham sido sacrificadas a ídolos antes de serem vendidas no mercado.
De acordo com uma antiga prática, os sacerdotes pagãos comercializavam amplamente animais sacrificados aos ídolos. Paulo reiterou aos crentes que, como um ídolo "nada é", então não era mau em si mesmo comer carnes dedicadas a eles. Entretanto, segue explicando que, devido a seus antecedentes, educação e diferença de discernimento espiritual, nem todos têm esse "conhecimento" ou discernimento, e, portanto não poderiam comer com limpa consciência tais alimentos (1Co 8). Por isso Paulo insistia aos que não tinham escrúpulos quanto a essas comidas para que não participassem delas, pois, poderiam servir de pedra de tropeço no caminho de alguns irmãos (Rm 14:13). Sua admoestação estava em plena harmonia com a decisão do Concílio de Jerusalém, e proporciona pelo menos uma razão pela qual esse concílio se definiu assim quanto a este tema (At 15).
Possivelmente, para não escandalizar outros, alguns cristãos se abstinham por completo de comer carne, por isso seu alimento se reduzia a "legumes", quer dizer, mantimentos de origem vegetal (Rm 14:2). Se prestarmos atenção no verso (2) perceberemos que na verdade quem chama esses escrupulosos (Zelosos) de fracos na fé por preferirem comer legumes, são as pessoas e não Paulo. Tanto é verdade que, O Apóstolo não adverte o tal fraco na fé e muito menos toma partido na situação. Ele apenas exige o respeito e tolerância de ambos os grupos. Mas se Paulo tivesse que tomar partido na situação, provavelmente estaria mais pendente para o lado dos que eram chamados de fracos na fé, pois no verso 21 é enfático ao afirmar que é “bom que o homem não coma carne”.
SEGUNDA, 20 DE SETEMBRO
A medida que vocês usarem
(Rm 14:10-14)
Rm 14.10 Mas tu, por que julgas teu irmão? Ou tu, também, por que desprezas teu irmão? Pois todos havemos de comparecer ante o tribunal de Deus.
Rm 14.11 Porque está escrito: Por minha vida, diz o Senhor, diante de mim se dobrará todo joelho, e toda língua louvará a Deus.
Rm 14.12 Assim, pois, cada um de nós dará conta de si mesmo a Deus.
Rm 14.13 Portanto não nos julguemos mais uns aos outros; antes o seja o vosso propósito não pôr tropeço ou escândalo ao vosso irmão.
Rm 14.14 Eu sei, e estou certo no Senhor Jesus, que nada é de si mesmo imundo a não ser para aquele que assim o considera; para esse é imundo.
Certa vez, tive o privilégio de, por alguns instantes, observar o julgamento de um homem acusado de uma série de infrações. Não fiquei até o fim do julgamento e por esta razão não sei qual foi o veredito. Não sei dizer, entre as acusações e defesas, quais eram coerentes e convincentes. Esta experiência, embora tão rápida e parcial, se tornou suficiente em criar em mim o impacto imaginário do grande tribunal do juízo de Deus.
Embora a palavra julgamento ou tribunal cause um certo cala frios em nós, precisamos ter em mente que, seremos julgados por nossas próprias escolhas e atitudes desta vida. Sob o contexto delimitado dos versos analisados hoje, é importante refletirmos conscientemente que “cada um de nós dará conta de si mesmo a Deus” (Rm 14:12), e a nota tônica de Paulo para esta declaração se prende no importante tema do julgamento ao próximo.
O apelo é para que, “não nos julguemos mais uns aos outros” (Rm 14:13), pois se assim o fizermos, na mesma medida, seremos julgados. Deus não nos deu a missão de fazer julgamento aos que, possivelmente, tenham cometido erros. Nosso julgamento é extremamente falho, principalmente pelo fato de enxergarmos as coisas, fatos e pessoas apenas pelo aspecto exterior. Somente a Deus cabe o direito de julgamento porque além de Ele ser Deus, é o único que conhece as intenções e o coração das pessoas. Deus é sábio demais para cometer erros, enquanto que nós somos tolos demais para não cometer erros.
TERÇA, 21 DE SETEMBRO
Não dando motivos para escândalo
(Rm 14:15-23; I Co 8:12,13)
(Romanos 14)
15 Mas, se por causa da comida se contrista teu irmão, já não andas conforme o amor. Não destruas por causa da tua comida aquele por quem Cristo morreu.
16 Não seja, pois, blasfemado o vosso bem;
17 Porque o reino de Deus não é comida nem bebida, mas justiça, e paz, e alegria no Espírito Santo.
18 Porque quem nisto serve a Cristo agradável é a Deus e aceito aos homens.
19 Sigamos, pois, as coisas que servem para a paz e para a edificação de uns para com os outros.
20 Não destruas por causa da comida a obra de Deus. É verdade que tudo é limpo, mas mal vai para o homem que come com escândalo.
21 Bom é não comer carne, nem beber vinho, nem fazer outras coisas em que teu irmão tropece, ou se escandalize, ou se enfraqueça.
