29 Junho 2010

O crescimento da IASD nos últimos dez anos

Participar da Assembleia da Conferência Geral é sempre um privilégio. E, mais uma vez, Deus me deu o privilégio de, além de participar do programa, ser um delegado da Igreja Adventista. Abaixo algumas informações sobre o crescimento da igreja nos últimos 10 anos. São dados para louvar a Deus, orar e nos comprometer cada vez mais com a missão:

1. O slogan da assembleia deste anos é "Proclamando a graça de Deus".

2. Cidades do mundo com mais de 10 milhões de habitantes: 19.

3. Países e áreas sem presença adventista: 29; no ano 2000 eram 31.

4. Grupos com mais de 100 mil habitantes sem presença adventista: 118.

5. Membros em 2010: 17 milhões. No ano 2000, eram 11.687.229.

6. Congregações no mundo: 64 mil. No ano 2000: 48.933.

7. Habitantes do mundo por membro da igreja: 405. Em 2000: 519.

8. Habitantes por membro fora da janela 10/40: 181. Na janela 10/40: 1.736.

9. Habitantes por membro nas grandes cidades: 953.

10. Habitantes por membro fora das grandes cidades: 423.

11. Há 40 países no mundo com menos de 50 pessoas por adventistas.

12. A igreja tem mais de 5.000 missionários no mundo. 1.300 são obreiros da igreja
servindo em Divisões diferentes da sua origem, 3.766 são voluntários. Esses missionários procedem de 98 países e estão presentes em 123 países.

13. A cada quatro horas uma igreja é aberta no mundo.

14. Uma pessoa é batizada a cada 30 segundos.

15. Três mil pessoas são batizadas a cada dia.

16. Somente na China nascem 51 mil crianças por dia e no mundo 311 mil nascem a cada dia.

17. A cada ano mais de 20 milhões de dólares são orçados para que tenhamos os missionários atuando.

18. Pela primeira vez na história. mais de 50% dos habitantes do mundo vivem nas cidades.

19. Tokio tem um adventista para cada 12.517 habitantes. Kolkaka tem um adventista para cada 23.321 habitantes.

20. Em 2000, o mundo tinha 5,8 bilhões de habitantes. Hoje são 6,8 bilhões.

21. Desde 1913, 27.057.602 pessoas foram batizadas na IASD.

22. Nos últimos 50 anos, a igreja entrou em mais de 50 países.

23. Nos últimos cinco anos, tivemos 2.889 batismos por dia, em media.

24. A primeira Sessão da Associação Geral, em 1863, tinha 20 delegados; a que menos teve foi em 1871, com 14 delegados. Hoje temos 2.411 delegados.

25. 2006 foi o ano de maior numero de batismos em um ano. Mais de 3.000 por dia, totalizando 1.107.426; na Divisão Sul-Americana foram 222.585.

26. Em cada dia, no último quinquênio, a igreja recebeu 6.981.614 dólares em dízimos e ofertas.[Todo o investimento feito com esses recursos auditados é claramente apresentado aos membros, que recebem recibos e relatórios com frequência.]

27. Dos 2.411 delegados, 300 são membros leigos, 304 membros do staff da Associação Geral, 260 do staff das 13 Divisões mundiais e 50 de instituições ligadas à Associação Geral.

28. Até 1901, as assembleias eram bienais. Até 1970, foram quadrienais e daí em diante quinquenais.

29. A última assembleia de que Ellen White participou foi em 1909. A sessão começou em 13 de maio. Ela saiu de sua casa em Santa Helena, em 5 de abril, e no caminho pregou em 14 lugares diferentes. Chegou para o inicio da reunião e, durante a assembleia, que durou até o começo de junho, pregou mais 14 sermões. A ênfase dela foi a consagração e a evangelização. Estas palavras dela foram marcantes: “Neste momento, precisamos da obra e batismo do Espírito Santo; é nossa urgência. Talvez não mais poderei me reunir em outro congresso mundial”; nesse momento, ela saiu do púlpito e foi se sentar, mas em seguida se levantou, voltou à plataforma e, levantando a Bíblia, disse: "Irmãos, recomendo-vos este livro."

(Antonio Moreira, presidente da Igreja Adventista na região central do Paraná; blog A Missão)
Pode ser encontrado também no Criacionismo

27 Junho 2010

Reflexões das primeiras palavras do Novo presidente da IASD para o mundo

O Pastor Ted Wilson foi hoje nomeado como novo presidente da Conferência Geral dos Adventistas do Sétimo Dia, até 2015. Ele sucederá ao Pr. Jan Paulsen, que estava no cargo desde 1999.

Tenho de confessar que só o conheço através dos spots do Hope Channel no qual participou e pelo fato de ser filho de um antigo presidente da Conferência Geral. Soube agora que já ministrou e serviu a igreja em vários lugares do mundo, como os EUA, a Rússia e África. Por esta razão, não tinha, ao ouvir a confirmação da sua nomeação, qualquer expetativa específica em relação ao trabalho que ele exercerá (pelo menos) nos próximos cinco anos. Daí que, a partir deste momento, passe a ser um observador atento e interessado de todas as suas intervenções e palavras.
A primeira dessas intervenções surgiu logo após a nomeação ser aceite pelos delegados presentes na Assembleia, dirigindo-se aos mesmos pela primeira vez como líder máximo da Igreja mundial. E o meu interesse foi de imediato despertado!

O Pr. Wilson começou por recordar a razão pela qual existimos como igreja, dizendo o seguinte: 'esta não é apenas uma organização, esta não é apenas outra denominação. Esta é a igreja remanescente de Deus'.

Ora, só por aqui, ele assume para si a séria responsabilidade que dirigir humanamente a igreja que Deus estabeleceu na Terra para os últimos dias. Fica-lhe bem e é isso que se pretende: alguém na liderança que não fuja nem um pouco da grande tarefa que lhe é entregue; que não se atemorize com a dimensão da empreitada; que não tente um caminho lateral mais fácil, mas porventura não o designado; mas que reconheça em todos os aspetos que esta é uma igreja, diria melhor uma missão, especial para todo o céu!

O Pr. Wilson proferiu então uma frase que descreve quais devem ser os fundamentos, cada qual à sua escala, da nossa ação como igreja: 'eu não sei tudo, mas procurarei sabedoria de conselheiros, da Bíblia e do Espírito de Profecia', referindo-se à obra inspirada de Ellen White.

Se quanto à Bíblia não há discussão e quanto aos conselheiros sei que muito gostamos de nos reunir e abordar juntos assuntos da igreja, creio que deveríamos rever a nossa postura recente com relação aos escritos da irmã White.

O novo presidente não deixou esses escritos com mais de cem anos fora da sua lista de fontes de conhecimento para a tarefa que o aguarda; poderiam, então, os membros negligenciar esse enorme legado na lida da igreja e na sua vida, em termos pessoais?! Poderemos nós começar a determinar a validade dos testemunhos conforme aquela que julgamos ser a nossa própria conveniência?!

Creio que, nos últimos tempos, a pena inspirada da irmã tem vindo a perder alguma relevância entre nós; não por culpa dos escritos em si, mas devido às tentativas de relativizá-los ao tempo em que vivemos. Este é, digo eu, um erro crasso. Oxalá o Pr. Wilson consiga devolver a importância que lhes tem sido retirada. Para o bem da igreja e do povo que dela faz parte.

Mas, o melhor da sua intervenção inicial estava reservado para o fim...

Na sua última linha, neste primeiro curto e improvisado discurso, o Pr. Wilson pediu o apoio dos membros presentes, afirmando sem reservas: 'orem para que o Espírito Santo nos traga reavivamento e reforma'!

Se há necessidade de reavivamento é porque algo está a morrer, a perder vida; se há necessidade de reforma, é porque algo está errado e precisa ser mudado. Pois bem, eu concordo totalmente e subscrevo o repto do nosso novo presidente!

Temos de admitir que não será fácil para alguém que agora chega à liderança transmitir de imediato uma mensagem de mudança. Poderia ser mal interpretado e os ouvintes julgarem que ele estava a colocar em causa a validade do trabalho do(s) seu(s) antecessore(s).

Estou seguro que não é, de todo, essa a intenção das suas palavras. O Pr. Wilson quis trazer à mente da igreja o urgente apelo de Deus na, já abordada, pena inspirada de Ellen White:

'Tem que ocorrer um reavivamento e reforma, sob o ministério do Espírito Santo. Reavivamento e reforma são duas coisas diferentes. Reavivamento significa renovação da vida espiritual, uma vivificação das faculdades do espírito e do coração, um ressurgimento da morte espiritual. Reforma significa reorganização, mudança de idéias e teorias, hábitos e práticas. A reforma não produzirá os bons frutos da justiça a menos que esteja ligada a um reavivamento do Espírito. Reavivamento e reforma devem fazer a obra que lhes é designada, e para fazerem essa obra têm de se unir' (Review and Herald, 25 de fevereiro de 1902).

