30 Abril 2010

Comentário da lição da escola sabatina - Lição 06



Comentário da Lição da Escola Sabatina – Lição 06, 1º a 08 de Maio

Comentário: Gilberto G. Theiss

SÁBADO, 01 DE MAIO

FÉ E CURA

“Tu, Senhor, conservarás em perfeita paz aquele cujo propósito é firme; porque ele confia em Ti” (Isaias 26:3).

Certa vez, fazendo uma palestra para alguns fumantes, tentei motivá-los a jamais desistirem do propósito de abandonar o fumo, e usei uma ilustração muito comum e conhecida do limão. Eu não tinha nenhum limão na mão, mas fiz com que o público imaginasse que estava naquela ocasião chupando um limão bem azedo. Fiz todas as caras terríveis que me era possível naquele momento. Alguns fizeram cara feia, outros fecharam os olhos e outros se arrepiaram. O interessante é notar que, mesmo não ingerindo e não tendo nenhum limão na mão, o público teve uma reação bem adversa como se eu realmente estivesse devorando-o. Naquela ocasião, para provocar uma reação maior ainda, perguntei-lhes: qual seria a razão de estarem com a boca cheia de água? Veja bem, a mente reage espontaneamente aos nossos pensamentos, mesmo sendo eles irreais. O poder dos pensamentos é tão fascinante, que se  materializam em reações diversas. Essa história mostra, quão poderosa é a influência da nossa mente sobre o corpo diante do que pensamos, imaginamos, ou até mesmo diante da fé que alimentamos. Esta semana falaremos um pouco a respeito da resposta da fé diante das circunstâncias e o papel de Deus nesta questão.

DOMINGO, 02 de Maio

O FATOR MEDO

“E, ouvindo a voz do Senhor Deus, que passava no jardim à tardinha, esconderam-se o homem e sua mulher da presença do Senhor Deus, entre as árvores do jardim. Mas chamou o Senhor Deus ao homem, e perguntou-lhe: Onde estás? Respondeu-lhe o homem: Ouvi a tua voz no jardim e tive medo, porque estava nu; e escondi-me” (Gn 3:8-10).

 Antes do pecado, no lugar do medo, existia um estado psicológico totalmente voltado à dependência plena em Deus. Com a entrada do pecado na natureza humana, a total dependência em Deus passou a ser substituída pelo sentimento de medo. Com isso, sob a influência deste sentimento, o ser humano trocou a dependência pelas suas próprias soluções. Adão e Eva ao invés de se lançarem nos braços do Pai celeste para buscar o perdão e uma solução, se esconderam, ou seja, buscaram uma solução muito própria para a ocasião. Assim, muitos de nós agimos hoje, ao invés de buscarmos uma solução, perdão e força aos pés de Cristo, ficamos tentando remediar por nós mesmos os erros cometidos e os infortúnios que nos batem a porta da vida sem pedir licença.

O medo, também tem seu lado positivo, pois diante de circunstâncias de perigo, a mente desencadeia uma reação química psicológica levando-nos a um estado de medo, e, conseqüentemente, nos leva a buscar uma atitude de defesa diante da situação de perigo. Isto é chamado pela psicologia moderna de “MECANISMO DE DEFESA”. O perigo cria o medo, e o medo nos força espontaneamente a criar uma solução. O lado negativo do medo é que, se este mecanismo de defesa funcionar nos momentos em que deveria haver dependência de Deus, ele (o medo) desempenhará o terrível papel de nos distanciar de Deus, pois ninguém poderá desenvolver fé enquanto este sentimento amedrontador predominar no coração. Na verdade, em se tratando de relacionamento com Cristo, o medo deve ser totalmente substituído pela fé. O mecanismo de defesa para o cristão deve ser a total dependência em Deus movido pela fé. Como mencionado acima, Adão e Eva possuíam dependência de Deus no lugar do medo, e hoje Deus quer resgatar esse estado psicológico de total dependência Nele, subjugando totalmente o medo que existe em nós. É importante entender que, o medo e a fé no contexto de dependência de Jesus, são grandes inimigos. Os dois não podem dividir o mesmo espaço na mente e no coração humano, pois tudo que é contrário a fé, nos impede de realizar uma profunda e verdadeira entrega da vida, dos propósitos, angústias, pesares, caminhos e sonhos nas mãos de Deus.

SEGUNDA, 03 de Maio

UM HOMEM DISSE AO UNIVERSO

“O Senhor é por mim, não recearei; que me pode fazer o homem?” (Sl 118:6).

“Confia no Senhor de todo o teu coração, e não te estribes no teu próprio entendimento. Reconhece-o em todos os teus caminhos, e ele endireitarás as tuas veredas” (Pv 3:5-6).

“Não se vendem cinco passarinhos por dois asses? E nenhum deles, está esquecido diante de Deus. Mas até os cabelos da vossa cabeça estão contados. Não temas, pois mais valeis vós do que muitos passarinhos” (Lc 12:6-7).

“Porque estou certo de que, nem a morte, nem a vida, nem anjos, nem principados, nem coisas presentes, nem futuras, nem potestades, nem altura, nem a profundidades, nem qualquer outra criatura nos poderá separar do amor de Deus, que está em Cristo Jesus nosso Senhor” (Rm 8: 38-39).

Certa vez, um homem chamado Josué que não é o da Bíblia, resolveu escalar uma montanha bem alta. No momento em que estava subindo, o céu fechou de nuvens e começou a cair neve. O ambiente ficou tão frio que ele não conseguia mais se mexer. Ficou imobilizado não tanto pelo frio excessivo, mas principalmente por causa do medo que lhe arrebatou o coração naquele momento, e foi assim até que a noite chegou. Este homem começou a orar e implorar a Deus por livramento. Suas orações eram fervorosas e constantes, buscando em Deus socorro e livramento para tal infortúnio. Derepente, uma voz sussurrou ao seu ouvido dizendo: “Josué, pule, pule, pule”.

Josué olhou para baixo mas, devido a tanta nebulosidade, não conseguiu enxergar absolutamente nada e imaginou que seria loucura pular daquela altura. Novamente a voz começou: “Josué, pule, pule, pule”. Josué olhou para baixo novamente e por lhe faltar visibilidade, tomou a decisão de ficar onde estava e aguardar até o dia seguinte até que aparecesse algum bombeiro para o resgatar. O dia seguinte chegou, a neve cessou e os bombeiros também apareceram. O problema é que Josué já estava completamente congelado. O interessante é que a voz havia dito para Josué pular da posição em que estava, mas ele negou atender ao apelo da voz.

Os bombeiros não tiveram nenhuma dificuldade para resgatá-lo, aliás, não precisaram nem mesmo escalar a montanha porque Josué estava congelado a apenas um metro e meio de altura do chão. Ele não podia ver o chão devido a tanta nebulosidade, mas se tivesse atendido a voz que sussurrava em seu ouvido, teria se livrado de tanto sofrimento. É claro que a história deve ser fictícia, mas ilustra muito bem para nós o significado de confiar plenamente em Deus e em Sua palavra. Por mais que seja difícil confiar na Bíblia e em suas promessas dadas a nós, devemos mesmo em meio a nebulosidade que nos rodeia nesta vida, mesmo sem ver ou sentir as soluções de maneira clara, devemos crer em Deus e nos entregar completamente em Suas mãos, devemos atender aos seus conselhos que sussurram ao nosso coração e entendimento. A palavra de Deus deve estar depositada em nossa vida como fonte de conselhos fiéis e seguros. Quando entramos em um avião, somos capazes de confiar nossas vidas a uma máquina e a um piloto que jamais vimos, porque não confiar naquele que jamais erra e que está sempre atento ao passo que damos na vida? Se você não confia em Deus como deveria, então sugiro-lhe a dizer isso a Ele todos os dias e pedir-lhe que o madureça e o desenvolva neste sentido. Pense nisso.

TERÇA, 04 de Maio

O PODER DA FÉ

“O coração alegre é bom remédio, mas o espírito abatido faz secar os ossos” (Pv 17:22).

Gostaria de apresentar outra ilustração muito oportuna para dar-lhe uma compreensão mais ampla deste verso de provérbios. Certa vez um soldado que estava em plena guerra, foi atingido por uma bala e conseqüentemente perdeu um dos dedos da mão. Outro soldado que estava no mesmo campo de guerra, também foi atingido pelo inimigo, porém este foi atingido por uma bomba e conseqüentemente perdeu a perna. Os dois soldados foram parar na enfermaria, no entanto um deles morreu. Você saberia dizer qual dos dois foi o que morreu?..............

