29 Julho 2009

Os escritos de Ellen White foram adulterados para advogar a doutrina da Trindade?

Na tradução dos escritos de Ellen G. White ao português, o termo “Godhead” (Divindade) acabou sendo vertido algumas vezes como “Trindade” (O Desejado de Todas as Nações, pág. 671; Testemunhos Para Ministros, pág. 392;Evangelismo, pág. 617; Cristo Triunfante, 25 de julho, pág. 213; ibidem, 21 de outubro, pág. 301). Também a expressão “the heavenly trio” (o trio celestial) foi traduzida como “a trindade celeste” (Evangelismo, pág. 615). Em espanhol, essas expressões foram vertidas literalmente como “Divindade” e “o trio celestial”. Mas o conceito de uma Divindade composta por três Pessoas distintas (Pai, Filho e Espírito Santo) é claramente expresso nos escritos de Ellen White, e não depende de qualquer tradução interpretativa. Em outras palavras, mesmo que se mantenha uma tradução literal dos termos, o conceito permanece inalterado.

Já a alegação de que a liderança da Igreja Adventista tenha inserido nesses escritos o conceito da Trindade é uma falsa acusação, não endossada por uma análise honesta dos textos originais de Ellen White (ver “Original Sources for Ellen White’s Statements on the Godhead Printed in Evangelism, págs. 613-617” [Silver Spring, MD: Ellen G. White Estate, 2003). Os defensores dessa teoria normalmente comparam escritos paralelos de Ellen White para depois alegar que, se alguns conceitos foram por ela expandidos ou enunciados de forma diferente, tais modificações não foram feitas pela própria autora, e sim por outras pessoas mal intencionadas. Se os profetas não podem expandir e clarificar conceitos previamente enunciados, como explicar então as diferentes perspectivas de determinados eventos descritos nos evangelhos sinóticos de Mateus, Marcos e Lucas?

Os antitrinitarianos não se intimidam em afirmar que a expressão “batizando-os em nome do Pai, e do Filho e do Espírito Santo” (Mat. 28:18) é uma declaração herética que não se encontra no texto original de Mateus, embora não existam quaisquer variantes textuais nos manuscritos gregos mais antigos que comprovem essa alegação. Uma pesquisa no CD-ROM em inglês The CompletePublished Ellen G. White Writings (versão 3.0) revela que essa expressão aparece cerca de 166 vezes nos escritos publicados de Ellen White, algumas das quais são republicações. Se essa expressão fosse herética e espúria, como querem alguns, por que então a Sra. White a usou já em 1854 em seu livro Supplement tothe Christian Experience and Views of Ellen G. White (pág. 19)? Por que Deus não lhe esclareceu essa questão?

Se analisarmos cuidadosamente as 166 vezes em que aparece a expressão “batizando-os em nome do Pai, e do Filho e do Espírito Santo” nos escritos publicados de Ellen White, bem como as demais declarações nas quais ela se refere às três Pessoas da Divindade, perceberemos que muitas delas foram publicadas ao longo de sua existência, e ela jamais reclamou de qualquer suposta adulteração dos seus escritos por terceiros! Cuidadosa como sempre foi com a integridade de seus escritos, ela jamais teria deixado de detectar essas supostas alterações e jamais as teria tolerado. Por que teria Deus “iluminado” algumas pessoas apenas a partir da década de 1990 a respeito disso? Lamentavelmente, porém, tais pessoas consideram as citações de Eusébio da Cesaréia (ca. 260-ca. 340 d.C.) sobre o batismo apenas em nome de Jesus como bem mais confiáveis do que as declarações de Ellen White a respeito do batismo “em nome do Pai, e do Filho e do Espírito Santo”.

A maioria dos antitrinitarianos adventistas alega crer no Espírito de Profecia. Mas a obra deles acaba gerando descrença nos escritos de Ellen White, pois estes são tidos como não sendo mais confiáveis por terem sido “adulterados” pela liderança da igreja. Sem sombra de dúvidas, esta é uma das mais sutis estratégias satânicas para tornar sem efeito o Espírito de Profecia. A própria Sra. White advertiu que “o último engano de Satanás será exatamente anular o testemunho do Espírito de Deus” (Mensagens Escolhidas, vol. 2, pág. 78), pois”não havendo profecia, o povo se corrompe” (Prov. 29:18). Não estariam as alegações de adulteração dos escritos de Ellen G. White cumprindo a predição contida nesta advertência?

