05 Janeiro 2010

Por que demoras tanto Senhor?


Dias finais, últimos dias, tempo do fim. Estes são os dias atuais. Estamos vivendo neste mundo além do que deveríamos viver. A obra de Deus está com anos e anos de atraso e por esta razão é que afirmo que deveríamos hoje já estar vivendo no céu. Se duvidarem, leiam com muita atenção esta declaração:
“Houvesse o desígnio de Deus sido cumprido por Seu povo em dar ao mundo a mensagem de misericórdia, e Cristo haveria, antes disto, de ter vindo à Terra, e os santos teriam recebido as boas-vindas à cidade de Deus”. Testimonies, vol. 6, pág. 450.
“Sei que, se o povo de Deus houvesse mantido viva ligação com Ele, se Lhe houvessem obedecido à Palavra, estariam hoje na Canaã celestial”. Boletim da Associação Geral, 30 de março de 1903.
“Se todo vigia sobre os muros de Sião houvesse dado à trombeta um sonido certo, o mundo haveria antes desta data ouvido a mensagem de advertência. A obra, porém, acha-se com atraso de anos. Enquanto os homens dormiram, Satanás marchou furtivamente sobre nós”. Testimonies, vol. 9, pág. 29.
Se os desígnios de Deus tivessem sido cumpridos, nossos casos já teriam sido resolvidos e todos os santos já estariam vivendo no céu. Me angustio em pensar nesta possibilidade adiada. Fico aborrecido comigo mesmo ao pensar nas dores e sofrimentos que ainda miseravelmente desfrutamos neste ambiente hostil, o planeta terra sobre o poder do pecado.
O pior de tudo é que mesmo com as evidências  da gravidade do tempo, parece que o professo povo cristão  ainda não se aperceberam que estamos vivendo sob o risco fatal de perder a vida eterna. O conformismo, indiferença e o apego aos costumes mundanos além de estarem sendo comuns entre o povo cristão, ainda são defendidos como normas de equilíbrio e de bom senso. Parece que o errado hoje é dizer que alguém está errado. O santo definitivamente está se transformando em profano e o que considerávamos profano está se transformando em santo. É errado dizer que determinadas músicas são erradas. É errado dizer que determinados alimentos são errados. É errado dizer que determinados tipos de bebidas são errados. É errado dizer que determinados tipos de trajes são errados. É errado dizer que certos tipos de namoro são errados. É errado dizer que determinados lugares são impróprios para cristãos. Em outras palavras, o errado é ser santo... E assim vamos moldando nossa característica cristã mais semelhante ao mundo e mais distante do que ensinou Jesus: “Não ameis o mundo e nem as coisas que no mundo há” (I Jo 2:15).
Como conhecemos através da narrativa histórica, o povo de Israel teve sua entrada em Canaã tardada por sua infidelidade. Hoje segundo a revelação nos orienta,  “é a incredulidade, o mundanismo, a falta de consagração e a contenda entre o professo povo de Deus que nos têm detido neste mundo de pecado e dor por tantos anos” Manuscrito 4, 1883.
Os mesmos pecados que adiou a entrada do povo de Israel em Canaã são os mesmos que adiam a entrada do Israel espiritual na Canaã celestial. Como no antigo Israel, a aproximação com o mundo e seus costumes e o distanciamento das normas de um céu santo expressos na Bíblia e no Espírito de Profecia é que nos tem distanciado do sonho da glorificação.
Existe solução
Observe bem a citação acima. E se vivêssemos de maneira oposta as circunstâncias mencionadas? Se é a incredulidade, o mundanismo, a falta de consagração e a contenda entre o povo que tem nos privado do céu, então que tal se ao invés de incredulidade vivêssemos uma vida de maior fé? Ao invés de viver uma vida de mundanismo, passássemos a tirar as coisas do mundo de nossos sentidos? Ao invés de viver uma vida com falta de consagração, começássemos a nos consagrar mais e mais purificando nossas vidas das impurezas deste mundo? Ao invés de vivermos uma vida de contenda com nossos irmãos, passássemos a ter mais compaixão, amor e docilidade com os que erram como nós? Não tenho dúvidas, conseqüentemente estaríamos mais encorajados e preocupados com a obra de Deus e com certeza nos empenharíamos mais na missão. Assim  o mundo todo com mais brevidade veria a glória de Deus (Ap 18:1) e Jesus seria apressado para nos buscar, pois:
“Dando o evangelho ao mundo, está em nosso poder apressar a volta de nosso Senhor”. O Desejado de Todas as Nações, pág. 633.
“É privilégio de todo cristão, não só aguardar, mas mesmo apressar a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo. Se todos os que professam o Seu nome estivessem produzindo fruto para Sua glória, quão rapidamente seria lançada em todo o mundo a semente do evangelho! Depressa amadureceria a última seara, e Cristo viria para juntar o precioso grão”. Testimonies, vol. 8, págs. 22 e 23.
Apelo Final
Meu querido leitor, se muitos cristãos não estão com pressa, saiba que Deus tem pressa. Gostaria de lhe sugerir que pare, pense e tenha atitude. Não fique esperando por outros para um despertamento, Desperta-te tu, pois serás um condutor para que outros se levantem como você.
Abandone já as coisas do mundo que o afasta de um viver santo e piedoso. Tenha compaixão dos que te rodeiam e os ame como se fossem a jóia mais preciosa de sua vida. Permita que o Espírito Santo o consagre e o aperfeiçoe para que as pessoas vejam o brilho do poder do evangelho em seu rosto e em todo o seu ser. Organize bem sua vida para que a obra de Deus tenha o privilégio de ter parte do seu precioso tempo, porque será um grande privilégio para você também. Dizime seu tempo para que nada e ninguém o roube de Deus.
Dízimo do tempo - sugestão implacável

