24 Fevereiro 2009
Série perguntas e respostas - Métodos errôneos na evangelização
Fiquei abismado com tal pergunta e fiquei pensando o quanto a atratividade, as festas, o barulho e o entretenimento são mais atraentes do que a santidade, a reflexão, o respeito e a solenidade por estarmos diante de Deus. Parece que tudo nessa vida se não for levado para o lado da atratividade carnal estaria enfadado ao fracasso.
Penso que nossa norma não deve ser as coisas do mundo mas as coisas do céu. Que novidade teríamos para apresentar aos seres humanos perdidos se tivermos que copiar o mundo para evangelizalos? Nós devemos elevar as pessoas para uma esfera que denote pureza, beleza,santidade e satisfação plena de uma nova vida. Se copiarmos as coisas que denotem paixões humanas, trevas, pecado e costumes mundanos, qual seria a norma e base de melhora pra essas vidas? Que poder que transforma vidas acompanhará essas almas? Será que o Espírito Santo usaria tais métodos para atrair as pessoas? Bom, encerro este meu comentário com duas citações importantes:
Pr. Erton Köhler, Presidente da Divisão, na RA, pág. 4. Transcrevo somente a citação feita de Le Roy Froom: “enquanto a igreja evangeliza o mundo, o mundo seculariza a igreja”. No mesmo diapasão, "a conformidade aos costumes mundanos converte a igreja ao mundo; jamais converte o mundo a Cristo" (O Grande Conflito, pág. 512)
Para deixar mais claro do que está: Usar métodos do mundo para evangelizar o mundo só converte a igreja ao mundo e jamais o mundo a igreja.
12 Fevereiro 2009
Lei a favor do domingo na Europa
Membros do Parlamento europeu querem consagrar o Domingo como dia de descanso
O Secretariado da COMECE - Comissão das Conferências Episcopais da União Europeia, as Igrejas alemãs protestantes e a Igreja de Inglaterra saudou a iniciativa de vários membros do Parlamento Europeu, que solicitam o pronunciamento dos restantes membros sobre a Declaração escrita acerca da “protecção do Domingo livre como pilar essencial do Modelo Social Europeu e como parte da herança cultural da Europa”.
Num comunicado enviado à Agência ECCLESIA, os bispos da UE indicam que tal declaração “pode constituir um importante compromisso para a «Europa social». Seria agora importante encontrar a maioria necessária para esta resolução para além partidos subscritores”.
A Declaração para a protecção do Domingo foi lançada pelos parlamentares europeus Anna Záborská, Martin Kastler, Jean Louis Cottigny, Patrizia Toia, Konrad Szymański, de diferentes partidos políticos, a 2 de Fevereiro.
Os bispos da UE afirma que “a crise económica e financeira tornou-nos mais conscientes de que nem todos os aspectos da vida podem ser sujeitos a forças de mercado” e indicam que “homem e mulher, que trabalham ao Domingo, estão a ser colocados em desvantagem nas suas relações sociais: na família, no desenvolvimento e até a saúde estão comprovadamente afectadas”.
A COMECE sublinha ainda que o Domingo livre “faz parte da herança cultural da Europa e advém de uma longa tradição”.
“O Domingo livre de trabalho é um factor decisivo no equilíbrio entre o trabalho e a vida familiar. É de fundamental importância para as relações familiares, mas também para a vida social e cultural, salvaguardar uma das poucas ocasiões em que pais e crianças se podem encontrar”.
Segundo a lei da UE, o Domingo é um dia de descanso semanal para crianças e adolescentes. Por isto, segundo os bispos, “o respeito pelo Domingo tem o potencial de se tornar no pilar do modelo social europeu”.
O episcopado da UE alerta para o facto de a protecção do Domingo “estar a ser esquecida em alguns Estados membros, com o objectivo de aumentar a produção e o consumo. Os trabalhadores experimentaram a fragmentação das suas vidas privadas, enquanto que as pequenas e médias empresas, que não permitem horário ininterruptos, perderam terreno no mercado”.
A declaração, agora introduzida no Parlamento Europeu, apela aos Estados membros e às instituições da UE que “protejam o Domingo, como um dia de descanso, nas legislações nacionais e internacional, para reforçar a protecção dos trabalhadores em áreas como a saúde e a conciliação entre a vida profissional e familiar”.
Para que seja adoptada, é necessário que a Declaração seja assinada pela maioria dos membros do Parlamento Europeu, ou seja, 394 membros, antes de 7 de Maio de 2009.
O artigo 116, que se refere às regras de procedimento do Parlamento Europeu, estipula que uma Declaração Escrita seja um texto com no máximo 200 palavras e seja apresentada por no máximo cinco membros parlamentares, submetida a todos os membros durante um período de três meses.
Se a Declaração recolher a maioria das assinaturas, torna-se um acto oficial do Parlamento Europeu, sendo transmitida aos destinatários citados.