Por mais lógica e atrativa que possa parecer, a teoria da adulteração dos textos originais da Bíblia e dos escritos de Ellen G. White só é aceitável àqueles que não acreditam que Deus preservou a integridade conceitual desses textos em suas respectivas línguas originais. Embora existam interpolações ao texto bíblico original e problemas de tradução, Deus não permitiu que ensinos heréticos fossem acrescidos às Escrituras em suas línguas originais. De acordo com Ellen White, “se não quisermos construir nossas esperanças celestiais sobre um falso fundamento, precisamos aceitar a Bíblia como se lê e crer que o Senhor quer dizer o que diz” (Testimonies for the Church, vol. 5, pág. 171). E o mesmo princípio é aplicável também aos escritos que constituem a manifestação moderna do Espírito de Profecia para a Igreja remanescente do tempo do fim.

Alberto R. Timm
(publicado na revista do Ancião em jul – set 2003)
www.centrowhite.org.br

28 Julho 2009

Um Ministério de Música


Paulo escreveu sua primeira carta aos Coríntios buscando ajudar uma igreja dividida. Se você lê-la com atenção vai ver que procura esclarecer algumas questões que causavam polêmica na igreja. Uma delas era o dom de línguas. Uma confusão sem sentido, que agradava a um grupo de membros. Eles defendiam suas atitudes como saudáveis e necessárias para edificar a igreja.

Diante da situação Paulo faz uma profunda apresentação mostrando que não importa o quanto alguma coisa pareça fazer bem para a igreja, é preciso que seja compreensível e verdadeiramente edificante.

No meio de suas orientações ele dá um conselho precioso, que vai além do dom de línguas e envolve a música. Aliás, uma pergunta seguida por duas soluções ou orientações.

Em I Coríntios 14:15 ele diz: “Que farei então? Orarei com o espírito, mas também orarei com o entendimento; cantarei com o espírito, mas também cantarei com o entendimento”.

Esta é uma forma de encarar a música diferente do convencional. Para Paulo a música precisa ter sentimento, criação, emoção – o espírito; mas também ser vista e analisada pelo ângulo da razão - entendimento.

Diante de seu envolvimento com a música Adventista, é importante parar para fazer uma análise da música Adventista. Você já parou para pensar como tem sido sua relação com a nossa música?
A razão nos leva a encarar algumas realidades que precisam ser desenvolvidas.:

1. A música adventista precisa se tornar um resultado de mais oração, missão e integração e de menos discussão.
É comum em encontros, apresentações musicais, comissões, ou mesmo em conversas sobre música acontecerem sérias discussões entre defensores de estilos diferentes de música. São os chamados conservadores e liberais em ação.

Em muitos casos ainda não aprendemos que discussão e confronto nunca vão resolver a questão, por mais razão que alguém tenha.

Precisamos ter sempre em mente que somos uma igreja e temos um Deus. Nossas atitudes precisam refletir essa realidade. Há uma direção maior, justa e sobrenatural. Se alguma música ou músico não são como acreditamos que deveriam ser, precisamos demonstrar que temos o amor de Deus em nossa vida e ele se manifesta no trato com as pessoas. Vamos conversar sempre como irmãos, pessoas que se amam e se respeitam. Essa é a verdadeira atitude cristã.

Se a mudança que esperamos não acontece, é tempo de orar. O que a discussão não faz a oração é capaz de fazer. Se orássemos mais como líderes, músicos e membros, pela música e pelos músicos, veríamos muito mais milagres, harmonia e poder nesta área.