Este era o real desígnio desta mensagem, O DÍZIMO DO TEMPO. Muitos reclamam que não tem tempo para nada. Reclamam que não conseguem fazer nada que seja realmente útil. Por onde tenho passado realizando palestras, tenho tentado desafiar os membros a fazerem do seu tempo o que exatamente fazem com os recursos financeiros dados por Deus. Eu mesmo antes de estar empenhado totalmente na obra de Deus, não tinha tempo para nada. Mas um dia resolvi dizimar o tempo e me organizar de tal maneira que esse tempo soasse como de extrema sagacidade. Não permitia que nada atrapalhasse. Nem pessoas, nem telefonemas, nem compromissos seculares, absolutamente nada. Dizimei o tempo e com ele parece que passei a ter mais tempo. Com duas horas e 40 minutos por dia separados para Deus, eu estudava a Bíblia e a lição, lia e estudava assuntos pertinentes as palestras que fazia e sempre tinha visitas e estudos para fazer. Com a dizimação do tempo para Deus e Sua obra, cresci e ao invés de perder algo na vida, acabei por ganhar mais. Deus recompensara o meu ato de empenho de tempo maior para Ele. Antes não tinha tempo para nada, mas com a dizimação do tempo passei a ter mais tempo para Deus e para as necessidades de Sua obra.
Meu querido leitor gostaria de desafiá-lo a fazer tal dizimação do seu tempo. Sei que a vida é uma correria de louco, mas sei que Deus tem bênçãos maiores a lhe conceder. Sei que o mundo não pode lhe oferecer mais do que Deus pode. Não há nada que se compare quando estamos mais empenhados na missão da igreja. Nós crescemos, nossa fé cresce e amadurece, passamos a ter mais visão espiritual das coisas, passamos a orar mais, a ter mais temor de Deus e conseqüentemente Deus nos retribui com seus cuidados paternos. Ele sempre cuida de nós, mas há cuidados que só alcançamos quando nos envolvemos mais de fé em fé com o Deus da vida e da sobrevivência. Gostaria que pensasse com carinho e fizesse pelo menos um teste. Desafie você mesmo. Dizime seu tempo e use-o para a glória de Deus, para a igreja e para a missão que nos aproximará mais e mais da volta de Jesus. Depois me conte como foi sua experiência.  Há pequenos grupos que precisam de você. Há pessoas que precisam de sua visita. Há seres humanos ansiosos em aprender mais da palavra de Deus. Sua igreja precisa de sua idéias e criatividades. Há evangelismos que precisam de seu apoio e abnegação. Há muito o que fazer e por esta razão é necessário de uma parcela maior de nosso tempo. Torne esse tempo tão sagrado ao ponto de não permitir que nada o tome de você e de Deus.
Entre nessa guerra para ser um vencedor, pois a vitória já está ganha no sangue do Cordeiro.
Que Deus o abençoe.