Também lhe reconheço coragem, porque desafia a igreja a olhar para si mesma e reconhecer que algo de muito sério deve ser operado no seu interior, para que ela possa alcançar o exterior com grande poder - obra essa sobre a qual já muito ouvimos falar, mas teimamos em adiar indefinidamente...

Esta é uma ruptura de qualidade; não para quebrar valores e princípios que amamos e são inalteráveis, mas para provocar um retorno à prática original do Adventismo! Algo que, foi sendo sorrateira e consecutivamente substituído entre nós por hábitos que não deviam fazer parte da nossa vida. E que terão, inevitavelmente, de ser abandonados!

Se o Pr. Wilson quiser fazer desta frase a motivação para a sua liderança, pois poderá contar com este espaço para subscrever e divulgar as suas ideias para a igreja entre os irmãos de língua portuguesa. Será a minha humilde forma de apoiar o que ele me permitiu perceber nestas primeiras palavras.

Fonte - O Tempo Final

26 Junho 2010

Comentário da Lição da Escola Sabatina – Lição 01 – 3º Trimestre 2010 (26 de Junho à 02 de Julho)



Comentário da Lição da Escola Sabatina – Lição 01 – 3º Trimestre 2010 (26 de Junho à 02 de Julho)

Comentário: Gilberto G. Theiss

SÁBADO, 26 DE JUNHO

PAULO E ROMA

“Primeiramente, dou graças a meu Deus, mediante Jesus Cristo, no tocante a todos vós, porque, em todo o mundo é proclamada a vossa fé” (Rm 1:8).

Os dados mais antigos sobre as origens da cidade de Roma são do século VIII a.C. Naquele período, a povoação começou em torno das sete colinas próximas ao rio Tiber, onde justamente surgiria a capital Romana ou a capital do mundo na época.

Na época de Jesus, era, em grande dimensão, uma verdadeira potência imperial. Foi neste período, em parte cheio de admiração, e em parte cheio de conflitos, degradação moral, luxuria e muita perseguição, que surgiu a igreja para a qual Paulo escrevera esta carta. Uma carta que tinha como objetivo auxiliar os irmãos que viviam nesta cidade; uma igreja, como nos dias atuais, precisava ser alertada dos perigos comuns que a rodeava.

A carta de Paulo aos romanos, é rica em orientações, advertências e repleta de tira dúvidas quanto a questões baseadas em alguns princípios e doutrinas. Embora esta carta esteja centrada mais especificamente no contexto da época, visando resolver problemas locais, creio plenamente que, o Espírito Santo a conservou à nós em pleno século XXI, com o objetivo de ser uma ferramenta útil no que tange a compreender melhor assuntos como por exemplo a lei e a graça, que hoje é indiscutivelmente, um dos assuntos mais levantado, questionado e discutido na igreja adventista.

Os cristãos daquele tempo, aguardavam com grande anseio pela presença do grande discípulo, pois acreditavam que sua estadia neste grande centro, seria de grande benefício para a causa do evangelho. Infelizmente se entristeceram quando souberam que Paulo, viria para Roma, porém, como prisioneiro. Mas, o poder que acompanhava o apóstolo, era de tal forma tão assinalado, que mesmo como prisioneiro, pode ele dar notável testemunho da verdade e ver consideravelmente os frutos de sua ousada fidelidade e amor a Cristo. Veja esta incrível declaração:

A paciência e bom ânimo de Paulo durante seu longo e injusto aprisionamento, sua coragem e fé, eram um contínuo sermão. Seu espírito, tão diferente do espírito do mundo, dava testemunho de que um poder mais alto que o da terra habitava com ele. E, por seu exemplo, os cristãos foram impelidos a maior energia como advogados da causa do trabalho público de que Paulo havia sido afastado. Dessa maneira, as cadeias do apóstolo foram de tal influência que, quando seu poder e utilidade pareciam liquidados, e segundo todas as aparências ele poderia fazer muito pouco, foi então que ajuntou molhos para Cristo em campos dos quais parecia inteiramente excluído” (Atos dos Apóstolos, 463, 464).

Deus, hoje, nos chama para darmos testemunho da verdade, não em proporção menor, mas, no mínimo, como foi assinalado no testemunho de Paulo. Desta forma, como foi visto em Paulo, o poder de Deus nos acompanhará e nos será de grande auxílio no contato com os outros. 

Tenho certeza que, neste trimestre seremos muito enriquecidos com este tema tão apropriado, necessário e importante. Recomendo que o leitor não estude apenas a lição, mas busque comentários extras, inclusive teológicos para fundamentar melhor sua visão a respeito dos temas que serão abordados neste trimestre. Que Deus o abençoe nesta jornada.

DOMINGO, 27 DE JUNHO

DATA E LUGAR

“Recomendando-vos a nossa irmã Febe, que está servindo à igreja de Cencréia, para que a recebais no Senhor como convém aos santos e a ajudeis em tudo que de voa vier a precisar; porque tem sido protetora de muitos e de mim inclusive” (Rm 16:1 e 2).

Os teólogos mais renomados em seus diversos comentários sobre romanos, estabelece a data da carta como sendo por volta de 55 à 58 d.C. Quanto ao local, não há dúvidas de que ela tenha sido escrita em Corinto, durante a permanência de Paulo por ali.

            Penso ser importante determinar o lugar e a data da carta, pois com dados assim, podemos perceber o quanto este apóstolo levava a sério o ministério de pregar aos povos, multidões e línguas a mensagem de salvação, uma vez, que possivelmente, Paulo acreditasse que Jesus viria em seus dias (I Ts 4:17).

            Em Atos 18:23, faz uma contundente declaração da persistente e sucessiva viagem de Paulo as regiões da Galácia e Frígia. Inclusive, pode-se detectar uma grande semelhança entre a carta aos romanos e a carta enviada às igreja da Galácia, onde Paulo também esteve. Embora exista uma devida semelhança entre ambas, os estudiosos consideram a carta aos romanos como sendo uma espécie de versão mais ampliada e completa.

            Neste ínterim, o mais importante ressaltar é que, durante sua passagem pela Galácia, grupos de pessoas surgiam com ensinamentos controversos, convencendo alguns membros a manterem os ritos da circuncisão e dos ritos cerimoniais de Moisés. Por esta razão, acredita-se que Paulo tenha escrito a carta de Romanos para vacinar o povo contra tais ensinamentos, caso estes ensinos chegassem até aquela igreja em sua ausência.

            Percebe-se na carta, uma clara preocupação de Paulo aos aspectos doutrinários, principalmente referente ao pecado, lei, evangelho, fé e graça. Após as exposições do papel de alguns ritos, e o fundamento da graça, fé e da lei, o apóstolo termina a carta com notáveis exortações. Tudo isto para contrapor os ensinamentos legalistas de alguns e em reforçar o devido lugar da graça e fé na salvação do homem. Muitos evangélicos, quando olham para as cartas de Paulo, por um equívoco, acreditam que ele esteve pregando o fim da lei, mas se observarmos com atenção, perceberemos que em momento algum ele pregou contra a lei. Se ele estivesse combatendo a lei, não diria que “a lei é santa, e o mandamento santo, justo e bom” (Rm 7:12), e muito menos diria que tem “Prazer na lei do Senhor” (Rm 7:22).

A grande e maior preocupação nas cartas de romanos, é sem dúvida alguma, o legalismo farisaico de alguns e de modo especial a introdução dos ritos judaicos nas igrejas da Galácia, que ameaçavam destruí-las. Nesta circunstância,  “Paulo estava com o coração cortado e sua mente ficou aflita por essa franca apostasia da parte daqueles a quem ensinara fielmente os princípios do evangelho. Imediatamente ele escreveu aos enganados crentes, expondo a todos os que estavam se apartando da fé” (Atos dos Apóstolos, p. 383,384).

Preocupado, portanto, a carta aos romanos, tinha por objetivo, preservar os membros, dos males que sobreviera aos irmãos da Galácia, caso isto ocorresse em sua ausência em Roma.

SEGUNDA, 28 DE JUNHO

TOQUE PESSOAL

“Esforçando-me, deste modo, por pregar o evangelho, não onde Cristo já fora anunciado, para não edificar sobre fundamento alheios, antes, como está escrito: Hã de vê-lo aqueles que não tiveram notícia dele, e compreendê-lo os que nada tinham ouvido a seu respeito. Essa foi a razão por que também, muitas vezes, me senti impedido de visitar-vos. Mas, agora, não tendo já campo de atividade nestas regiões e desejando há muito visitar-vos, penso em fazê-lo quando em viagem para a Espanha, pois espero que, de passagem, estarei convosco e que para á seja por vós encaminhado, depois de haver primeiro desfrutado um pouco a vossa companhia” (Rm 15:20-24).