22 Tens tu fé? Tem-na em ti mesmo diante de Deus. Bem-aventurado aquele que não se condena a si mesmo naquilo que aprova.
23 Mas aquele que tem dúvidas, se come está condenado, porque não come por fé; e tudo o que não é de fé é pecado.
O problema nos versos lidos não se trata de uma apologia contra as normas de saúde. Qualquer pessoa sensata não entenderia desta forma. O princípio claro expressado por Paulo é que não devemos exercer nenhum tipo de discriminação ou julgamento àqueles que optam em viver um estilo de vida diferente dos demais. Seja para o bem ou para o mal, devemos todos respeitar as escolhas que as pessoas fazem. Por maiores que sejam os benefícios de uma vida vegetariana, não devemos servir de promotores acusando e perseguindo. Embora as citações de Paulo não estejam entrando nestes méritos, o princípio é válido e oportuno para qualquer situação da vida cristã.
Por outro lado, não podemos também achar que nossas atitudes não gerarão conseqüências na vida dos que nos rodeiam. Embora alguns usem o argumento de que ninguém é obrigado a seguir ou fazer o que faço, nossos exemplos são constantemente copiados pelos que nos admiram ou estão aprendendo conosco. Não pensem que, neste quesito cada um dará conta de si apenas, é bem verdade que a salvação é individual, mas todas as nossas atitudes que desencaminharem outros levando-os a perdição, pesarão contra nós no dia do juízo. Sou eu tutor de meu irmão? É a pergunta que muitos fazem, e a resposta em bons sons é, sim, nós somos tutores de nossos irmãos. Nosso exemplo deve ser exercido para salvar e melhorar a vida das pessoas e não para lhe trazer infortúnios ou perdição. Pense nisto.
QUARTA, 22 DE SETEMBRO
Observância de dias
(Rm 14:4-10).
Rm 14.4 Quem és tu, que julgas o servo alheio? Para seu próprio senhor ele está em pé ou cai; mas estará firme, porque poderoso é o Senhor para o firmar.
Rm 14.5 Um faz diferença entre dia e dia, mas outro julga iguais todos os dias. Cada um esteja inteiramente convicto em sua própria mente.
Rm 14.6 Aquele que faz caso do dia, para o Senhor o faz. E quem come, para o Senhor come, porque dá graças a Deus; e quem não come, para o Senhor não come, e dá graças a Deus.
Rm 14.7 Porque nenhum de nós vive para si, e nenhum morre para si.
Rm 14.8 Pois, se vivemos, para o Senhor vivemos; se morremos, para o Senhor morremos. De sorte que, quer vivamos quer morramos, somos do Senhor.
Rm 14.9 Porque foi para isto mesmo que Cristo morreu e tornou a viver, para ser Senhor tanto de mortos como de vivos.
Rm 14.10 Mas tu, por que julgas teu irmão? Ou tu, também, por que desprezas teu irmão? Pois todos havemos de comparecer ante o tribunal de Deus.
De que dias Paulo esteve falando? A maior certeza que temos destes versos é que ele não estava se referindo ao sábado do sétimo dia. O próprio discípulo evidencia este fato afirmando que o mandamento é “santo, justo e bom” (Rm 7:12), e que ele mesmo tinha deleite ou “prazer na lei do Senhor” (Rm 7:22). Paulo tinha por costume estar no templo aos sábados (At 17:2), isto é provável porque sua profissão comum era fabricar tendas (At 18:3). Se ele fabricava tendas durante a semana, porque razão parava especialmente aos sábados? Sendo que ele tinha 7 dias da semana, por que razão parava somente aos sábados para pregar tanto a judeus quanto a gentios? (At 18:4; 17:2; 13:27,42,44).
No entanto, se Paulo não estava se referindo ao sábado em Romanos 14, de que dias se tratava então? Não seria irrazoavel discorrer um assunto sabático com assuntos pertinentes a alimentos sacrificados a ídolos?
O problema girou em torno dos festivais judaicos que alguns convertidos judeus ao cristianismo ainda pretendiam mantê-los ativos. Como é sabido por muitos, vários judeus que se converteram tinham sérias dificuldades em abandonar alguns de seus ritos e costumes. Pedro, um dos discípulos, foi um exemplo clássico, pois enfrentou vários problemas a este respeito e inclusive, se não fosse a direção, orientação e revelação de Deus, como de costume entre os judeus, em hipótese alguma teria se envolvido com gentios na casa de Cornélio (At 10:28). NÃO MESMO.
QUINTA E SEXTA, 23 E 24 DE SETEMBRO
Bênção de conclusão
(Rm 15:1-3).
Rm 15.1 Ora nós, que somos fortes, devemos suportar as fraquezas dos fracos, e não agradar a nós mesmos.
Rm 15.2 Portanto cada um de nós agrade ao seu próximo, visando o que é bom para edificação.
Rm 15.3 Porque também Cristo não se agradou a si mesmo, mas como está escrito: Sobre mim caíram as injúrias dos que te injuriavam.