Se você respondeu que foi o soldado que perdeu a perna, então saiba que errou. Quem morreu foi o que, atingido por uma bala, perdeu o dedo. E agora, como entender esse paradoxo? A resposta é muito simples; o soldado que fora atingido por uma bomba e perdeu a perna, de certa forma ficou aliviado, pois pelo fato de ter perdido a perna, seria dispensado da guerra tendo que voltar embora para casa  e ficar junto da família, da esposa e dos filhos. O outro soldado, por ter perdido apenas um dedo da mão, ficara deprimido por saber que a qualquer momento teria que voltar para o campo de batalha novamente. O que teve que permanecer na guerra, se deprimiu de tal maneira que acabou por morrer as mínguas.

Esta história ilustra a maneira como nosso corpo reage diante de certos aspectos psicológicos. Quando a Bíblia menciona o coração alegre como bom remédio, está literalmente afirmando que nossa maneira de ver e imaginar as coisas poderão influenciar ou não, o nosso estado de recuperação diante de uma doença. Assim também se tivermos o espírito abatido, conseqüentemente o corpo se debilitará nos condicionando as doenças ou até mesmo a morte.

Eu sei como isso realmente funciona, pois tive um amigo que por causa de depressão, se definhou até a morte. A princípio não tinha absolutamente nada, nenhuma enfermidade física, mas quando entrou num estágio de depressão profunda, automaticamente atraiu sobre ele doenças de todos os tipos até que não agüentou mais e se definhou até a morte.

Da mesma forma, confiança em Deus, em Seu amor e Sua bondade poderá fazer diferenças inigualáveis em nossa vida. A fé em Deus, em Suas promessas e em Seu cuidado paterno, fará grandes diferenças em todos os sentidos de nossa vida, tanto no aspecto mental quanto físico. A fé em Deus não apenas auxilia em recuperação e manutenção física, mas também abre espaço para uma ação mais contundente do Espírito Santo na vida, pois a fé faz com que todos os canais psicológicos e a nossa dureza de coração sejam desobstruídos permitindo que Deus realize Seus propósitos em nós. Uma pessoa de pouca ou nenhuma fé em Deus, cria um coração endurecido e um bloqueio para a ação do Espírito Santo.

QUARTA, 05 de Maio

O ESTRESSE

“Que o Deus da esperança os encha de toda alegria e paz, por sua confiança nEle, para que vocês transbordem de esperança, pelo poder do Espírito Santo” (Rm 15:13).

Uma das questões mais discutidas e importantes que se relaciona à psicologia e a saúde é o estresse. Além dos sintomas físicos, comportamentais, emocionais e cognitivos que ele acarreta, os estudos têm correlacionado mais ainda o estresse com alguns problemas sérios de saúde, como a doença coronária, depressão, hipertensão e o ataque cardíaco.

O estresse é uma resposta do organismo a determinados estímulos físicos e emocionais, como os conflitos interpessoais ou acontecimentos significativos, como o desemprego, divórcio, problemas familiares, dificuldades financeiras ou nos estudos. Perante uma situação “estressante”, o corpo reage, alterando a tensão arterial e o ritmo cardíaco. As exigências atuais, as responsabilidades que são colocadas em nós, a competição, o fantasma do desemprego e muitos outros acontecimentos tornam-nos vulneráveis a sentir estresse.
 
Segundo o jornalO Independente em 20 de Janeiro de 2006, alguns dos sintomas físicos poderão ser: músculos contraídos, cefaléias, cansaço, sonolência, enjôos ou diarréia. Já os sintomas comportamentais e cognitivos traduzem-se por agitação, dificuldade em cumprir responsabilidades, adiar as tarefas, pensamentos ansiosos, preocupação constante, dificuldades de memória e indecisão. Em termos emocionais, pode haver manifestações de choro, irritabilidade, nervosismo, tristeza e depressão.

É fácil dizer que Deus pode restaurar e dar paz a alma cansada. O difícil é viver esta realidade. O problema na verdade não está na promessa de Deus de nos aliviar, mas na nossa falta de ousadia e coragem de nos arriscar com Ele. Se realmente fizéssemos de Deus nossa salvaguarda, se profundamente confiássemos Nele e em suas promessas, quantos males emocionais e físicos seriam evitados? Às vezes a fórmula não funciona com alguns, porque na verdade, muitos se enganam quando acham que estão confiando e se entregando, quando na verdade não estão. Poderíamos sofrer menos nesta vida se depositássemos inteira confiança em Deus e se vivêssemos um dia por vez.

Estressaríamos menos ou não estressaríamos se pensássemos menos no amanhã e vivêssemos o presente desfrutando principalmente das pequenas coisas da vida. O segredo para uma vida de paz na verdade não tem nenhum segredo, pois Deus está constantemente tentando nos ensinar preciosas lições para nos fazer entender que nossa sobrevivência e sucesso na vida não dependem exclusivamente de nós e do que as pessoas pensam a nosso respeito, mas depende totalmente de Deus e do que Ele pensa de nós. Aqueles que pretendem se casar, ter um emprego, ser um bom profissional, ter saúde física e mental e ser bem sucedidos, se fizerem tudo de acordo com a vontade e orientação de Deus, mesmo que isto lhe custe esperar por longos anos, serão com certeza os mais felizes dentro outros neste mundo além de possuírem a vida eterna.

QUINTA E SEXTA, 06 e 07 de Maio

A FÉ E AS CURAS MIRACULOSAS

“E estava ali uma mulher que tinha um espírito de enfermidade havia já dezoito anos; e andava encurvada, e não podia de modo algum endireitar-se. Vendo-a Jesus, chamou-a, e disse-lhe: Mulher, estás livre da tua enfermidade; e impôs-lhe as mãos e imediatamente ela se endireitou, e glorificava a Deus” (Lc 13:11-13).

Tanto nesta citação quanto nas outras mencionadas na lição, não vemos uma correlação entre a fé e os milagres. Isto não quer dizer que a fé não tenha sido importante nestas experiências narradas. Em tudo, o papel da fé é fundamental e crucial, porém é importante entender que nem sempre os milagres, curas naturais ou qualquer resposta de Deus se materializa em resposta da fé. Muitas das respostas de Deus são como resultados da fé exercida e outras porque Deus desejou responder independente da falta ou excesso de fé do individuo.

Podemos ter fé suficiente para termos um pedido atendido por Deus, mas nem sempre a vontade de Deus estará de acordo com o que pedimos. Por exemplo, a Bíblia nos instrui que se tivermos fé do tamanho de um grão de mostarda, poderemos mover uma montanha, porém, temos que ter em mente que podemos até ter a fé do tamanho de uma montanha, mas se não for da vontade de Deus, não seremos capazes nem mesmo de mover um pequeno grão de mostarda.

Existem também, outros meios de alcançar uma determinada cura que não seja mediante os milagres. Deus nos deixou recursos naturais para a restauração e manutenção da saúde como os alimentos saudáveis e plantas medicinais. Não é necessário ter fé para receber cura quando mudamos os nossos maus hábitos alimentares diante de uma enfermidade ou quando buscamos a cura nos remédios providos por Deus através dos recursos da natureza. Todos esses recursos nos levarão a cura sem mesmo possuir fé.

Mesmo nesses últimos casos, podemos confiar em Deus, exercer fé Nele completamente. Até os remédios, naturais ou não, terão um melhor efeito sobre o organismo, acelerando o processo de cura se vivermos na serena paz que só a verdadeira fé em Deus pode prover.