Paulo poderia ter visitado Roma mais cedo, porém, embora desejasse muito encontrar os irmãos daquele grande centro, tinha em seu coração como princípio vitalício e primário, falar de Cristo nas regiões e cidades que o evangelho ainda não havia alcançado as pessoas. É impressionante notar, o que o evangelho de Cristo pode fazer na vida deste homem. O poder de Deus o alcançou de forma impressionante. Não é de admirar que Satanás o odiasse tanto ao ponto de persegui-lo cruelmente?

É neste contexto, que está uma das mais preciosas lições da vida de Paulo para nós hoje. O poder que acompanhou este discípulo, a transformação operada de maneira grandiosa e impressionante em sua vida e a vida de consagração demonstrada por ele, mostra claramente o que o poder de Deus pode fazer também em nosso favor, pois, podemos ter experiências semelhantes. Consagração, integridade, amor profundo por Cristo e Sua verdade não são dons; na verdade, todos os que estiverem dispostos, desejosos e cheios de vontade de possuir estas virtudes, pela graça e o poder de Deus hão de ser transformados para não serem em nada, diferentes de Paulo. Cada um receberá a medida de poder que buscam. Se eu busco pouca consagração, minha vida será demonstrada com pouco poder, mas se busco muita consagração, minha vida demonstrará grande poder. Conformar-se com os ideais divinos e abster-se das coisas do mundo, são indispensáveis para sermos úteis nas mãos de Deus.

Se quisermos ser como Paulo foi, devemos com profundidade e seriedade  amar as coisas que Deus ama e odiar as coisas que Deus odeia. Uma vida de consagração é uma vida de muitas renuncias, abnegações, integridade e de entrega constante. Paulo dispensou em sua vida, tudo o que lhe poderia criar algum obstáculo para ser um instrumento útil nas mãos de Deus. Ele foi transformado de tal maneira, que não se sentia no direito, nem mesmo de visitar irmãos seguros na fé, enquanto que outros estavam a morrer por falta dela. Paulo possuía um assombroso amor pelas almas que estavam perecendo, e Deus espera que este tipo de sentimento pelos perdidos faça parte de todo o nosso ser também. Este discípulo, tinha a vida totalmente consagrada para servir principalmente os que viviam sem a luz do evangelho.

Para um discípulo chegar ao ponto de dizer, para que sejam seus imitadores, é porque sua vida de entrega nas mãos de Deus era muito profunda. Mas pense nisso, você e eu podemos ser como Paulo. Aliás, no final dos tempos, Deus não exigirá menos do que isso de seu povo, pois ao descer o Espírito Santo em plenitude sobre o povo remanescente, como Paulo, todos os preparados sairão e pregarão o evangelho de casa em casa e não se importarão com mais nada nesta vida, a não ser, em alertar o mundo da breve volta de Cristo, veja:

“Servos de Deus, com o rosto iluminado e a resplandecer de santa consagração, apressar-se-ão de um lugar para outro para proclamar a mensagem do Céu. Por milhares de vozes em toda a extensão da Terra, será dada a advertência. Operar-se-ão prodígios, os doentes serão curados, e sinais e maravilhas seguirão aos crentes” (O Grande Conflito, p.611, 612).

“Antes de os juízos finais de Deus caírem sobre a terra, haverá entre o povo do Senhor, tal avivamento da primitiva piedade como não fora testemunhado desde os tempos apostólicos. O Espírito e o poder de Deus serão derramados sobre Seus filhos.”  (O Grande Conflito, p.464).

“Fiquei profundamente impressionada pelas cenas que recentemente passaram diante de mim, à noite. Parecia existir um grande movimento - um trabalho de reavivamento - em ação em vários lugares. Nosso povo movia-se em linha e respondia ao apelo de Deus. (Testemunhos para Ministros, p.515).

“Ouvi os que estavam revestidos da armadura falar sobre a verdade com grande poder. Isto produzia efeito. ... Perguntei o que havia operado esta grande mudança. Um anjo respondeu: "Foi a chuva serôdia, o refrigério pela presença do Senhor, o alto clamor do terceiro anjo."  (Primeiros Escritos, p.271)

TERÇA, 29 DE JUNHO

PAULO CHEGA A ROMA

“Uma vez em Roma, foi permitido a Paulo morar por sua conta, tendo em sua companhia o soldado que o guardava” (At 28:16).

Nesta circunstância, Paulo chega a Roma, não como os irmãos esperavam, mas como um prisioneiro. Depois de ficar preso por dois anos em cesárea, e ainda, logo após um período aproximado de três anos, chega em Roma, conseguindo uma permissão para viver por algum tempo em uma residência alugada, mas sobe a fiscalização de um soldado.

Mesmo em situação nada agradável, os irmãos começam a fazer constantes visitas ao apóstolo, e, como esperado, Paulo os estimula a permanecerem firmes na fé e na proclamação do evangelho. O impressionante é que, os irmãos, foram extremamente motivados e impressionados pela energia, fé e perseverança do discípulo, mesmo em condições desfavoráveis. Toda energia demonstrada por Paulo nestas circunstâncias, deve ter influenciado de maneira sobrenatural os que ali se achegavam. A este respeito, tanto a Bíblia como Espírito de Profecia declaram:

“Não pelos sermões de Paulo, mas pelas suas cadeias, a atenção da corte foi atraída para o cristianismo. Foi como cativo que ele rompeu de tantas pessoas as cadeias que as mantinham na escravidão do pecado. E não foi só isto, declarou: A maioria dos irmãos, estimulados no Senhor por minhas algemas, ousam falar com mais desassombro a palavra de Deus” (Fp 1:14; Atos dos Apóstolos, p. 464).

Que exemplo cheio de vida; que testemunho notável. A vida, principalmente dos líderes da igreja em nossos dias, deve seguir as vívidas pegadas deste exemplar servo de Deus.

Agora esqueçamos Paulo por um instante, e paremos para pensar no que podemos fazer pela igreja, pelos irmãos, pela obra de Deus, pelos mais fracos na fé e também pelos mais fortes. Todos os que desempenham um determinado papel de liderança, grande influência exercem sobre as pessoas, seja para o bem ou para o mal. É claro que neste contexto, nossa influência deve motivar a fidelidade e a determinação cristã em todos os que nos rodeia, seja na igreja, nas ruas ou em nossa própria casa. Se a nossa vida, não torna a vida dos que se envolvem conosco, melhores para o reino de Deus, isto significa que não temos vivido à altura do que Deus espera de nós. As pessoas precisam ser contagiadas para o bem por nossa presença. Não que haja em nós algum mérito ou poder próprio, mas, a Bíblia é clara ao no ensinar que nossa vida em Cristo redundará em muitos frutos (Jo 15).

QUARTA, 30 DE JUNHO

CHAMADOS PARA SER SANTOS

“A todos os amados de Deus, que estais em Roma, chamados para serdes santos, graça a vós outros e paz, da parte de Deus, nosso Pai, e do Senhor Jesus Cristo” (Rm 1:7).

O que significa “chamado para ser santo”? A palavra santo no grego é hagioi, que significa ser dedicado e separado. Nesta circunstância, outra pergunta emergi: o que significa ser dedicado e separado?

Com certeza, ser separado não significa apenas uma aceitação nominal de Jesus na vida. Nossas decisões e aceitações, devem ir além das palavras, ou seja, devem se materializar em nossas atitudes. Eu não poderia dizer que fui separado para minha esposa, se continuo agindo como se estivesse solteiro. Da mesma forma, a renuncia do próprio eu e a separação do mundo, devem ser vestígios claros de nossa real aceitação por Cristo, pois, pelos seus frutos os conhecereis.

Como bem empregou o autor, somos amados por Deus, mas o que dizer daqueles que mais levam a sério o chamado a ser santo?

Tem-se levantado na esfera cristã, uma teologia muito barata, de uma graça que é capaz de salvar, mas não é capaz de transformar. Mas, se essa graça não é capaz de transformar, também não pode ser capaz de salvar e muito menos de separar para propósitos sagrados. Ellen White, contrariando este pensamento, expressa de maneira contundente, de que a verdadeira graça que salva, também nos “conduzirá aos fiéis deveres da vida” (Santificação, p. 87), e nos habilitará a “prestar obediência” a Deus (Santificação, p. 81); também alertou para os perigos de uma pretensa vida santa, quando na verdade vivem sob o manto da transgressão (Evangelismo, p. 595). Vida santa significa viver separado do mundanismo, do pecado e das inclinações do próprio eu; além de, viver na pureza e integridade, e Viver para Deus, para os outros e pelos outros. Você teria dúvidas, de que Paulo tivesse uma vida repleta destas características?