Se você vive uma experiência assim, não deixe de postar um comentário nesta seção.

29 Dezembro 2009

PALESTRAS NA CIDADE DE JUNDIAÍ - SP


07 Dezembro 2009

Revista Adventista de Dezembro traz luz sobre Percussão na música de adoração.



Revista Adventista de Dezembro traz luz sobre Percussão na música de adoração.

Parece que nunca a Revista Adventista foi tão esperada pelo publico como a de dezembro de 2009. Assuntos relacionados com os cuidados que devemos ter quanto ao pós-modernismo influênciando a igreja e o uso de percussão (Bateria) na música de adoração tem gerado grande ansiedade entre o povo de Deus. Pessoas que nunca compraram uma única revista adventista, hoje estão não apenas curiosas mas desejosas de adquirir essa edição tão especial com assuntos tão discutidos na atualidade.

Tenho me encontrado com várias pessoas que  a todo o momento perguntam: "E ai, já chegou a revista?"...."Estou doido para ler o que nossa igreja tem refletido sobre isso".

Por onde tenho passado realizando palestras, as perguntas mais comumente feitas são se pela Bíblia podemos ou não usar a bateria na música de adoração e que conselhos a Igreja Adventista dará a esse respeito. Agora ficará mais fácil....quem realmente quiser saber o que nossos maiores teólogos e líderes tem a dizer, terão a disposição essa resposta na Revista Adventista deste mês de dezembro.

Penso que Deus sempre derrama maior luz nos momentos de maior crise. Este assunto da adoração, um dos mais importantes em toda a Bíblia, não pode ser tratados de forma leviana e baseadas em nossos gostos.

Nossa igreja, guiada por Deus tem aberto os olhos mais e mais sobre o papel da música na adoração e os instrumentos de percussão que sempre foram excluídos do ambiente de adoração do santuário pela interferência de Deus.

Pelo andar da carruagem e pelo tamanho das expectativas, quem deixar para comprar sua edição avulsa em última hora poderá ficar sem.

Portanto se preparem e adquiram logo reservando a sua pela casa publicadora pelo 0800 9790 606
.


03 Dezembro 2009

Engolidos pela TV



Em apenas 3 horas e 20 minutos intercalados dentro de 3 dias, veja o que foi possível colher de mensagens subliminares existentes em filmes, novelas, desenhos animados e propagandas comerciais:




Atos de violência ........................................... 65 cenas
Assaltos........................................................ 2 cenas
Armas.......................................................... 24 cenas
Bebidas......................................................... 2 cenas
Sexo............................................................ 9 cenas
Mentira....................................................... 15 cenas
Linguagem obsena....................................... 15 cenas
Medo, pavor.................................................. 30 cenas
Discussão.................................................... 44 cenas
Desrespeito.................................................. 44 cenas
Drogas........................................................ 4 cenas
Infidelidade.................................................. 3 cenas
Profanação do Nome de Deus........................26 cenas

Contra

Saúde............................................................. 1 cena
Carinho e amor............................................... 1 cena
Palavras bondosas.......................................... 3 cenas
Educativas...................................................... 2 cenas


Mas o que mais me surpreendeu de todos esses dados é que somente de cenas espiritualistas, magia sobrenatural e mistissismo somam-se o total de 139 cenas. Podemos dizer que do que há de mais vil tem sido difundido nas telinhas da televisão. Sem muita consciência os espectadores, entre eles os pais, mães, filhos, avôs, netos e até mesmo uma soma grande de intelectuais como psicólogos, educadores e governantes têm se alimentado desse câncer que entra pelos sentidos, devorando valores e princípios.