2. É preciso ter mais cuidado ao tratar, tocar e usar um instrumento tão poderoso como a música.
Ellen White é muito clara quando apresenta esse poder. No livro Educação, pág. 166 e 167 ela descreve uma lista do que a música é capaz:

• Fixar palavras na memória;
• Subjugar as naturezas rudes e incultas;
• Suscitar pensamentos;
• Despertar simpatia;
• Promover a harmonia de ação;
• Excluir a tristeza e os maus pensamentos;
• Impressionar o coração com as verdades espirituais;
• Diminuir o poder da tentação.

Esta lista pode, inclusive, ser ampliada por descobertas mais recentes sobre o poder da música. Ela também é capaz de:

• Provocar Lembranças;
• Levar a decisão;
• Expulsar Satanás;
• Ajudar na recuperação da saúde;
• Desenvolver ou retardar a inteligência;
• Influenciar no apetite.

Deus capacitou cada músico a entrar neste universo de poder. É preciso, entretanto, ter cuidado e habilidade. O grande desafio é:

• Não produzir apenas aquilo que os sentimentos e a criatividade mandam;
• Não produzir apenas aquilo que é a tendência do momento;
• Não produzir apenas aquilo que é ditado pelo gosto pessoal;
• Não produzir apenas aquilo que vende;
• Não produzir apenas aquilo que entretém;
• Usar o poder da música para transmitir mensagens espirituais consistentes;
• Usar o poder da música para engrandecer a Deus;
• Usar o poder da música para tocar corações.
Enfim, use o poder da música para salvar.

3. É preciso fortalecer a visão de um ministério de música Adventista.
Essa visão passa por alguns pontos:

a. Maior unidade entre músicos e pastores
Todos são ministros, apesar dos formatos de ministério serem diferentes. Os dois têm o mesmo objetivo – a salvação.

É muito triste ouvir gente falando por ai: “Pastores não podem falar de música porque esta não é a área deles”. Ou mesmo: “Os músicos são um risco ou um problema constante com suas produções”.

Esta separação não apenas enfraquece os dois, como limita extremamente o cumprimento da missão da igreja.

Aqueles que falam dos Pastores precisam melhorar sua visão. Realmente a maioria deles não são músicos e não entendem tecnicamente de música, apesar de haver um bom grupo deles que também tem preparo na área.

Por outro lado, eles entendem de Bíblia e devem ser porta-vozes da vontade de Deus.

Não podemos esquecer que Moisés não foi médico nem advogado, mesmo dentro da realidade de sua época, mas escreveu a base das leis civis e sanitárias de uma nação. Ellen White não era educadora, mas escreveu sólidas e respeitadas orientações nesta área e em várias outras.

As orientações de Deus estão acima da formação técnica. Afinal, Ele é o criador de todas as coisas.
Este preconceito deveria desaparecer pelo bem do ministério da música. Já aqueles que falam dos músicos, também precisam melhorar sua visão. Os músicos não são um risco, muito menos um problema, mas são colaboradores do ministério. Afinal, receberam um dom extremamente útil, fundamental e importante e que foi dado diretamente pelo Espírito Santo.

É aos músicos que a igreja recorre, sempre que precisa de músicas para seus eventos, CDs, hinários, etc.

São os músicos que, pelo poder de Deus, tem composto hinos que vem gravando mensagens espirituais e tocando corações por anos e por gerações.
Precisamos fortalecer a unidade entre os ministérios da igreja, especialmente o da Música e o pastoral. Os dois têm uma grande influência, um grande poder e uma grande missão.

b. Fortalecimento do uso da música no louvor congregacional
Precisamos dar à música um lugar especial em nossos cultos de adoração. Ela não pode ser usada para preencher espaços vazios, ou ocupar a congregação enquanto não começa algum programa.

Precisamos mudar o conceito de música mecânica ou automática, usada simplesmente para o cumprimento de um processo litúrgico.

É preciso conduzir qualquer momento de louvor envolvendo o adorador e fazendo com que ele seja profundamente influenciado pelas palavras e acordes daquilo que está sendo cantado, tocado ou apresentado.
Isso é utilizar a música como um ministério de adoração.

c. Uso da musica para o cumprimento da missão da igreja.
A música é uma das mais poderosas ferramentas para tocar corações. Ela precisa ser usada para alcançar aqueles que ainda não se entregaram.