Todos somos chamados por Deus, mas infelizmente, nem todos aceitam o chamado, e, é exatamente por esta razão que, os escolhidos acabam sendo poucos. Se sentimos que fomos chamados por Deus, então, devemos viver a altura deste chamado, pois quando somos chamados e vivemos este chamado, com certeza seremos identificados como santos, separados para Deus e sua causa.

QUINTA E SEXTA, 1 E 2 DE JULHO

REPUTAÇÃO MUNDIAL

“Antes de tudo, sou grato a meu Deus, mediante Jesus Cristo, por todos vocês, porque em todo o mundo está sendo anunciado a fé que vocês tem” (Rm 1:8 NVI).

A igreja de Roma é um exemplo notável do que o evangelho é capaz de fazer na vida das pessoas. Todos, quando nascem para Cristo, nascem necessariamente missionários no reino de Deus. É muito grande a evidência de que a igreja em Roma deva ter sido formada por leigos e não por apóstolos.

O que poderíamos extrair desta narrativa, é exatamente a dimensão do chamado de Deus para os seres humanos. Deus não chama apenas os pastores para se dedicarem à obra de Deus; Deus chama a todos. Crianças, adolescentes, jovens e adultos, todos são chamados para uma obra especial. Costumo dizer que o chamado de um pastor, não se difere em absolutamente em nada do chamado de um leigo. A única diferença existente se prende nas funções. O pastor é chamado para exercer o ministério de forma integral e para ser também um administrador.

Os demais irmãos, possuem um chamado especial como qualquer outro chamado, porém, devido as atividades comuns do dia a dia, Deus espera de nós que testemunhemos da redenção dentro de nossas atividades e que estejamos envolvidos em Sua obra em tempos separados e organizados. Talvez caberia aqui, neste contexto, uma dizimação de tempo para Deus. Se dizimarmos o tempo diariamente, estaremos mais envolvidos com a obra, com a igreja, com os pequenos grupos, com a visitação e com os estudos pessoais e coletivos. O mais importante é, assim como os irmãos que fundaram a igreja em Roma, desta mesma forma, Deus nos chama para espalhar a mensagem da redenção em Cristo, seja pelo mundo ou pelos lugares onde nos encontrarmos. Este é sem dúvida, um ótimo exemplo a ser seguido, e todos os que atenderem a este chamado especial, darão frutos na causa de Deus, tanto na igreja quanto fora dela.

Refletir

Enquanto esteve aparentemente separado do trabalho ativo, Paulo exercia uma influência maior e mais duradoura do que se estivesse livre a viajar entre as igrejas como nos anos anteriores. Como prisioneiro do Senhor, ele retinha mais firmemente as afeições de seus irmãos; e suas palavras, escritas por quem estava em cadeias por amor de Cristo, impunham maior atenção e respeito do que quando ele estava pessoalmente com eles” (Ellen G. White, Atos dos Apóstolos, p. 454).

          “Ver a fé cristã firmemente estabelecida no grande centro do mundo conhecido era uma de suas mais caras esperanças e acalentados planos. Uma igreja havia sido estabelecida em Roma, e o apóstolo desejava conseguir a cooperação dos crentes dali na obra a ser promovida na Itália e em outros países. A fim de preparar o caminho para seus trabalhos entre esses irmãos, muitos dos quais lhe eram ainda estranhos, enviou-lhes uma carta, anunciando seu intento de visitar Roma e sua esperança de plantar o estandarte da cruz na Espanha” (Ellen G. White, Atos dos Apóstolos, p. 373).

          “O eterno Deus delineou o limite de separação entre os santos e os pecadores, entre conversos e não conversos. As duas classes não se misturam imperceptivelmente, como as cores do arco-íris, mas são tão distintas como a meia-noite e o meio-dia” (Ellen G. White, Mensagens aos Jovens, p. 390).

Gilberto G. Theiss, nascido no estado do Paraná, é membro da Igreja adventista do Sétimo dia desde 1996. Crê integralmente nas 28 doutrinas Adventista como consta no livro “Nisto Cremos” lançado pela “Casa Publicadora Brasileira”. Foi ancião por 3 anos na Igreja Adventista do Sétimo dia da cidade Nova Rezende/MG e por 6 anos na Igreja Central de Guaxupé/MG. Foi Obreiro bíblico na mesma cidade e hoje, além de ser coordenador do curso básico de reforço teológico para líderes de igreja pelo site www.altoclamor.com, está Bacharelando no Seminário Adventista Latino-Americano de Teologia. Gilberto G. Theiss é autor de alguns livros e é inteiramente submisso e fiel tanto a mensagem bíblico-adventista quanto a seus superiores no movimento Adventista como pede hebreus 13:17. Toda a mensagem falada ou escrita por este autor é filtrada plenamente pelo que rege a doutrina bíblica-adventista do sétimo dia. Contato: altoclamor@altoclamor.com
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18 Junho 2010

Comentário da Lição da Escola Sabatina – Lição 13, 19 a 26 de junho


Comentário da Lição da Escola Sabatina – Lição 13, 19 a 26 de junho

Comentário: Gilberto G. Theiss

SÁBADO, 19 DE JUNHO

APOIO SOCIAL: LAÇOS DE AMOR

“Novo mandamento vos dou: que vos ameis uns aos outros, assim como Eu vos amei, que também vos ameis uns ao outros. Nisto conhecerão todos que sois Meus discípulos: se tiverdes amor uns aos outros” (Jo 13:34,35).
Somente neste verso, a expressão “Vos ameis uns aos outros” é repetida três vezes. Esta repetição, pode estar pretendendo transmitir o real desejo de Deus em que o Seu povo cumpra em suas palavras e principalmente em suas atitudes o dom do verdadeiro amor. Encontramos nas páginas da Bíblia a evidência da essência do caráter de Deus, como sendo um Deus de amor. Aqueles que pretenderem entregar a vida nas mãos desse Deus de amor, conseqüentemente deverão ser atingidos e transformados à Sua imagem.
           
           Sobre esta questão, não podemos confundir o amor ensinado pelas escrituras com o amor ensinado pelo mundo. O amor do mundo não passa de puros aspectos emocionais e muitas das vezes pode até mesmo estar associado a questões imorais e egoistas.
            O amor de Deus está além de aspectos emocionais e pode ser melhor caracterizado como um PRINCÍPIO. Um princípio constante e imutável, que deve estar sempre presente em toda a essência de nossos atos e palavras, e isto, independente das pessoas, sejam elas amiga ou inimigas.
            Nesta semana estudaremos como o amor deve ser uma realidade em nosso caráter como num todo.

DOMINGO, 20 DE JUNHO

A IMAGEM ORIGINAL

“Criou Deus, pois, o homem à Sua imagem, à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou” (Gn 1:27).

Será que existiria um limite para amar as pessoas nesta vida? Se buscarmos respostas na palavra de Deus, perceberemos que não existe limites para amar nem mesmo os que se colocam como nossos inimigos. Olhando para a Bíblia, aprendemos que, devemos oferecer a outra face quando alguém nos bater; devemos oferecer outra capa quando alguém nos roubar a que temos; em outras palavras, nosso coração, nosso caráter, nossa vida como num todo precisa ser transformado de tal maneira ao ponto de esse frutos serem visíveis, mesmo nas circunstâncias mais probantes que surgirem.

É claro que, não temos este tipo de amor para oferecer, pois nossa natureza é egoísta, e trabalha constantemente em proteger nosso próprio ego. Temos dificuldades em levar desaforo para casa, mas geralmente, os que não levam desaforo para casa, em algumas circunstâncias acabam levando miséria.

O mandamento do amor é claro e deve ser um ideal vivido em nossa vida. O poder de Deus está a disposição daqueles que desejam ser transformados, e se, pretendermos ser semelhantes a Deus novamente, como foram Adão e Eva antes do pecado, devemos buscar este ideal a todo e qualquer custo.

Satanás destruiu o caráter de Deus em nossos primeiros pais terrestres, e conseqüentemente introduziu o seu próprio caráter maculado no caráter dos humanos. Quando Jesus se apresentou neste mundo, mostrou a humanidade caída o caráter que é aceitável a Deus e colocou à nossa disposição, o poder de Deus na pessoa do Espírito Santo com o objetivo de realizar a obra de recriação no caráter do homem, trazendo de volta nele o caráter de Deus novamente. Desta forma, somos transformados à imagem e semelhança de Deus.

SEGUNDA, 21 DE JUNHO

PESSOAS: SERES SOCIAIS

“Porque nenhum de nós vive para si mesmo, nem morre para si” (Rm 14:7).

“Não é bom que o homem esteja só, far-lhe-ei uma auxiliadora que lhe seja idônea” (Gn 2:18).