Este tipo de esgoto da sociedade está se desaguando nas casas de muitos cristãos da atualidade. Muitos passam cerca de 3, 5 ou 8 horas em frente de uma televisão enquanto que passam apenas uma hora na igreja no momento de culto. Que tipo de valores e princípios estamos nutrindo para a vida eterna? O alimento que estamos colocando em nossa mente nutrirá a nossa natureza carnal ou espiritual? Você consegue se ajoelhar para orar e agradecer a Deus pelo belo dia e pelas vitórias após ter assistido uma novela ou um filme onde valores são quebrados, princípios eternos são debochados?

Queridos pais e professores, e porque não jovens. Nossa geração e principalmente nossos filhos estão sendo educados pela mídia atual, e você já parou para se perguntar do que é formado a mídia? Ela é formado por aquilo que mais vende. O que mais vende é: A) - Violência, B)- Misticismo, C)- Sexo. É exatamente esse tipo de geração que estamos tendo hoje. Pessoas depravadas sexualmente, índices de violência alarmantes e crescentes e uma procura por misticismo e coisas sobrenaturais como nunca.

Muitos jovens cristãos estão saindo da igreja porque não conseguem viver sem pensar em sexo. Suas mentes são bombardeadas na escola, nas bancas, nos filmes que aparentemente são inocentes com pequeninas cenas  picantes. Pequeninas, mas....bem picantes. E o pior, as vezes trazidas para dentro da própria casa pelos pais.

Um dia um irmão me chamou de fanático, extremista e legalista por eu não querer televisão dentro de minha casa. Parece que o ERRADO é querer se afastar do mundo. O ERRADO nos dias atuais é querer se proteger das ciladas do diabo. o ERRADO é ser diferente. Já é comprovado psicológicamente que para um homem basta 2 segundos de cena de nudez pra ter problemas sérios com tentações por mais de uma semana. Portanto por mais bonito e legal que seja o filme, uma cena de apenas poucos segundos de nudez ou cenas de sexo já serão suficiente para estragar a mente de muitos homens por muitos dias.

Ellen White nos advertiu muitas vezes em seus escritos para vigiarmos as avenidas da alma que são os cinco sentidos. A palavra de Deus apela para dar atenção a tudo que é puro e a termos cuidados criteriosos a tudo que contemplamos. Tudo que entra em nossa mente através da vias dos sentidos nutrirá nossa natureza espiritual ou carnal. Não existe um terceiro reservatório. tudo vai ou para alimentar a natureza espiritual ou carnal. Se não tivermos devido cuidado, será impossível vencer mesmo com o poder de Deus.

Tomemos cuidado com a televisão, preservemos nossos filhos, nossas famílias, pois estamos no limiar do grande conflito e satanás usará de tudo para se sair bem neste conflito. Que Deus nos abençoe
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02 Dezembro 2009

CRONOLOGIA DO SALMO 150

A Cronologia do Salmo 150


Em diversas discussões acerca da música apropriada para a adoração a Deus, notadamente aquelas que tratam do uso ou não de instrumentos de percussão no culto, surge a questão acerca do Salmo 150, o qual, aparentemente, não apenas admite, mas ordena a utilização deste instrumentos no louvor ao Senhor.

Um dos argumentos utilizados para contrapor esta questão é, entre outros, o fato de que este salmo não está tratando da adoração no templo e que, provavelmente, tenha sido escrito em um momento histórico da vida de Israel onde não havia ainda uma clara instrução divina acerca da forma apropriada para a adoração litúrgica. Este amadurecimento cúltico ocorreu primeiramente no transporte da arca para Jerusalém e depois, de forma plena, quando foram feitos os preparativos para o serviço levítico do templo a ser construído por Salomão.

Surge então a dúvida: como seria possível provar que o Salmo 150 foi escrito antes do Templo de Salomão? Esta é uma dívida recorrente, e que, aparentemente, invalida o argumento anterior.