Para isso não basta cantar ou tocar. É preciso ir mais além, colocar o coração em cada apresentação, não perder a chance de apelar a qualquer público ouvinte e desenvolver projetos para conquistar novas pessoas para Jesus. A música precisa se tornar, também, um ministério de evangelização.

d. Fortalecimento da vida espiritual de cada músico.
Ninguém dá aquilo que não tem. Se um músico quer compor o melhor acorde, escolher o melhor repertório, desenvolver os melhores conceitos, ter uma vida pessoal pura, que autentique sua música e, como resultado, tocar corações, é preciso se alimentar das coisas de Deus. Gastar tempo com a Bíblia e a oração. Não ter tempo para Deus é viver perdendo tempo.

Quem produz música para Deus, mas não tem uma relação com Ele, pode produzir belas peças de arte, mas não toca corações. Não tem um ministério.

Mais sério ainda é o caso de um músico que bebe de fonte impura e quer oferecer água pura. Vive ligado no que é popular, mas quer oferecer o que é espiritual. É preciso beber em fonte pura para oferecer água pura.

e. Produção e uso de músicas que edificam e tocam o coração das pessoas.
Sem dúvida, existe música para todo o tipo de momento e lugar. Há músicas que podem ser úteis em uma situação acabam sendo impróprias em outra.

O músico Adventista, porém, precisa ter bem claro que não importando o lugar ou o momento temos um compromisso com um ministério de crescimento espiritual, conversão e salvação.

Não temos tempo a perder. Queremos chegar ao céu, e nada pode nos desviar dessa rota.

• Precisamos diminuir a visão comercial e aumentar a visão espiritual;
• Precisamos diminuir a visão de entretenimento e aumentar a visão de adoração;
• Precisamos diminuir o conceito de show e aumentar o conceito de culto;
• Precisamos diminuir a visão de um artista e aumentar a visão de um ministro;
• Precisamos diminuir até mesmo aquilo que agrada e aumentar aquilo que edifica.

Música é arte, mas como músicos cristãos, precisamos reafirmar a idéia de que a arte está a serviço da mensagem. A música Adventista é um veículo de comunicação da mensagem da Bíblia para esse tempo. Isso é ministério de música Adventista.

UM CHAMADO DE DEUS
Deus está chamando você para um Ministério de Música. Este chamado é para:
• Os músicos profissionais Adventistas;
• Os compositores;
• Os produtores musicais;
• Os cantores e instrumentistas;
• Os maestros e líderes de grupos musicais;
• Aqueles que não são músicos, mas dirigem o departamento de música das igrejas.

Este convite vem dos dias de Davi. Depois de fortalecer o reino e conquistar Jerusalém para ser sua capital, Ele decidiu trazer a Arca da aliança para a cidade. Preparou uma tenda especial, reuniu o povo e estabeleceu um local de adoração.

Em I Crônicas 15 ele convocou os levitas e organizou todo o funcionamento do sistema de adoração, definindo exatamente o que cada um deles deveria tocar. Ao fazer isso deixou clara a importância dos músicos dentro do ministério e da adoração.

Chegou o momento de buscar a Arca e colocá-la no lugar preparado. No capítulo 15, verso 27 a Bíblia apresenta aqueles que tiveram destaque neste ritual: Davi, os levitas, os músicos, e Quenaías, chefe dos músicos. Este momento foi tão importante que até as roupas daqueles que participaram está descrita.

No capítulo 16:4-6 a Bíblia apresenta Davi nomeando os levitas para estarem constantemente ministrando o louvor. Mais uma vez registra o nome e a função de cada um.

No momento da chegada da arca, Davi encarregou, pela primeira vez, Asafe e sua família da coordenação do louvor. A partir daí, eles foram destacados para cumprirem este ministério regularmente.

Leia este relato na Bíblia. Quando são apresentadas as equipes de trabalho do templo, a primeira é a dos ministros da música. Fica clara a importância do ministério da música dentro do templo, de forma organizada, definida e bem planejada.

A história da Bíblia mostra que os músicos têm um papel fundamental no ministério de adoração a Deus. A atuação dos músicos e a adoração deveriam estar diretamente ligadas à intercessão.