Reflexão:
Na verdadeira ciência não pode existir coisa alguma contrária aos ensinamentos da Palavra de Deus, uma vez que ambas são originadas do mesmo autor. A correta compreensão das duas sempre provará que se encontram em mútua harmonia” (Ellen G. White, Testemunhos Para a Igreja, v. 8, p. 258. Veja também A Ciência do Bom Viver, p. 462 e Manual de Teologia de Adventista do Sétimo Dia, v. 12, p. 751-783.
“A afinidade que existe entre a mente e o corpo é muito grande. Se um é afetado, o outro se ressente. O estado mental tem muito que ver com a saúde física. Se a mente estiver despreocupada e contente, sob a consciência do dever cumprido e com certo senso de satisfação por proporcionar felicidade a outros, isto criará uma alegria que reagirá sobre todo o organismo, produzindo mais perfeita circulação do sangue e o fortalecimento de todo o corpo. A bênção de Deus é um remédio; e os que são generosos em beneficiar os outros, experimentam essa maravilhosa bênção no próprio coração e na vida” (Ellen G. White, Testemunhos Para a Igreja, v. 4, p. 60, 61; Conselhos Sobre Mordomia, p. 345, 346).
“Todos desejamos respostas imediatas e diretas às nossas orações, e somos tentados a ficar desanimados quando a resposta é retardada ou vem por uma maneira que não esperávamos. Mas Deus é demasiado sábio e bom para atender nossas petições sempre justamente ao tempo e pela maneira que desejamos. Ele fará mais e melhor por nós do que realizar sempre os nossos desejos. E como podemos confiar em Sua sabedoria e Seu amor, não devemos pedir que nos conceda a nossa vontade, mas buscar identificar-nos com Seu desígnio, e cumpri-lo. Nossos desejos e interesses devem-se fundir com Sua vontade. Estas experiências que provam a fé são para nosso bem. Por elas se manifesta se nossa fé é verdadeira e sincera, repousando unicamente na Palavra de Deus, ou se depende de circunstâncias, sendo incerta e instável. A fé é revigorada pelo exercício. Devemos permitir que a paciência tenha a sua obra perfeita, lembrando-nos de que há preciosas promessas nas Escrituras para aqueles que esperam no Senhor” (Ellen G. White, A Ciência do Bom Viver, p. 230, 231).
Comentário de:

Gilberto G. Theiss, nascido no estado do Paraná, é membro da Igreja adventista do Sétimo dia desde 1996. Crê integralmente nas 28 doutrinas Adventista como consta no livro “Nisto Cremos” lançado pela “Casa Publicadora Brasileira”. Foi ancião por 3 anos na Igreja Adventista do Sétimo dia da cidade Nova Rezende/MG e por 6 anos na Igreja Central de Guaxupé/MG. Foi Obreiro bíblico na mesma cidade e hoje, além de ser coordenador do curso básico de reforço teológico para líderes de igreja pelo site www.altoclamor.com, está Bacharelando no Seminário Adventista Latino-Americano de Teologia. Gilberto G. Theiss é autor de alguns livros e é inteiramente submisso e fiel tanto a mensagem bíblico-adventista quanto a seus superiores no movimento Adventista como pede hebreus 13:17. Toda a mensagem falada ou escrita por este autor é filtrada plenamente pelo que rege a doutrina bíblica-adventista do sétimo dia. Contato: altoclamor@altoclamor.com
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29 Abril 2010

A reforma de saúde nas manchetes dos jornais nos Estados Unidos


Um documentário sobre a mensagem e ministério de saúde da Igreja Adventista do Sétimo Dia está programado para ser levado ao ar por estações de difusão pública por todos os Estados Unidos, começando em 3 de abril. "Os Adventistas" explora o que o cineasta independente Martin Doblmeier considera um paradoxo: uma comunidade de fé conservadora na linha de frente da tecnologia médica. 

Saber por que os adventistas, que creem na breve vinda de Jesus, têm um compromisso com a longevidade e bem viver motivou o documentário, explicou Doblmeier. O filme começa com a cronologia da Igreja Adventista, dando enfoque sobre a pioneira Ellen G. White e outros membros originais após o desapontamento da falha do retorno de Jesus à Terra em 1844. Os adventistas hoje, Doblmeier parece dizer segundo o filme avança, têm tanta fé quanto os membros originais, mas são comprometidos em viver responsável e positivamente, causando impacto naqueles ao seu redor enquanto esperam pela segunda vinda de Cristo. Esse impacto é em grande medida enraizado na ênfase da igreja no viver saudável, conclui o filme de Doblmeir.

Ao filmar "Os Adventistas", Doblmeier disse que o que o impressionou mais foi "quão central é a teologia de atenção à saúde" para o adventismo. O filme apresenta histórias de muitos dos principais hospitais e centros médicos da Igreja Adventista, inclusive o Centro Médico da Universidade Loma Linda, na Califórnia, o Centro Médico Kettering, em Kettering, Ohio, o Hospital Santa Helena, em Santa Helena, California, e o Centro de Saúde Celebration, em Celebration, Flórida, onde a mãe de Doblmeier certa vez recebeu tratamento.

"Os Adventistas" remonta a herança de viver saudável da Igreja ao fim dos anos 1800. Mesmo então os centros médicos dirigidos pelos adventistas eram mecas de saúde conhecidos por oferecer as mais avançadas técnicas médicas - o Sanatório de Battle Creek, em Battle Creek, Michigan, atraía pacientes tais como Amelia Earhart e Henry Ford, historia o filme.

Doblmeier dedica considerável tempo do filme a avanços mais recentes na área médica, como o transplante bem-sucedido do coração de um babuíno numa criança no Centro Médico da Universidade Loma Linda, bem como avanços na área de cirurgia robótica e mesmo à distância.

Ele também destaca o compromisso dos adventistas com a guarda do sábado. "Eu realmente me senti tocado pela cultura do sábado na Igreja Adventista. Os adventistas não ficam simplesmente à toa no sábado - estão ajudando as pessoas e impactando suas comunidades", comenta Doblmeier.

A reação ao filme de parte da comunidade adventista tem sido "gratificante", disse Doblmeier, acrescentando que espera que aqueles que não tenham formação adventista achem o filme "uma avaliação equilibrada e positiva" do impacto da igreja nos Estados Unidos.

De uma perspectiva adventista, o filme pode parecer por demais positivo, mas Doblmeier declarou que acredita que os não adventistas que o virem poderão considerar alguns aspectos do filme de forma diferente. "Eles verão Ellen White e suas visões retratadas honestamente em seu papel central na fundação da igreja, e creio que isso irá levantar algumas sobrancelhas", ele comentou.

"Os Adventistas" é o último dos 25 filmes de Doblmeier que obteve prêmios cinematográficos ao retratar religião, fé e espiritualidade, o que inclui "Bonhoeffer", um documentário sobre o teólogo Dietrich Bonhoeffer, que resistiu ao nazismo, e "Albert Schweitzer: Chamado à África", um filme recordando a vida daquele humanitário ganhador do prêmio Nobel.

Doblmeier é presidente e fundador de Journey Films, sediado em Alexandria, Virginia, EUA. Descobrir "o que está acontecendo na cultura contemporânea e ver como a religião está interagindo nisso" motiva esses filmes, explica Doblmeier.

Uma discussão da visão holística adventista sobre ministério de saúde é "oportuna", mas o lançamento do filme quando a reforma de assistência de saúde está nas manchetes dos jornais nos Estados Unidos é particularmente "um tempo providencial", ele disse.

Doblmeier admitiu que seu enfoque limitado ao ministério de saúde nos Estados Unidos não cobre muitos aspectos da denominação global. Outro filme explorando o aspecto internacional da igreja e sua êfanse em educação poderá fazer parte de planos futuros, ele indicou. [...]

Para encomendar uma cópia em DVD de "Os Adventistas" ou saber mais a respeito dos filmes de Doblmeier, visite www.journeyfilms.com

(Adventist News Network)

Nota:
 Estive palestrando na cidade de Várzea Paulista-SP, quando ali, na IASD daquela cidade me encontrei com dois rapazes da Igreja Universal. O mais surpreendente é que eles estavam familiarizados com a mensagem adventista e inclusive com a mensagem de Saúde. Perguntei-lhes a forma como conheceram tais mensagens, e a resposta foi mais surpreendente ainda. Disseram que liam os escritos de Ellen White pelo Ebook na internet. 

Acredito que, este filme, assim como outros documentários, despertarão as pessoas dos vários cantos do globo para as verdades bíblicas pregadas por décadas pelo movimento adventista. O que torna esta mensagem agradável, embora ela seja muito impopular, é justamente o fato de ser uma verdade que funciona. Já trabalhei muitos anos com palestras de saúde dando diversos conselhos práticos nas áreas da alimentação e exercícios físicos. Sou uma testemunha ocular do poder desta verdade revelada por Deus a Ellen White e transmitida a esta igreja com o objetivo de ser levada a todos os povos. Vi muitos corpos e mentes serem restaurados por simples conselhos de abstinência a certos alimentos incovenientes. Sem dúvida esta é uma mensagem muito propícia aos nossos dias. A mensagem de Saúde é  o braço direito da mensagem do terceiro anjo de Apocalipse 14 pois, dar glória a Deus implica em glorificar o dono da vida e da máquinaria viva (corpo), através dos cuidados com a saúde física, mental e espiritual.