Rm 15.13 Ora, o Deus de esperança vos encha de todo o gozo e paz na vossa fé, para que abundeis na esperança pelo poder do Espírito Santo.
Rm 15.33 E o Deus de paz seja com todos vós. Amém.
Rm 16.24 [A graça de nosso Senhor Jesus Cristo seja com todos vós. Amém.]
Rm 16.25 Ora, àquele que é poderoso para vos confirmar, segundo o meu evangelho e a pregação de Jesus Cristo, conforme a revelação do mistério guardado em silêncio desde os tempos eternos,
Rm 16.26 mas agora manifesto e, por meio das Escrituras proféticas, segundo o mandamento do Deus, eterno, dado a conhecer a todas as nações para obediência da fé;
Rm 16.27 ao único Deus sábio seja dada glória por Jesus Cristo para todo o sempre. Amém.
É muito comum, depois de tantas mentiras, violências e traições, os filmes e novelas terminarem com um final feliz. Na carta aos romanos não há nenhum tipo de montagem cinematográfica, pelo contrário, há a mais pura verdade de uma realidade incontestável. O término da carta de romanos pode ser um belo final feliz para os que compreendem o verdadeiro significado da salvação pela graça, e do verdadeiro significado do papel das obras na vida humana. Entretanto, a mensagem deste nobre discípulo, outorgada por Deus, ultrapassa centenas de gerações para alcançar a igreja cristã do nosso século. Hoje, eu e você somos alcançados por este evangelho maravilhoso que é o poder de Deus para a salvação do homem (Rm 1:15-17). Um dia nos encontraremos com Paulo no céu, e assim, poderemos ouvir de seus lábios o quanto foi honroso para ele transmitir estas tão exaltadas verdades. Mas, é importante entender que, como Paulo, nós hoje somos chamados a difundir as palavras de redenção assim como este discípulo ensinou aos outros. Somos comissionados por Deus para levar avante o evangelho do poder de Deus que salva e transforma vidas humanas. O mundo é como um imenso mar cheio de pessoas morrendo afogadas. Precisamos deixar nossa zona de conforto e pular na água para, como salva vidas, retirar as pessoas do afogamento.
Leitura adicional (Ellen White)
Vi o perigo em que o povo de Deus incorre ao olhar para o irmão e a irmã White, pensando que deve ir a eles com suas preocupações e em busca de conselho. Isso não deve ser assim. Eles foram convidados por seu compassivo e amoroso Salvador a ir a Ele quando cansados e sobrecarregados, e Ele os aliviará. ... Muitos vêm a nós com a pergunta: Devo fazer isto? Devo envolver-me nesta empreitada? Ou, com relação ao vestuário: Devo usar este ou aquele artigo? Respondo-lhes: Vocês professam ser discípulos de Cristo. Estudem a Bíblia. Examinem cuidadosamente e com oração a vida de nosso querido Salvador quando habitava entre os homens na Terra. Imitem-na e não se desviarão do caminho estreito. Recusamo-nos absolutamente lhes servir de consciência. Se lhes dissermos exatamente o que fazer, vocês nos olharão como guias em lugar de irem diretamente a Jesus” (Ellen G. White, Testemunhos Para a Igreja, v. 2, p. 118, 119).
“Mas não devemos pôr a responsabilidade de nosso dever sobre outros, e esperar que eles nos digam o que fazer. Não podemos depender da humanidade quanto a conselhos. O Senhor nos ensinará nosso dever com tanta boa vontade como o faz a qualquer outro. ... Os que decidem não fazer, em qualquer sentido, coisa alguma que desagrade a Deus, depois de Lhe apresentarem seu caso saberão a orientação que hão de tomar” (Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, p. 668).
“Tem havido sempre na igreja os que estão constantemente inclinados à independência individual. Parecem incapazes de compreender que a independência de espírito é susceptível de levar o instrumento humano a ter demasiada confiança em si mesmo e em seu próprio discernimento, de preferência a respeitar o conselho e estimar altamente a maneira de julgar de seus irmãos” (Ellen G. White, Atos dos Apóstolos, p. 163).
Gilberto G. Theiss, nascido no estado do Paraná, é membro da Igreja adventista do Sétimo dia desde 1996. Crê integralmente nas 28 doutrinas Adventista como consta no livro “Nisto Cremos” lançado pela “Casa Publicadora Brasileira”. Foi ancião por 3 anos na Igreja Adventista do Sétimo dia da cidade de Nova Rezende/MG e por 6 anos na Igreja Central de Guaxupé/MG. Foi Obreiro bíblico na mesma cidade e hoje, além de ser coordenador do curso básico de reforço teológico para líderes de igreja pelo site www.altoclamor.com, está Bacharelando no Seminário Adventista Latino-Americano de Teologia. Gilberto G. Theiss é autor de alguns livros e é inteiramente submisso e fiel tanto a mensagem bíblico-adventista quanto a seus superiores no movimento Adventista como pede hebreus 13:17. Toda a mensagem falada ou escrita por este autor é filtrada plenamente pelo que rege a doutrina bíblica-adventista do sétimo dia. Contato: gilbertotheiss@yahoo.com.br