O que ocorria durante aqueles momentos não era um show nem um momento de entretenimento musical. As pessoas chamadas por Deus exerciam literalmente um ministério. Elas tinham plena consciência da importância do papel que exerciam e o quanto à eficiência da adoração dependia do correto desempenho das suas funções.
O ministério da música, que atua diretamente na presença de Deus, que abre as portas do céu e traz o seu ambiente até a terra, tem um lugar especial nos planos de Deus. Precisamos de menos músicas que falem de Deus e de mais músicas que tragam a presença de Deus e sejam Sua voz. Elas podem ser para jovens ou para a igreja, para quartetos, solos, corais, bandas ou orquestras. Enfim, em qualquer grupo ou situação a prioridade precisa ser trazer o céu mais perto da terra.

Hoje precisamos resgatar mais desta visão de ministério. Precisamos focar mais na música que toca corações. Precisamos ir além da busca por um padrão de música. Nossa prioridade deve ser a visão e a estruturação de um ministério de música Adventista.

Há muitos músicos já focados nisso, ou dando uma boa colaboração para este ministério. A igreja tem uma grande gratidão a eles pelo trabalho que tem feito.E quanto mais nos afinarmos com a vontade de Deus, maiores serão as portas que vão se abrir diante de nós.

Para todos aqueles que já entenderam ou ainda precisam entender o seu papel como ministros, o primeiro salmo, de Davi, apresentado no novo lugar de adoração, faz dois desafios.

O primeiro está em I Crônicas 16:9 (NVI): “Cantem para Ele”. Este desafio não é apenas para os cantores, mas para todos os envolvidos com a música da igreja. Nossa música precisa ser produzida para Deus, e para a Sua glória.

Queridos músicos:

• Permitam que Ele seja o centro de tudo o que vão fazer;
• Desenvolvam um ministério de adoração e salvação;
• Exaltem sempre a Deus, a imagem de Deus e o nome de Deus.
O segundo desafio, uma extensão do primeiro, está em I Crônicas 16:23 (NVI), quando Davi repete: “Cantem ao Senhor”, mas continua dizendo: “proclamem a Sua salvação dia após dia”.

• Usem a arte a serviço da mensagem, e nunca permitam que a arte seja mais forte ou atrativa que a mensagem;
• Usem a linguagem da música, que é tão forte, em sintonia e apoio à mensagem que ela precisa transmitir;
• Toquem, cantem ou produzam aquilo que vai conquistar corações para Jesus;
• Usem a música para cumprir a missão da igreja, e conquistar pessoas para Jesus.

Deus chamou cada músico para ser o Seu porta-voz; Para ocupar um lugar importantíssimo em sua causa; Para utilizar uma de Suas ferramentas mais poderosas; Para ajudar a abreviar a volta de Cristo.

Há um desafio para você que está envolvido com a música Adventista: Transforme seu talento em um chamado, e transforme seu chamado em um ministério. Cante, toque, reja, ensine, produza, sempre para Ele, para proclamar a Sua salvação. Isso é ministério.

Você, músico cristão, que já tem um compromisso com Deus, gostaria de confirmar seu propósito de utilizar a música como um ministério?

Você que ainda não tem desenvolvido essa missão gostaria de aceitar o desafio de dar um novo rumo ao seu envolvimento musical, construindo um ministério de salvação?

Precisamos tornar reais as palavras que tantas vezes cantamos juntos (HA No. 10):
“Louvemos o Rei, Glorioso Senhor. Oh vamos cantar o Seu infindo amor”.
“Falemos de Deus, da graça sem par...”.
“Cantemos do seu cuidado por nós...”.
Deus está esperando o seu compromisso para que possa transformar seu talento em um poderoso Ministério.