O Espírito de  Deus se comunica com o ser humano através da mente, e se é através dela, é óbvio que quanto mais saudável, melhor impressão Deus causará nela quanto aos seus propósitos. Satanás sabe desse dilema, e por esta razão tratou de inventar centenas de drogas, alimentos impróprios e alimentos desprovidos de nutrientes necessários para alimentar a mente e o corpo. Assim, procura ele obstruir a única porta de acesso entre Deus e o homem, A MENTE humana.
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28 Abril 2010

O mal da carne de porco

Pesquisadores no Quênia estão tentando uma tática improvável para evitar a epilepsia: ensinar fazendeiros a amarrar seus porcos.

O objetivo é impedir que os animais espalhem um tipo de parasita intestinal que pode afetar o cérebro em humanos e que é uma grande causa de epilepsia em países pobres, especialmente na África, Ásia e América Latina, onde milhões de pessoas são infectadas.

As pessoas contraem o parasita, Taenia solium, a partir de carne de porco mal cozida, ou de alimentos ou bebidas contaminados por fezes de uma pessoa infectada. Comer a carne de porco contaminada faz com que parasitas (que podem ter mais de 1,80m de comprimento) cresçam no intestino delgado. Eles não causam os sintomas, mas seus ovos são transmitidos em fezes e infectam porcos que comem dejetos humanos. Se as pessoas ingerem os ovos, uma forma larval do parasita pode afetar o cérebro e causar convulsões.

Inspecionar carne de porco, tratar pessoas com parasitas intestinais e porcos pode eliminar os parasitas, mas essas soluções nem sempre estão disponíveis em países pobres. Em artigo publicado no "The American Journal of Tropical Medicine and Hygiene", pesquisadores da Universidade de Nairóbi e Universidade de Guelph, no Canadá, descreveram um programa de educação no oeste do Quênia que ensinava fazendeiros sobre como a doença se espalha e os mostrava como identificar a carne infectada, cozinhá-la para destruir parasitas, reconhecer partes de parasitas em excrementos e amarrar ou confinar os porcos, a fim de mantê-los distante de dejetos humanos.

Se o programa funcionou? Questionários mostraram que os fazendeiros entenderam o que lhes foi ensinado e começaram a amarrar seus porcos com mais frequência. Porém, é cedo demais para dizer se os índices de epilepsia na região irão começar a baixar.

Fontes:
http://www1.folha.uol.com.br/folha/ciencia/ult306u723947.shtml
http://ja222.blogspot.com/2010/04/o-mal-da-carne-de-porco.html
http://agrandecontroversia.blogspot.com/2010/04/o-mal-da-carne-de-porco.html

NOTA: “Razões para Rejeitar o Alimento Cárneo

Os que se alimentam de carne não estão senão comendo cereais e verduras em segunda mão; pois o animal recebe destas coisas a nutrição que dá o crescimento. A vida que se achava no cereal e na verdura passa ao que os ingere. Nós a recebemos comendo a carne do animal. Quão melhor não é obtê-la diretamente, comendo aquilo que Deus proveu para nosso uso!

A carne nunca foi o melhor alimento; seu uso agora é, todavia, duplamente objetável, visto as doenças nos animais estarem crescendo com tanta rapidez. Os que comem alimentos cárneos mal sabem o que estão ingerindo. Freqüentemente, se pudessem ver os animais ainda vivos, e saber que espécie de carne estão comendo, iriam repelir enojados. O povo come continuamente carne cheia de germes de tuberculose e câncer. Assim são comunicadas essas e outras doenças.

Pululam parasitas nos tecidos do porco. Deste disse Deus: ‘Imundo vos será; não comereis da carne destes e não tocareis no seu cadáver.’ Deut. 14:8. Esta ordem foi dada porque a carne do porco é imprópria para alimentação. Os porcos são limpadores públicos, e é esse o único emprego que lhes foi destinado. Nunca, sob nenhuma circunstância, devia sua carne ser ingerida por criaturas humanas. É impossível que a carne de qualquer criatura viva seja saudável, quando a imundícia é o seu elemento natural, e quando se alimenta de tudo quanto é detestável.”

(Ellen G. White, Ciência da Bom Viver, p. 313-314)