Esta dúvida é muito pertinente. É importante ressaltar que o cerne da questão não se concentra no fato de ter sido Davi o autor do Salmo 150, já que todos os comentaristas concordam com isso, mas a época em que tal salmo fora escrito. A princípio, é impossível datar precisamente o Salmo 150; porém é possível ter uma idéia de intervalo de tempo de seu surgimento. Para chegar a essa conclusão, é necessário compreender três fatores fundamentais:

1º - O processo de transformação cultural e litúrgica

Devemos entender o processo e progresso dinâmico da transformação litúrgica pelo qual passou o povo de Israel após terem saído do Egito. Aceitando ou não, a música e a instrumentação que o povo usava no templo de Salomão não eram as mesmas utilizadas após terem saído do Egito. Durante a peregrinação eles passaram por várias reformas, e não poderia ser diferente, pois saíram do Egito com o caráter completamente corrompido, poligamia, alcoolismo, danças, eram muito comuns entre o povo. Porém, não apenas aspectos internos da vida deles sofreram transformações, mas aspectos externos também. Entre muitos aspectos estão os relacionados à liturgia. Tais transformações continuaram a acontecer mesmo dentro de Canaã. No tocante à adoração musical, o povo progressivamente foi abandonando os velhos costumes egípcios. Entre esses costumes que foram abandonados, destacamos as danças e o uso de tambores. Se lermos as histórias em suas seqüências lógicas, tendo como base a liturgia, perceberemos nitidamente tal fato (ver gráfico abaixo).




Para comprovar tais fatos, deve-se observar com atenção a sequência dos fatos  ou ler os artigos abaixo intitulados:

Música na Bíblia e a Dança – Levi de Paula Tavares

O Canto do Senhor – Vanderlei Dorneles

Uso de Bateria na Igreja – Gilberto Theiss


2º - O Salmo 150 no contexto histórico-litúrgico

Tendo visto e compreendido o gráfico acima e entendendo as diferenças entre a música, a dança e o uso de tambores pré e pós Santuário de Salomão, precisamos então tentar encaixar o Salmo 150 com algum desses períodos. Uma vez que no templo a partir de Salomão os tambores não entraram (II Crônicas 29:25 e 26), não é nem um pouco coerente tentar encaixar o salmo com o contexto pós Salomão.

Por exemplo: Imagine uma roupa com cores vermelhas e bolas e quadrados amarelos que fora descoberta numa das escavações antigas. Após a tal descoberta, o próximo desafio agora seria descobrir de que período é esta peça de roupa. Analisando todos os fatos históricos, percebe-se que em nenhum outro período era comum o uso de tais vestes com exceção do segundo século a.C.

Com tais descobertas, fica evidente que a tal peça de roupa provavelmente seja do segundo século a.C.

Da mesma forma, com base nas referências e inferências, cientificamente falando, fica evidente que Salmo 150 só se encaixaria perfeitamente com o período pré Santuário de Salomão. Pois somente antes do Santuário de Salomão é que as danças e o uso constante de tambores eram comuns. Após a intervenção de Deus através das instruções dadas ao profeta Natan e Davi, tais costumes e instrumentos não mais fizeram parte da liturgia no templo. Na verdade a maior prova de que este Salmo fora escrito antes da prática das exigências dadas por Deus sobre música é que Davi, o autor deste Salmo morreu onze anos antes da inauguração do templo, que foi também a inauguração do novo sistema de adoração musical proposto por Deus. Com isso, Salmo 150 não pode ter sido escrito depois, mas antes. Creio que são poucas as dúvidas de que Davi tenha sido o autor deste capítulo. Embora não seja claro, Ellen White em Fundamentos da Educação Cristã, p. 371, faz uma inferência bem contundente a esse respeito, atribuindo a autoria ao Rei Davi.

Quanto à possibilidade de ter sido escrito no período da luta entre Davi e Golias, este linha de pensamento se baseia mais em inferências. Nisto pode haver muitas dúvidas, coisa que não poderá haver quanto à escrita anterior a Salomão deste Salmo.

3º - O contexto literário e poético do Salmo 150

Mesmo que quiséssemos adaptar o Salmo 150 para o período de Salomão com o objetivo de tê-lo como apoio para substanciar a idéia de trazer para dentro da igreja as danças e os adufes (tambores), ainda assim teríamos problemas.