Erton Kohler, Presidente da
Divisão Sul-Americana da IASD, Brasília, DF

Fonte: Forum de música


22 Julho 2009

Lançamento imperdível


O despertar de um mandamento é um livro escrito por três pesquisadores da área teológica, Natan F. Silva, Gilberto G. Theiss e Azenilto G. Brito. Os autores fazem uma defesa ao sábado bíblico e a lei de Deus usando a própria teologia evangélica mediante seus fundadores, líderes e também pastores contemporâneos. Este livro apresenta com fontes reais que o movimento adventista não é o único a defender a validade do sábado e dos dez mandamentos para os dias atuais. Você que é pastor, membro ou pesquisador, sua biblioteca agradecerá por tal manual de pesquisa e com certeza aos que são apaixonados por apologia encontrarão neste livro uma boa fonte de pesquisa em defesa aos dez mandamentos.

Aqueles que adquirirem este livro estarão ajudando na implantação do canal Novo Tempo em algumas cidades do distrito de Guaxupé-MG. Sua aquisição será ao mesmo tempo uma oferta necessária e importante para a evangelização daquele distrito pelo canal Novo Tempo.

Preço: R$ 25,00 já com o frete.
Para adquirir, entre em contato com a equipe alto clamor pelo e-mail
altocalmor@altoclamor.com

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21 Julho 2009

Andando na luz, guardando os seus mandamentos


Sua lei como a menina de seus olhos, é este que Ele preserva. Manuscrito 5, 1891.“Ora, sabemos que O temos conhecido por isto: se guardamos os Seus mandamentos” (1Jo 2:3).

A lição desta semana aborda um tema que julgo um dos mais importantes em toda a carreira cristã, a obediência. Muitos têm se levantado em nossos dias ensinando que Deus mudou a maneira como trata com os cristãos de nossos dias. Um dia um irmão de outra denominação religiosa me procurou para tentar me convencer de que a lei fora abolida na cruz e que nós vivemos apenas na graça. Com muita sinceridade perguntei-lhe então se eu poderia viver com duas mulheres já que o mandamento do adultério fora abolido. Ele simplesmente me respondeu que sim, desde que eu viva inteiramente na graça.

É bastante estranho uma afirmação como esta. Alguns acreditam que a graça nos isenta da condenação das práticas pecaminosas no dia a dia. Mas não é esse o pensamento geral dos evangélicos. Tenho uma boa amizade com alguns pastores evangélicos que defendem com muita força a obediência aos 10 mandamentos como consequência clara dos que são salvos pela graça de Cristo.

De qualquer forma se fizermos uma retrospectiva do passado perceberemos que satanás foi o primeiro transgressor da lei de Deus. Esta aplicação é simples se nós tivermos por base I João 3:4 "O pecado é a transgressão da lei". Se o pecado é a transgressão da lei como afirma João, então é óbvio crer que satanás foi o primeiro transgressor dos mandamentos que estavam na esfera do céu, e inclusive foi ele quem levou a terça parte dos anjos a contrariar a obediência a Deus através de suas leis. Passeando pelo Éden percebemos a mesma coisa. Deus disse para nossos primeiro pais humanos a não comerem do fruto (Isto foi uma das leis no Éden), mas satanás se prontificou a leva-los a não observar este mandamento estabelecido por Deus, levando-os a transgressão.

Agora observe o quanto isto é profundo. Observando o mundo atual, percebemos que as coisas não mudaram. Satanás transgrediu a lei no céu, levou muitos anjos à transgressão, no Éden levou Adão e Eva ao mesmo, continuamente criou obstáculos para que Israel fosse fiél aos preceitos divinos e hoje parece que a história persiste em se repetir. Satanás não mudou sua tática de nos levar a ficar bem longe de Deus transgredindo a lei.

Hoje, todos que ensinam que não precisamos mais observar os mandamentos de Deus estão realizando o mesmo papel que satanás realizou durante todo esse tempo. Os mandamentos de Deus são a expressão do Seu amor. Representam o caráter do legislador, são em essência uma linha divisória para nos alertar dos perigos que estão ao nosso redor e ao mesmo tempo uma demonstração de submissão, lealdade e amor por aquele que nos redimiu com sua própria vida.

Os mandamentos não existiram, não existem e não existirão para salvar e redimir o ser humano. Os mandamentos existem como evidência da graça que opera no crente redimido.