“Melhor é serem dois do que um, porque têm melhor paga do seu trabalho. Porque se caírem, um levanta o companheiro; ai, porém, do que estiver só; pois, caindo, não haverá quem o levanta. Também, se dois dormirem juntos, eles se aquentarão; mas um só como se aquentará? Se alguém quiser prevalecer contra um, os dois lhe resistirão; o cordão de três dobras não se rebenta com facilidade” (Ec 4:9-12).

“Porque também o corpo não é um só membro, mas muitos” (I Co 12:14).

“Levai as cargas uns dos outros e, assim, cumprireis a lei de Cristo” (Gl 6:2).

É muito agradável falar sobre altruísmo, abnegação e amor mutuo, quando recebemos algum benefício direta ou indiretamente. Somos tão egoístas que até nas oportunidades de ajudar alguém, as vezes, temos tendências de analisar os benefícios que teríamos com tal atitude. Embora não recebamos os benefícios que nossa natureza ruim espera, podemos ter certeza que outros benefícios poderão surgir de uma vida abnegada e dedicada a outros. Como num jogo de ping pong, parece que tudo o que oferecemos, retorna de alguma forma para nós. Os aspectos da saúde, principalmente mental, são os benefícios mais comuns que nos retornam, nos deixando de bem com a vida e com as pessoas. Passamos a ser mais amados e aceitos, em muitas das vezes até profundamente admirados, e todas essas respostas, querendo ou não nos fazem muito bem.

Nossa motivação, em servir os outros, e de nos relacionar com eles, deve ser baseada no mais puro sentimento de satisfação em ser um alívio, ajuda e amigo para as pessoas que nos rodeiam. Não fomos criados para ficarmos ilhados, pois, a forma como fomos formados, principalmente nos aspectos psicológicos, mostram claramente que a sociabilização circula e nossas veias.
           
            No tocante ao casamento, podemos ver o mais poderoso argumento a favor da unidade, envolvimento e dependência dos outros. No casamento ou na vida familiar, podemos perceber melhor, como é vital a amizade, proximidade e o amor transmitido um ao outro. O casamento, quando fundamentado no amor verdadeiro, nos alicerces da maturidade e dos valores que convidam Deus a fazer parte, será uma das ferramentas mais poderosa de felicidade, satisfação e saúde para o casal e para os filhos, e isto mostra também que, a relação e o envolvimento altruísta, é um dos fatores mais importantes na demonstração do que pode ser o amor de Deus.

TERÇA, 22 DE JUNHO

UNIDADE NA REDENÇÃO

“Rogo-vos, pois, eu, o prisioneiro no Senhor, que andeis de modo digno da vocação a que fostes chamados, com toda a humildade e mansidão, com longanimidade, suportando-vos uns aos outros em amor, esforçando-vos diligentemente por preservar a unidade do Espírito no vínculo da paz” (Ef 4:1-3).
Todos nós somos dependentes uns dos outros em vários aspectos, inclusive no que diz respeito a salvação. Embora a salvação seja individual, temos muito o que fazer para ajudar os que nos rodeiam na conquista do céu. Em João 12:32 Jesus diz que “todos” atrairia a ele quando fosse levantado na cruz. O foco da redenção, sem dúvida alguma, são todos os que viveram, vivem ou viverão nesta terra no contexto do pecado. A maneira como reagimos à redenção, influencia direta ou indiretamente os que estão próximos de nós.
Até mesmo a saúde pode ser afetada pela forma como convivemos com as pessoas. Se o viver na esfera da redenção pode influenciar os outros de forma positiva ou negativa, quem dirá, as questões relacionadas à saúde. Há pessoas que eram deprimidas, doentes e que estavam se definhando para a morte devido a todos esses problemas. Um dia, conheceram a Cristo, e conseqüentemente, conheceram sua mais nova família, a família cristã. Sobre o contato, relacionamento e envolvimento com esta nova família de amigos, os sintomas de depressão, as doenças e o definhamento começaram a desaparecer.
Como visto neste exemplo, a atmosfera cristã promovida pela redenção de Cristo na vida, além de trazer benefícios espirituais, pode fazer-nos colher, vários benefícios físicos e mentais. Sobre esta perspectiva, se um dia éramos solitários ou ilhados por não apreciar se envolver com outros, quando conhecemos o evangelho, nossas convicções de ilhamento podem mudar completamente, pois o evangelho, além de nos salvar, também é capaz de criar aproximação entre as pessoas, mesmo apesar  dos obstáculos criados pelas diferenças existentes entre elas.
Não há dúvidas de que nossa saúde física, mental e espiritual, em detrimento de nossa relação com as pessoas, seja extremamente beneficiada para o bem. Isto mostra claramente que fomos criados para nos relacionar e não para vivermos sozinhos.
QUARTA, 23 DE JUNHO

APOIO MÚTUO

Bondade cristã e fervorosa consagração devem ser constantemente manifestadas na vida” (Medicina e Salvação, p. 204).

Impressionante esta declaração tão profunda e significativa de Ellen White. A bondade cristã deve ser uma manifestação contínua. Nossas palavras, atos e tudo mais que venhamos realizar na vida, devem constantemente manifestar a mais pura bondade para com as pessoas. Nossa vida não deve ser diferente disso em absolutamente nada. Mesmo nas circunstâncias mais difíceis, devemos nos esforçar em sempre ter palavras e atos cordiais, sempre ter palavras bondosas e sempre ter atitudes que revelem o poder de Deus atuando notoriamente em nossas vidas.

Isto significa, portanto, que devemos evitar toda e qualquer atitude e palavras que venham a causar danos as pessoas. Sem dúvidas não é nada fácil dizer coisas boas daqueles que muitas das vezes tentam nos causar alguns danos, mas, o princípio bíblico deve nos afetar, mesmo nessas circunstâncias. É possível que não tenhamos nenhuma motivação que nos leve a falar bem das pessoas que criam alguns desgastes para nós, mas isto não significa que tenhamos que usar palavras ferinas para lhes causar problemas. Os que são convertidos, mesmo que seja difícil, não devem prejudicar as pessoas, mesmo que seja algum possível inimigo, se é que podemos chamar assim. A este respeito expressou Ellen White que:

O homem verdadeiramente convertido, não se inclina a pensar nas faltas dos outros. Só entrarão no céu, aqueles que venceram a tentação de pensar e falar mal” (Review and Herald, 24-11-1904).

Também escreveu que “a sinceridade de desígnios, a verdadeira bondade de coração, eis o motivo a que o céu dá valor” (Maior Discurso de Cristo, p. 81).

Não somos obrigados a estreitar laços com aqueles que não convivem bem conosco, mas Deus espera de nós, que ao menos não sejamos pedras de tropeços para elas. Aceitando ou não, querendo ou não, estando apto a isto ou não, a Bíblia apresenta, que o poder de Deus nos transforma para amar as pessoas, mesmo que sejam pessoas que aparentemente não mereçam nosso amor. Não há como escapar disto.

QUINTA E SEXTA, 24 E 25 DE JUNHO

SERVINDO UNS AOS OUTROS

“Ninguém tem maior amor do que este: de dar alguém a própria vida em favor dos amigos” (Jo 15:13).

Para compartilhar aos demais textos bíblicos da lição de hoje, escolhi João 15:13 para fazer o comentário de hoje. A pergunta que surge seria: Quem são os nossos amigos? Mas, para aprofundar mais esta questão, vou preferir fazer a seguinte pergunta: Quem deveriam ser os nossos amigos?

Naturalmente, escolhemos aqueles que serão nossos amigos mais chegados, e pela dimensão da amizade, é possível que muitos de nós sejamos capazes em dar a própria vida por eles. Mas, como fazemos parte do reino de Deus, um reino de amor, altruísmo e abnegação, de sacrifícios, não deveríamos amar incondicionalmente, até mesmo os que se colocam como nossos inimigos, ao ponto de, se preciso, dar nossa vida a  eles?

Eu sei que peguei pesadíssimo agora, mas não foi exatamente isso que Cristo fez? Ele deu a vida somente para os que são os Seus mais chegados amigos? Se você se considera amigo de Jesus, eu pergunto: Você, por toda a vida, sempre foi amigo de Cristo?