23 Abril 2010

Comentário da Lição da Escola Sabatina - Lição 5


Comentário da Lição da Escola Sabatina
Comentário: Gilberto G. Theiss
Lição 5 – de 24 à 30 de Abril
SÁBADO, 24 DE ABRIL
O AMBIENTE
“Ao Senhor pertence a Terra e tudo o que nela se contém, o mundo e os que nele habitam” (Sl 24:1).
Imagine um ambiente de puro vigor, saúde física, saúde mental, paz, alegria, realização, satisfação, regozijo, harmonia, fidelidade, justiça, altruísmo e profundo amor. Eu sei que este ambiente não existe e parece estar “far, far away”, muito distante mesmo de nossa realidade.
Deus criou o mundo sob toda essa atmosfera, porém, portanto, entretanto, no entanto, o pecado mudou drasticamente o rumo das coisas neste mundo. Hoje somos rodeados por uma atmosfera de violência, dor, injustiça, tristeza, pranto, traição, mentira, engano e morte. A terra que era cheia de vida e de vigor, hoje está vivendo como um idoso numa UTI.
Mas, assim como um GPS traça uma nova rota quando não obedecemos a sua instrução primária, Deus também restabeleceu para os seus filhos uma alternativa de retorno ao Éden restaurado. O nosso papai do céu estabeleceu os meios para nossa redenção e também estabeleceu meios 100% eficazes para que a Terra volte a sua forma original.
DOMINGO E SEGUNDA, 25 e 26 de abril
CRIANDO AMBIENTE E O AMBIENTE DO SÁBADO
Observe com atenção como foi a seqüência da criação:
A princípio, a terra era sem forma e vazia. A divindade se apresentou para dar forma e vida à Terra. O Pai, o Filho e o Espírito Santo estiveram presentes e trabalharam juntos nesta criação (Jó 33:4; S. Jo 1:3). O mais interessante é que vamos perceber agora. Preste atenção na seqüência dos fatos criativos de Deus:
1º Dia – Deus estabeleceu a luz. Alguns teólogos acreditam que esta luz seja o próprio Cristo (S. Jo 1:4-9), iluminando o mundo com Sua glória. Nesta ocasião o mundo se encontrava em escuridão. O sol só vem à existência no quarto dia (Gn 1:16-19). Neste caso, a luz é essencial para o surgimento de vida no planeta. Tanto a natureza Vegetal, animal e os humanos necessitam da luz para a sobrevivência. Sem a luz, por uma questão de lógica biológica, Deus não poderia trazer a existência os seres que dela necessitariam. Portanto, o surgimento, mesmo sem a existência do sol até o momento, Deus irradia o planeta com a luz de Sua glória que é útil para fazer brotar a vida como num todo (versos 3 -5).
2º Dia – Deus estabelece a separação entre a água e a terra. Penso que nesta ocasião, Deus começa a dar forma a este mundo. Começa a materializar o designe elaborado por Ele, com objetivo de dar aparência e estabelecer os parâmetros de beleza e vida (Versos 6-8). Como um grande escultor, olha para o planeta desorganizado e desta desorganização faz surgir os elementos que distinguirão o caos da beleza. O planeta começa a passar pelo casulo da transformação.
3º Dia – Deus agora traz a existência as plantas e árvores de todas as espécies, tanto as frutíferas quanto as que desempenham um papel de embelezar e de perfumar o planeta. É muito natural materializarmos aquilo que faz parte de nosso próprio caráter e de nossa filosofia de vida. Deus, quando criou a natureza, demonstrou nela Suas próprias credenciais, seu caráter e sua filosofia de existência. O desabrochar das flores, as suas nítidas e vivas multicores, os perfumes exalados por elas, os frutos doces e saborosos são uma clara revelação do profundo e imenso amor do Criador. Tudo na natureza revelava potencialmente o belo caráter amorável de Deus. Isto lhe trás conforto? Lhe trás segurança? Isto lhe dá mais certeza e convicção do quanto no céu há um  Pai que se interessa por você? O terno cuidado com a natureza e toda a sua beleza revelam o quanto Deus se interessa por nossa felicidade, pois toda essa magnífica mansão foi criada para mim e para você. Pense nisso (Verso 9-13).
4º Dia – Agora sim o sol, a lua e as estrelas são inseridas em nossa via láctea. Estes astros são postos para fazer brilhar a beleza do dia e também a beleza da noite.  Quando não havia pecado, acredito que, até a noite tinha um significado especial e possuía um magnífico brilho de beleza a apresentar. Se hoje, após seis mil anos de pecado, ainda é possível se encantar com as estrelas do firmamento, com as luas cheias, novas, minguantes e os eclipses da lua com o sol, imagine então, em uma época em que  não  havia nenhuma mancha de pecado? Hoje, devido a tanta insegurança e violência, chegamos a ter pavor da noite. Infelizmente em nossos dias, a noite ganhou fama de trevas no sentido pejorativo. Todos os maiores perigos à vida acontecem na maioria das vezes nos períodos noturnos de cada dia. Mas não era assim no Éden e não será assim na Terra renovada. Lembrando que, somente na cidade santa é que não haverá noite (Ap 21:23). A projeção da noite fez parte do plano de Deus no princípio e permanecerá após o pecado, porém sem nenhuma conotação pejorativa para ao mal. Será novamente estabelecido para servir como fora no propósito inicial (Versos 14-19).
5º Dia – No quinto dia, até o céu e o mar são embelezados. Percebe-se que Deus aprecia dar vida até mesmo as coisas inanimadas. Como? Neste contexto, o mar deixa de ter vida se permanecer vazio. A vida ao mar é dada quando Deus o enche de seres vivos. Os peixes pequenos, grandes e todo tipo de ser que tenha vida, agora povoa o mar inundando-o de beleza e de vigor. Tudo neste mundo só poderá receber beleza e encanto, se houver VIDA. É a vida que enriquece o mundo como num todo de beleza e maestria. Gostaria de citar como exemplo a sua casa. Imagina que sua casa seja bela, com cores vivas e detalhes de chamar a atenção de qualquer um. Imagine que nas paredes haja lindos quadros, na sala um majestoso sofá extremamente confortável... Bom, nossa imaginação poderia seguir avante, mas tem um detalhe, mesmo sua casa sendo a mais bonita de todo o planeta, ela jamais transmitirá vida e beleza se nela não existir flores reais, vigorosas e cheias de belo perfume, animais de estimação que brincam e pulam de alegria pela sua chegada e principalmente se nela não existir pessoas que sorriem, brincam e se alegram com sua existência, pessoas que você verdadeiramente ama. Da mesma forma, tudo o que Deus cria, não teria sentido se nelas não houvesse as marcas do poder de Deus da vida. Para Deus, a Terra toda exuberante não teria sentido se nela não houver pessoas como eu e você. Nossa existência, de certa forma, estabelece sentido à existência de tudo o que Deus criou. Somos a coroa da criação. E por falar em nossa existência, veja o que Deus criou no sexto dia:
6º Dia – No penúltimo dia da criação, Deus faz surgir a vida animal e a vida humana. Os animais, assim como a natureza são inseridos na terra com propósitos bem definidos. Podemos perceber que Deus aprecia a variedade Deu vida a milhares e milhares de coisas, diferentes em altura, peso, aparência e função, porém, tudo com propósitos estratégicos. Por exemplo: Para que serviria na natureza um inseto como a minhoca?
As minhocas são verdadeiras "micro-usinas" biológicas de transformação. Transforma detritos vegetais e animais, com os quais se alimenta, em húmus da melhor qualidade. Seus dejetos multiplicam por 5 o número de microorganismo do solo, aumentam de 3 a 11 vezes a quantidade de fósforo assimilável e de potássio e magnésio trocáveis, de 5 a 10 vezes o valor de nitratos e em 30% o de calcário, elevando o Ph do solo. A minhoca é extremamente útil para a agricultura e que passa quase todo o seu ciclo de vida debaixo da terra, a minhoca melhora as propriedades físicas, químicas e biológicas do solo: perfura-o, formando galerias subterrâneas e descompacta-o.