O texto original da proposta pode ser consultado Aqui
Fonte - Ecclesia
Diário da profecia
10 Fevereiro 2009
CONDENA PAULO A GUARDA DO SÁBADO EM GÁLATAS 4:8-11?
CONDENA PAULO A GUARDA DO SÁBADO EM GÁLATAS 4:8-11?
“Outrora, porém, não conhecendo a Deus, servíeis a deuses que por natureza não o são; mas agora que conheceis a Deus, ou antes, sendo conhecidos por Deus, como estais voltando outra vez aos rudimentos fracos e pobres, aos quais de novo quereis ainda escravizar-vos? Guardais dias, e meses, e tempos, e anos. Receio de vós tenha eu trabalhado em vão para convosco”. . . . - Gálatas 4:8-11.
Está Paulo repreendendo os judaizantes por ensinar que os novos cristãos “tinham que guardar os sábados e os demais dias santos como parte de seu compromisso com Cristo”? Para responder a estas perguntas precisamos determinar se a observância de “dias, e meses, e tempos, e anos” pelos gálatas refere-se aos feriados pagãos supersticiosos ou aos festivais bíblicos, inclusive o sábado.
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Dias Supersticiosos Pagãos ou Dias Santificados Judaicos?
Uma análise detida do contexto não deixa dúvidas de que Paulo está falando sobre os dias supersticiosos pagãos. O apóstolo lembra aos gálatas que nos tempos antes de serem cristãos eles eram “sujeitos aos rudimentos do mundo” (Gál. 4:3). Os “espíritos elementares-stoikeia tou kosmou” nada têm a ver com o Velho Concerto, uma vez que a lei mosaica era desconhecida dos coríntios em seus dias pagãos. A maioria dos eruditos interpreta os “rudimentos” como os elementos básicos do mundo, tais como a terra, a água, o ar, o fogo, ou as divindades astrais pagãs a que se dava crédito por controlarem o destino humano.
O contexto claramente indica que Paulo repreende os gálatas por voltarem a seus dias de paganismo recorrendo a seu calendário pagão. Destarte, a questão não é sua adoção de dias santos judaicos, mas o retorno deles à observância de dias supersticiosos pagãos. Dois recentes artigos de Troy Martin, publicados em New Testament Studies [Estudos do Novo Testamento] e no Journal of Biblical Literature [Revista de literatura bíblica] oferecem significativa contribuição para entender a passagem sob consideração. Martin assinala que o esquema de acompanhamento de tempo encontrado em Gálatas 4:10 (“dias, e meses, e tempos, e anos”) é claramente distinto do que se encontra em Colossenses 2:16 (“dia de festa, ou lua nova, ou sábados”). Ele demonstra que embora a lista em Colossenses 2:16 seja inquestionavelmente judaica, porque as categorias temporais de dias de festa, lua nova e sábados são características do calendário religioso judaico, a lista em Gálatas 4:10 de “dias, e meses, e tempos, e anos” descreve um calendário pagão inaceitável a Paulo e suas comunidades”.
Martin chega a essa conclusão examinando não só a estrutura de tempo dos calendários pagãos, mas também o contexto imediato onde Paulo condena a tentativa dos gálatas de retornar a suas práticas pagãs (Gál. 4:8-9) tornando a utilizar o seu calendário pagão. “Como o contexto imediato claramente expõe, Paulo está preocupado com que seu empenho pelos gálatas tenha sido em vão, já que eles retornaram a sua vida pagã pregressa como evidenciado por sua renovada contagem de tempo do período prévio à conversão. Dada a sua associação com idolatria e falsas divindades, marcar o tempo segundo esse esquema pagão equivale a rejeitar o evangelho de Paulo e o verdadeiro e único Deus que este proclama (Gál. 4:8-9). Logo, Gálatas 4:10 estipula que quando os gálatas aceitaram o evangelho de Paulo com sua aversão à idolatria (Gál. 4:8), eles descartaram seu método pagão de contar o tempo. . . . Uma comparação dessas listas demonstra que a conversão dos gentios ao evangelho de Paulo envolve a rejeição de esquemas de tempos pagãos em favor do calendário litúrgico judaico”.
A Adoção do Calendário Judaico Pelos Gentios
A conclusão de Troy Martin de que a conversão dos gentios ao evangelho envolvia a rejeição de seu calendário pagão formulado sobre o culto idolátrico de muitos deuses e a adoção do calendário religioso judaico que havia sido transformado pela vinda de Cristo, representa, em meu ponto de vista, uma significativa descoberta em nosso entendimento da continuidade entre judaísmo e cristianismo.
As referências de tempo de Paulo claramente refletem sua adoção do calendário religioso judaico, conquanto modificado e transformado pela vinda de Cristo. Por exemplo, em 1 Coríntios 16:2, Paulo recomenda um plano de levantamento de fundos para a igreja de Jerusalém consistindo de pôr à parte em casa algum dinheiro kata mian sabbaton, isto é, “todo primeiro dia desde o sábado”, e não segundo o prevalecente nome pagão de dies solis-Dia do Sol, o que revela que ele ensinava seus conversos gentios a regularem suas vidas pelo calendário judaico.