Salmo 150 não serve de base para dizer que podemos usar tambores e danças na liturgia da igreja, por dói motivos principais. Primeiro porque o salmo é uma obra poética e não histórica ou documental e, portanto pode utilizar de linguagem figurativa. Segundo, o capítulo expressa apenas uma questão de louvor circunstancial de gratidão constante a Deus por todos os Seus feitos, pois os versos dizem:

1- Louvai ao Senhor! Louvai a Deus no seu santuário; louvai-o no firmamento, obra do seu poder!

2- Louvai-o pelos seus atos poderosos; louvai-o conforme a excelência da sua grandeza!

3- Louvai-o ao som de trombeta; louvai-o com saltério e com harpa!

4- Louvai-o com adufe e com danças; louvai-o com instrumentos de cordas e com flauta!

5- Louvai-o com címbalos sonoros; louvai-o com címbalos altissonantes!

6- Tudo quanto tem fôlego louve ao Senhor. Louvai ao Senhor!

O verso 4 não é uma ordem para louvar a Deus com danças e adufes dentro do Santuário, pois se assim fosse teríamos também que admitir que poderíamos colocar o boi, o cavalo, a galinha, o rato e tudo mais que tenha fôlego dentro do templo com objetivo de louvar ao Senhor (v. 6), o que seria completamente incoerente.

O capítulo em si é apenas um apelo e apresentação de que Deus é merecedor de todo o nosso louvor em todo lugar, circunstância e momento. Louvem ao Senhor no firmamento, na igreja, na escola, no trabalho, no campo, nas viagens, em fim, em tudo louve ao Senhor, pois Ele é merecedor, etc., etc., etc..

Podemos sim, naturalmente em alguns momentos de extrema felicidade dar saltos de dança em alegria a Deus como acontece comumente quando estamos felizes demais e acabamos por um momento exteriorizando dessa forma. Quanto aos tambores, temos hoje os desbravadores que com a fanfarra, glorificam a Deus apenas na circunstância e contexto marcial.

Agora, veja, cada coisa em seu devido lugar. Os tambores poderiam ser usados em determinadas festividades, porém dentro da igreja na adoração se torna objetável pelas razões apresentadas acima. Se na lista de instrumentos que Deus pediu, os tambores ficaram de fora, em uma circunstância cultural onde provavelmente os tambores eram os mais usados, essa referência nos dá todas as inferências necessárias para torná-lo dispensável dentro do templo hoje (Igreja). Não digo que Deus tenha proibido esse ou aquele instrumento, mas que houve uma clara orientação de um grupo de instrumentos e um ministério musical especial para o templo, disso não há dúvidas.

Com toda essa luz dizer que podemos ter bateria ou tambor dentro do Santuário atual, quando Deus por alguma razão muito sábia ausentou esse instrumento de sua lista é um risco que eu prefiro não correr. Não me sinto sábio suficiente para discutir com Deus nesta questão. Prefiro admitir e me calar diante de tal fato. Posso até tentar pensar em algumas possíveis razões, mas tenho que admitir que Deus não quis tal instrumento ali no contexto de adoração no templo. Embora não tenhamos plenas condições de saber as razões pelo qual Deus não permitiu a entrada dos tambores no templo, hoje com todo conhecimento sendo jorrado nos meios teológicos acadêmicos na teologia musical, podemos ter uma vaga noção de algumas possíveis razões. Descobertas científicas e acadêmicas sobre tambores e bateria não favorecem seu uso para momentos em que é exigido a reflexão. Mesmo em situações em que são usados em contexto marcial, faz-se necessário extrema habilidade e ponderação. “Cristãos em Busca do Êxtase” é um bom livro para pesquisa neste sentido. Tal livro recebeu os méritos e indicação assinada dos Doutores Amin Rodor e Alberto Timm. Outro livro muito bem preparado para responder tais questões é “O Cristão e a Música Rock” de Samuele Bacchiocchi.