Conclusão:

João escreveu, "aquele que diz: Eu o conheço e não guarda os seus mandamentos é mentiroso e nele não está a verdade". Portanto aquele que diz que conhece a Cristo, que foi salvo por Ele mas não observa todos os seus mandamentos, esse é mentiroso. Mentiroso porque quem foi redimido pela graça de Cristo também é transformado por ela. O mesmo poder que salva é o mesmo poder que nos capacita a sermos diferentes do mundo e transformados para a glória de Deus. Obediência é um fruto da nossa decisão, entrega, luta e do poder de Deus que nos habilita, regenera e prepara para vivermos uma vida de testemunho vivo do que a graça pode fazer na vida e nas atitudes de um ser que está totalmente nas mãos de Deus. Através da graça, Deus nos salva e nos recria para sua glória. Esse é mentiroso porque graça que não santifica não é graça. A graça não apenas salva, ela também transforma e nos capacita a vivermos em conformidade com a vontade de Deus, seja ela qual for.

Considerações finais:

Deus os levou ao Sinai; manifestou Sua glória; deu-lhes Sua lei, com promessa de grandes bênçãos sob condição de obediência. ... O povo não compreendia ... que sem Cristo lhes era impossível guardar a lei de Deus. ... Entendendo que eram capazes de estabelecer sua própria justiça, declararam: "Tudo o que o Senhor tem falado faremos, e obedeceremos." Êxo. 24:7. Patriarcas e Profetas, págs. 303, 371 e 372.

Poderão os homens incitar quanta combatividade queiram, mas os mandamentos de Deus ainda são os mandamentos de Deus. Decidimo-nos a guardar os mandamentos de Deus e viver, e [preservar] a Sua lei como a menina de nossos olhos. Escarneçam os homens da lei de Deus e espezinhem o povo que observa os Seus mandamentos. Poderão fazê-lo e viver? Isso é impossível. Deus tem a Sua medida do caráter, e todo que obedece Àquele que vive, e guarda a Sua lei como a menina de seus olhos, é este que Ele preserva. Manuscrito 5, 1891.

“Na bíblia, o tema em torno do qual giram todos os outros é o tema da salvação; a restauração da imagem de Deus no homem. Os que captam esse pensamento têm um campo infinito de estudos diante de si”. Educação, pág. 125.

Sempre devemos ser gratos porque Jesus nos provou por fatos reais que o homem pode guardar os mandamentos de Deus, refutando assim a mentira de Satanás de que o homem não pode guardá-los. O Grande Mestre veio ao nosso mundo para colocar-Se à testa da humanidade, para desse modo elevá-la e santificá-la por Sua santa obediência a todos os requisitos de Deus, mostrando que é possível obedecer a todos os Seus mandamentos. Ele demonstrou que é possível levar uma vida de obediência. Assim Ele dá homens ao mundo, como o Pai deu o Filho, para exemplificarem em sua vida a vida de Jesus Cristo. ...
Jesus diz: "Segue-Me." João 1:43. Manuscrito 1, 1892.

Se não fosse possível aos seres humanos sob o concerto abraâmico guardar os mandamentos de Deus, cada um de nós estaria perdido. O concerto abraâmico é o concerto da graça. "Pela graça sois salvos." Efés. 2:8. Filhos desobedientes? Não, obedientes a todos os Seus mandamentos. SDA Bible Commentary, vol. 1, pág. 1.092.

Cristo atribui grande importância à obediência de Seu povo aos mandamentos de Deus. Eles devem ter inteligente compreensão deles e introduzi-los em sua vida diária. O homem só pode guardar os mandamentos de Deus se estiver em Cristo, e Cristo nele. E não lhe é possível estar em Cristo, tendo luz sobre Seus mandamentos, enquanto desprezar o menor deles. Por meio de constante e voluntária obediência a Sua Palavra, eles evidenciam seu amor pelo Enviado de Deus.
Não guardar os mandamentos de Deus é não amá-Lo. Ninguém guardará a lei de Deus se não amar Aquele que é o unigênito do Pai. E, no entanto e certamente, se eles O amam, manifestarão esse amor pela obediência a Ele. Todos os que amam a Cristo serão amados pelo Pai, e Ele Se manifestará a eles. Em todas as suas emergências e perplexidades, terão um ajudador em Jesus Cristo. Este dia com Deus, MM 1980, pág. 140.