Na verdade, nós só amamos a Deus, porque ele nos amou primeiro. Se nós somos capazes de dar a vida por Ele, é porque Ele primeiro nos deu a Sua. Sobre esta mesma ótica, Deus nos chama para amar e de sermos capazes de dar a vida até mesmo por aqueles que ao nosso ver, não merecem nossa abnegação. O evangelho de Cristo pretende nos transformar de forma que sejamos capazes de realizar obras grandiosas como esta. É difícil? Sem dúvidas, mas quem disse que este tipo de atitude parte de nós? Se um dia dissermos como Paulo, que “não vivo eu, mas Cristo vive em mim”, seremos capazes, pelo poder de Deus, de fazer coisas que até nós duvidamos. Que isto cause uma profunda reflexão e nós.
Para refletir:
“Temos de alimentar os famintos, vestir os nus, confortar os aflitos e os sofredores. Devemos ajudar os que estão em desespero e inspirar esperança aos destituídos dela. O amor de Cristo, manifestado num ministério abnegado, será mais eficaz na reforma dos malfeitores do que a espada ou o tribunal de justiça. Esses precisam incutir terror ao transgressor da lei, mas o amorável missionário pode fazer mais que isso. Muitas vezes, o coração que se endurece sob a reprovação abranda-se ante o amor de Cristo” (A Ciência do Bom Viver, p. 105, 106).
Gilberto G. Theiss, nascido no estado do Paraná, é membro da Igreja adventista do Sétimo dia desde 1996. Crê integralmente nas 28 doutrinas Adventista como consta no livro “Nisto Cremos” lançado pela “Casa Publicadora Brasileira”. Foi ancião por 3 anos na Igreja Adventista do Sétimo dia da cidade Nova Rezende/MG e por 6 anos na Igreja Central de Guaxupé/MG. Foi Obreiro bíblico na mesma cidade e hoje, além de ser coordenador do curso básico de reforço teológico para líderes de igreja pelo site www.altoclamor.com, está Bacharelando no Seminário Adventista Latino-Americano de Teologia. Gilberto G. Theiss é autor de alguns livros e é inteiramente submisso e fiel tanto a mensagem bíblico-adventista quanto a seus superiores no movimento Adventista como pede hebreus 13:17. Toda a mensagem falada ou escrita por este autor é filtrada plenamente pelo que rege a doutrina bíblica-adventista do sétimo dia. Contato: altoclamor@altoclamor.com
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12 Junho 2010

Comentário da Lição da Escola Sabatina – Lição 12, 12 a 19 de junho

Comentário da Lição da Escola Sabatina – Lição 12, 12 a 19 de junho

Comentário: Gilberto G. Theiss

SÁBADO, 12 DE JUNHO

NUTRIÇÃO NA BÍBLIA

“Portanto, quer comais, quer bebais ou façais qualquer outra coisa, fazei tudo para a  glória de Deus” (I Co 10:31).
Você já deve ter ouvido uma frase que diz: “Me diga com quem tu andas, que te direi quem tu és”. Ou então: “A maneira como nos vestimos, mostra o verdadeiro caráter que possuímos”. Se existe verdades nestas frases, penso que deve haver verdades também na frase “o que comemos mostra autenticamente quem somos”.
Na verdade, o simples fato de alguém não se preocupar com as leis da saúde, denota claramente a falta de temor e sensibilidade para as leis da vida e o apego aos prazeres temporários, mesmo que ao custo das conseqüências nada favoráveis.
Embora o reino de Deus não seja comida e nem bebida, como expressou Paulo (Rm 14:17), temos que ter em mente que Deus deixou um manual, de como deveríamos tratar o corpo que não nos pertence (I Co 3:16 e 17), e deixou bem evidente que haveria clara punição aos que não seguissem este manual, levando o corpo à destruição.
As vezes, Deus joga de forma bem dura conosco, mas na verdade, Ele apenas está tentando nos abrir os olhos para entender que a felicidade é possível, basta agirmos de maneira coerente com as leis da vida, tanto no âmbito da saúde quanto a qualquer outro. Ninguém pode ser feliz doente em uma cama de hospital ou em uma UTI. Deus nos ama, e esgotará todas as suas ferramentas existentes para nos convencer dos benefícios de uma vida coerente com aquilo que nos trará benefícios nesta vida e na porvir.
De maneira especial, nesta semana, no tocante ao estilo de vida alimentar, aprenderemos como ser equilibrados e responsáveis diante de tanta luz concedida por Deus a nós.
  
DOMINGO, 13 DE JUNHO

A ALIMENTAÇÃO ORIGINAL

“E disse Deus, façamos o homem a nossa imagem e semelhança; e domine sobre os peixes do mar, e sobre as aves dos céus, e sobre o gado, e sobre toda a terra, e sobre todo réptil que se move sobre a terra. E criou Deus o homem à sua imagem; à imagem de Deus o criou; macho e fêmea os criou. E disse Deus: Eis que vos tenho dado toda erva que dá semente e que está sobre a face de toda a terra e toda árvore em que há fruto de árvore que dá semente; ser-vos-á para mantimento” (Gn 1:26-30).

Deus criou o homem e também criou a vegetação. Ele poderia ter criado o ser humano para não depender de alimento algum. Mas no plano de Deus, o homem vem à vida, e para a conservação da mesma, cria os alimentos com todas as vitaminas e minerais necessários para sua sobrevivência. O alimento, neste contexto, surge como símbolo do poder de Deus para a conservação e manutenção da vida humana. Os animais foram criados neste contexto, para serem preservados e cuidados pelo homem. Jamais vieram a existência com objetivo de se tornar em alimento na mesa humana. Aliás, todos os que se intitulam criacionistas e cristãos, deveriam ser os primeiros a dar exemplo de preservação e cuidado aos animais. Muitas indústrias e matadouros, criam animais, matam e levam a carne deles para os açougues porque sabem que muitos de nós estaremos lá no dia seguinte para comprá-lo. Indiretamente ou diretamente, acabamos nos tornando incentivadores, para que continuem com o sofrimento e morte daqueles que vieram à vida por Deus para embelezar a natureza e ser cuidado pelo homem.

Outra razão é que, ainda existe o fato de que, uma vida de vegetarianismo, trará grandes benefícios à vida como num todo. Pesquisas recentemente feita por órgãos competentes, revelam a enorme diferença na vida daqueles que são no mínimo ovo-lacto-vegetarianos, quando comparados com os demais que não o são. Os índices de câncer, arteriosclerose, diabetes, colesterol, e muitas outras doenças, são bem menores entre os grupos de pessoas que vivem uma dieta vegetariana. Em alguns casos, até zero, quando a alimentação é rica em cereais integrais, castanhas, frutas, verduras e alguns legumes e raízes crus, embora devamos considerar nesta receita, exercício físico, água abundante, boas leituras, bons relacionamento e principalmente fé em Deus.

É claro que os organismos são bem diferentes, pois alguns conseguem aderir com mais facilidade ao vegetarianismo do que outros. De qualquer forma, um regime, no mínimo ovo-lacto-vegetariano, trará enormes benefícios. Por outro lado, não adiantará muito as mudanças se no cardápio não for inserido, os alimentos integrais, frutas e verduras em abundância, consumo de castanhas, legumes e raízes.

Se quisermos ter vida abundante em todos os sentidos, especialmente físico e mental, as mudanças, mesmo que gradativa precisarão acontecer. Elas são importantes, e geralmente ocorrem mais pela necessidade. Mas além da necessidade, que tal fazer mudanças na vida alimentar, pelo respeito ao corpo que não nos pertence e pelo sincero desejo de seguir as orientações de Deus?

SEGUNDA, 14 DE JUNHO

A ALIMENTAÇÃO PÓS DILUVIANA

“Tudo quanto se move, que é vivente, será para vosso mantimento; tudo vos tenho dado, como a erva verde. A carne, porém, com sua vida, isto é, com seu sangue, não comereis” (Gn 9:3-4).

“De todo animal limpo tomarás para ti sete e sete: o macho e sua fêmea; mas dos animais que não são limpos, dois: o macho e sua fêmea” (Gn7:2).