Perigos que rodeiam o fundamento da IASD

Há pouco tempo vi um comentário afirmando que determinados princípios do tempo de Salomão referente ao Santuário perdem seu valor para os nossos dias. Essa afirmação é bastante perigosa, pois alguns ritos do santuário que eram apenas sombras dos acontecimentos futuros de fato eram transitórios, mas os valores e princípios que giravam em torno do contexto do santuário são imutáveis. Invalidar princípios do santuário, principalmente os que se contextualizam com a adoração é abrir margem para invalidar princípios maiores que giram em torno do templo. Creio que este seria o propósito de Satanás,uma vez que ele sabe bem que criamos uma muralha maciça em torno desta doutrina,devido às advertências do Espírito de Profecia quanto aos ataques que surgiriam a estes ensinos que sustentam o Santuário e conseqüentemente o movimento Adventista.

Será que Satanás não estaria preparando um ataque sutil, começando por uma invalidação baseadas em questões menores, para alcançar as maiores? Com certeza afirmar que a liturgia do santuário não diz nada para nós hoje é abrir precedentes para invalidar questões maiores, até chegarmos à conclusão de que nem tudo no santuário é digno de crédito para os dias atuais e assim corroer aos poucos aquilo que fundamenta a Igreja Adventista do Sétimo Dia. Percebem como existe extrema sutileza nestes combates aos princípios expressos ali mesmo que musicais? Como sei que alguns argumentarão dizendo que a solução então seria pegar os mesmo instrumentos que ali foram usados para trazê-los à igreja hoje, vale lembrar que o princípio ali não se baseia no tipo de instrumento que entrou no templo, mas nas implicações que fizeram com que determinados instrumentos deixaram de entrar - o princípio se fundamenta nisso.

Mas e quanto à situação da música no movimento adventista atual?

Temos que entender que vivemos no período da igreja militante. Nem tudo tem sido aos moldes com o que cremos oficialmente. Também não podemos achar que a igreja em si é responsável por determinadas situações caóticas. Não foi a igreja no âmbito teológico que oficialmente introduziu certas culturas musicais mundanas dentro de suas portas. É possível que alguns tenham feito, mas de forma particular. É possível que membros e até pastores tenham introduzido músicas indevidas, mas se introduziram, fizeram-no sem o consentimento oficial da teologia da igreja, introduziram por conta própria. As coisas podem ter desandado, mas nossa teologia sempre esteve firme a esse respeito, nunca mudou seu posicionamento. Pelo contrário, hoje nossa teologia a respeito da liturgia está mais bem alicerçada do que nunca. Embora alguns tenham se levantado com severos ataques a esse tipo de crença teológica, ao invés de enfraquecer, ela tem se tornado mais firme.

Por outro lado, também não podemos sair por aí, condenando todo mundo por tal fato. Devemos pregar, ensinar, dialogar e sempre buscando ajudar as pessoas a compreenderem melhor o assunto com muita paciência. Nem todos receberam a luz a este respeito. Muitos têm oferecido louvores com muita sinceridade e na ignorância, Deus os tem aceito. Mas, a pergunta que surge é: Será que Deus aceitará louvores daqueles que querem permanecer na ignorância?

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Outros artigos que vale a pena ser lidos:




O hinário adventista é para Jovem– Otimar Gonçalves

Um ministério de Música– Erton Kohler

Exegese do ocorrido em Minneápolis - Adna Sousa Calson

Quem Cumprirá a Profecia?- Pr. Élbio Menezes


Livros oficialmente adotados pela Igreja Adventista do Sétimo dia na América do Sul e pelo SALT/BRASIL e que respondem um pouco das questões acima.

• Cristãos em Busca do Êxtase (UNASPRESS) – Vanderlei Dorneles

• O Que Deus Diz Sobre a Música (UNASPRESS) – Eurydice Osterman

• Música Sacra, Cultura e Adoração (UNASPRESS) – Wolfgang Hans Martin Stefani

• Música em Minha Bíblia (CPB) – Helen Graumann

• Música, Sua Influência na Vida do Cristão – (CPB) – Ellen White

Outros Livros que valem a pena ler:

• O Cristão e a Música Rock – Escrito pelo Dr. Samuele Bacchiocchi (EUA) – Pode ser encontrado gratuitamente em português em http://www.musicaeadoracao.com.br/livros/rock/index.htm

• Música e o Grande Conflito (Editora ADOS) – Gilberto Theiss

• Música, Adventismo e Eternidade – Dário Pires de Araújo

• O Poder da Música – Martin Claret

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