Algumas das vantagens da utilização do húmus de minhoca como adubo natural incluem:
· não agressivo para o ambiente e fonte de nutrientes para as plantas, especialmente de azoto, fósforo, potássio, cálcio e magnésio.
· Controlo da toxicidade do solo, corrigindo excessos de alumínio, ferro e manganês.
· Contribuição para um pH mais favorável ao desenvolvimento das plantas.
· Redução da lixiviação e volatilização dos nutrientes das plantas.
· Entrada de água e ar facilitada.
· Drenagem controlada, evitando encharcamentos.
· Alteração da estrutura do solo, suavizando efeitos de erosão, compactação, impermeabilização e desertificação.
· Promoção da agregação de solos arenosos.
· População microbiana fixadora de azoto abundante.
· Aumento da resistência das plantas a pragas e doenças.
· Absorção favorecida dos nutrientes pelas raízes das plantas.
· Aplicação possível em contacto direto com raízes, não queimando plantas novas.
É claro que você deve ter ficado surpreso com essas informações curiosas a respeito de um simples inseto, mas o que dizer da existência do ser humano?
É muito comum ouvir nas escolas da atualidade que o homem não passa de um animal racional. Como é!!!!!...Animal? Exatamente. Esse título existe graças aos nossos amigos evolucionistas. A ciência biológica atual ensina que a natureza é dividida em três reinos: O reino mineral, reino vegetal e o reino animal. Nesta classificação, o homem faz parte da terceira. Na verdade, pela revelação bíblica, o homem jamais foi animal e jamais será. Deus fez o homem com características muito superiores e ainda o colocou para dominar sobre os demais reinos, inclusive sobre os animais (Verso 28). Mas a maior e infinita diferença entre o homem e os animais, está descrito no verso 27, onde diz: “façamos o homem a nossa imagem, conforme a nossa semelhança”. Meu amigo, esta descrição me assombra, pois faz uma revelação poderosa dos propósitos magníficos que envolvem nossa existência. Fomos criados não como deuses, pois somos criaturas, mas fomos criados para ser a obra prima da criação de Deus. Saímos das mãos do criador para representar o Seu caráter ao mundo. O brilho da beleza do caráter de Deus foi inserido no homem antes do pecado. Com a queda do mesmo, o caráter de Deus em Sua mais bela criação foi obliterado. A redenção do  homem através de Cristo, também resgata o caráter de Deus em suas criaturas. Como Deus, fomos criados para sorrir, se encantar, ser felizes, realizados, inteligentes, amar e ser amados. O pecado desfigurou tudo isso, mas Deus quer nos presentear com essa dádiva novamente. O convite está estendido a todos, e o cartão de convite é a cruz do calvário (Versos 24-31).
7º Dia – Agora, Deus finaliza Sua criação trazendo a existência o sétimo dia. Recebemos mais uma vez um maravilhoso presente, um dia todinho para amar, louvar e adorar a Deus. O próprio Deus descansou neste dia para dar exemplo e contemplar Ele mesmo, as obras de Suas mãos. Deus abençoou, santificou e descansou neste dia junto com Adão e Eva. O sábado é o memorial de nossa existência. O sábado nos faz lembrar que nós existimos, que fazemos parte da história de Deus. O sábado é especial porque é o símbolo, o marco, o troféu de sua existência. A cada sábado eu digo para Deus: Senhor, eu existo. O sábado me resgata essa convicção, portanto, obrigado Senhor, por me dar a vida.
Jesus Cristo é a realidade da salvação pela graça, e o sábado é o maior símbolo da salvação pela graça. Quando Adão e Eva foram criados, o primeiro dia que desfrutaram não foi de obras ou trabalhos, mas de descanso. Portanto, não fizeram nenhum trabalho para ter que descansar, porque foram criados no sexto dia e o próximo era o sábado.  O primeiro dia de existência deles foi pela graça do descanso sabático. Se o sábado era importante naquele tempo, quando não havia esgotamento e cansaço mental e físico, quem dirá em nossos dias!!!!! Nunca o mandamento do sábado (Êx 20:8-11), foi tão importante quanto nos dias atuais. Quantas doenças, quantos problemas psicológicos, quantos casamentos desfeitos, filhos perdidos e fé em Deus destruído devido a carência de descanso no dia especial, estabelecido por Deus?
Esta compreensão nos faz entender bem as palavras de Jesus de que “O sábado foi feito por causa do  homem” (Mr 2:27). Com estas palavras, Cristo deixou bem claro o significado grandioso do descanso sabático. É interessante notar que não pode ser qualquer dia. Em qualquer dia podemos descansar fisicamente e até mentalmente, mas jamais descansaremos espiritualmente. A razão é que, o sábado foi o dia estabelecido por Deus,  portanto qualquer outro dia, jamais poderá substituir os valores espirituais do sétimo dia, o sábado. A Bíblia apresenta um decreto imperial para estabelecer o sábado do sétimo dia ao ponto de fazer estremecer o monte Sinai, com estrondos de trovão e relâmpagos, e em toda a Bíblia não há outro decreto imperial apresentando outro dia ou alguma mudança qualquer. O sábado é eterno, porque foi um símbolo da eterna criação e poder de Deus. O sábado foi estabelecido para sempre porque também representa a Graça eterna de Deus, pois foi um dia de gracioso acolhimento e descanso a Adão e Eva no primeiro dia de existência deles; foi um dia de gracioso acolhimento e descanso para Cristo na tumba. Dos três dias em que Cristo permaneceu na sepultura, o sábado foi o único dia em que permaneceu 24 horas. Jesus guardou cada minuto desse dia até mesmo em sua morte, pois afinal de contas, como qualquer outro que morre com a certeza da ressurreição, literalmente esteve apenas descansando. Deus guardou o Sábado ai findar a obra da criação e o guardou também ao concluir Sua obra de redenção.
Como visto na semana da criação, Deus Criou as coisas em uma ordem bastante lógica para a existência da vida. Deus não poderia ter trazido o homem a existência no primeiro dia para depois trazer a luz, as plantas, os frutos e a água. Era necessário, em uma ordem biológica, trazer a existência tudo o que primeiro era de vital importância para que o homem recebesse vida.
TERÇA, dia 27 de abril
MUDANÇAS NO AMBIENTE DEPOIS DO PECADO
Então foram abertos os olhos de ambos, e conheceram que estavam nus; pelo que coseram folhas de figueira, e fizeram para si aventais” (Gn 3:7).
Adão e Eva não estavam nus quando saíram das mãos de Deus. Havia um manto de glória que os cobria. Quando as portas se abriram para o pecado, o manto de glória que cobria aquele santo par desapareceu. Assim os olhos se abriram e perceberam que estavam nus. Da mesma forma, tudo o que estava interligado e sob o domínio de Adão e Eva, as plantas, as árvores, os animais, toda a natureza e todo o planeta, conseqüentemente, perderam o manto protetor e mantenedor da glória de Deus. Aos poucos vemos o pecado, como um câncer devorador, corroendo a terra, a natureza e a vida humana. Assim como o homem, toda a vasta criação de Deus neste planeta tem sido consumidos pela morte.  Nós e tudo o que tem vida, começamos a morrer desde o primeiro dia em que viemos a existência. O ambiente e o ser humano, que viviam e desfrutavam de juventude eterna, hoje correm contra o tempo, porque possuem medo do envelhecimento, das doenças e da morte.
Além disso, temos que conviver com a ganância e egoísmo humanos que pioram ainda mais nossa situação. A exploração incontrolável da terra e da vida, a busca sedenta pela ostentação, comodidade e luxo, mesmo à custa da deterioração da terra e da destruição mais acelerada da humanidade, nos reduz mais drasticamente a paz, a saúde e a segurança de vida neste mundo. Se Jesus não voltar logo, é possível que o homem consuma a si mesmo. Se Deus, em breve não intervir neste mundo, o homem, com suas próprias mãos se extinguirá. Ou melhor, se suicidará por causa de sua ganância. Como havia previsto o profeta, “a terra pranteia e se murcha....por causa dos seus moradores” (Is 24:5 e 5).
QUARTA, dia 28 de abril
NOSSA RESPONSABILIDADE SOBRE O AMBIENTE
“Do Senhor é a terra e a sua plenitude; o mundo e aqueles que nele habitam” (Sl 24:1).
 Temos que ter em mente que a terra e tudo o que nela há, pertencem a Deus. Até nós seres humanos pertencemos a Ele. Fomos colocados neste ambiente para também sermos mordomos de Deus. Tudo está ao nosso cuidado e deveríamos zelar plenamente deste lugar. Se alguém lhe empresta uma belíssima casa, com pomares e toda mobiliada, para você e sua família  morarem e se alimentarem, o que você faria ao longo dos anos nesta moradia? Desfrutaria com responsabilidade, pois a casa não te pertence e precisa conservá-la para a próxima geração, ou então desfrutaria sem responsabilidade destruindo e tornando-a inadequada para os próximos moradores?
Além do mais, Deus criou a terra com inesgotáveis recursos naturais para servir a todos e não para servir a poucos. Interessante notar que a terra pertence a Deus, porém, alguém chegou na frente e tomou posse. Hoje temos que pagar por uma terra que nos foi dada de graça. Pagamos impostos excessivos que só tem servido para alimentar o bolso e a vida de poucos. Infelizmente, nós contaminamos a água e conseqüentemente, temos que pagar por sua descontaminação. Pagar para nos livrar das doenças que nos mesmo causamos, pagar, pagar, pagar e pagar. Estes são apenas alguns pequenos exemplos do tamanho das irresponsabilidades humanas.
Temos que zelar por este mundo, zelar pela natureza, proteger o ambiente que vivemos, proteger os animais e não fazer deles o nosso cardápio do dia a dia. É incoerente dizer que somos cristãos criacionistas quando estamos colocando pedaços de animais mortos em nossos pratos.  Quem é cristão e criacionista tem a obrigação de zelar pela criação de Deus e jamais incentivar por sua devastação. Sobre este contexto, acho muito oportuno a declaração do sábio Salomão que diz: “O justo preserva a vida dos animais, enquanto que os ímpios lhes trás sofrimento” (Provérbios 12:10).
Lembremo-nos de que somos mordomos de Deus para nós e para o nosso próximo. Temos que conservar a vida e a beleza deste planeta para nossa sobrevivência e para a sobrevivência de nossos companheiros de vida. Desde um simples papel pequeno que ao invés de jogar no chão, o guardamos no bolso até o próximo lixo, até uma árvore que plantamos ou animal que preservamos, em tudo podemos mostrar o que significa ser mordomos de Deus neste mundo. Um dia Deus pedirá contas de todo caos que causamos ou o quanto fomos uma benção para o mundo e para as pessoas. Portanto, prepare-se para este juízo.
QUINTA E SEXTA, dia 29 e 30 de abril
ADORADORES DO SOL
“E levou-me para o átrio interior da casa do Senhor; e eis que estavam à entrada do templo do Senhor, entre o pórtico e o altar, cerca de vinte e cinco homens, de costas para o templo do Senhor, e com os rostos para o oriente; e assim, virados para o oriente, adoravam o sol” (Ez 8:16).
O sol, foi por muitos, adorado de forma consciente como se fosse um deus. Baal é reconhecido em alguns dicionários bíblicos como sendo o deus sol de algumas civilizações antigas como mencionado pela Bíblia. Muitos ainda adoram o sol em nossos dias, mesmo que de forma inconsciente. Mas o mais importante é que, assim como somos dependentes dos alimentos para nossa subsistência, assim precisamos da luz do sol. A vitamina provida por esta luz é de extrema importância para a vida neste planeta.
Sem o sol as plantas não cresceriam, não teríamos o que comer e beber. Se o sol se apagasse, a Terra congelaria em três dias, tornando-se um imenso globo de gelo a flutuar no espaço. O sol é a principal fonte para a fotossíntese que libera o oxigênio para nós respirarmos...
Observe com atenção esta explicação sobre o sol extraído de um site acadêmico:
“O Sol, a estrela central do nosso sistema solar, é fundamental para todos os seres vivos, pois é fonte de calor e luz, sem a qual seria impossível a origem e manutenção da vida.
É graças à sua energia que as plantas conseguem realizar a fotossíntese, processo que garante a vida das próprias plantas e de todos os animais, incluindo o homem.
A energia do Sol é também responsável pelo movimento dos oceanos, pela formação dos ventos (aquecimento do ar) e pelo ciclo da água, responsável pelas chuvas que garantem o fornecimento de água na natureza. É o calor do Sol que transporta a água do mar e da Terra para grandes altitudes, de onde volta, na forma de chuva e de neve, para os continentes.
Além disso, o Sol ainda tem papel fundamental na nossa saúde. Para termos ossos e dentes em bom estado, necessitamos da vitamina D, que atua no metabolismo do cálcio e do fósforo, prevenindo o raquitismo. Essa vitamina não é encontrada pronta na maioria dos alimentos. Geralmente, eles contêm um precursor que se transforma na vitamina quando expostos aos raios do Sol. Uma deficiência de vitamina D causa problemas nos dentes, torna os ossos fracos e contribui para os sintomas da artrite. Também pode causar raquitismo (doença que impede a calcificação normal dos ossos”.
Fonte: http://www.klickeducacao.com.br/bcoresp/bcorespmostra/0,5991,POR-6747-h,00.html
Como visto, o sol não é um deus, mas foi foi criado por Deus para ter sua devida utilidade para a conservação da vida. Não é a toa que Jesus é comparado com a luz ou com o sol.
Reflexão
Porque os atributos invisíveis de Deus, assim o Seu eterno poder, como também a Sua própria divindade, claramente se reconhecem, desde o princípio do mundo, sendo percebidos por meio das coisas que foram criadas” (Rm 1:20). As coisas da natureza que agora contemplamos nos dão apenas uma fraca ideia da glória do Éden. O pecado manchou a beleza da Terra; podem-se ver em tudo os vestígios da obra do mal. Todavia, permanece muita coisa bela. A natureza testifica de que alguém, infinito em poder, grande em bondade, misericórdia e amor, criou a Terra, enchendo-a de vida e alegria. Mesmo em seu estado defeituoso, todas as coisas revelam em ação a mão do artista por excelência. Para onde quer que nos volvamos, podemos ouvir a voz de Deus, e ver testemunhos de Sua bondade” (Ellen G. White, Ministry of Health and Cure, p. 234).
Comentário de:
Gilberto G. Theiss, nascido no estado do Paraná, é membro da Igreja adventista do Sétimo dia desde 1996. Crê integralmente nas 28 doutrinas Adventista como consta no livro “Nisto Cremos” lançado pela “Casa Publicadora Brasileira”. Foi ancião por 3 anos na Igreja Adventista do Sétimo dia da cidade Nova Rezende/MG e por 6 anos na Igreja Central de Guaxupé/MG. Foi Obreiro bíblico na mesma cidade e hoje, além de ser coordenador do curso básico de reforço teológico para líderes de igreja pelo site www.altoclamor.com, está Bacharelando no Seminário Adventista Latino-Americano de Teologia. Gilberto G. Theiss é autor de alguns livros e é inteiramente submisso e fiel tanto a mensagem biblico-adventista quanto a seus superiores no movimento Adventista como pede hebreus 13:17. Toda a mensagem falada ou escrita por este autor é filtrada plenamente pelo que rege a doutrina bíblica-adventista do sétimo dia. Contato: altoclamor@altoclamor.com