O período de Noé foi um tempo extremamente cheio de violência, pois a Bíblia apresenta uma forte declaração de pesar da parte de Deus com relação às atitudes do homem (Gn 6:6), e apresenta o principal motivo deste pesar como sendo a violência humana (Gn 6:11).
Antes do dilúvio, mesmo os animais, eram maltratados e serviam de banquete para os descendentes do pecado até encher-se a taça da iniqüidade e chegar ao fim a misericórdia de Deus. Neste tempo, os homens do pecado eram totalmente violentos, depravados e intemperantes e Deus não havia autorizado que  comessem  da carne de animais. Falando a este respeito escreveu Ellen White que:
“Os habitantes do Velho Mundo eram intemperantes no comer e beber. Queriam ter alimento cárneo, embora Deus não lhes houvesse dado permissão de comer alimento animal. Comiam e bebiam em excesso, e seus apetites depravados não conheciam limites. Entregaram-se a abominável idolatria. Tornaram-se violentos e ferozes, e tão corruptos que Deus não os pôde suportar por mais tempo. Encheu-se o cálice de sua iniqüidade, ...” (Conselhos Sobre Regime Alimentar, p. 373).
Foram os descendentes de Caim que começaram com a matança aos animais fazendo deles, cardápio de alimento, além de trazer-lhes muito sofrimento. Portanto, poderíamos sugerir que os descendentes de Sete tenham sido de certa forma influenciada por tal costume, que culminaria com a alimentação cárnea também entre o povo de Deus. Sobre esta ótica, vemos, após o dilúvio, a preocupação de Deus com Noé e sua família na clara orientação de animais limpos e imundos (Gn 9:1-2), que pode ser confirmada mais tarde com Moisés na mesma distinção, além da expressa ordem para não comer dos imundos (Lv 11).
O alimento cárneo, somente foi autorizado após o dilúvio por razões muito consideráveis. Observe:
“Antes deste tempo Deus não havia dado ao homem permissão para comer alimentos animais; era Seu desígnio que a espécie humana se mantivesse inteiramente com as produções da terra; mas agora que toda a erva verde tinha sido destruída, permitiu-lhes comer a carne dos animais limpos que haviam sido preservados na arca” (Patriarcas e Profetas, p. 107).´
E ainda afirmou que:
“Deus deu aos nossos primeiros pais o alimento que pretendia que a humanidade comesse. Era contrário ao Seu plano que se tirasse a vida a qualquer criatura. Não devia haver morte no Éden. Os frutos das árvores do jardim eram o alimento que as necessidades do homem requeriam. Deus não deu ao homem permissão para comer alimento animal, senão depois do dilúvio. Fora destruído tudo que pudesse servir para a subsistência do homem, e diante da necessidade deste, o Senhor deu a Noé permissão de comer dos animais limpos que ele levara consigo na arca. Mas o alimento animal não era o artigo de alimentação mais saudável para o homem” (Conselhos Sobre Regime Alimentar, p.373).
É bem lógico que Noé e sua família tenham sido levados a se alimentarem de animais, uma vez que não havia temporariamente vegetação sobre a terra. Mas não podemos nos esquecer que, se Deus quisesse, Ele poderia muito bem, num piscar de olhos, fazer brotar e crescer instantaneamente toda vegetação necessária para a sobrevivência desta família. Então, porque Deus não o fez? Observe bem esta declaração:
“Depois do dilúvio o povo comeu à vontade do alimento animal. Deus viu que os caminhos do homem eram corruptos, e que o mesmo estava disposto a exaltar-se orgulhosamente contra seu Criador, seguindo as inclinações de seu coração. E permitiu Ele que aquela raça de gente longeva comesse alimento animal, a fim de abreviar sua vida pecaminosa. Logo após o dilúvio o gênero humano começou a decrescer rapidamente em tamanho, e na extensão dos anos” (Spiritual Gifts, vol. 4, págs. 121 e 122).
Com a permissão em se alimentar dos animais, Deus tinha a intenção de abreviar tanto as conseqüências quanto a vida de pecado dos humanos. Imagine uma pessoa viver durante 700 anos em uma cadeira de rodas ou então viver dezenas ou centenas de anos com câncer?
O ideal é sem dúvidas alguma, abster-se de qualquer tipo de alimentação cárnea, porém, no mínimo, a escritura declara claramente, que os animais considerados imundos devem ser completamente excluídos da alimentação.
Outro fato que devemos considerar é que, o povos Judeu, ainda não existiam quando Deus fez as primeiras considerações sobre animais limpos e imundos. Muitos, até bem intencionados, dizem que tal cardápio foi dado somente aos Judeus, mas, observe que o povo de Israel recebeu tais orientações somente centenas de anos depois, neste caso, quando Moisés os tirou do Egito pelo poder de Deus.
TERÇA, 15 DE JUNHO

ALIMENTAÇÃO NO NOVO TESTAMENTO

“Mas o espírito expressamente diz que, nos últimos tempos, apostatarão alguns da fé, dando ouvidos a espíritos enganadores e a doutrinas de demônios, pela hipocrisia de homens que falam mentiras, tendo cauterizado a sua própria consciência, proibindo o casamento e ordenando a abstinência dos manjares que Deus criou para os fiéis e para os que conhecem a verdade, a fim de usarem deles com ações de graças; porque toda criatura de Deus é boa, e não há nada que rejeitar, sendo recebido com ações de graça, porque, pela palavra de Deus e pela oração é santificada” (I Tm 4:1-5).

“E disse-lhes: Vós bem sabeis que não é lícito a um varão judeu ajuntar-se ou chegar-se a estrangeiros; mas Deus mostrou-me que a nenhum homem chame comum ou imundo” (At 10:28).

Como visto anteriormente, não foi com os Judeus que as carnes imundas foram removidas de qualquer tipo de cardápio, foi o próprio Deus que já orientava desde o tempo de Noé.

No Novo Testamento, podemos notar a preocupação de vários apóstolos com o tema da alimentação. Paulo, em I Timóteo 4, responde à inquietação dos irmãos quanto ao comer ou não dos alimentos que eram oferecidos aos ídolos (O contexto pode ser notado em Romanos 14; I Coríntios 8:4-13; 10:25-28). É claro que em mercados concentrados naquela região, por causa da influência judaica, dificilmente venderiam carnes de animais imundos.

Craig S. Keener no IVP Bible Background Commentary of the New Testament diz: “Toda a carne que restava dos sacrifícios era levada para o açougue na grande ágora em Corinto (não longe de onde Paulo havia trabalhado – Atos 18:3). Nem toda a carne desse mercado havia sido oferecida aos ídolos, mas alguma, sim. Nas cidades comparativamente grandes, frequentemente, os judeus tinham permissão para ter seu próprio mercado a fim de evitar esses alimentos. Em outras cidades, eles perguntavam qual era a origem da carne” (p. 474).

Se observarmos bem, por exemplo no capítulo 14 de Romanos, quando Paulo faz menção a essas questões de alimentos oferecidos a ídolos, ele não deixa de desmerecer no final, a alimentação cárnea. Orienta a seus ouvintes de que não é bom o comer da carne (Rm 14:21). Hoje, os adventistas não agem de maneira diferente do Apóstolo. Não dizemos que comer carne limpa seja pecado, mas orientamos, pela palavra de Deus e pelas descobertas científicas atuais, que o regime vegetariano ou ovo-lacto-vegetariano é o melhor para a saúde física, mental e em muitos casos, pode redundar até mesmo em benefícios espirituais.

E quanto a declaração de Pedro, para não tornar comum e imundo o que purificou?
Certo dia, um rapaz de uma igreja não adventista, com sinceridade me questionou a esse respeito e afirmou que foi o próprio Deus quem mandou que Pedro matasse e comesse (At 10:13). Neste caso, podemos julgar que Pedro foi desobediente, pois não obedeceu a ordem audivelmente expressa por Deus.

De forma bem simples e direta, podemos notar neste capítulo que:

1º Mesmo que Pedro quisesse comer, ele não poderia, pois tudo não passava de uma visão (At 10:10-11, 16).

2º Pedro não havia entendido de imediato o sentido da visão (At 10:20).

3º Ele havia visto tudo quanto é animal imundo naquela visão. Isto deixa evidente que existia a clara distinção de animais imundos e limpos no Novo Testamento, pois foi o próprio Deus quem apresentou tais animais em visão a Pedro.

4º Com animais imundos na visão, Deus pretendia revelar ao apóstolo, que não deveriam continuar considerando imundo os povos que não fossem Judeus (At 10:28). Deveriam se aproximar dos gentios com o evangelho, pois Cristo, com sua morte na cruz, todos atrairia a Ele (S. Jo 12:32).

Depois, ao chegar na casa de Cornélio e se encontrar ali com pessoas gentias, Pedro entendeu por completo o que Deus quis dizer com o “mata e come”, e para  “não tornar comum e imundo aquilo que Ele purificou” (Atos 10:28).