Jesus pede uma evidência de seu amor por Ele. "Se Me amais, guardareis os Meus mandamentos." João 14:15. Se não nos fosse possível guardar Seus mandamentos, por que Ele nos proferiria tais palavras? Ora, o verso que segue nos revela um tesouro de conhecimento: "E Eu rogarei ao Pai [embora esteja ausente de vós], e Ele vos dará outro Consolador, a fim de que esteja para sempre convosco." João 14:16.
Não é uma promessa segura? Poderiam quaisquer palavras dos lábios do Filho unigênito de Deus torná-la mais decidida e positiva? Manuscrito 2, 1892.

Próximo ao fim da história da Terra, Satanás atuará com todo o seu poder da mesma maneira e com as mesmas tentações com que tentou o antigo Israel justo antes de entrarem na Terra Prometida. Ele armará laços para os que declaram guardar os mandamentos de Deus, e que estão quase nos limites da Canaã celestial. Ele utilizará ao máximo as suas faculdades a fim de enredar as almas e apanhar o povo de Deus em seus pontos mais fracos. Lar Adventista 327

Uma mera profissão de discipulado, não tem nenhum valor. A fé em Cristo que salva a alma, não é o que muitos a representam ser. "Crede, crede", dizem eles, "e não necessitais guardar a lei." Mas uma crença que não leva à obediência, é presunção. Diz o apóstolo João: "Aquele que diz: Eu conheço-O e não guarda os Seus mandamentos é mentiroso, e nele não está a verdade." I João 2:4. Que ninguém nutra a idéia de que providências especiais ou manifestações miraculosas devam ser a prova da genuinidade de sua obra ou das idéias que advogam. Quando as pessoas falam levianamente da Palavra de Deus, e colocam suas impressões, sentimentos e exercícios religiosos acima da norma divina, podemos saber que elas não têm luz.
A obediência é a prova do discipulado. É a observância dos mandamentos que prova a sinceridade de nossas profissões de amor. Quando a doutrina que aceitamos mata no coração o pecado, purifica a alma da contaminação, dá frutos para a santidade, podemos saber que é a verdade de Deus. Quando se manifestam na vida a beneficência, a bondade, a brandura de coração, o espírito compassivo; quando a alegria de fazer o bem nos enche o coração; quando exaltamos a Cristo e não ao próprio eu, podemos saber que nossa fé é da devida espécie. "E nisto sabemos que O conhecemos: se guardarmos os Seus mandamentos." I João 2:3. Maior discurso de Cristo, 147 e 148

Cristo foi enviado ao mundo para desmentir a falsidade de Satanás, de que Deus fizera uma lei que o homem não podia guardar. Assumindo a forma humana, Ele veio à Terra e, por uma vida de obediência, mostrou que Deus fizera uma lei que o homem podia guardar. Mostrou que é possível ao homem obedecer perfeitamente a lei. Aqueles que aceitam Cristo como seu Salvador, tornam-se participantes de Sua natureza divina e capacitados a seguir Seu exemplo, vivendo em obediência a todos os preceitos da lei. Pelos méritos de Cristo, o homem deve mostrar pela obediência que podia estar no Céu e não se rebelaria. Manuscrito 48, 1893.

Alguns poderiam dizer que obedecer a lei de Deus é ser levado ao perfeccionismo...é possível que alguns estejam incorrendo no perfeccionismo, mas a verdadeira entrega não nos leva ao perfeccionismo e nem ao liberalismo, mas à uma vida de obediência e devoção a Deus em nossas atitudes. Nós não podemos guardar os mandamentos de Deus por nós mesmos, mas a graça de Deus pode nos fazer obedientes, isso é GRAÇA. Ela nos salva da condenação eterna e nos salva do poder do pecado. O sacrificio do maravilhoso Jesus nos dá todas essas garantias, se houver desejo, amor e perseverança de nossa parte é claro.....
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