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16 Abril 2010

Comentário da lição da Escola Sabatina – Lição 04 – Dia 17 a23 de abril


Comentário da lição da Escola Sabatina – Lição 04 – Dia 17 a23 de abril
A ÁGUA DA VIDA
Comentário: Gilberto G. Theiss
SÁBADO, dia 17 de abril
“Aquele, porém, que beber da água que eu lhe der nunca mais terá sede; pelo contrário, a água que Eu lhe der será nele uma fonte a jorrar para a vida eterna” (Jo 4:14).
É impressionante notar o quanto somos dependentes da água. Aliás, somos feitos quase que inteiramente de água. Além da necessidade para a sobrevivência, ela é de extrema importância para a manutenção da vida. Um estilo de vida baseado em  abundancia de água, resultará em benefícios consideráveis contra as doenças e o envelhecimento. Isso sem contar que a água em estado duvidoso poderia resultar em conseqüências alarmantes. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), mais de 80% dos casos de doenças no mundo resultam da ingestão de água contaminada, com mais de 25 tipos diferentes de enfermidades.
Ninguém tem dúvidas do quanto é fundamental a água para o planeta, animais e principalmente para os seres  humanos. Nosso corpo poderá sobreviver cerca de 50 a 80 dias sem alimento mas, em média, somente 3 dias sem água. Três dias é suficiente para acarretar desidratação e começarmos a experimentar todos os tipos de problemas pela falta deste importante alimento para o corpo e a mente.  Nesta semana faremos um encontro precioso com a verdadeira fonte de água viva e o quanto precisamos dela para sobreviver espiritualmente.
DOMINGO, 18 de abril
A ÁGUA VIVA

“Replicou-lhe Jesus: Todo o que beber desta água tornará a ter sede; mas aquele que beber da água que eu lhe der nunca terá sede; pelo contrário, a água que eu lhe der se fará nele uma fonte de água que jorre para a vida eterna” (Jo 4:13,14).
 É muito simples dizermos que Jesus é a água viva que pode nos trazer cura para a alma e paz de vida. Na verdade, somente os que realmente sentem precisar desta água e a buscam de todo o coração, é que podem intimamente entender o significado de Jesus ser a água da vida. Somente os que foram libertos dos pecados, da podridão da vida, das enfermidades espirituais, das desilusões humanas e dos vários tipos de desgraças que podem assolar a vida, é que podem entender profundamente este significado. Somente os que tiveram sede e que a beberam é que podem descrever com vivacidade o quanto esta água é significante.
Muitos, infelizmente, bebem desta água sem ter um pingo de sede. Os resultados serão os piores possíveis. Portanto, quanto mais sede bebermos desta água, maior será a satisfação dela, e quanto menos sede tivermos, menor também, será a satisfação por ela.
 O que estou tentando apresentar, é que, é necessário reconhecimento profundo do quanto somos pecadores, do quanto ofendemos a Deus com nossa vida errante e o quanto precisamos dele para receber cura espiritual. Quanto mais certeza eu tiver de minha condição humana e quanto mais certeza eu tiver do quanto preciso do amor e do perdão de Deus, mais significativo e maravilhoso será para mim a redenção em Cristo. Quando não há tristeza pelo pecado, conseqüentemente a história da redenção não terá brilho nos olhos humanos.
SEGUNDA, 19 de abril
AS ÁGUAS DO BATISMO

“Que diremos, pois? Permaneceremos no pecado, para que abunde a graça? De modo nenhum. Nós, que já morremos para o pecado, como viveremos ainda nele? Ou, porventura, ignorais que todos quantos fomos batizados em Cristo Jesus fomos batizados na sua morte? Fomos, pois, sepultados com ele pelo batismo na morte, para que, como Cristo foi ressuscitado dentre os mortos pela glória do Pai, assim andemos nós também em novidade de vida” (Rm 6:1-6)
A água é por excelência um perfeito símbolo de purificação. Para o corpo, tanto externa quanto internamente, a água serve para fazer limpeza com o objetivo de conservar o vigor, a saúde e a vida. Na Bíblia a água é simbolizada  pela salvação e pela purificação provida pela graça verdadeira, sendo o próprio Cristo.
No antigo testamento, podemos ver o papel da água na purificação do planeta através do dilúvio e do significado espiritual na salvação de Noé e sua família. No novo testamento, a água é o principal símbolo utilizado na celebração do batismo, pois representa completa purificação, perdão e vida nova em Cristo. A graça de Jesus é como se fosse água pura e cristalina a disposição dos que sentem sede e necessidade de purificação. Deus prometeu abundância desta água para os necessitados e em Apocalipse 22:17, Ele nos oferece gratuitamente.
TERÇA, 20 de abril
USOS DA ÁGUA