QUARTA, 16 DE JUNHO

ALIMENTAÇÃO EQUILIBRADA
“Ouça, meu filho, e seja sábio; guie o seu coração pelo bom caminho. Não ande com os que se encharcam de vinho, nem com os que se empanturram de carne. Pois os bêbados e os glutões se empobrecerão, e a sonolência os vestirá de trapos” (Pv 23:19-21, NVI).
Embora a alimentação vegetariana, integral e abundante em frutas, verduras, legumes e raízes sejam o melhor para o ser humano, temos que ser sensato para entender que nem todo organismo aceita bem as mudanças. Conheci dois casos interessantes, onde o organismo havia rejeitado as mudanças feitas por essas pessoas ao ponto de pararem no hospital. Entre essas duas, uma foi parar na UTI.
O equilíbrio nestas circunstâncias é imprescindível. Tem organismos que se adaptam melhor do que outros. Como no meu caso, alguns conseguem fazer mudanças radicais e rápidas sem que o organismo rejeite, por outro lado, há aqueles que por questões muito pessoais, passam a ter a saúde agravada quando fazem muitas mudanças, principalmente se forem mudanças drásticas, rápidas e com pouca substituição. A questão é que, os organismos são diferentes e por esta razão, respondem aos estímulos de forma diferente.
Muitos de nós, embora conheçamos bem sobre quais seriam os melhores alimentos para a saúde, desconhecemos totalmente, quais seriam as mudanças apropriadas para cada pessoa. Muitos dos erros podem emergir desta ignorância e pode até mesmo levar alguns a situações fatais. Por esta razão, precisamos ser muito responsáveis nas orientações que damos as pessoas sobre o que elas precisam ou não mudar e substituir. Não adianta saber o que é melhor se não soubermos como aplicar essas orientações nas circunstâncias apropriadas a cada organismo.
Por outro lado, não podemos também usar pretextos para não fazer mudanças. Alguns usam determinadas desculpas, e a elas se apegam por não estarem disposto a abandonarem determinados costumes. De qualquer forma, as pessoas são livres para escolherem que tipos de estilo de vida pretendem levar. Se optarem por uma vida mais saudável nos estilos, é lógico pensar que colherão os benefícios prometidos pelas leis da natureza humana. Se preferirem optar por continuar a viver sem muitos valores alimentícios, é óbvio concluir que a certeza do sofrimento será maior e tragicamente chegará, cedo ou tarde, mas chegará.
Não devemos agir de maneira inconseqüente diante da possibilidade de sermos atingido pelo sofrimento causado por um regime inadequado, além do mais “a fim de saber quais são os melhores alimentos, cumpre-nos estudar o plano original de Deus para o regime do homem...Cereais, frutas, nozes e verduras...preparados da maneira mais simples enatural possíve, são os mais saudáveis e nutritivos. Proporcionam força, resistência e vigor intelectual que não são promovidos por uma alimentação mais complexa e estimulante” (Ciência do Bom Viver, p. 295, 296).
Também devemos ser sensatos e ter sempre em mente que, os que não seguem os regimes orientados e moderados, não devem julgar os que seguem, e os que seguem, não devem julgar ou condenar os que não seguem. Todos nós somos livres para fazer de nossa vida o que bem entendermos e deve haver um claro respeito pelas atitudes conscientes das pessoas que nos cercam. As orientações devem ser apresentadas, mas as pessoas devem ser livres para tomarem as decisões que bem entenderem. O único mandamento que destaco nesta circunstância é o mandamento do amor que devemos ter uns com os outros.
QUINTA E SEXTA, 17 E 18 DE JUNHO

ALIMENTAÇÃO HOJE
“Porque o reino de Deus não é comida nem bebida, mas justiça,e paz, e alegria no Espírito Santo” (Rm 14:7).
Existe no mundo adventista, dois extremos que precisam ser completamente evitados. Um extremo diz, que o que comemos mostra claramente o nosso nível de santidade e espiritualidade, por esta razão temos que buscar a perfeição na alimentação. O outro extremo diz, que pelo fato de o reino de Deus não ser comida e nem bebida, não precisamos levar tão a sério os princípios de saúde, e conseqüentemente agem com irresponsabilidade e as vezes até pregam contra a mensagem dada por Deus no tocante ao estilo de vida alimentar.
Todos estes dois pensamentos estão dissociados do que realmente Deus nos revelou em Sua palavra. Deus não inseriu os princípios de saúde como termômetro para medir a consagração das pessoas e tão pouco permiti que vivamos indiferentemente quanto a esse princípios revelados. Deus não nos deu tantas orientações para serem ignoradas e pisoteadas como muitos tem feito em nossos dias. Pregar e testemunhar contrariamente a mensagem dada por Deus, mesmo que não esteja vinculada ao pecado, é o mesmo que confrontar o próprio Deus.
Por outro lado, como apresentado acima, a mensagem de saúde tem perdido o seu devido brilho justamente por causa do extremismo de alguns. Certa vez, uma moça de uma igreja evangélica havia criado uma aversão muito grande à mensagem de saúde adventista. Motivo, um adventista lhe havia falado que chupar uma bala era pecado.
Outra vez, um irmão recém batizado, havia feito reformas consideráveis na alimentação, mas de maneira surpreendente, os efeitos da reforma não foram assimilados pelo corpo. Na verdade este rapaz, havia completamente abandonado todo tipo derivados de animais. Com o tempo, a carência da vitamina B12 causou-lhe muitos transtornos. Numa visita a ele, aconselhei-o a voltar a comer derivados de animais e se possível que comesse um pouco de carne, pelo menos até estabelecer algum outro tipo de substituição. Porque motivos não sei, mas ele teve extrema dificuldade em assimilar meu conselho. Parece que preferiu ficar doente do que ingerir algum tipo de alimento cárneo.
Acredito que precisamos urgentemente fazer muitas mudanças na vida e aceitar mais os conselhos de Deus, mas precisamos ter sabedoria ao lidar com esses assuntos e agir com mais responsabilidade. Os organismos são diferentes e agem e reagem de maneira diferente. Nem todos os organismos assimilam muito bem as devidas reformas, e quando isso ocorre, devemos ter muito cuidado. Com um conselho correto, mas inapropriado para determinadas pessoas, eu posso trazer-lhe muitos problemas ou até levá-la a morte, como num caso que conheci, onde uma irmã foi parar na UTI ao ter abandonado determinados tipos de alimentos sem ter feito as substituições adequadas.
Acredito plenamente na reforma de saúde e palestro sobre este tema com o objetivo de estimular o povo a aderir mais aos conselhos de Deus, mas temos que aconselhar as pessoas de maneira responsável, sábia e com muita prudência. Deus nos deu muita luz a respeito, e se, com cuidado, colocarmos em prática, os resultados serão os melhores para a vida e para a saúde. Desta forma, Deus será glorificado em nosso viver, pois o nosso corpo não nos pertencer, mas pertence a Deus para habitação do Espírito Santo.
Reflexão:
“A fim de saber quais os melhores alimentos, cumpre-nos estudar o plano original de Deus para o regime do homem...Cereais, frutas, nozes e verduras...preparados da maneira mais simples e natural possível, são os mais saudáveis e nutritivos. Proporcionam força, resistência e vigor intelectual que não são promovidos por uma alimentação mais complexa e estimulante” (A ciência do Bom Viver, p. 295,296).
No Manual da Igreja Adventista do Sétimo Dia, lemos: “O comportamento cristão... significa... que, sendo o nosso corpo o templo do Espírito Santo, devemos cuidar dele inteligentemente. Junto com adequado exercício e repouso, devemos adotar a alimentação mais saudável possível e abster-nos dos alimentos imundos identificados nas Escrituras.”

A dieta original. A Bíblia não condena o uso da carne de animais limpos. Mas a dieta original de Deus para o homem não incluía alimentos cárneos porque não era Seu plano que fosse tirada a vida dos animais e porque uma dieta vegetariana balanceada é a melhor para a saúde – um fato a respeito do qual a ciência oferece hoje as maiores evidências.

“A dieta ordenada por Deus no Jardim do Éden – a dieta vegetariana – é a ideal, mas nem sempre podemos dispor do ideal. Em tais circunstâncias, em qualquer localidade ou situação, aqueles que desejam manter a saúde em ótimo estado utilizarão o melhor alimento de que puderem dispor” (Nisto Cremos, p. 375)

O Conselho de Nutrição da Associação Geral, em sua Declaração de 2006, intitulada Diretrizes de Alimentação Vegetariana, declara: “Recomendamos o uso generoso de cereais integrais, verduras e frutas; o uso moderado de laticínios de baixo teor de gordura (ou alternativas nutricionais equivalentes); legumes, nozes e sementes; o uso muito limitado de alimentos com elevado teor de gordura saturada, colesterol, açúcar e sal.”

Gilberto G. Theiss, nascido no estado do Paraná, é membro da Igreja adventista do Sétimo dia desde 1996. Crê integralmente nas 28 doutrinas Adventista como consta no livro “Nisto Cremos” lançado pela “Casa Publicadora Brasileira”. Foi ancião por 3 anos na Igreja Adventista do Sétimo dia da cidade Nova Rezende/MG e por 6 anos na Igreja Central de Guaxupé/MG. Foi Obreiro bíblico na mesma cidade e hoje, além de ser coordenador do curso básico de reforço teológico para líderes de igreja pelo site www.altoclamor.com, está Bacharelando no Seminário Adventista Latino-Americano de Teologia. Gilberto G. Theiss é autor de alguns livros e é inteiramente submisso e fiel tanto a mensagem bíblico-adventista quanto a seus superiores no movimento Adventista como pede hebreus 13:17. Toda a mensagem falada ou escrita por este autor é filtrada plenamente pelo que rege a doutrina bíblica-adventista do sétimo dia. Contato: altoclamor@altoclamor.com
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