Na mesma epístola, Paulo formula um argumento elaborado baseado sobre o festival da Páscoa e dos pães asmos a fim de exortar os coríntios, “celebremos a festa” (1 Cor. 5:6-8). Todo o argumento e exortação de manter a Páscoa não faria sentido à congregação gentílica de Corinto a menos que Paulo tivesse ensinado a respeito do calendário religiosa judaico. À luz dessas considerações, concluímos que “embora as referências temporais nas cartas de Paulo sejam esparsas, 1 Coríntios propicia forte evidência da adoção paulina da prática judaica que marcava o tempo pelas festas e sábados”.
A adesão cristã ao calendário judaico é especialmente evidente no livro de Atos. Repetidamente Paulo proclama o evangelho nas sinagogas e ao ar livre no sábado (Atos 13:14, 44; 16:13; 17:2). Em Troas Paulo fala aos crentes no primeiro dia desde o sábado (mia ton sabbaton) (Atos 20:7). “O panorama de Paulo em Atos”, destaca Martin, “fornece clara evidência de que os cristãos marcam o tempo por segmentos de festas e sábados”. Esta conclusão é claramente apoiada por Colossenses 2:16 onde encontramos o padrão da nomenclatura judaica de festas anuais, luas novas mensais e sábados semanais.
O fato de que Paulo ensinou suas congregações gentias a rejeitarem o seu calendário pagão, em que os dias recebiam os nomes de deuses planetários e os meses segundo seus imperadores endeusados, e contassem o tempo segundo o calendário religioso judaico, não significa necessariamente que ele lhes ensinasse a praticar os rituais religiosos judaicos. Os próprios romanos substituíram, pouco antes da origem do cristianismo, sua semana de “oito dias-nundinum” pela semana judaica de sete dias e adotaram no primeiro século o sábado judaico como seu novo dia de descanso e festa, sem a concomitante adoção dos rituais judaicos. No mesmo sentido, Paulo ensinou seus conversos gentios a contarem o tempo de acordo com o calendário religioso judaico sem esperar que praticassem os rituais com ele associados. Um bom exemplo é a discussão de Paulo do novo sentido das festas da Páscoa e dos Pães Asmos à luz do evento Cristo (1 Cor. 5:6-8).
À luz das observações precedentes, concluímos que as categorias temporais de Gálatas 4:10 (“dias, e meses, e tempos, e anos”) são pagãos e não judaicos, como a lista encontrada em Col. 2:16. Alegar . . . que os gálatas foram ensinados por falsos mestres “a observarem os sábados e as demais festas como parte de seu compromisso com Cristo” representa ignorar o contexto imediato onde Paulo fala de categorias temporais pagãs a que os gálatas estavam uma vez mais retornando.
A observância pelos gálatas de tempos sagrados pagãos derivava de crenças supersticiosas em influências astrais. Isso é sugerido pela acusação paulina de que a adoção dessas práticas correspondia ao retorno a anterior sujeição aos espíritos e demônios, “rudimentos fracos” por eles (Gál. 4:8-9).
A preocupação de Paulo não é expor as idéias supersticiosas ligadas a essas observâncias, mas desafiar o sistema todo de salvação que os falsos mestres gálatas haviam elaborado. Por condicionarem a justificação e aceitação por Deus a coisas como circuncisão e observância de dias e tempos pagãos, os gálatas faziam a salvação depender da realização humana. Isso para Paulo era traição do evangelho: “De Cristo vos desligastes vós que procurais justificar-vos na lei, da graça decaístes” (Gál. 5:4). . . .
Se a motivação dessas observâncias não tivesse solapado o princípio vital de justificação pela fé em Jesus Cristo, Paulo teria somente recomendado tolerância e respeito, como ele faz em Romanos 14. A motivação para essas práticas, contudo, adulterava a própria base da salvação. Conseqüentemente, o apóstolo não tinha escolha, mas rejeitar vigorosamente tais coisas. . . .
Em última análise, deve-se determinar a atitude de Paulo para com o sábado, não à base de sua denúncia de observâncias supersticiosas heréticas que podem ter influenciado sua observância, mas com base em sua atitude global quanto à lei. A falha em entender que Paulo rejeita a lei como um método de salvação mas a exalta como padrão moral de conduta cristã tem sido a raiz de muito malentendido quanto à sua atitude para com a lei, em geral, e para com o sábado, em particular. Que este estudo possa contribuir para esclarecer esses malentendidos permitindo que muitos sinceros . . . descubram, como Paulo diz, que “a lei é boa, se alguém se utiliza dela de modo legítimo” (1 Tim 1:8).
Por Samuelle Bacchiocchi