“E saía um rio do Éden para regar o jardim; e dali se dividia e se tornava em quatro braços” (Gn 2 :10).
 Interessante notar que saía um rio do Éden com o objetivo de regar o jardim. Mas o mais interessante ainda é observar que este rio, ao sair dali, se dividia em quatro. Costumeiramente, os adventistas interpretam os quatro ventos de apocalipse 7 como sendo conflitos existentes nos quatro cantos do globo. Da mesma forma, poderíamos crer que a divisão do rio representaria a saúde e vigor espiritual de Deus indo a todos os cantos da terra.
De uma coisa podemos ter plena certeza, mesmo em um contexto sem pecado, a água continuava exercendo sua função de conservação e manutenção da vida. Após o pecado, talvez a água tenha ganhado um papel ainda mais significativo, pois a morte, doença e a sujeira, ganharam enormes proporções. O papel da água nestas situações é de remediar, curar, aliviar, limpar e conservar. Não é de se admirar que Jesus tenha escolhido a água para representar sua graça, purificação e salvação? Com certeza que não, a água é por excelência a melhor prefiguração do que o poder de Deus é capaz de fazer em vidas humanas.
No antigo testamento, a água se torna comum não apenas no seu uso rotineiro, mas principalmente no seu uso espiritual do santuário terrestre. Imagine a quantidade de sangue e de imundícies concentrada durante todo o ano no santuário, a purificação era feita apenas uma vez ao ano, portanto o papel da água além de espiritual, tinha como objetivo, também conservar a saúde dos que oficiavam no templo. No âmbito espiritual, assim como a água era suficiente para limpar o santuário contaminado com sangue (pecados) da humanidade, da mesma forma a verdadeira água da vida, Jesus Cristo, no juízo, será suficiente para erradicar para sempre os pecados da humanidade. Em breve, desfrutaremos da vida, porém, sem a força do pecado em nossa natureza.
QUARTA, 21 de abril
O PODER DA ÁGUA

“Os que esperam no Senhor, renovam as suas forças, sobem com asas como águias, correm e não se cansam, caminham e não se fatigam” (Is 40:31).
Por acaso você já se esqueceu alguma vez de regar a sua plantinha? Conseguiu notar o quanto ela parece sem vida quando esquece-se de regá-la com água? Apenas um pouco de água e a planta demonstra recobrar vida. Água é tão importante para o organismo porque ela está presente em todas as células de cada tecido, órgão e do corpo como num todo.
Já escalou alguma vez uma montanha e se viu incapacitado de continuar o trajeto enquanto não bebesse um pouco de água? Ao beber água nestas circunstâncias, percebe-se uma refrigeração e energização de todo o corpo e conseqüentemente uma capacitação maior de dar continuidade a escalada.
Água ajuda o corpo a:
* Manter a temperatura normal.
* Lubrificar e amortecer as articulações.
* Proteger o cordão espinhal e outros tecidos sensíveis.
* Livrar dos resíduos através da urina, transpiração e movimentos do intestino. Além de outras  centenas de utilidades para a manutenção e conservação da vida e da saúde.
Isto nos apresenta o quanto é fundamental a disciplina de ingerir água suficiente todos os dias. A água tem o poder de conservar a vida e a saúde, mas se não partir de nós a decisão de tomar banhos todos os dias, beber água suficiente diariamente, usar constantemente a água para todas as situações em que ela seja necessária, dificilmente desfrutaremos dos seus benefícios. Da mesma forma, a água da vida, Jesus Cristo, está a nossa disposição, mas de nada adiantará se nós não nos banharmos Dele diariamente e se não bebermos Dele constantemente. A oração, a testificação e o estudo da palavra de Deus são os meios deixados por Deus para saciarmos esta sede de vida e vida eterna. Este poder está a nossa disposição.
Veja essa linda declaração de Ellen White
“Jesus não queria dar a idéia de que um único gole da água da vida bastasse ao que a recebe. O que experimenta o amor de Cristo, desejará continuamente mais; mas não busca nenhuma outra coisa. As riquezas, honras e prazeres do mundo, não o atraem. O contínuo grito de seu coração, é: Mais de Ti. E aquele que revela à pessoa suas necessidades, está à espera, para lhe saciar a fome e a sede” (DTN, p. 187).
“Aquele que bebe da água viva, faz-se fonte de vida. O depositário torna-se doador. A graça de Cristo no coração é uma vertente no deserto, fluindo para refrigério de todos, e tornando os que estão prestes a perecer, ansiosos de beber da água da vida” (Ibid., p.195).
QUINTA E SEXTA, DIAS 22 E 23 de abril
ÁGUA COMO TERAPIA

“Respondeu ele: O homem chamado Jesus fez lodo, untou-me os olhos e disse-me: Vai ao tanque de Siloé e lava-te. Então, fui, lavei-me e estou vendo” (Jo 9:11).
Se parássemos de beber água só por um dia, já é suficiente de sofrer de males como, por exemplo, a dor de cabeça e alguns acessos de tontura e vertigens. Se ficarmos mais de um dia sem beber água, a circulação do sangue e a eficiência mental começam a sofrer prejuízos. Há uma variedade de doenças que ocorrerão pela falta da água no corpo. Exemplos:
Desidratação
Alopecia
Descamação da epiderme
Constipação
Feridas com cicatrização lenta
Rachaduras
Problemas cardíacos
Fraqueza geral
Perda da consciência
A pior delas é a desidratação que poderá levar ao óbito. Como vimos, a necessidade de água é extrema e sem ela não podemos viver ou sobreviver. Da mesma forma, imagina se ficarmos sem a água da vida, Jesus Cristo?
Em muitas situações, Jesus utilizou água para realizar determinadas curas. Mas a principal lição apresentada por Ele, é que, não poderemos jamais continuar vivos, mesmo que respirando, andando, brincando, estudando e sorrindo, se não saciarmos nossa sede inteiramente Nele. Não há sentido de ser e de existir se nosso corpo espiritual  não for abastecido de Cristo. Ele é a essência de nosso bem estar espiritual e eterno. Não somente a nosso benefício, mas também a benefícios dos outros, pois nossa vida, ao estar repleta de Cristo, nos tornará como fonte de água viva para outras pessoas. Muitos estão morrendo na fé, porque estão bebendo desta água sem ter sede. Uma vida sem reconhecimento de nossa pequenez e do sentimento de necessidade de Deus, nos tornará insensíveis a voz do Espírito e ao plano da redenção que custou tão caro a Deus.
Reflexão:
Os que tratam os doentes devem avançar em sua importante obra, com forte confiança em Deus de que Suas bênçãos acompanhem os meios por Ele graciosamente providos, e para os quais em misericórdia nos chamou a atenção como um povo, isto é, o ar puro, o asseio, o saudável regime alimentar, os devidos períodos de trabalho e de repouso e o emprego da água” (Ellen G. White, Conselhos Sobre o Regime Alimentar, p. 303).
“Naquela manhã, o sacerdote havia realizado a cerimônia que comemorava o ferir da rocha no deserto. Essa rocha era um símbolo daquele que, por Sua morte, havia de fazer com que brotassem vivas correntes de salvação para todos os sedentos. As palavras de Cristo eram a água da vida. Ali, em presença da multidão reunida, Ele Se pôs à tarde para ser ferido, a fim de que água da vida pudesse brotar para o mundo. Ferindo a Cristo, Satanás pensava destruir o Príncipe da vida; mas da rocha ferida correu água viva. Ao falar Jesus assim ao povo, o coração deste pulsou com estranho respeito, e muitos estavam dispostos a exclamar, como a mulher de Samaria: ‘Dá-me dessa água, para que não mais tenha sede’” (Jo 4:15; Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, p. 454).

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Gilberto G. Theiss, nascido no estado do Paraná, é membro da Igreja adventista do Sétimo dia desde 1996. Crê integralmente nas 28 doutrinas Adventista como consta no livro “Nisto Cremos” lançado pela “Casa Publicadora Brasileira”. Foi ancião por 3 anos na Igreja Adventista do Sétimo dia da cidade Nova Rezende/MG e por 6 anos na Igreja Central de Guaxupé/MG. Foi Obreiro bíblico na mesma cidade e hoje, além de ser coordenador do curso básico de reforço teológico para líderes de igreja pelo site www.altoclamor.com, Está Bacharelando no Seminário Adventista Latino-Americano de Teologia. Gilberto G. Theiss é autor de alguns livros e é inteiramente submisso e fiel tanto a mensagem biblico-adventista quanto a seus superiores no movimento Adventista como pede hebreus 13:17. Toda a mensagem falada ou escrita por este autor é filtrada plenamente pelo que rege a doutrina bíblica-adventista do sétimo dia. Contato: altoclamor@altoclamor.com

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